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Arquivo da categoria: Cruz

“Cruz é sinônimo de maldição” – Pregação de Valdomiro Santiago da Igreja…

Cada vez mais os falsos profetas com suas heresias atraem mais seguidores, seguidores estes que não conhecem a palavra, Oseias 4, 6 (porque meu povo se perde por falta de conhecimento).
Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. (S. Mateus 7,15); Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. (S. Mateus 24,11); Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. (S. Mateus 24,24)

Este indivíduo, pastor do cão, é o maior anátema desgraçado que já existiu, passa sua vida enganando o humilde povo de Deus, porém bem sabemos qual o fim que aguarda esse anti-Cristo

Mateus 24

  • “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane[enganando-vos e levando-vos ao erro];” (24.4)
  • “Porque muitos virão [apropriando-se da força de meu nome e] em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.” (24:5)
  • “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo (o Messias) está aqui, ou ali, não lhe deis crédito;” (24:23)
  • “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos (os eleitos de Deus).” (24:24)
  • “Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.” (24:26)

Separei alguns versiculos para demonstrar a veracidade do que digo e que uso para mostrar aos protestante que é errado ser contra a Cruz, porque é atraves dela que Jesus alcançou a vitoria e atraves dela que nos tambem poderemos seguir a Jesus, por isso dizia Ele:

Mateus 10:38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.

Mateus 16:24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me.

Lucas 9:23 E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

Lucas 14:27 E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.

Os versiculos que mais se destacam sobre a utilização da linguagem da Cruz e a pregação de Jesus Cristo crucificadi são:

I Corintios 1:18 “A Linguagem da CRUZé loucura para os que se perdem, mas para os que foram salvos, para nós é uma força divina”

1 Corintios 1:22-23 “Os judeus pedem milagres , os gregos reclamam sabedoria , mas nós PREGAMOS CRISTO CRUCIFICADO, escandalo para os judeus, LOUCURA PARA OS PAGAOS”

1 Corintios 2:2 “Julguei nao saber coisa alguma entre vós , senao Jesus Cristo e Jesus Cristo CRUCIFICADO”

Filipenses 3:18 “Porque há muitos por aí de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora digo chorando que se portam como INIMIGOS da CRUZde Cristo”

Colossenses 2: 15 “Espoliou os principados e potestades e os expos ao ridiculo, triunfando dele pela CRUZ”

I Corintios 1:17. Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho; e isso sem recorrer à habilidade da arte oratória, para que não se desvirtue a cruz de Cristo.

Galatas 5: 11. Se é verdade, irmãos, que ainda prego a circuncisão, por que, então, sou perseguido? Assim o escândalo da cruz teria cessado!

Galatas 6: 12. Os que vos obrigam à circuncisão são homens que se querem impor, só para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo.

Galatas 6: 14. Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

Efesios 2:16. e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade.

Hebreus 12:2. Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus.

Assim sendo menosprezar o valor que tem a cruz que foi parte das parabolas de Jesus e da historia da salvação é negar junto a Boa Nova pregada pelos apostolos , graças a Deus a Unica Igreja de Cristo com a sucessão e tradição Apostolica prova mais uma vez sua importancia para mostrar a Luz verdadeiramente do Evangelho, nao se atendo a interpretações particulares como faz o protestantes, se matendo a fé apostolica.

Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo

A cruz é uma glória, não uma vergonha!

Moisés prefigurou a cruz quando crucificou a serpente para que fosse salvo, pela fé, aquele que, mordido pela serpente viva, olhasse para a de bronze. Na verdade, se uma serpente de bronze erguida deu a salvação, o Filho de Deus encarnado, preso à cruz, não a daria?

A salvação sempre veio pelo madeiro. Com efeito, no tempo de Noé, a vida foi conservada pela arca de madeira. No tempo de Moisés, ao ver o seu bastão, o mar intimidou-se diante daquele que o golpeava. Teve, então, tanto poder o bastão de Moisés e será ineficaz a cruz do Salvador? O madeiro, no tempo de Moisés, abrandou a água. E do lado de Cristo, a água correu sobre o madeiro. A água e o sangue constituíram o primeiro dos sinais de Moisés; o mesmo ocorreu no último sinal de Jesus. Primeiro, Moisés mudou o rio em sangue; Jesus, no fim, deixou correr de seu lado água e sangue.

A exegese dos Padres deu-nos a causa disso. Nos evangelhos é dupla a força salvífica do batismo. A primeira é dada pela água aos iluminados. A segunda, aos santos mártires, em tempo de perseguição, por seu próprio sangue. Do lado do Salvador saíram sangue e água para confirmar a graça na proclamação de Cristo: na iluminação, isto é no momento do batismo, ou no tempo do martírio.

Arma-te contra teus adversários em favor da própria cruz; estabelece a fé na cruz como um troféu contra os que a contradizem. Quando, pois, tiveres que discutir com os infiéis a respeito da cruz de Cristo, começa por fazer com a mão o sinal da cruz. O adversário, então, será reduzido ao silêncio. Não te envergonhes de proclamar a cruz, pois os anjos a glorificam quando dizem: Sabemos que procurais Jesus, que foi crucificado (cf. Mt 28, 5). A cruz é, com efeito, uma glória, não uma vergonha!

