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Apocalipse e a MISSA

10 jun

A Igreja alimenta os seus filhos com o Sangue do seu Senhor. Infeliz da Igreja se ela se alimentasse com suco de uva. O Senhor nos deu verdadeiramente o seu Sangue: “Quem beber do meu sangue terá a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. É uma questão de salvação.

Convido todo católico a não ter medo do livro do Apocalipse, que significa revelação do Senhor a nós. Quero começar exatamente no capítulo primeiro.

O Sangue do Senhor vai separar o joio do trigo, que vai derrubar a “grande Babilônia”, e nos dará a marca dos eleitos.

Apocalipse 1,5-6: “E da parte de Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém”.

Testemunha é aquele que amou até o fim, deu sua própria vida, sua própria alma. O Senhor Jesus derramou todo o seu sangue no altar da cruz e também na flagelação, na agonia. Ele é a testemunha fiel por causa do seu Sangue derramado na cruz.

Vocês estão entendendo por que não é apenas uma veneração ao Sangue de Cristo?

Temos que adorá-Lo porque Ele nos livrou da desgraça do pecado. Imagine como nós, sacerdotes, deveremos adorar o Sangue de Jesus na Missa. O Sangue que tomamos na Missa é o Sangue vertido na sua Paixão.

Já vou denunciar aqui que em liturgias mal vividas em tantas paróquias, estão deixando o Sangue de Cristo naturalmente de lado como se fosse vinho. Pinga no chão, os católicos não são formados para receberem a Sagrada Comunhão. É uma dor. Estão fazendo isso para levar a Missa a uma comparação de ceia protestante. Na Igreja Católica, não! Adoramos o mesmo Sangue derramado no altar da cruz.

Vocês estão entendendo por que não é apenas uma veneração ao Sangue de Cristo? Temos que adorá-Lo porque Ele nos livrou da desgraça do pecado. Imagine como os sacerdotes devem adorar o Sangue de Jesus na Missa.

O Sangue que tomamos na Missa é o Sangue vertido na sua Paixão.

Liturgias mal vividas em tantas paróquias, estão deixando o Sangue de Cristo naturalmente de lado como se fosse vinho. Pinga no chão, os católicos não são formados para receberem a Sagrada Comunhão. É uma dor.

Estão fazendo isso para levar a Missa a uma comparação de ceia protestante.

Na Igreja Católica, não! Adoramos o mesmo Sangue derramado no altar da cruz.

O Sangue de Jesus pinga no chão, daí vem uns ministros, pisam e dizem: “Depois eu limpo”.

Eu queria saber se estas pessoas estivessem no calvário teriam coragem de pisar no Sangue de Cristo que vertia da cruz? Mas como é a Missa… Mas não é mais vinho.

Não existe mais vinho, a não ser a aparência. É o Sangue do Senhor que está no altar. Não estou falando do risco de cair, mas estou falando do relaxo.

Vamos continuar no Apocalipse, capítulo 5, versículos 8-10. “Quando recebeu o livro, os quatro Animais e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfume (que são as orações dos santos). Cantavam um cântico novo, dizendo: Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça; e deles fizeste para nosso Deus um reino de sacerdotes, que reinam sobre a terra”.

É por isso que nenhum pastor protestante prega os Santos Padres da Igreja.

Já no século II, os que consagravam o vinho no Sangue de Cristo, São João Crisóstomo, por exemplo, dizia: “Quando teus lábios forem tingidos pelo Sangue de Cristo, (…) toque em teus lábios após um momento de adoração e santifica-te todo”.

Essas não são palavras minhas. São palavras do século II. Por isso digo: como o Brasil vive um momento histórico do perigo de avanço pentecostal e protestante, é importantíssimo que vocês saibam porque muitos pastores não têm a coragem de irem a pregarem os Santos Padres da Igrejas.

Mas permita-me ir ao século I e falar do bispo e mártir da Igreja, São Policarpo. Ele foi colocado numa fogueira – ele adorava o Sangue de Cristo – e como o fogo não queimava seu corpo, os soldados perfuraram seu lado. Saiu tanto sangue que apagou o fogo.

Espero que vocês percebam que nosso culto ao Sangue de Cristo nos leva a perceber a encarnação do Cordeiro. Aí vem a linda, a maravilhosa liturgia católica. “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

Nossa comunhão com o sangue do Senhor é pessoal. Não é simbólica, nem virtual. O cume da vida consagrada é o martírio.

Apocalipse 6,10: “E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?”

Quanto mais a Igreja for surrada, caluniada, mais ela quer pôr no seu cálice o seu sangue.

Quanto mais a Igreja sofrer, mais o cálice dela espera pelo seu sangue.

Eu sei que hoje é muito fácil cantar no meio pentecostal do que na Igreja Católica.

A nível de letra, testemunho, dinheiro, compromisso com o Corpo de Cristo.

“Porque nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus”.

A Missa não é só um culto de adoração a Jesus, é um ato de adoração ao Sacrifício do Cordeiro. Por isso, eu continuo combatendo missas celebradas em ambientes totalmente distorcidos daquilo que ela é.

Quem são os que vêm da grande tribulação? São os que lavaram a alvejaram suas vestes no Sangue do Cordeiro. “A missa é uma piscina do Sangue de Cristo”.

Por que não falar do martírio interior? Dentro de nós há um certo derramamento de sangue que é árduo, mas nos dá alegria. Onde você pode alvejar sua veste? Não há outro tempo a não ser no tempo da tribulação.

Apocalipse 12, 13s. “O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino. Mas à Mulher foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto, para o lugar de seu retiro, onde é alimentada por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, fora do alcance da cabeça da Serpente. A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir. A terra, porém, acudiu à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”.

Por que o sangue do Senhor não é só digno de amor, mas de toda adoração? Porque o sacerdócio de Cristo é legítimo e eterno, e por isso Ele consagra hoje em cada Missa o seu Corpo e o seu Sangue.

Uma tradição católica oriental que diz que quando Adão foi expulso do paraíso, ele morreu no lugar onde se daria o Calvário. E até hoje em Jerusalém, há a capela de Adão, que segundo a tradição é exatamente debaixo de onde foi colocada a cruz do Senhor.

Que lindo poder meditar o calvário. O que aconteceu ali? O Sangue de Jesus foi totalmente derramado. Por que a terra não sucumbiu com o Sangue de Cristo? Porque a Igreja o consagra.

“Rebatiza-te no Sangue de Cristo todos os dias. Se o demônio tiver ofuscado os olhos do teu intelecto, lava-os no Sangue de Cristo”.

Na consagração da Missa, volte o seu olhar para o cálice do Sangue de Cristo. Tire o olhar do folheto. Levante a sua cabeça. “Será esposo da verdade”.

Não sabe o que deve fazer com a sua vida? Adora o Sangue de Cristo.

Termino invocando a Mãe de Deus. Sangue da Virgem Maria que alimentou o Sangue de Cristo Senhor

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1 Comentário

Publicado por em 10/06/2011 em Bíblia, Missa

 

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Uma resposta para “Apocalipse e a MISSA

  1. VLTLEO

    30/09/2011 at 12:50 pm

    BELO.

     

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