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Arquivo da categoria: Reencarnação

QUAL A DIFERENÇA ENTRE REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO?

Algumas pessoas crêem na doutrina da reencarnação. Até mesmo alguns cristãos chegam a partilhar dessa crença, confundindo-a às vezes com a doutrina da ressurreição. Mas se compararmos estas duas doutrinas, perceberemos que uma nada tem à ver com a outra, mas que ambas se excluem.

Ressurreição significa ressurgir, voltar à vida. Assim, Jesus ressuscitou porque morreu e, após 3 dias, voltou a viver no mesmo corpo (observe que seu corpo havia desaparecido do sepulcro; cf. Mt 28,5-7; Mc 16,6; Lc 24,3-4 e Jo 20,1-9), ainda que este corpo tenha se tornado glorioso, podendo ser tocado (Jo 20,17.27) e também atravessar portas e paredes sem a necessidade de serem abertas ou derrubadas (Jo 20,19.). O corpo de Jesus ressuscitado é um corpo semelhante ao que receberemos no final dos tempos.

Reencarnação significa voltar a encarnar, materializar-se novamente. É uma doutrina espírita, que não possui nenhuma base bíblica, nem encontra amparo na Tradição e no Magistério da Igreja; portanto, não pode ser aceita por nenhum cristão. A doutrina da reencarnação afirma que o espírito do falecido assumirá um novo corpo para fins de purificação, ou seja, as sucessivas reencarnações de um espírito o fazem alcançar a perfeição no final deste longo processo, purificando-se assim das culpas e pecados cometidos nas reencarnações anteriores. Alguns pensadores que acreditam na reencarnação chegam a afirmar duas outras aberrações: que o espírito humano pode reencarnar-se no corpo de algum animal ou vegetal e que quando um espírito atinge a perfeição pode se transformar em deus!

A reencarnação é um absurdo para o cristão por vários motivos:

  • Em Hb 9,27 lemos que “para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e em seguida vem o juízo”. Isso significa que após nossa morte receberemos o veredito final de Deus: ou estamos salvos ou seremos condenados; e se formos condenados, não haverá outra chance (reencarnação) para chegarmos à perfeição.
  • Em Lc 23,43 lemos que Jesus afirmou ao bom ladrão que fôra crucificado com Ele: “Em verdade te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. Pela doutrina do Espiritismo, apesar de ser um bom ladrão, este não estaria totalmente purificado – pois havia roubado – e precisaria encarnar-se novamente. No entanto, Jesus lhe dá a sentença final: ele está salvo.
  • Os escritores do Novo Testamento afirmam que Jesus morreu pelos nossos pecados, venceu a morte e, assim, nos garantiu a Vida Eterna. Ora, se houvesse reencarnação, para que precisaríamos de um redentor? Nós mesmo, pelos nossos próprios méritos alcançariamos a perfeição e a salvação como Jesus. Logo, a reencarnação mina a base do Cristianismo que é aceitar Jesus como verdadeiro Deus e Homem.
  • A Bíblia também afirma que os justos herdarão o Reino de Deus, mas os ímpios serão jogados no Inferno, onde haverá choro e ranger de dentes. Se a reencarnação fosse possível como afirmam os espíritas, não haveria necessidade do Inferno porque os ímpios e até mesmo os demônios poderiam se purificar de suas más obras e encontrariam a salvação.

Além de tudo, fica a pergunta: como o homem pode se purificar das faltas e pecados cometidos nas encarnações anteriores se ele não possui a mínima lembrança do que fez? Se essa purificação fosse possível, bastaria desencarnar-se o mais rápido possível para que não tenha tempo de cometer novas faltas: assim atingiria a perfeição!

Resumindo, a reencarnação e a ressurreição são doutrinas bem distintas. Quem quer ser cristão tem que crer em Jesus Cristo como Deus e Homem e seguir sua Palavra. E Jesus nunca falou de reencarnação, apenas de ressurreição. Confiemos, com sabedoria, em nossa (única) ressurreição final!

 
 

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A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO REBAIXA A HUMANIDADE

Tudo, exatamente tudo o que Deus criou é bom, inclusive a humanidade (1ª Timóteo 4:4-5; conforme Gênesis 1:31; comparem com Tiago 1:17). Deus criou o ser humano e viu que era muito bom, Ele não nos criou para sermos algo sem valor, inferiorizado, um ser intrinsecamente maligno.

Mas, Allan Kardec, fundador do Espiritismo, distante desta verdade bíblica, afirmou que:

“O nosso mundo pode ser considerado, ao mesmo tempo, como escola de espíritos pouco adiantados e cárcere de espíritos criminosos” (livro “O que é o Espiritismo”, 10ª edição, p. 153).

Em outras palavras, de acordo com famoso fundador do Espiritismo só existem duas classificações possíveis para nós, seres humanos: ou somos espíritos atrasados ou somos criminosos (!!) Se estivermos errados em nossas afirmações, por favor, nos corrijam.

Será que é essa visão que Deus tem de nós? É evidente que a natureza divina é superior à humana, pois esta é finita, limitada, e foi criada por aquela, infinita, ilimitada.

É evidente também que o homem se enveredou por livre vontade e por sua ambição desenfreada em um estado de pecado e rebelião contra Deus, mas, o Criador jamais desistiu da humanidade e nem passou a vê-la como uma corja de espíritos inferiorizados e bandidos.

Muito pelo contrário, em Seu infinito e incondicional amor, se encarnou, uniu à Sua natureza divina a natureza humana na Pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, para, sem pecado, morrer em nosso lugar e restaurar toda a Sua criação (João 1:14; Romanos 5:8; 8:17-25; Hebreus 4:14-16). Deus, que é totalmente puro e santo, jamais desejaria se unir a uma natureza ou espécie de vida que considerasse pouco evoluída.