Catequese 13, 20-22
(Patrologia Grega, 33, 798-799)

 
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Publicado por em 11/10/2012 em Cruz, Falsos Profetas

 

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A Cruz ou o cifrão?

Ao analisarmos as religiões existentes no mundo perceberemos que cada uma delas tem seus aspectos particulares que as distinguem entre si. Alguns segmentos apresentam características religiosas, políticas e sociais, outras apenas tratam de um desses departamentos. Mas o que é inerente a todas religiões são os seus símbolos, suas logomarcas.

O budismo, hinduísmo, islamismo todos eles tem seu símbolo, aquilo que os representa, mas qual a marca que caracteriza o evangelho? A marca do evangelho é a Cruz, mas uma cruz vazia.

Atualmente o que encontramos no cristianismo é uma mensagem anti-biblica, um evangelho que não esta de acordo com as Sagradas Escrituras. O que se prega hoje é aquilo que as pessoas querem ouvir e não aquilo que elas precisam ouvir.
Como vivemos em um mundo capitalista, onde o dinheiro é tudo que o homem precisa, pois com ele se compra tudo, dizem que até felicidade, o cristianismo tornou-se um meio de se tornar rico.

As pessoas buscam a Deus como se o Poderoso fosse um caixa rápido, e que com o cartão de credito espiritual tudo é fácil, simples assim!

Deixaram de pregar a Cruz para pregarem aquilo que o povo quer ouvir. Pregam uma mensagem que também possa fazer bem para seus próprios bolsos.

Vejamos alguns motivos para pregarmos a Cruz.

1º A cruz é o que nos diferencia de outras religiões.

Se não houvesse cruz o evangelho não seria em nada diferente de outras religiões. Se Cristo nos ensina a viver em sociedade, a respeitar e amar o próximo, outros também ensinaram e falaram muitas vezes coisas semelhantes.Se Cristo alimentou a multidão, outros tentaram fazer isso. Se Cristo teve discípulos, outros também tiveram.

Mas o que nos diferencia realmente de qualquer outra religião é que Jesus não foi apenas mais um líder, Ele é o Deus que se fez homem e morreu a morte de cruz em nosso favor.

Muitos líderes surgiram na história da humanidade, mas poucos morreram em favor de uma causa, e apenas um morreu em favor da causa dos outros.

Cristo não precisava de redenção, Cristo não precisava de Glória, Cristo Morreu em nosso lugar. Sua morte não trouxe beneficio para Ele ou para seus familiares, sua morte beneficiou a outros.

2º Foi nossos pecados que pregaram Jesus na cruz.

Quem matou a Cristo? Quem matou um homem que somente fez o bem? Que curou enfermos, libertou oprimidos, deu esperança ao necessitados? Que foi seu algoz? Quem foi que martelou aqueles pregos? Quem lhe infringiu a dor?

Alguns afirmam que foram os romanos ou os judeus. Outros querem condenar os líderes religiosos e políticos da época que usaram de falsas provas, de um julgamento fora dos padrões da época para condenarem a Jesus, contudo os verdadeiros culpados pela dor e sofrimento de Jesus, foram nós mesmos.

A lei estabelecida por Deus era clara: Para se ter comunhão comigo é necessário viver em santidade! O homem terá que escolher a Deus ou o pecado.

Se o homem não houvesse pecado não haveria necessidade da cruz. Se tivesse escolhido por Deus, não precisaria haver a Cruz. Se o homem tivesse cumprido com os pactos que Deus havia estabelecido com ele não haveria necessidade da cruz.

A cruz para a humanidade é o símbolo de seu fracasso, a Cruz para Deus é a marca de seu sucesso.

A condenação imposta a Jesus foi sentenciada por nós mesmos. Aquelas vozes que gritaram crucifica-o, eram nossas. Aqueles que esbofetearam, cuspiram, maltrataram e zombaram de Jesus éramos nós.

Muitos têm buscado a Deus como se Ele fosse o gênio da lâmpada mágica. Essas pessoas vão as igrejas para buscar sua benção, e de preferência benção financeira. Elas estão atrás do Cifrão!

No evangelho que Cristo nos ensinou nunca prometido riqueza e bens materiais. A promessa feita e que irá se cumprir na vida dos escolhidos é que através da Cruz podemos ter paz com Deus. Sua ira não será mais imposta a nós, pois sua graça nos alcançou, seu perdão foi derramado, e na Cruz temos a confirmação disso.

A igreja é lugar para buscarmos a cruz e não o cifrão.

 
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Publicado por em 12/04/2012 em Cruz

 

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Sexta Feira Santa e o mistério da cruz

“O coração tem razões que a razão não compreende”: expressão da sabedoria popular que se usa para definir atitudes humanas indefiníveis. A mesma expressão há de valer, e com maior razão, para aceitarmos as “loucuras de amor” do coração de Deus no mistério da Cruz. Por isso mesmo que é mistério, a inteligência entende menos a Cruz que o coração. São “pensamentos do coração”.

A Cruz simboliza as duas direções que se cruzam do mandamento do amor: o amor a Deus na direção vertical e o amor ao próximo na direção horizontal. Pela primeira Carta do Apóstolo João (1Jo 4, 10), sabemos que antes de mandar amar, Deus nos amou primeiro. Em sua encíclica “Deus é amor”, o Papa Bento XVI observa: “Agora o amor já não é apenas um mandamento mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro” (nº 10).

