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Arquivo da categoria: Batismo de Crianças

O Batismo de Crianças e o Batismo de Adultos

Muitos protestantes costuma argumentar que o Batismo de Crianças não aparece na Bíblia. Como conclusão, defendem que só os adultos podem ser batizados.

Primeiramente, nem tudo está na Bíblia, como afirma S. João: “Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever” (Jo 21,25).

Ou seja, o fato de não estar na Bíblia não prova que não se deva batizar crianças.

A pergunta deveria ser inversa: Onde estão as provas bíblicas para a afirmação de que apenas os adultos devem ser batizados?

 Agora, vamos provar que Deus deseja o batismo das crianças.

A Sagrada Escritura menciona vários personagens pagãos que professaram a fé cristã e se fizeram batizar “com toda a sua casa“. Assim o centurião romano Cornélio (At 10, 1s.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14s), o carcereiro de Filipos (At 16, 31033), Crispo de Corinto (At 18, 8), a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).

A expressão “casa” (“domus“, em latim; “oikos“, em grego) tinha sentido amplo e enfático na Antigüidade: designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças (que geralmente não faltavam).

Desde o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos. Assim se expressa Orígenes (185 – 255): “A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos“. (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E S. Cipriano, em 258, escreve: “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças“. (Carta a Fido).

Santo Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: “Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos“. (Adv. Haer. livro 2)

Na “Nova e Eterna Aliança“, o batismo substitui a circuncisão da “Antiga Aliança“, como rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8o dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.

O manual dos Apóstolos, também conhecido como ‘didaqué’, prescreve o batismo para crianças.

Ou seja, era costume dos apóstolos batizarem as crianças, segundo a importância que é o sacramento do “Batismo”, pois “quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus“.

A posição protestante é insustentável, visto que se eles tivessem que seguir tudo o que a Bíblia ordena, como ficariam certas normas do Antigo Testamento que não foram abolidas no Novo, mas pela Igreja que eles rejeitam? Exemplos: Não acender fogo (para cozinhar) em nenhuma moradia no sábado (Ex. 35,3). Não semear diferentes espécies no mesmo campo (Lev. 19,19). Não semear e colher nada, nos campos e na vinha, no ano sabático (Ex. 23, 10-11) e (Lev. 25 3-5). Não comer os frutos das árvores nos primeiros três anos (Lev 19, 23-25).

E, depois, se os pais são responsáveis perante Deus pelo sustento, proteção, educação, amparo etc de seus filhos, quanto mais seriam pelo bem espiritual.

 

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RESPOSTA CATÓLICA: BATISMO DE CRIANÇAS

Algumas igrejas protestantes, principalmente as fundamentalistas, criticam a prática da Igreja Católica de batizar crianças. Para eles, o batismo é reservado apenas para adultos e crianças mais crescidas, pois este deve ser administrado apenas após a evidência do “nascer de novo” – isto é, após a pessoa “aceitar Jesus como único Senhor e salvador”. No instante desta “aceitação”, a pessoa “nasce de novo” e se torna cristão, um dos eleitos, e sua salvação está garantida, para sempre. Só então se segue o batismo, já que este não possui poder salvífico algum. Na verdade, quem morre antes que seja batizado, mas depois de ter “aceitado” Jesus, vai para o paraíso de qualquer forma.

Da forma como estes protestantes entendem, o batismo não é um sacramento (no real sentido da palavra) mas um ordenança. De forma alguma transmitiria a graça que está simbolizando. Para eles, é apenas um manifestação pública da conversão de alguém. Pelo fato de somente adultos ou crianças maiores poderem se converter, o batismo é negado às crianças que ainda não alcançaram a “idade da razão” (em torno dos sete anos). A maioria destes fundamentalistas bíblicos afirmam que durante os anos anteriores à idade da razão, os bebês e as crianças menores estão automaticamente salvas. Assim que determinado indivíduo alcança a tal idade, deve “aceitar” Jesus para alcançar o paraíso.