Observemos o que Alexandre Dias, outro escritor espírita afirmou:

“Nascer, morrer, renascer é o trabalho contínuo a que está sujeito o espírito, passando por todas essas transições, desde o tipo boçal ao gênio. Não importa saber quantos milhares de anos foram precisos para tomar as feições humanas, o tempo que demorou na raça indígena e na preta, até chegar à branca, e nem as várias nacionalidades que adotou na sua trajetória…E o espírito passará a outro planeta mais adiantado. Daí, em escala sempre ascendente, de planeta em planeta…” (Alexandre Dias, no livro “Contribuições para o Espiritismo”, 2ª ed., Rio de Janeiro, 1950, p. 19ss).

Mesmo que Alexandre Dias seja pouco conhecido até mesmo no contexto espírita, sua obra parece ter sido influenciada por outro escritor espírita, o francês Leão Denis, que, por sua vez, publicou inúmeras obras que lhe acarretaram o título de “o filósofo inconfundível do espiritismo” e em seu livro “Depois da Morte”, descreveu o homem (que segundo a Bíblia foi criado por Deus à Sua imagem e semelhança, Gênesis 1:26-27), como um mineral, que depois se transforma em vegetal, e depois animal irracional até atingir o patamar de ser racional, apoiando-se na filosofia do evolucionismo mais primitivo (até mesmo anterior a Charles Darwin). Hoje Denis é citado pelos espíritas doutrinadores brasileiros como importante referência dentro do Espiritismo. Observemos algumas de suas declarações neste citado livro:

“Sabemos que em nosso Globo, a vida aparece primeiramente sob o mais simples, os mais elementares aspectos, para elevar-se, por uma progressão constante, de formas em formas, de espécies em espécies, até o tipo humano, coroamento da criação terrestre (…) A alma se elabora no seio dos organismos rudimentares. No animal está apenas em estado embrionário; no homem adquire o conhecimento, e não mais pode retrogradar (…) No dia em que a alma, libertando-se das formas animais e chegando ao estado humano, conquistar a sua autonomia, a sua responsabilidade moral, e compreender o dever, nem por isso atinge o seu fim ou termina a sua evolução” (Leão Denis, “Depois da Morte”, 6ª ed., FEB, Rio de Janeiro, pp. 139-143).

Agora, observemos, nesta mesma linha de raciocínio, o que o próprio Allan Kardec afirmou:

“Da semelhança, que há, de formas exteriores entre o corpo do homem e o do macaco, concluíram alguns fisiologistas que o primeiro é apenas uma transformação do segundo. Nada aí há de impossível, nem o que, se assim for, afete a dignidade do homem. Bem pode dar-se que corpos de macaco tenham servido de vestidura aos primeiros espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra, sendo essa vestidura mais apropriada às suas necessidades e mais adequadas ao exercício de suas faculdades, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer para o espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto. Vestiu-se então da pele do macaco, sem deixar de ser espírito humano, como o homem não raro se reveste da pele de certos animais, sem deixar de ser homem” (“A Gênese”, FEB, Rio de Janeiro, 1985, 28ª ed., p. 212).

Seguindo ainda este pensamento, o espírita brasileiro Leopoldo Machado declarou em entrevista publicada na “Revista Internacional do Espiritismo”, p. 193, em 1941, em Matão, SP:

“A vida orgânica a anímica vem, não tenhamos dúvida, de muito baixo e de muito longe, dos seres inorgânicos, até chegar ao homem, ao espírito, ao anjo…A espécie humana provém material e espiritualmente da pedra bruta, das plantas, dos peixes, dos quadrúpedes, do mono (macaco). E, de homem, ascenderá a espírito, a anjo, indo povoar mundos superiores…”

No livro “Porque Deus condena o Espiritismo”, de Jefferson Magno Costa (CPAD, 12ª ed., Rio de Janeiro), do qual extraímos fatos para este artigo, o autor apresenta algumas considerações sobre estas declarações espíritas:

“Vemos aí que Allan Kardec, subserviente à doutrina materialista dos evolucionistas anteriores a Darwin, deu um jeitinho de arranjar uns paletós de macacos para os seus espíritos de estimação (…) Portanto, segundo temos constatado até aqui, os doutrinadores da reencarnação afirmam que uma pessoa (eu ou você, caro leitor) pode ter sido, em existências passadas, um animal qualquer, um vegetal ou um mineral (…) O próprio Allan Kardec, que afirmava ser a reencarnação de um antigo poeta celta, pode muito bem ter sido, em encarnações anteriores, a pedra onde alguém dentre os primeiros homens deu o primeiro tropeção e proferiu as primeiras palavras torpes; ou quem sabe, talvez Kardec tenha sido a árvore de onde alguém tirou um galho para a prática de um homicídio, ou uma porção do barro utilizado nos tijolos da Torre de Babel, ou, quem sabe ainda, o jumento cuja queixada serviu de arma a Sansão, quando ele matou mil filisteus (Juízes 15.15,16), ou simplesmente um sapo…” (pp. 142-143).

A doutrina da reencarnação, portanto, reduz, rebaixa o ser humano (todos nós) a seres inferiorizados do ponto de vista espiritual e até físico e intelectual, seres que precisam evoluir constantemente por meio de sucessivas vidas até chegar à perfeição.

Sim, devemos evoluir cada vez mais, mas isso ocorre nesta vida terrena, seja no campo físico, material, intelectual e espiritual, mas a Bíblia deixa claro que Deus criou cada elemento da natureza em seu contexto e com os seus propósitos: o mineral é sempre mineral, o vegetal é sempre vegetal, o animal irracional é sempre animal irracional, o ser humano é racional e continuará sempre nesta condição, mas, ele é pecador e precisa se arrepender dos seus pecados e receber a salvação por meio da fé no Filho de Deus, Jesus Cristo.

Até mesmo os anjos são sempre anjos. Eles não são seres humanos que evoluíram. (Obs: Para todas estas declarações, consultem as seguintes referências bíblicas: Gênesis 1:1-31; 2:7; Provérbios 3:19; 15:4a; Eclesiastes 3:1-11,19-21; Mateus 17:1-3; Lucas 16:19-31; 20:27-40; Atos 17:24-31; Romanos 3:21-24; Hebreus 1:13-14; Apocalipse 5:11-13; 7:9-12).