Antes de mandar amá-lo e amar o próximo, Ele ama.

A Cruz é o sinal que marca, envolve e acompanha a vida do cristão. Ela é sempre a forte lembrança da maior prova do amor de Deus pela humanidade: a entrega do seu Filho único pela vida do mundo. A Eucaristia é mais do que simples lembrança do ato de amor.

É a sua presença duradoura, fonte e ápice da vida cristã, conforme a define o Concílio Vaticano II. A Cruz só fala do amor. Olhá-la e não ver o que ela significa de amor é não ver sentido nela. Como os judeus, só vê nela motivo de escândalo; como os pagãos, só vê loucura, conforme testemunha São Paulo na primeira Carta aos Coríntios: “Pois o que é dito loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1, 25).

Olhar a Cruz e não ver que foi nela que Jesus Cristo, o amor encarnado de Deus, deu sua vida por nós é não ver o que viu o oficial romano que estava bem na frente da Cruz na hora em que Jesus expirou: “De fato esse homem era mesmo o Filho de Deus” (Mc 15, 39).

Olhar a Cruz e não ver que nela se travou o verdadeiro duelo entre vida e morte com a vitória da vida é estar desamparado na fé segundo declaração do Apóstolo Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”.

Eis a mais bela lição da Cruz na qual Jesus Cristo ofereceu por nós sua vida: a morte por amor não é negação da vida. É passagem, é páscoa. É assim também toda morte unida à dele: caminho para a ressurreição.

Cito mais uma vez Bento XVI na encíclica “Deus é Amor”: “Eis como Jesus descreve seu caminho pessoal que o conduz através da Cruz à ressurreição: o caminho do grão de trigo que morre e dá muito fruto. Partindo do centro do seu sacrifício pessoal e do amor que aí alcança a sua plenitude, Ele, com tais palavras, descreve a essência do amor e da existência humana em geral” (nº 8).

Escondido pelo manto da noite para não ser reconhecido pelos companheiros do Sinédrio e, ao mesmo tempo, atraído pela Luz que desfaz as trevas, Nicodemos vai ao encontro de Jesus porque sente que Deus está com Ele mas ainda não vê Deus nele. E Jesus revela-lhe: “É necessário que o Filho do homem seja levantado para que todos que nele crerem tenham a vida eterna” (Jo 3, 14).

Levantado na Cruz ele esteve para que todos vejam nele quanto Deus amou o mundo entregando o seu Filho unigênito; levantado na Cruz ele implorou perdão ao Pai pelos seus algozes que não “sabem o que fazem”, jeito próprio da misericórdia divina de perdoar; levantado na Cruz ele deu cumprimento ao oráculo do Senhor Javé ao profeta Ezequiel: “Deus não quer a morte do pecado, e sim que ele se converta e viva” (Ez 18, 23-32).

Na Sexta-feira Santa, a liturgia da Igreja celebra o mistério da Cruz fazendo-nos sentir o significado e o alcance dos sofrimentos de Jesus como Sumo Sacerdote da nova Aliança: “Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através de seus sofrimentos. E tornou-se a fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem” (Heb.5, 8-9). A sua experiência de “Servo Sofredor” era inseparável da sua experiência íntima com Deus.

O momento comovente dessa celebração é a “Adoração da Cruz”, exposta de modo encenado e com a participação dos fiéis.

E, a cada vez que a Cruz vai sendo desvelada, canta-se: “Eis o lenho da Cruz do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde adoremos!”.

A Cruz não é um lenho que significa morte mas vida. Celebramos a morte do Senhor na Cruz; hoje contemplamos sua cabeça coroada de espinhos, suas chagas expostas e o lado do seu coração rasgado pela lança; hoje beijamos seu Corpo pendente na Cruz; consolamos sua mãe dolorosa que nos foi dada por Ele mesmo como nossa mãe.

A Igreja também canta nesse dia: “Salve, ó Cruz, nossa esperança!”

Porque, no primeiro dia da semana, manhã da Páscoa da nova Aliança, como Ele mesmo havia predito, “o Filho do homem sofrerá muito, será entregue à morte, mas ao terceiro dia ressurgirá” (Mt 16, 21).

Ele “retomará a vida que livremente ofereceu ao Pai” para caminhar vitorioso no meio de nós: “Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20).

Se me perguntarem: por que Jesus Cristo quis morrer na Cruz? Responderei simplesmente: o coração de Deus tem razões que a inteligência humana não compreende.

 
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Publicado por em 06/04/2012 em Cruz, Liturgia

 

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Cristofobia

“Num momento em que o cristianismo é a religião mais perseguida do mundo, TJ do RS decide cassar e caçar os crucifixos. Os cristãos podem se preparar: vem uma onda por aí! Com o crucifixo, TJ expulsa também um pouco da Justiça!”