Desde os tempos do Antigo Testamento, a Igreja Católica entendeu o batismo de forma diferente, ensinando que este é um sacramento que traz consigo diversas coisas, a primeira das quais é a remissão dos pecados, tanto o pecado original como o pecado atual – apenas o pecado original no caso dos bebês e crianças pequenas, pois são incapazes de pecado atual – quando o batizado for adolescente ou adulto.

Pedro explica o que no ocorre no batismo quando diz, arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (At 2,38). Porém, ele não faz restrição a este ensinamento apenas aos adultos. Ele acrescenta, pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus (v.39). E também lemos, Levanta-te. Recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome (At 22,16). Este mandamento é universal, não restrito a adultos. Além do mais, estes versículos tornam clara a necessária conexão entre o batismo e a salvação, uma conexão explicitamente mencionada por Pedro, que diz, esta água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo (1Pd 3,21).

Cristo chama todos ao batismo

Apesar de os protestantes fundamentalistas modernos serem os principais opositores do batismo de crianças, esta heresia não é nova. Na idade média, alguns grupos começaram a rejeitar o pedobatismo, como os Cátaros e Valdenses. Mais tarde, os Anabatistas (re-batizadores) deram prosseguimento a esta corrente doutrinária, afirmando que crianças são incapazes de receber o batismo validamente. Porém, a Igreja Cristã historicamente sempre sustentou que as leis de Cristo se aplicam às crianças da mesma forma como aos adultos, pois Cristo disse que ninguém poderá entrar no céu a menos que tenha renascido pela água e pelo Espírito (Jo 3,5). Suas palavras devem ser aplicadas a todos aqueles que desejem ter direito ao seu reino. Ele também defendeu este direito mesmo às crianças, deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham (Mt 19,14).

Lucas nos dá mais detalhes sobre esta bela passagem das Escrituras. Trouxeram-lhe também criancinhas, para que ele as tocasse. Vendo isto, os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, chamou-as e disse: Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas (Lc 18,15-16).

Os protestantes afirmam que estas passagens não se aplicam a crianças mais jovens e a bebês pois a passagem implica que as crianças a que Cristo está se referindo são aquelas que podem ir até ele por si mesmas (algumas traduções trazem “soltem as criancinhas para que venham a mim”, o que dá a entender que elas poderiam fazer isso por si próprias). Os fundamentalistas, então, concluem que a passagem se aplica somente às crianças que são capazes de andar, e, presumivelmente, capazes de cometer pecados. Mas o texto de Lc 18,15 diz Trouxeram-lhe também criancinhas (do grego proseferon de auto kai ta brephe). A palavra grega brephe significa “bebês, crianças nos primeiros anos de vida” – crianças completamente incapazes de chegar até Cristo por si mesmas e que não possuem a capacidade de fazer uma decisão consciente de “aceitar Jesus como seu Senhor e salvador”. Este é precisamente o problema. Os fundamentalistas refutam a possibilidade de conceder o batismo a crianças por que elas não possuem ainda a capacidade de fazer uma escolha consciente, como esta, por exemplo. Mas notem que Jesus diz porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas [referindo-se justamente a estas crianças que estavam sendo levadas a ele por suas mães/responsáveis]. O Senhor não exigiu que elas fizessem uma escolha consciente. Disse que elas são precisamente o tipo de pessoa que pode vir até Ele e receber o reino. Então com que bases, pergunta-se aos protestantes fundamentalistas, os bebês e as crianças jovens deveriam ser excluídas do sacramento do batismo? Se Jesus disse Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque impedi-las negando-as o batismo?

Alem disso, Paulo nota que o batismo substitui a circuncisão (cf. Cl 2,11-12). Nesta passagem, ele se refere ao batismo como “circuncisão de Cristo” e “circuncisão não feita por mão de homem”. Usualmente, somente crianças eram circuncidadas sob a Antiga Lei; a circuncisão de adultos era rara, pois eram poucos os convertidos ao judaísmo. Se Paulo quisesse excluir as crianças, não teria escolhido a circuncisão como paralelo do batismo.
Esta comparação entre quem poderia receber o batismo e a circuncisão é muito apropriada.