E pior ainda, a doutrina da reencarnação, não apenas rebaixa a humanidade. Quando ela se apóia na teoria da evolução, ela rebaixa a Divindade também, tornando-se um atalho filosófico para o ateísmo, devido ao fato de que com todos estes conceitos que observamos, afirma que Deus não criou o homem (que seria originário da evolução das espécies e da seleção natural) e nem criou o universo (que também seria originário de uma evolução cósmica).

 
 

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A Sagrada Escritura nega a Reencarnação

A morte é uma conseqüência do Pecado Original. Quem nos traz a vida, novamente, é Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Redenção.

Não há segunda chance, como está em S. Paulo: “Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento” (Hb 9, 27). “Assim o homem, quando dormir, não ressuscitará, até que o céu seja consumido, não despertará, nem se levantará de seu sono” ( Jó, XIV,12).

A doutrina espírita, com o seu reencarnacionismo, defende que o homem é o seu próprio salvador. Cada um se “auto-salva” através da iluminação progressiva. Portanto, há uma negação da Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A tese de que S. João Batista é Elias reencarnado, como eles defendem, não procede, visto que S. João respondeu peremptoriamente a uma comissão de judeus que o interrogavam a respeito: “Não sou Elias” (Jo.1 , 21)

Depois, na própria Transfiguração do Tabor, apareceram Elias e Moisés. Ora, pela tese espírita, o espírito toma a forma do último corpo que habitou. Como S. João já havia morrido, não seria possível ele aparecer como Elias…

As palavras de Nosso Senhor só podem ser entendidas no sentido que a Igreja ensina, ou seja, que S. João Batista era como um outro Elias. Se assim não for, a Bíblia estaria em contradição e a própria tese espírita-cristã ficaria sem fundamento.

A morte é, pois, uma conseqüência do pecado e um castigo sobre os homens, que precisam da graça que nos vem através da Redenção.

Onde está escrito que a Ressurreição será em nosso mesmo corpo?

A Ressurreição da carne é um dogma católico constante no Credo. Base da Fé católica.

Na Sagrada Escritura, são inúmeros os trechos que afirmam, explicitamente, a ressurreição de nossa mesma carne.

Jó, no meio de seus sofrimentos (com sua carne já corrompida pela lepra), consolava-se com a lembrança da sua futura ressurreição (Jó, 19, 35), os irmãos Macabeus também (II Mac. VII, 2). Marta também disse a Nosso Senhor: “Sei que meu irmão há de ressurgir na ressurreição que haverá no último dia” (S. Jo. 11, 24).

Não apenas os santos ressuscitarão, mas também os réprobos, como se lê em S. João (5, 28), S. Mateus (25, 31).

Além disso, a ressurreição de todos os homens será instantânea e universal (1 Cor. 15, 62).

Nosso Senhor Jesus Cristo declarou muitas vezes que ressuscitaria os mortos: “Virá uma hora em que todos os que se acham nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que obraram bem, sairão para a ressurreição da vida; mas os que obraram mal, sairão para a ressuscitados para a condenação” (S. Jo. 5, 28). E: “O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (S. Jo. 6, 55).
Cristo provou, diversas vezes, que tem o poder de ressuscitar os mortos e nos disse: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo. 11, 25). Ao mesmo tempo, se só a alma fosse punida ou recompensada, a retribuição aos méritos dos homens não seria perfeita. Diz Tertuliano: “porque muito boas obras, como o jejum, a castidade, o martírio, não podem ser realizadas senão por meio do corpo, é pois justo que ele participe da felicidade da alma”.

“Quando, diz Teodoreto, se levanta uma estátua a um general vitorioso, gosta-se de o representar com a armadura que usava no combate; e a alma não deveria ser glorificada no corpo em que venceu o seu inimigo?” “A retribuição é, pois, a razão última da ressurreição” (Tert). Depois, Cristo quis salvar o homem todo, em corpo e alma; se, portanto, pelo seu sacrifício só tivesse salvado a alma, sem o corpo, a redenção seria incompleta (Tert.); o demônio, na sua obra de destruição, teria sido mais poderoso que Cristo na sua obra de restauração; isto é impossível: o triunfo de Cristo foi completo. “Por um só homem entrou a morte no mundo, e por um só homem a ressurreição” (1 Cor. 15, 2). (apud. Francisco Spirago “Catecismo Popular”)

Podemos transcrever citações múltiplas na mesma linha, o que não deixa margem à dúvidas em relação à ressurreição da carne: “Este [corpo] corruptível revestirá a incorruptibilidade e este [corpo] mortal, a imortalidade” (1 Cor. 15, 52).

“Nós teremos, portanto, os mesmos corpos e não outros novos, a fim de que um receba o que é devido às boas ou más ações que houver praticado enquanto andava revestido do seu corpo” (2 Cor. 5, 10).

Filosoficamente, explica Santo Tomás de Aquino: “Ainda que dentro de 10 ou 12 anos todas as moléculas materiais do nosso corpo hão de estar mudadas, o nosso corpo conserva-se idêntico a si próprio, porque o princípio, a substância são os mesmos; assim os corpos ressuscitados conservarão a sua identidade, ainda quando todas as moléculas materiais lhes não fossem restituídas” (Santo Tomás de Aquino).

A comunicação com os mortos é real ou ilusória

Existe a possibilidade de almas que estão no purgatório pedirem orações pelos vivos.

Todavia, a comunicação com os mortos nunca pode ser provocada: “Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14)

As diversas condenações ao espiritismo na Sagrada Escritura

“Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo”. “Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6 – 27).