 

Não sou gaúcho. Modestamente, apenas brasileiro. Fosse, estaria ainda mais envergonhado do que estou com a decisão tomada pelo Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que acatou um pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de algumas outras entidades para que sejam retirados todos os crucifixos e outros símbolos religiosos das repartições da Justiça do Estado. Justificativa: o estado é laico. Publiquei uma pequena nota na noite de ontem, e muito gente apoiou a decisão. Publiquei, diga-se, as opiniões que não vieram acompanhadas de boçalidades anti-religiosas. Vamos lá.
O estado brasileiro é laico, sim, mas não é oficialmente ateu ou anti-religioso. E vai uma grande diferença entre uma coisa e outra. A República brasileira não professa um credo, mas não persegue crenças e crentes. Que dias estes que estamos vivendo! O cristianismo está profundamente enraizado na história e na cultura do Brasil. Os crucifixos não estão em tribunais e outras repartições para excluir, humilhar, discriminar, impor um valor ou qualquer coisa do gênero.
 Ao contrário até: basta ater-se aos fundamentos dessa fé, mesmo quem não tem fé, para constatar que os valores éticos que ela reúne constituem o fundamento — eis a verdade — da moderna democracia. Sim, meus queridos, foi o cristianismo que inventou a igualdade entre os homens. E não, isso não quer dizer que sua história tenha sido sempre meritória.
Por que a Liga Brasileira das Lésbicas  —  E ME FAÇAM O FAVOR DE NÃO CONFUNDIR ESSE GRUPO MILITANTE COM MULHERES LÉSBICAS, TOMADAS NA SUA INDIVIDUALIDADE — não pede a demolição da Catedral de Brasília, plantada na Praça Três Poderes? Por que não pede que o Rio ponha abaixo o Cristo Redentor? Urge mudar o nome de São Paulo, de Santa Catarina, do Espírito Santo, de São Luís, de centenas de cidades brasileiras que refletem a óbvia importância que o cristianismo, especialmente o catolicismo, teve entre nós.
Os que entraram com essa ação ridícula, acatada pelo Conselho da Magistratura, agem à moda do Taliban, que destruiu, em 2001, os Budas de Bamiyan, no Afeganistão, que datavam, no mínimo, do século 7 porque consideraram que eles ofendiam a fé islâmica. No Brasil, cuida-se agora de outro fundamentalismo.
Notem bem: se alguém propusesse uma lei que obrigasse repartições públicas a exibir o crucifixo, eu estaria entre os primeiros a protestar. Retirar, no entanto, os que foram herdados de uma tradição cultural, religiosa e civilizacional, bem, isso é um crime contra a nossa história, cometido para satisfazer vocações fundamentalistas. Os doutores e a tal liga das lésbicas que me perdoem, mas estão jogando no lixo ou mandando para o armário valores como igualdade entre os homens, caridade e… justiça! O cristianismo, prova-o a história, é também umas das primeiras correntes de pensamento realmente influentes a proteger a vida e os direitos das mulheres — à diferença do que pretende essa militância boçal.
Isso nada tem a ver com laicismo do estado. O que se caracteriza, aí sim, é perseguição religiosa. Não tenho dúvida de que muitos dos defensores dessa medida não hesitariam um segundo em defender também o “direito” de tribos indígenas brasileiras que praticam o infanticídio. E o fariam sob a justificativa de que se trata de uma tradição cultural…
O que mata e o que dá vida A tal liga tem agora de avançar contra a Constituição Brasileira. Afinal, Deus está lá. Vejam que sociedade de iniqüidades se construiu nos Estados Unidos, onde as pessoas ainda juram com a mão posta sobre a Bíblia. Que país ridículo é aquele capaz de cantar em seu hino: “In God is our trust”, discriminando ateus e agnósticos? O paraíso da liga é a Coréia do Norte, de onde a religião foi banida. Ou a China. Boa era a antiga União Soviética. Igualitários e sem preconceitos eram os países da Cortina de Ferro. Bacana é Cuba, sem essas frescuras com o Altíssimo… Como dizem alguns ateus do miolo mole, as religiões matam demais! Os regimes laicos, especialmente os comunistas, é que souberam proteger os homens, não é mesmo?
Sim, sinto-me bastante envergonhado por aquela gente toda — as que pediram o fim dos crucifixos e as que aceitaram o pleito. O cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo. Um iraniano foi condenado à morte por se converter. Começamos a assistir a uma variante da perseguição religiosa em nosso próprio país.
Não duvidem! Se as confissões cristãs aderissem à pauta da Liga Brasileira de Lésbicas — seja ela qual for —, o pedido não teria sido encaminhado. Como isso não aconteceu nem vai acontecer, elas resolveram que um símbolo, que tem valor para mais de 90% dos brasileiros (entre católicos, protestante tradicionais e evangélicos), tem de desaparecer. A desculpa? O laicismo do estado.
Eis aí mais um exemplo do fascismo de minorias. Uma leitora relatou aqui a sua participação num fórum que debateu a legalização do aborto. Um grupo de feministas defendeu de modo muito enfático que o combate ao aborto seja considerado um crime. Afinal, argumentaram, é uma questão de direitos humanos e de direitos da mulher… Em breve, será crime simplesmente não concordar com “eles”.
Os doutores do Rio Grande do Sul confundiram laicismo do estado com o ateísmo militante do estado. Mandaram para o lixo mais de 2 mil anos de cultura ocidental e mais de 500 da história do Brasil. Afinal, a Liga das Lésbicas ficava muito ofendida ao ver na parede aquele signo. O signo que está na raiz das idéias de igualdade no Ocidente.
Para encerrar: lembrem-se que essa era uma das propostas do “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos”. Não vingou porque a sociedade reagiu. Os militantes não se conformaram e foram à luta. Encontraram os doutores que lhes deram guarida.
O crucifixo está sendo expulso dos tribunais do Rio Grande do Sul. Como isso afronta os valores da esmagadora maioria do povo gaúcho SEM QUE SE GANHE UMA VÍRGULA NA ESFERA DO DIREITO, uma parte da justiça está necessariamente sendo expulsa com ele.
A esmagadora maioria do povo acredita em Deus, mas as elites militantes não acreditam no povo. Tampouco exercem o poder em seu nome. Ponto!