No Antigo Testamento, se alguém quisesse se tornar judeu, deveria crer no Deus de Israel, e ser circuncidado.

No Novo Testamento, se alguém quisesse se tornar cristão, deveria crer em Deus e em Seu Filho Jesus, e ser batizado. No Antigo Testamento, aqueles nascidos em lares judeus poderiam ser circuncidados em antecipação à fé judaica na qual iriam crescer e praticar.

Da mesma forma, no Novo Testamento, aqueles nascidos em lares cristãos poderiam ser batizados em antecipação à fé cristã na qual iriam crescer e praticar.

O caminho é o mesmo: se alguém é adulto, deverá proclamar a fé para ser aceito entre os membros; porém se este alguém é uma criança que ainda não possui faculdades para proclamar a fé, a ele será conferido o rito para aceitação entre os membros sabendo que será nesta fé que irá crescer.
Esta é a base da referência de Paulo ao batismo como sendo uma “circuncisão de Cristo” – ou seja, o equivalente cristão da circuncisão.

Os fundamentalistas relutam em admitir que a Escritura em lugar algum restringe o batismo a adultos, mas quando pressionados, acabam admitindo. Eles concluem que mesmo que o texto não explicite esta idéia, existem significados que suportam esta visão. Naturalmente, as pessoas cujos batismos são lidos na Escritura (e alguns são identificados individualmente) eram adultos, mas porque foram convertidos como adultos. Isto faz muito sentido, pois o cristianismo estava apenas em seu começo. Não existia ainda uma “população cristã”, com crianças educadas em lares cristãos, etc.

Mesmo nos livros do Novo Testamento escritos mais tardiamente no primeiro século, nós nunca – nem mesmo uma vez – vemos uma criança crescida em lar cristão sendo batizada apenas após fazer a tal “decisão” por Cristo. De preferência, sempre se assumiu que as crianças nascidas em lares cristãos já eram cristãs, pois já haviam sido “batizadas em Cristo” (Rm 6,3). Se o batismo de crianças não fosse o costume, deveriam haver referências de filhos de pais cristãos sendo aceitos na Igreja apenas após chegarem à idade da razão, mas não há nenhuma referência a isso na Bíblia.

Referências Bíblicas?Mas, alguém poderia perguntar, a Bíblia diz que bebês e crianças menores podem ser batizadas? As evidências são claras. No Novo Testamento lemos que Lídia foi convertida pela pregação de Paulo e que foi batizada juntamente com a sua família (At 16,15). O carcereiro a quem Paulo e Silas converteram foi batizado naquela noite juntamente com sua família, então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família (v. 33). Em sua saudação aos coríntios, Paulo recorda, aliás, batizei também a família de Estéfanas (1Cor 1,16).

Em todos estes casos, lares e famílias inteiras foram batizadas. Isto significa mais do que apenas o cônjuge, pois as crianças também estavam incluídas. Se o texto de Atos fizesse referências apenas ao carcereiro e à sua esposa, porque não lemos “foi batizado, ele e sua esposa”? Portanto, suas crianças também deveriam estar incluídas. O mesmo se aplica aos demais batismos semelhantes citados na Escritura.

Devemos admitir que é impossível conhecer a idade exata das crianças; poderiam ser crianças que já passaram da idade da razão, mas também poderiam ser bebês ou crianças menores, mais jovens. É mais provável que habitassem tanto crianças mais novas como mais velhas, e certamente haveriam crianças que ainda não alcançaram a idade da razão nestes e tantos outros lares que foram batizados, especialmente se considerarmos que a sociedade da época não se preocupava com métodos de controle de natalidade. Além do mais, dado o caminho para o entendimento de batismo em lares inteiros, se houvesse exceção a esta regra (as crianças), deveria estar explícita.