Em Isaias, vemos que é do espiritismo que se trata, quando Deus fala de feitiçaria, adivinho, etc… pois no cap. 8, 19, se lê a queixa de Deus “Acaso não consultará o povo o seu Deus? Há de ir falar com os mortos acerca dos vivos”? Em Jeremias lemos: “Não vos seduzam os vossos profetas, nem os vossos adivinhos… eu não os enviei” (19, 8,9). No Levítico (20, 27), Deus ordena a pena de morte de apedrejamento contra os pitões e adivinhos, que seriam – e eram de verdade – como os médiuns e esoteristas de hoje (vê-se isso especialmente em Isaías 47, 13).

No Deuteronômio (13, 1 a 5) se encontram passagens bem sugestivas de como Deus se ira contra os que forjam religiões falsas: “Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio e suceder tal sinal ou prodígio… não ouvirás as palavras de tal profeta e sonhador, porquanto o Sr. vosso Deus vos prova se amais o Senhor vosso Deus… E aquele profeta sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus.”

A quem consultar? A Deus ou aos espíritos?

Além disso, temos o fato de que esses espíritos entram em contradição entre si (Ver “O Livro dos Espíritos” cap. V, no. 222, p. 139, do próprio Alan Kardec). Mesmo em relação à reencarnação, os espíritos divergem em seus pronunciamentos (“Livro dos Médiuns” C. 27, No. 8, p. 338).

A Igreja católica considera que esses espíritos podem ser demônios (como descreve a Sagrada Escritura) ou simples manifestações subjetivas dos envolvidos (como descreve a psicologia).

Como explicar o sofrimento na visão católica

Sobre o sofrimento, o que ocorre é que a mentalidade do século XX é muito influenciada por uma visão de “gozo da vida”. Nosso Senhor, que não tinha nenhum pecado, sofreu por todos nós. Santa Terezinha do Menino Jesus, quando descobriu sua doença (tuberculose), ficou muito feliz por poder sofrer em união à Cristo.

Ensina S. Paulo: “Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo” (Colossenses 1, 24).

Nosso Senhor também disse: “quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.

Ora, a vida do católico (e de toda a criatura), neste terra, é um “vale de lágrimas”.

O sofrimento é um sinal de benção de Deus, que ama seus filhos e os ajuda e chegarem até Ele. Quando você conhecer alguém que não tenha sofrimento, desconfie. Ele pode estar recebendo nessa terra o pagamento pelo que já fez de bom, pois não receberá na eternidade… O homem justo expia os seus pecados e os dos outros, como Cristo expiou por nós na Redenção.

Existe um livro muito interessante, chamado “carta do Além”, que não tem nada de espírita. Trata-se de um sonho de uma freira. Nesse sonho, essa freira recebe uma carta de uma antiga amiga, que havia sido condenada ao inferno. Depois de ler a carta, ela transcreve em um papel. Nesse documento, a amiga diz, claramente, que Deus já tinha dado à ela, durante a sua vida, tudo o que lhe era de “direito”, por cada ato bom que, em algum momento de sua vida, ela havia feito.

Voltando ao sofrimento, hoje é pouco conhecido o motivo que leva o Padre, durante o ofertório, a acrescentar uma gota de água ao vinho que será transformado no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa gota de água é o nosso sofrimento, de cada homem, que é unido ao sofrimento de Cristo, segundo nos ensina S. Paulo, como já visto:”Agora eu me regozijo nos meus sofrimentos por vós, e completo, na minha carne, o que falta das tribulações de Cristo” (Colossenses 1, 24).

Quanto mais uma pessoa pode sofrer pelos outros (e por si), tanto mais ela se aproxima de Deus por seus méritos e pela assistência de que necessita.

Pode-se observar que, normalmente, quanto mais sofrida é a pessoa, tanto mais ela tem Fé em Deus. O sofrimento aproxima o homem de seu criador, assim como uma criança procura seu pai quando não consegue resolver por si mesma algum problema.

Portanto, não devemos nos assustar com pessoas que sofrem mais do que outras. Elas foram chamadas a uma vocação específica e muito grande. Elas compram graças para os outros e intercedem, com seus sofrimentos, junto ao trono de Deus.

Temos o caso de Jó, na Sagrada Escritura.

Como Jó era fiel, o demônio dizia que a fidelidade dele advinha do fato de que ele tinha riquezas. Deus, então, permitiu que o demônio retirasse a riqueza de seu servo Jó. E assim foi. Jó ficou pobre e, na sua pobreza, bendizia ao Senhor seu Deus: “Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus”. O demônio, ainda não satisfeito, afirmou que ele era fiel apenas por que tinha uma família muito boa e com muitos filhos. Novamente, Deus permitiu que o demônio atentasse contra a família de Jó. Morreram os seus filhos, ficou apenas a sua mulher. Esta, para provocar a Jó, dizia que ele deveria maldizer a Deus. Jó, porém, repetia: “Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus!”. O demônio continuava insatisfeito e lançou sua última carta: retirou a saúde do grande homem que os séculos cantam e glorificam em sua paciência. Jó, conta a Sagrada Escritura, ficou com a pior doença da época: a lepra. No monte de sua desgraça, Jó repetia: “Deus me deu, Deus me tirou, louvado seja o santo nome de Deus!”. Depois de tantas provas de fidelidade, Deus restituiu a saúde, a família e o dinheiro a Jó.

Esse é o amor filial, o amor de reverência, o amor de adoração que se deve à Deus. Jó é um dos maiores homens do Antigo Testamento! Ele foi grande por quê? Porque soube amar a Deus no seu sofrimento. Soube se entregar por inteiro ao seu criador, de quem recebeu tudo sem nenhum mérito. Agora, ele retribuía com um pouco o muito que recebera: a sua existência.

Deus nos convida à tomarmos a nossa “Cruz” e a “seguí-lo”.

(…)

 
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Publicado por em 17/08/2013 em Espiritismo, Reencarnação

 

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Reencarnação, uma falsa doutrina!