Por Reinaldo Azevedo

 
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Publicado por em 30/03/2012 em Cristofobia, Cruz

 

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A CRUZ NO HINO NACIONAL – VÃO MUDAR O HINO ?

Na antiguidade, a cruz, por ser um instrumento de condenação à morte, era um sinal de maldição (Gl 3,13). Depois que Jesus morreu nela por nós, a Cruz se tornou um sinal de honra e bênção. A partir de então, sob diversas formas, a Cruz é colocada na coroa dos reis, nas medalhas, condecorações, no alto das Igrejas, nas montanhas que circundam as cidades para abençoa-las, na campa dos falecidos, nas caravelas, nas bandeiras, etc.

Após as dez grandes perseguições romanas aos primeiros cristãos, o Imperador Constantino, antes da batalha contra Maxêncio, teve uma visão da Cruz com a inscrição: “com este sinal vencerás!”. Constantino mandou então colocar o sinal da Cruz em todos os estandartes e escudos romanos, venceu a batalha da ponte Mílvio (312) e deu liberdade aos cristãos, pondo fim às perseguições. A estação de trem em Roma, próximo ao local desta batalha, se chama exatamente “Lábaro”.

A inscrição de Constantino, com o cristograma e a cruz, recebeu o nome de “lábaro de Constantino”. Desde então tem sido interpretado por todo o mundo como um símbolo de cristandade.

Interessante que em nosso Hino Nacional se faz menção do lábaro e da cruz (na constelação do Cruzeiro do Sul) nele estampado: “lábaro que ostentas estrelado … em teu formoso céu risonho e  límpido a imagem do cruzeiro resplandece”. Neste hino, o poeta também quis dizer que o Brasil é como um sonho intenso e, já que em nosso céu a Cruz de Cristo resplandece, no cruzeiro, desta Cruz desce um raio vívido de amor e de esperança, que ilumina o Brasil, terra de Santa Cruz.

São Paulo Apóstolo fala que o resumo da sua pregação, o cristianismo, era Cristo crucificado: “Nós proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1, 23). Ele se refere ao “escândalo da Cruz” (Gl 5, 11), porque, realmente, muitos dela se escandalizavam.

E não só. Muitos a odiavam: “Há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3, 18). O ódio à cruz, o incômodo pela cruz, o escândalo da cruz, referem-se à Cristo. É Ele que incomoda, é sua doutrina, é sua lembrança que incomoda. É por isso que os atuais “inimigos da cruz de Cristo” não querem vê-la.

Ademais, a presença de crucifixos nas salas de julgamento dos Tribunais, conforme explica o jurista ex-ministro do STF, Paulo Brossard, é para lembrar “alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim, justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima da pusilanimidade de Pilatos, que, tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos e, com isso passar à história.

O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida… Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde…” (Zero Hora, 12/3/2012). Sendo assim, por lembrar Jesus e sua doutrina e a ignomínia do pecado e da injustiça, a cruz realmente incomoda! Ao diabo e a muitos também.

       Dom Fernando Arêas Rifan

Bispo da Administração Apostólica Pessoal

 
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Publicado por em 30/03/2012 em Cristologia, Cruz

 

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Crucifixo cassado e caçado: que símbolo mesmo está indo para a lata do lixo?

Leiam um artigo do notável do jurista gaúcho Paulo Brossard, ex-ministro do STF, sobre a retirada dos crucifixos dos tribunais do Rio Grande do Sul. Foi publicado na edição desta segunda do Zero Hora.

Tempos apocalípticos

Minha filha Magda me advertiu de que estamos a viver tempos do Apocalipse sem nos darmos conta; semana passada, certifiquei-me do acerto da sua observação, ao ler a notícia de que o douto Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado, atendendo postulação de ONG representante de opção sexual minoritária, em decisão administrativa, unânime, resolvera determinar a retirada de crucifixos porventura existentes em prédios do Poder Judiciário estadual, decisão essa que seria homologada pelo Tribunal. Seria este “o caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de Estado laico” e da separação entre Igreja e Estado.

Tenho para mim tratar-se de um equívoco, pois desde a adoção da República o Estado é laico e a separação entre Igreja e Estado não é novidade da Constituição de 1988, data de 7 de janeiro de 1890, Decreto 119-A, da lavra do ministro Rui Barbosa, que, de longa data, se batia pela liberdade dos cultos. Desde então, sem solução de continuidade, todas as Constituições, inclusive as bastardas, têm reiterado o princípio hoje centenário, o que não impediu que o histórico defensor da liberdade dos cultos e da separação entre Igreja e Estado sustentasse que “a nossa lei constitucional não é antirreligiosa, nem irreligiosa”.