Padres e Concílios

A doutrina da Igreja Católica de hoje sempre foi a mesma adotada desde o início do cristianismo. Orígenes, por exemplo, escreveu no terceiro século que “de acordo com o costume da Igreja, o batismo é conferido às crianças” [Homilia a Leviticus 8:3:11, (244 d.C.}]. O Concílio de Cartago, em 253, condenou a doutrina de que o batismo das crianças deveria ser adiado até os oito anos de idade. Mais tarde, Santo Agostinho ensinou que “O costume da madre Igreja de batizar crianças certamente não deve ser zombado…nem que esta tradição seja algo que não dos apóstolos” [Interpretação Literal do Gênesis 10:23:39 (408 d.C.)]

Além do mais, a Bíblia nunca diz “a fé em Cristo é necessária à salvação, com exceção das crianças”, mas simplesmente diz “a fé em Cristo é necessária à salvação”.

Mesmo os protestantes fundamentalistas devem admitir que aqui há uma exceção às crianças a menos que desejem condenar todas as crianças automaticamente ao inferno.

Desta forma, os próprios protestantes fazem uma exceção às crianças em relação à necessidade da fé para alcançar a salvação. Eles, dessa forma, criticam o católico por fazer a mesma exceção para o batismo, especialmente se, como cremos, o batismo for um instrumento para a salvação.

Torna-se aparente, então, que a posição fundamentalista acerca do batismo infantil de fato não é conseqüência de críticas bíblicas, mas da idéia protestante da salvação.

Na realidade, a Bíblia indica que as crianças podem, e devem, ser batizadas, pois elas também podem herdar o Reino dos Céus.

Além disso, o testemunho e a prática das primeiras comunidades devem silenciar de uma vez por todas os que criticam a prática da Igreja Católica de batizar crianças.

A Igreja apenas dá continuidade à tradição estabelecida pelos primeiros cristãos, que atenderam as palavras de Jesus, Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas (Lc 18,16)

 

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Batismo de Criancas

A Bíblia sugere o batismo de todos, o que inclui as criançasAtos 2,38-39: “Disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados. E recebereis o dom do Espírito Santo. A promessa diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos que estão longe – a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar’.”

Atos 16,15: “Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos dizendo: ‘Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali’. E nos constrangeu a isso.”

Atos 16,33: “Tomando-os o carcereiro consigo naquela mesma noite, lavou-lhes os vergões; então logo foi batizado, ele e todos os seus.”

Atos 18,8: “Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.”

1Coríntios 1,16: “Batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro”.

O Batismo é necessário a todos, inclusive às crianças

João 3,5: “Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus’.”

Romanos 6,4: “De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo ressurgiu dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.”

“Todos pecaram” em razão do pecado de Adão, inclusive as crianças

Romanos 3,23: “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”

Romanos 5,12.19: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Pois como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um, muitos serão feitos justos.”

Salmo 51[52],5: “Certamente em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe.”

A Circuncisão (em geral realizada em crianças, cf. Gênesis 17,12), foi substituída pelo BatismoColossences 2,11-12: “Nele também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados com ele no batismo, nele também ressurgistes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.”

As crianças podem crer

Marcos 9,42: “E quem escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado ao mar”

Lucas 1,41-44: “Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Ao chegar-me aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.”

Salmo 22[23],9-10: “Contudo, tu me tiraste do ventre; tu me preservaste, estando eu ainda aos seios de minha mãe. Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre da minha mãe.”

 
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Publicado por em 17/03/2012 em Batismo de Crianças

 

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RESPOSTA CATOLICA BATISMO DE CRIANÇAS

 