Se a alma se reencarna para pagar os pecados de uma vida anterior, dever-se-ia perguntar quando se iniciou esta série de reencarnações. Onde estava o homem quando pecou pela primeira vez? Tinha ele então corpo? Ou era puro espírito? Se tinha corpo, então já estava sendo castigado. Onde pecara antes? Só poderia ter pecado quando ainda era puro espírito. Como foi esse pecado? Era então o homem parte da divindade? Como poderia ter havido pecado em Deus? Se não era parte da divindade, o que era então o homem antes de ter corpo? Era anjo? Mas o anjo não é uma alma humana sem corpo. O anjo é um ser de natureza diversa da humana. Que era o espírito humano quando teria pecado essa primeira vez?
Se a reencarnação fosse verdadeira, com o passar dos séculos haveria necessariamente uma diminuição dos seres humanos, pois que, à medida que se aperfeiçoassem, deixariam de se reencarnar. No limite, a humanidade estaria caminhando para a extinção. Ora, tal não acontece. Pelo contrário, a humanidade está crescendo em número. Logo, não existe a reencarnação.
Respondem os espíritas que Deus estaria criando continuamente novos espíritos. Mas então, esse Deus criaria sempre novos espíritos em pecado, que precisariam sempre se reencarnar. Jamais cria ele espíritos perfeitos?
Se a reencarnação dos espíritos é um castigo para eles, o ter corpo seria um mal para o espírito humano. Ora, ter corpo é necessário para o homem, cuja alma só pode conhecer através do uso dos sentidos. Haveria então uma contradição na natureza humana, o que é um absurdo, porque Deus tudo fez com bondade e ordem.
Se a reencarnação fosse verdadeira, o nascer seria um mal, pois significaria cair num estado de punição, e todo nascimento deveria causar-nos tristeza; Morrer, pelo contrário, significaria uma libertação, e deveria causar-nos alegria. Ora, todo nascimento de uma criança é causa de alegria, enquanto a morte causa-nos tristeza. Logo, a reencarnação não é verdadeira.
Vimos que se a reencarnação fosse verdadeira, todo nascimento seria causa de tristeza. Mas, se tal fosse certo, o casamento – causador de novos nascimentos e reencarnações – seria mau. Ora, isto é um absurdo. Logo, a reencarnação é falsa.
A reencarnação causaria uma tendência à imoralidade e não um incentivo à virtude. Com efeito, se sabemos que temos só uma vida e que, ao fim dela, seremos julgados por Deus, procuramos converter-nos antes da morte. Pelo contrário, se imaginamos que teremos milhares de vidas e reencarnações, então não nos veríamos impelidos à conversão imediata. Como um aluno que tivesse a possibilidade de fazer milhares de provas de recuperação, para ser promovido, pouco se importaria em perder uma prova – pois poderia facilmente recuperar essa perda em provas futuras – assim também, havendo milhares de reencarnações, o homem seria levado a desleixar seu aprimoramento moral, porque confiaria em recuperar-se no futuro. Diria alguém: “Esta vida atual, desta vez, quero aproveitá-la gozando à vontade. Em outra encarnação, recuperar-me-ei” . Portanto, a reencarnação impele mais à imoralidade do que à virtude.
Finalmente, a doutrina da reencarnação vai frontalmente contra o ensinamento de Cristo no Evangelho. Com efeito, ao ensinar a parábola do rico e do pobre Lázaro, Cristo Nosso Senhor disse que, quando ambos morreram, foram imediatamente julgados por Deus, sendo o mau rico mandado para o castigo eterno, e Lázaro mandado para o seio de Abraão, isto é, para o céu. ( Cfr. Lucas XVI, 19-31)
E, nessa mesma parábola Cristo nega que possa alguma alma voltar para ensinar algo aos vivo.
A reencarnação é uma FARSA!
 
 

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João Batista era Elias reencarnado?

Jesus refere-se aqui a João Batista como “o Elias que havia de vir” (confira Mt 17.12; Mc 9.11-13).

Mas uma vez que Elias havia morrido há muitos séculos antes dessa ocasião, alguns reencarnacionistas têm alegado que João deve ter sido uma reencarnação de Elias.

Existem muitas razões pelas quais esse verso não oferece qualquer suporte à visão oriental, ou da Nova Era, sobre a reencarnação.

Mesmo que fosse possível mostrar essa passagem como uma referência a Elias ter reencarnado em João Batista, ainda se trataria de uma reencarnação muito diferente daquela que é pregada pelas seitas da Nova Era:

1) Se isso fosse verdade, seria uma reencarnação única, e não seguiria o modelo de reencarnações infindáveis como pregado pelas religiões orientais;

2) Se isso fosse verdade, teria ocorrido no contexto teísta e não na visão panteísta de mundo;

3) Não haveria o conceito de karma, através do qual essas seitas dizem que uma pessoa se reencarna para ser punida pelo que aconteceu em uma existência prévia.

Ora, dificilmente o fato de retornar como o maior profeta que precedeu Jesus teria sido um castigo para Elias (Mt 11.11).

Contudo, não é necessário entender essa passagem como uma reencarnação literal de Elias.

Existem várias indicações no próprio texto de que ela significa simplesmente que João ministrou no espírito e poder de Elias.

Em primeiro lugar, João e Elias não tiveram o mesmo ser — eles tiveram a mesma função.

Jesus não estava ensinando que João Batista fosse literalmente Elias, mas apenas que ele veio “no espírito e virtude de Elias” (Lc 1.17), com o fim de dar continuidade ao ministério profético de Elias.

Em segundo lugar, os discípulos de Jesus compreenderam que Ele estava falando a respeito de João Batista, uma vez que Elias apareceu no monte da transfiguração (Mt 17.10-13).

Como o profeta nessa ocasião já havia vivido e morrido, e uma vez que Elias ainda possuía o mesmo nome e a sua própria consciência, é óbvio que Elias não havia reencarnado em João Batista.

Em terceiro lugar, Elias não se enquadra no modelo proposto pelos defensores da reencarnação, pois ele não morreu.

Ele foi tomado e levado ao céu do mesmo modo que Enoque, que “não viu a morte” (2 Rs 2.11; conf. Hb. 11.5).