É hora de voltar ao assunto. Disse há pouco que estava a ocorrer um engano. A meu juízo, os crucifixos existentes nas salas de julgamento do Tribunal lá não se encontram em reverência a uma das pessoas da Santíssima Trindade, segundo a teologia cristã, mas a alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima de pusilanimidade de Pilatos, que tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos, e com isso passar à História.

Em todas as salas onde existe a figura de Cristo, é sempre como o injustiçado que aparece, e nunca em outra postura, fosse nas bodas de Caná, entre os sacerdotes no templo, ou com seus discípulos na ceia que Leonardo Da Vinci imortalizou. No seu artigo “O justo e a justiça política”, publicado na Sexta-feira Santa de 1899, Rui Barbosa salienta que “por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz”… e, adiante, “não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados”.   Em todas as fases do processo, ocorreu sempre a preterição das formalidades legais. Em outras palavras, o processo, do início ao fim, infringiu o que em linguagem atual se denomina o devido processo legal. O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida.

Não é tudo. Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde. É deste modo que, há mais de cem anos, Rui concluiu seu artigo, “como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.

Faz mais de 60 anos que frequento o Tribunal gaúcho, dele recebi a distinção de fazer-me uma vez seu advogado perante o STF, e em seu seio encontrei juízes notáveis. Um deles chamava-se Isaac Soibelman Melzer. Não era cristão e, ao que sei, o crucifixo não o impediu de ser o modelar juiz que foi e que me apraz lembrar em homenagem à sua memória. Outrossim, não sei se a retirada do crucifixo vai melhorar o quilate de algum dos menos bons.

Por derradeiro, confesso que me surpreende a circunstância de ter sido uma ONG de lésbicas que tenha obtido a escarninha medida em causa. A propósito, alguém lembrou se a mesma entidade não iria propor a retirada de “Deus” do preâmbulo da Constituição nem a demolição do Cristo que domina os céus do Rio de Janeiro durante os dias e todas as noites.

Por Reinaldo Azevedo

 
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Publicado por em 13/03/2012 em Atualidades, Cruz

 

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Os protestantes tem horror ao ver a Cruz

É interessante ver como os protestantes tem horror ao ver a Cruz e não foram poucas as vezes que fui abordado por perguntas referente a cruz e alegando que nós catolicos adoramos o Deus morto, mas como vimos em varias passagens da Biblia, ate mesmo os apostolos pregaram a cruz, o Cristo crucificado e tiveram grande dificuldades de fazer com que as pessoas entendessem a linguagem da cruz e nós hoje sofremos ao tentar fazer com que os irmaos separados.

Separei alguns versiculos para demonstrar a veracidade do que digo e que uso para mostrar aos protestante que é errado ser contra a Cruz, porque é atraves dela que Jesus alcançou a vitoria e atraves dela que nos tambem poderemos seguir a Jesus, por isso dizia Ele:

Mateus 10:38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.

Mateus 16:24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me.

Lucas 9:23 E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

Lucas 14:27 E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.

Os versiculos que mais se destacam sobre a utilização da linguagem da Cruz e a pregação de Jesus Cristo crucificadi são:

I Corintios 1:18 “A Linguagem da CRUZé loucura para os que se perdem, mas para os que foram salvos, para nós é uma força divina”

1 Corintios 1:22-23 “Os judeus pedem milagres , os gregos reclamam sabedoria , mas nós PREGAMOS CRISTO CRUCIFICADO, escandalo para os judeus, LOUCURA PARA OS PAGAOS”

1 Corintios 2:2 “Julguei nao saber coisa alguma entre vós , senao Jesus Cristo e Jesus Cristo CRUCIFICADO”

Filipenses 3:18 “Porque há muitos por aí de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora digo chorando que se portam como INIMIGOS da CRUZde Cristo”

Colossenses 2: 15 “Espoliou os principados e potestades e os expos ao ridiculo, triunfando dele pela CRUZ”

 

I Corintios 1:17. Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho; e isso sem recorrer à habilidade da arte oratória, para que não se desvirtue a cruz de Cristo.

Galatas 5: 11. Se é verdade, irmãos, que ainda prego a circuncisão, por que, então, sou perseguido? Assim o escândalo da cruz teria cessado!

Galatas 6: 12. Os que vos obrigam à circuncisão são homens que se querem impor, só para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo.

Galatas 6: 14. Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.

Efesios 2:16. e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade.

Hebreus 12:2. Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus.

Assim sendo menosprezar o valor que tem a cruz que foi parte das parabolas de Jesus e da historia da salvação é negar junto a Boa Nova pregada pelos apostolos , graças a Deus a Unica Igreja de Cristo com a sucessão e tradição Apostolica prova mais uma vez sua importancia para mostrar a Luz verdadeiramente do Evangelho, nao se atendo a interpretações particulares como faz o protestantes, se matendo a fé apostolica.

O coração tem razões que a razão não compreende”: expressão da sabedoria popular que se usa para definir atitudes humanas indefiníveis. A mesma expressão deve valer, e com maior razão, para aceitarmos as “loucuras de amor” do coração de Deus no mistério da cruz. Por isso mesmo que é mistério: a inteligência entende menos a cruz que o coração. São “pensamentos do coração”.