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Batismo de Criancas

O que é muito comum escutar de um protestante é que estamos errados em batizar crianças, pois elas ainda não tem noção do que esta havendo e ainda nao aceitaram Jesus. Bem analisando no ponto de vista deles pode ate ser que sim pois, como eles colocariam um recém nascido dentro de um rio e mergulhar o nenê?? Iria matar a criança afogada !! rsO que acontece é que Jesus disse para batizar quem cresse pois a diferença do nivel de evangelização daquele tempo com hoje são totalmente inversos, a missão principal dos apostolos era levar a palavra a todos, mais nesse montante a maioria eram adultos que ainda nao conheciam Jesus, oras, claro que para batizar estes teria de ser primeiro que eles cressem em Jesus.Hoje é o contrario, onde a evangelização e o cristianismo esta bem abrangente em todo o nivel da população mundial,onde a educacao religiosa comeca desde o berço.Por isso batizamos a crianca, com bases biblicas de que Jesus disse que uma crianca esta mais que pronta para receber o batismo, pois a pessoa para entrar no Reino do Ceu tem que ser como a crianca, pura, e aberta as graças e não impondo qualquer obstaculo a ação de Deus:

Em Marcos 10:15 diz “quem não receber o Reino de Deus como uma criança nele não entrará”

Jesus quis dizer que as crianças estao sempre preparadas para o Reino por serem puras de coração e aptas para receber o batismo que os habilita ao Reino.

Porque os céus pertence aqueles que se assemelham a uma criança porque então uma criança nao estaria apta para receber o batismo, se ate mesmo para entrar no céu temos de ser como uma criança.

Marcos10:14 “deixai vir mim as criançinhas e não vos impeçais porque o Reino de Deus é daqueles que se assemelham”

Não devemos esperar as crianças crescerem para pedir o batismo assim como não espera que peçam alimento, é pecado grave privar-las do beneficio necessario a salvaçao.

O batismo das crianças é então uma circuncisão nova, que agrega ao novo povo de Deus ( Colossences 2,11 ) (Efésios 2,11-22) unido à páscoa de Cristo por esforços e por uma fidelidade generosa,o batizado se prepara para entrar no seu reino glorioso (Colossences 1,12) e na posse da celeste herança da qual tem as primícias pelo dom do espírito ( 2 Cor 1,22 ) ( Efésios 1,14 ).Ou seja assim como as crianças dos judeus eram consagradas a Deus pela circunsição (gen 17:12) e ate Jesus Filho de Deus também o foi, não devemos negar as crianças, já que o rito judaico equivale ao batismo, com a diferença principal e a mais importante que o batismo serve como renascimento ou regeneracao espiritual e tb para a salvacao (jo3:5 e tito3:5-7)Ora, se a Igreja Católica, analisando os textos bíblicos que nos revelam: “… Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.” (Romanos 3,23) (Romanos 5,12) (1 Coríntios 15,21-23) ou eis que nasci na culpa, minha mãe recebeu-me no pecado (Salmos 50,7) achou por bem batizar todos, grandes e pequenos, colocando como condição para o batismo dos pequenos a participação na fé familiar de seus pais (1 Coríntios 7,14) (Atos 16,31-33), ela age, mediante Cristo, correta e autorizadamente.Veja alguns exemplos de batismo de familias inteiras sem acepção de adultos ou crianças:

Atos 2:41= cerca de 3000 pessoas foram batizadas em pentecostes, havia lá familia inteiras e no meio desta gente havia crianças, assim como havia também crianças no meio da multidao no milagre da multiplicação dos paes (Mt 14:13-21 , Mc 6:30-44 , Lc 9:10-17 ).

Como no caso acima, assim também na ocasião do batismo de Lídia e de Estéfanas, São Paulo menciona que Lídia recebeu o batismo “com todos os de sua casa”; (At 16,14-15) e “batizei a família de Estéfanas” (1Cor 1,16), onde, certamente, não faltavam crianças pequenas