De acordo com a crença tradicional das seitas a respeito da reencarnação, uma pessoa precisa primeiramente morrer antes que possa ser reencarnada em outro corpo.

Em quarto lugar, essa passagem deve ser compreendida à luz dos ensinos claros das Escrituras, que são contrários à reencarnação. Hebreus 9.27, por exemplo, declara:

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (confira Jo 9.2).

 
 

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A REENCARNAÇÃO E O HINDUÍSMO

Segundo vários historiadores, a mais antiga fonte histórica onde se encontram referências à reencarnação estão nos Vedas – escritos filosóficos e religiosos dos hindus. Esta doutrina de reencarnação é bem mais recente do que a doutrina de consulta aos mortos: ela foi inventada pelos sacerdotes que oficiavam os rituais prescritos nos Vedas e introduzida entre o povo pela classe dos brâmanes.Esses sacerdotes inventaram toda essa história de vidas sucessivas com o propósito de inspirarem respeito das outras classes sociais da índia, para que assim fossem mantidos como superiores e protegerem seus privilégios.

Falando sobre suas próprias encarnações anteriores, os brâmanes faziam com que sua autoridade fosse antiquíssima aos olhos do povo.

Eles passaram a pregar que, de reencarnação em reencarnação, haviam chegado à posição em que se encontravam. E o povo acreditava e mantinha profundo respeito por eles.

Sidarta Gautama, o Buda (iluminado), tomou emprestado essa idéia do bramanismo, acrescentando-lhe outro detalhe: só os sábios é que escapam do círculo de nascimentos e mortes, deixando de reencarnar e atingem o Nirvana, ou seja, a quietude, a serenidade perpétua.

Segundo essa doutrina da reencarnação concebida pelo budismo, onde o espiritismo é um dos seus segmentos, conclui-se que Deus não passa de Ser de ilimitada tolerância, pois não existe pecado. Portanto, roubar, matar adulterar, prostituir-se, mentir e blasfemar não passam de experiências mal sucedidas nesse longo caminho e aprendizado.

Como no budismo, no espiritismo considera-se que essas ações não devem ser cometidas, mas, caso alguém venha a cometê-las, na próxima encarnação deverá expiá-las. Então Herodes, Nero, Hitler e outras monstruosidades que já existiram na história, um dia serão “anjos de luz”.

Não é assim que Deus nos ensina. Eis o que nos afirma a Bïblia em Romanos 14:14: “Assim cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.”

Negar a reencarnação é anular o espiritismo.Carlos Embassahy, em seu livro “O Mundo Espírita”, Ed. 1953, na pág. 01 assim se expressa:

“A importância da reencarnação é capital. Sem essa doutrina, o espiritismo perderia toda sua base filosófica… sem a reencarnação, estaríamos diante de um completo vazio.”

Por sua vez, Allan Kardec assim se expressa sobre a reencarnação em seu livro “A Gênese”, Ed. 1985, pág. 30:

“A reencarnação é uma das mais importantes leis reveladas pelo espiritismo.”

A doutrina espírita da reencarnação ensina que nossa vida atual neste mundo é repetição de outras existências vividas em outros corpos, ou seja, o estabelecimento de soluções em parcelas, de pendências comportamentais.

No “Evangelho Segundo o Espiritismo“, pág. 67, Kardec afirma que a “reencarnação é a volta da alma à vida corpórea, mas em um outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem de comum com o antigo.”

De acordo com a exposição ora feita, observamos que a reencarnação foi concebida como doutrina ou lei do espiritismo, segundo as expressões utilizadas por dois de seus mais respeitados doutrinadores espíritas.

No Cristianismo, aprendemos que a Ressurreição não é lei nem doutrina. É uma realidade que nos foi revelada e vivida pelo próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. O seu próprio túmulo está vazio, porque Deus não morre.

O texto bíblico mais antigo a que os espíritas se apegam para “provar” sua teoria reencarnacionalista está em Jó 1:20-21, que assim nos revela:

“Então se levantou Jó, rasgou o seu manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prostrado por terra, disse: Nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.”

Os doutrinadores espíritas, após esta leitura superficial da Bíblia, se apegam à expressão de Jó: “… e nu voltarei” para tentar provar que o próprio Jó acreditava na reencarnação: após a morte voltaria nu ao ventre de sua mãe, como nascera.

Ora, esse argumento se auto-anula, quando nos reportamos á pág. 67 do “Evangelho Segundo o Espiritismo“, já citado acima, e à própria questão 201 do “Livro dos Espíritos”, de Kardec, que assim se expressa:”O espírito que animou o corpo de um homem poderá animar o de uma mulher numa nova existência, e vice-versa? – Sim, pois são os mesmos espíritos que animam os homens e as mulheres.”

Entre os vários textos bíblicos a que os espíritas recorrem para tentar provar suas doutrinas sobre a reencarnação, está o diálogo havido entre Jesus e Nicodemus, registrado em João 3:1-21, que é freqüentemente usado entre eles, como prova de que Jesus, ao dizer a Nicodemus que lhe era necessário nascer de novo, estava pregando a reencarnação.

Os espíritas porém ignoram, que no texto original deste Evangelho de João, é utilizada a palavra grega anothen, traduzida como nascer de novo, mas que seu significado literal é nascer do alto, nascer de cima, nascer de Deus. Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, e sim através da operação do Espírito Santo de Deus no interior do homem. E isto nada tem a ver com a reencarnação.

Finalizando, se a doutrina da reencarnação fizesse parte dos ensinamentos de Jesus Cristo, certamente à pergunta de Nicodemus – “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura voltar ao ventre materno e nascer uma segunda vez?” – Jesus teria respondido: “Isto é possível Nicodemus. Basta você reencarnar.”
Mas a resposta de Jesus foi: “Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.”

Os doutrinadores espíritas com seus ensinamentos, tentam, a todo custo, demonstrar que pertencem ao Cristianismo como uma de suas denominações.