A cruz simboliza as duas direções que se cruzam do mandamento do amor: o amor a Deus na direção vertical e o amor ao próximo na direção horizontal. Pela primeira Carta do Apóstolo João (Uo 4,10), sabemos que antes de mandar amar, Deus nos amou primeiro. Em sua encíclica “Deus é Amor”, o papa Bento 16 observa: “Agora o amor já não é apenas um mandamento, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro” (n° 10). Antes de mandar amá-lo e amar o próximo, Ele ama.

A cruz é o sinal que marca, envolve e acompanha a vida do cristão. Ela é sempre a forte lembrança da maior prova do amor de Deus pela humanidade: a entrega do Seu Filho único pela vida do mundo. A Eucaristia é mais do que simples lembrança do ato de amor. É a Sua presença duradoura, fonte e ápice da vida cristã, conforme a define o Concílio Vaticano 2°. A cruz só fala do amor. Olhá-la e não ver o que ela significa de amor é não ver sentido nela. Como os judeus, que só vêem nela motivo de escândalo; como os pagãos, que só vêem loucura, conforme testemunha São Paulo na primeira Carta aos Coríntios: “Pois o que é dito loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (ICor l, 25).

Olhar a cruz e não ver que foi nela que Jesus Cristo, o amor encarnado de Deus, deu sua vida por nós é não ver o que viu o oficial romano que estava bem na frente da cruz na hora em que Jesus expirou: “De fato esse homem era mesmo o Filho de Deus” (Mc 15, 39).

Olhar a cruz e não ver que nela se travou o verdadeiro duelo entre vida e morte com a vitória da vida é estar desamparado na fé segundo declaração do apóstolo Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”. Eis a mais bela lição da cruz na qual Jesus Cristo ofereceu por nós sua vida: a morte por amor não é negação da vida. É passagem, é Páscoa.

É assim também toda morte unida à dele: caminho para a ressurreição.

Levantado na cruz ele esteve para que todos vejam nele o quanto Deus amou o mundo entregando por ele o seu Filho unigênito; levantado na cruz Ele implorou perdão ao Pai pêlos seus algozes que não “sabem o que fazem”, jeito próprio da misericórdia divina de perdoar; levantado na cruz Ele deu cumprimento ao oráculo do Senhor Javé para o profeta Ezequiel: “Deus não quer a morte do pecado, e sim que ele se converta e viva” (Ez 18,23-32).

Na Sexta-feira Santa, a liturgia da Igreja celebra o mistério da cruz fazendo-nos sentir o significado e o alcance dos sofrimentos de Jesus como Sumo Sacerdote da nova aliança: “Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através de seus sofrimentos. E tornou-se a fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem” (Heb.5, 8-9).

A sua experiência de “servo sofredor” era inseparável da sua experiência íntima com Deus.

O momento comovente dessa celebração é a “adoração da cruz“, exposta de modo encenado e com a participação dos fiéis. E; a cada vez que a cruz vai sendo desvelada, canta-se: “Eis o lenho da cruz do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde adoremos!”.

A cruz não é um lenho que significa morte, mas vida. Hoje celebramos a morte do Senhor na cruz; hoje contemplamos sua cabeça coroa da de espinhos, suas chagas expostas e o lado do seu coração rasgado pela lança; hoje beijamos seu Corpo pendente na cruz; hoje consolamos sua Mãe dolorosa que nos foi dada por Ele mesmo como nossa mãe.

A Igreja também canta : “Salve, ó cruz, nossa esperança!” Porque, no primeiro dia da semana, manhã da Páscoa da nova aliança, como Ele mesmo havia predito, “o Filho do homem sofrerá muito, será entregue à morte, mas ao terceiro dia ressurgirá” (Mt 16, 21).

Ele “retomará a vida que livremente ofereceu ao Pai” para caminhar vitorioso no meio de nós: “Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt28,20).

 
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Publicado por em 17/11/2011 em Cruz

 

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Por que a Cruz?

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem” (Mt 24,30). A cruz é o símbolo do cristão, que nos ensina qual é nossa autêntica vocação como seres humanos.

Hoje parecemos assistir ao desaparecimento progressivo do símbolo da cruz. Desaparece das casas dos vivos e das tumbas dos mortos, e desaparece sobretudo do coração de muitos homens e mulheres a quem incomoda contemplar um homem cravado na cruz. Não devemos estranhar isto, pois já no início do cristianismo São Paulo falava de falsos irmãos que queriam abolir a cruz: “Pois há muitos dos quais muitas vezes eu vos disse e agora repito, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3, 18).

Uns afirmam que é um símbolo maldito; outros que não houve tal cruz, e que era apenas um mastro; para muitos o Cristo da cruz é um Cristo impotente; há quem ensine que Cristo não morreu na cruz. A cruz é símbolo de humilhação, derrota e morte para todos aqueles que ignoram o poder de Cristo para mudar a humilhação em exaltação, a derrota em vitória, a morte em vida e a cruz em caminho para a luz.

Jesus, sabendo o repulsa que ia produzir a pregação da cruz, “começou a mostrar aos seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse muito…que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo dizendo: ‘Deus não o permita, Senhor, isto jamais te acontecerá!’ Ele, porém, voltando-se para Pedro, disse: “Afasta-te de mim, Satanás!…porque não pensas as coisas de Deus, mas as dos homens!” (Mt 16, 21-23).

Pedro ignorava o poder de Cristo e não tinha fé na ressurreição, por isso quis apartá-lo do caminho que leva a cruz, mas Cristo lhe ensina que quem se opõe à cruz fica do lado de Satanás.