Lemos, sim, que vários personagens pagãos professaram a fé cristã e se fizeram batizar “com toda a sua casa”; assim o centurião romano Cornélio (At 10,ls.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16,14s), o carcereiro de Filipos (At 16,31-33), Crispo de Corinto (At 18,8) e a família de Estéfanas (1 Cor 1,16). A expressão “casa” (oikos, em grego) designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças.
Assim como na Antiga Aliança (prefiguração da Nova) a circuncisão era o sinal da Aliança; na Nova Aliança o sinal é o Batismo, um “sinal espiritual indelével” como diz o Catecismo, enquanto a circuncisão era apenas um sinal na carne, de onde se percebe que, assim como a Nova Aliança em si é superior à Antiga que a prefigurava, também o sinal da Nova Aliança (sinal espiritual) é superior ao da Antiga (sinal na carne).No entanto, ao instituir a circuncisão, Deus recomendava que ela fosse feita no oitavo dia após o nascimento. No entanto, aqueles que já eram adultos quando receberam de Deus essa instrução, foram circuncidados adultos mesmo, como ocorreu com Abraão e Ismael, por exemplo.Fato similar ocorre com o Batismo (do qual a circuncisão era prefiguração): de preferência, deve ser dado logo na infância; no entanto aqueles que, quando crianças, infelizmente não receberam este Sacramento, nunca é tarde: recebam-no na idade adulta mesmo.

Assim como o adulto não batizado, quando se converte e toma consciência da necessidade do Batismo, busca recebê-lo quanto antes, da mesma forma os pais cristãos, tão logo tomam conhecimento da gravidez, estão cientes de que Deus está de braços estendidos oferecendo esta graça de “renascer da água e do Espírito Santo” (Jo 3) ao seu filho, o qual pode recebê-la em qualquer momento a partir do nascimento, portanto devem, se têm consciência disso, fazer, juntamente com os padrinhos, a preparação para o Batismo ainda durante a gestação a fim de que, uma vez nascida a criança, possa ela ser batizada o quanto antes, tão logo haja um Batizado na sua respectiva Paróquia (se for demorar muito, eu pessoalmente acho até preferível batizar em outra Paróquia do que deixar a coitada da criança esperando, em casos extremos mais de mês, por esta graça que Deus está de braços estendidos oferecendo). Lembremo-nos do nosso Santo Padre, Bento XVI, que nasceu num Sábado Santo e Deus lhe concedeu a graça do Batismo no mesmo dia.

E a Palavra de Deus instrui a todos. Jesus, após Sua Ressurreição, dirigiu muitas palavras a Seus Apóstolos, de modo que cada um dos 4 evangelistas relata algumas, e, de acordo com São João, nenhum relata todas, pois para isso seria necessário escrever tantos livros que nem caberiam na Terra.A Palavra de Jesus Ressuscitado escritas por São Marcos parecem admoestar aqueles adultos que não foram batizados quando crianças, mas que, na idade adulta, receberam de Deus a graça de crer em Jesus Cristo: “Quem crer e for batizado será salvo”.Em outras palavras: você não foi batizado quando criança? Então, se crê em Jesus, exortado está a buscar na Igreja, quanto antes, a preparação para receber o Santo Batismo, e renascer da água e do Espírito Santo (Jo 3), morrer para o pecado e renascer para uma vida nova (Rom 6), despojar-se do homem velho corrompido pelas concupiscências enganadoras, e revestir-se do homem novo criado à imagem de Deus em verdadeira justiça e santidade.

Já as palavras de Jesus Ressuscitado escritas por São Mateus falam muito alto aos pais, ainda durante a gestação: Fazei discípulos meus em todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que Eu vos ensinei. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos (último versículo de São Mateus).

Veja que ele fala primeiro em batizar, depois em ensinar. Assim como o adulto só pode receber o Batismo se ele crê, os pais só podem pedir o Batismoa uma criança se tiverem o propósito de, conforme a criança for crescendo, ensinar-lhe a doutrina que Jesus nos ensinou. E, sabendo que a evangelização é obra do

Só os adultos que crêem podem receber validamente o batismo, que só vale por imersão ?