Daí a ânsia constante desses seguidores do budismo, onde o espiritismoé um dos seus segmentos, em recorrer à Palavra de Deus, que eles ignoram em suas doutrinas, para tentar um paralelo ou harmonia entre seus conceitos, o que nos deixam transparecer, claramente, suas grandes dúvidas ou hesitações naquilo que tanto pregam.Caros irmãos em Cristo Jesus:

Ao abordar um espírita, o cristão CATÓLICO deverá, com bastante amor e à luz da Palavra de Deus, Magistério e Tradição resgatá-lo das trevas onde se encontra e apresentando-o Jesus, não como um “médium”, segundo Kardec, mas como o filho único e Deus e também o único e somente único caminho que nos conduz ao Pai, pois esta é a verdade suprema.

Se porém o cristão for abordado por um espírita e sentir nele o espírito de afronta e de galhofa, deverá, com amor e sabedoria, calar e não fazer o jogo da afronta, como também Jesus calou-se diante de Pilatos ao ser por ele indagado sobre o que era a Verdade, que Ele tanto nos revelou nos Evangelhos.

Pois assim também Jesus nos ensinou:

“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.” (Mt 7:6)

Louvado seja o santo nome de Deus e do seu Filho Jesus, o que nos concedeu o Espírito Santo, presença constante em nossas vidas.

Amém !

 
 

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Por que a doutrina espirita seduz tanto as pessoas?

É realmente assombroso constatar como cada vez é maior o número daqueles que, embora se digam católicos, aceitam a doutrina da Reencarnação.Uma pesquisa realizada na Argentina pela empresa Gallup revelou que 33% dos entrevistados acreditam na Reencarnação.Na Europa, 40% da população aceitam esta crença.

E, no Brasil, nada menos de 70% dos brasileiros são reencarnacionistas. E mais: 34% dos católicos, 29% dos Protestantes e 20% dos sem religião admitem a Reencarnação.

A fé na Reencarnação constitui, pois, um fenômeno universal. E, por se tratar de um artigo de excelente consumo, tanto o Rádio como a TV, os jornais, as revistas e, ultimamente, o cinema se encarregam permanentemente o fornecê-lo a seus clientes.

Por quê esta doutrina seduz tanto as pessoas? O que é a Reencarnação?

A Reencarnação é a crença. Segundo a qual, ao morrer uma pessoa, sua alma se separa momentaneamente do corpo, e depois de algum atempo, toma outro corpo diferente para voltar a nascer na terra.

Portanto, os homens passariam por muitas vidas deste mundo. E por que a alma precisa reencarnar-se? Por que na nova existência deve pagar os pecados cometidos na vida anterior, ou receber o prêmio por ter tido uma conduta honesta.

A alma está em contínua evolução, dizem. E as sucessivas reencarnações permitem a ela progredir até alcançar a perfeição. Então se converte em espírito puro e já não precisa mais reencarnar-se e está pronta para atirar-se para sempre nos infinitos da eternidade.

Esta lei cega que obriga a reencarnar-se num destino inevitável é chamada “Lei do Karma” (Ato).

Para esta doutrina o corpo não seria mais que uma túnica caduca e descartável que a alma imortal veste por necessidade e que, uma vez desgastada, deixa de lado para vestir outra nova.

Existe, ainda, uma forma mais chocante de reencarnacionismo, chamada “Metempsicose”, segundo a qual, se alguém foi muito pecador, sua alma pode chegar a se reencarnar em um animal e, até mesmo, numa planta.

As vantagens!

Aqueles que crêem na Reencarnação pensam que esta lhes oferece muitas vantagens. Em primeiro lugar porque nos concede uma segunda (ou terceira ou quarta) oportunidade.Seria injusto arriscar todo o nosso futuro de uma só vez.Além disso, seria angustiante nos conformar com uma só existência, às vezes triste e dolorosa.

A Reencarnação, ao contrário, nos permite experimentar de novo.

Por outro lado, o tempo de uma só vida humana não é suficiente para se obter a perfeição necessária. Esta exige um longo aprendizado que se vai adquirindo pouco a pouco. Nem os melhores homens se encontram, no momento da morte, em tal estado de perfeição. A Reencarnação, porém, permite alcançar esta perfeição em outros corpos, em outras vidas.

Finalmente, a Reencarnação ajuda a explicar certos fatos incompreeensíveis, como por exemplo, que algumas pessoas sejam mais inteligentes do que outras, que a dor e o sofrimento estejam tão desigualmente repartidos entre os homens, simpatias e antipatias entre as pessoas, os casamentos que não dão certo, a morte precoce das crianças… tudo isto se entende melhor se estamos pagando dívidas ou recebendo méritos de vidas anteriores, a Reenccarnação é, pois, uma doutrina sedutora e atraente, porque pretende “resolver” questões intricadas da vida humana.

Além disso, torna apaixonante pra os comuns mortais poder descobrir que personagem famoso cada um foi na antigüidade. Esta expectativa ajuda, de algum modo, a esquecer os problemas da vida e a fugir da existência sombria e rotineira em que, às vezes, estamos submergidos.

Porém, como nasceu a crença na Reencarnação?

As mais antiagas civilizações que existiram como Suméria, a Egípcia, a Chinesa e a Persa não conheciam a Reencarnação.O enorme esforço que dedicaram à edificação de pirâmides, tumbas e mausoléus demonstra que criam numa única existência terrestre.Se pensassem que o defunto voltaria a reencarnar-se em outro ser, não teriam construído esta colossal coleção de templos e outros objetos decorativos que lhe preparavam para sua vida no além.

A primeira vez que aparece a idéia da Reencarnação é na Índia, no século VII a. C.

Aqueles homens primitivos, muito ligados ainda à mentalidade agrícola, viam que todas as coisas na natureza, logo que cumprem seu ciclo, voltam ao ponto de partida.