Satanás, o orgulhoso e soberbo, odeia a cruz, porque Jesus Cristo, humilde e obediente, venceu-o nela, porque “humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz!”, e assim transformou a cruz em vitória: “Por isso Deus o sobreexaltou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo o nome” (Fl 2, 8-9).

Algumas pessoas, para nos confundir, perguntam-nos: Você adoraria a faca com que mataram o seu pai?

É obvio que não!

Porque meu pai não tem poder para converter um símbolo de derrota em símbolo de vitória; mas Cristo sim tem poder. Ou você não crê no poder do sangue de Cristo? Se a terra que pisou Jesus é Terra Santa, a cruz banhada com o sangue de Cristo, com mais razão, é Santa Cruz.

Não foi a cruz a que matou Jesus mas os nossos pecados. “Ele foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado em virtude de nossas iniqüidades. O castigo que havia de trazer-nos a paz caiu sobre Ele, sim, por suas feridas fomos curados”. (Is 53, 5). Como pode ser a cruz um sinal maldito, se nos cura e nos devolve a paz?

A história de Jesus não termina na morte. Quando recordamos a cruz de Cristo, nossa fé e esperança se centram no ressuscitado. Por isso para São Paulo a cruz era motivo de glória (Gl 6, 14).

Ensina-nos os quem somos

A cruz, com seus dois madeiros, ensina-nos quem somos e qual é nossa dignidade: o madeiro horizontal nos mostra o sentido de nosso caminhar, ao qual Jesus Cristo se uniu fazendo-se igual a nós em tudo, exceto no pecado. Somos irmãos do Senhor Jesus, filhos de um mesmo Pai no Espírito! O madeiro que suportou os braços abertos do Senhor nos ensina a amar nossos irmãos como a nós mesmos. E o madeiro vertical nos ensina qual é nosso destino eterno. Não temos morada aqui na terra, caminhamos para a vida eterna. Todos temos uma mesma origem: a Trindade que nos criou por amor. E um destino comum: o céu, a vida eterna. A cruz nos ensina qual é nossa real identidade.

Recorda-nos o Amor Divino

“Pois Deus amou tanto ao mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3, 16). Mas como o entregou? Acaso não foi na cruz? A cruz é a lembrança de quanto amor o Pai tem por nós e do amor maior de Cristo, que deu a vida por seus amigos (Jo 15, 13). O demônio odeia a cruz, porque nos recorda o amor infinito de Jesus. Leia: Gálatas 2, 20.

Sinal de nossa reconciliação

A cruz é sinal de reconciliação com Deus, conosco mesmos, com os humanos e com toda a ordem da criação em meio a um mundo marcado pela ruptura e pela falta de comunhão.

O sinal do cristão

Cristo tem muitos falsos seguidores que o buscam só por seus milagres. Mas Ele não se deixa enganar, (Jo 6, 64); por isso advertiu: “Aquele que não toma sua cruz e me segue não é digno de mim” (Mt 10, 38).

Objeção: A Bíblia diz: “Maldito o que pende do madeiro…”.

Resposta: Os malditos que merecíamos a cruz por nossos pecados éramos nós, mas Cristo, o Bendito, ao banhar com seu sangue a cruz, converteu-a em caminho de salvação.

Contemplar a cruz com fé nos salva

Jesus disse: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem, para que todo aquele que crer tenha nele vida eterna” (Jo 3, 14-15). Ao ver a serpente, os feridos de veneno mortal ficavam curados. Ao ver o crucificado, o centurião pagão tornou-se crente; João, o apóstolo que presenciou o fato, converteu-se em testemunha. Leia: João 19, 35-37.

Força de Deus

“Com efeito, a linguagem da cruz é loucura para aqueles que se perdem, mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus” (1Cor 1, 18), como foi para o centurião, que reconheceu o poder de Cristo crucificado. Ele vê a cruz e confessa um trono; vê uma coroa de espinhos e reconhece um rei; vê um homem com os pés e mãos cravados e invoca um salvador. Por isso o Senhor ressuscitado não apagou de seu corpo as chagas da cruz, mas mostrou-as como sinal de sua vitória. Leia: João 20, 24-29.

Síntese do Evangelho

São Paulo resumia o Evangelho como a pregação da cruz (1Cor 1,17-18). Por isso o Santo Padre e os grandes missionários pregaram o Evangelho com o crucifixo na mão: “Os judeus pedem sinais e os gregos andam em busca de sabedoria; nós, porém anunciamos Cristo crucificado, que para os judeus é escândalo (porque para eles era um símbolo maldito), para os gentios é loucura (porque para eles era sinal de fracasso), mas para aqueles que são chamados, …, é Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Cor1, 23-24).

Hoje há muitos católicos que, como os discípulos de Emaús, vão-se da Igreja porque acreditam que a cruz é derrota. Jesus sai ao encontro de todos eles e lhes diz: “Não era preciso que o Cristo sofresse tudo isso e entrasse na sua glória?” Leia: Lucas 24, 25-26. A cruz é, pois, o caminho à glória, o caminho à luz. Quem rechaça a cruz não segue Jesus. Leia: Mateus 16, 24

 
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Publicado por em 13/08/2011 em Apologética, Cruz

 

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