Onde estão as provas bíblicas para esta afirmativa ? Não existem !

a ) Alguns “crentes” afirmam que Jesus foi batizado no rio Jordão por imersão. Mas, os Evangelhos não falam disso ! Pode ter sido batizado como o apresentam antigas estampas: ficando com os pés no rio, enquanto S. João lhe derramava a água, com a mão, na cabeça. Na verdade, o modo de molhar o corpo com a água não tem importância ! Senão seria prescrito !

b ) Outros afirmam que “baptizare”, em grego, significa “imergir na água ” ; logo … Os biblistas, porém, documentam que em várias passagens da Bíblia esta palavra significa, igualmente, ” lavar “, ou “molhar ” na água as mãos, os dedos, os pés etc. São Paulo usa esta palavra em 1 Cor 10,2 : ” Todos ( os Israelitas ) foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar “. ( – como símbolo do batismo cristão ) . Sabemos, porém, que este batismo não aconteceu por imersão pois os Israelitas, junto com todas as crianças, passaram o Mar Vermelho a pé enxuto, tocando apenas a areia úmida do mar. Quem tomou o “batismo por imersão”, foram os soldados egípcios! E todos pereceram !( Ex 14,19-20 ). No batismo vale mais a fé em Deus e a obediência a seu legítimo representante do que a maneira de aplicar a água.

c ) Alguns textos bíblicos indicam o batismo feito por imposição. Em At 8,36-38 lemos sobre o batismo do eunuco etíope, feito pelo diácono Filipe, no caminho entre Jerusalém e Gaza, onde não existe nenhum rio ou lagoa, em que seria possível batizá-lo por imersão. Há apenas pequenas nascentes.

At 9,18-19 relata o batismo de Saulo convertido numa casa de Damasco. Não havia piscina nem tempo para batismo por imersão; pois, lemos : “Imediatamente lhe caíram dos olhos como escamas, e recuperou a vista. Levantando-se, foi batizado, e tomando alimento recuperou as forças”.

Igualmente em Filipos ( At 16,33 ) S. Paulo batizou o carcereiro : “Naquela hora da noite ( o carcereiro lavou-lhe as chagas e imediatamente batizou ele e toda a sua família “. E nos cárceres romanos não havia piscina !d ) Como no caso acima, assim também na ocasião do batismo de Lídia e de Estéfanas, S. Paulo menciona que Lídia recebeu o batismo “com todos de sua casa “; ( At 16,14-15 ) e “batizei a família de Estéfanas” ( 1Cor 1,16 ), onde certamente não faltavam crianças pequenas.O próprio Jesus afirma a Nicodemos : “Em verdade, em verdade te digo, que quem não nascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no Reino de Deus “. Para os primeiros cristãos esta regra valia igualmente para as crianças. Por isso Santo Ireneu (que viveu entre 140 a 204 ) escreveu : “Jesus veio salvar todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos “. (Adv.Haer. livro 2 ).Orígenes ( 185 255 ) escreve: “A igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos”. (Epist. ad Rom. Livro 5,9). E S. Cipriano em 258 escreve: “Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças “.( Carta a Fido ) .

e ) Na “nova e Eterna Aliança” o batismo substituiu a circuncisão da Antiga Aliança”, como rito da entrada para o povo escolhido de Deus. Ora , se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8o. dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.

Por isso a Igreja Católica recomenda batizar as crianças dentro do primeiro mês, após o nascimento.
Mesmo que as seitas não dêem valor à Tradição Apostólica, cada homem honesto reconhece os cristãos dos primeiros séculos conheciam muito bem e observavam zelosamente a doutrina e as práticas religiosas recebidas dos apóstolos.
Espírito Santo e não nossa, devem os pais desejar que, antes mesmo que a criança venha a ter idade para cometer seu primeiro pecado pessoal (enquanto só tem o original), esteja ela batizada, isto é, mergulhada no Espírito Santo, na vida da Santíssima Trindade, até porque é o Espírito Santo quem ensina a fé, os pais e catequistas são só instrumentos utilizados por Ele nesta obra que é dEle, e certamente é por isso que Jesus, nas palavras relatadas por São Mateus, fala primeiro em batizar, e depois em ensinar.
 
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Publicado por em 20/05/2011 em Batismo de Crianças

 

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