Assim, o sol que sai de manhã e se põe à tarde, logo volta na manhã seguinte. A lua cheia mingua, passando por várias fases mas sempre volta ao plenilúnio. As estrelas cumprem sempre as mesmas fases e etapas cada ano. As estações do ano vão e voltam pontualmente.

Os campos, as flores, as inundações, tudo tem um movimento circular de eterno retorno.

A vida inteira parecia para eles feita de ciclos que se repetiam eternamente. Esta constatação levou a pensar que também o homem, ao morrer, deveria outra vez voltar à terra. Como, porém, viam que o corpo do defunto se decompunha, imaginaram que a alma é que voltaria para tomar um novo corpo para continuar seguindo seu ciclo de vida. Como o tempo aproveitaram esta crença para também esclarecer certas questões vitais (como as desigualdades humanas, já mencionadas), que pareciam inexplicáveis para a incipiente mentalidade daquela época.

Quanto apareceu o Budismo na Índia, no século V a.C. adotou a crença na Reencarnação.

E, através do Budismo, esta crença se espalhou na China, no Japão, Tibet, e mais tarde, na Grécia e em Roma.

E assim penetrou também em outras religiões que a assumiram como um dos elementos básicos de sua fé.

Os Judeus, porém, jamais aceitaram a idéia da Reencarnação e, em seus escrito a rechaçaram absolutamente.Por exemplo, o Salmo 39, que é uma meditação sobre a brevidade da vida, diz :“Senhor, não me olhes com aversão, para que eu possa me alegrar antes que eu me vá e não exista mais” (versílulo 14).

Também o pobre Jó (10,20-22), no meio de sua terrível enfermidade, suplica a Deus, que ele acreditava ser o culpado de seu sofrimento:

“Afasta-te de mim. Assim poderei sorrir um pouco antes que eu me vá, para nunca mais voltar à região das trevas e à sombra da morte”.

E um livro mais moderno, o livro da Sabedoria, ensina:

“O homem em sua maldade pode cortar a vida, é certo; mas não pode fazer voltar o espírito que se foi, nem livrar a alma arrebatada pela morte” (Sab. 16,14).

A crença de que nascemos uma só vez aparece igualmente em dois episódios da vida do Rei Davi… o primeiro quando uma mulher, em uma audiência concedida, faz esta reflexão:

“Todos temos de morrer, e seremos como água derramada que já não pode mais ser recolhida” (2S 14,14).

O segundo, quando, ao morrer o seu filho, o Monarca exclama:

“Enquanto o menino vivia eu jejuava e chorava. Porém agora que está morto, por que vou jejuar? Acaso poderei fazê-lo voltar? Eu irei até ele, mas ele não voltará para mim” (2Sm 12, 22-23).

Vemos, pois, que no Antigo Testamento, ainda que não fosse conhecida a idéia da Reencarnação, já se sabia que da morte nunca mais se volta para a terra.

Porém, foi no ano 200 a.C. que se iluminou o tema do além, quando entrou no povo judeu a fé na Ressureição e se tornou definitivamente descartada a possibilidade da Reencarnação.

Segundo esta nova crença, a Ressurreição, ao morrer, a pessoa imediatamente recupera uma nova vida. Não na terra, mas em outra dimensão chamada “A Eternidade”.

E começa a vive uma vida diferente, sem os limites de espaço e de tempo.

Uma vida imortal, chamada vida eterna.

Este ensinamento aparece pela primeira vez na Bíblia no Livro de Daniel. Um anjo lhe revela este grande segredo:“A multidão dos que dormem nos sepulcros despertará; uns para a vida eterna e outros para a vergonha e horror eternos (12, 2).Portanto, está bem claro que o passo seguinte à morte é a vida eterna que será feliz para os bons e infeliz para os pecadores. Será, porém, eterna…

A segunda passagem que encontramos com o ensinamento sobre a Ressurreição está no Segundo Livro dos Macabeus (7, 9). O Rei Antioco IV da Síria tortura os sete irmãos judeus para obrigá-los a abandonar sua fé. Enquanto morria, o segundo irmão diz ao Rei:

“Tu nos privas da vida presente, mas o Rei do mundo nos vai ressuscitar para uma vida eterna”.

E, ao morrer, o sétimo irmão Macabeus exclamou: “Meus irmãos, depois de ter suportado uma curta pena, já gozam a vida eterna”. (7,36).

Para o Antigo Testamento, pois, é impossível voltar à vida terrena depois de haver morrido.

Por mais breve ou dolorosa que tenha sido a existência humana, logo depois da morte começa a Ressurreição.

Jesus Cristo, com sua autoridade de Filho de Deus, confirmou oficialmente esta doutrina.

Com a Parábola do Rico Epulão (Lc 16, 19-31), contou como ao morrer um pobre mendigo chamado Lázaro, os anjos o levaram imediatamente ao céu.

Na mesma ocasião morreu também um homem rico e insensível e foi levado para o inferno para ser atormentado pelo calor das chamas.

Não disse Jesus que esse homem deveria renascer para purgar seus numerosos pecados aqui na terra.Ao contrário, a parábola explica que por ter utilizado injustamente os muitos bens que havia recebido na terra, devia “agora”(quer dizer, no além, na vida eterna, e não na terra) pagar por suas culpas (v 25).O rico, desesperado, suplica que seja permitido a Lázaro voltar a terra (ou seja, que se reencarne) porque tem (o rico) cinco irmãos tão pecadores como ele, que precisam ser advertidos sobre o que os espera se não mudarem de vida (v 27-28).

A resposta, porém, é negativa: não é possível porque entre os dois mundos existe um abismo que ninguém pode atravessar (v 26).

A angústia do rico condenado está justamente na certeza de que seus irmãos também só tem uma vida para viver, uma única possibilidade, um única oportunidade de dar sentido à sua vida.

Quando Jesus estava morrendo na cruz, conta o Evangelho que um dos ladrões crucificados a seu lado lhe pediu:

“Jesus, lembra-te de mim quando estiveres em teu Reino”.

Se Jesus tivesse admitido a possibilidade da Reencarnação, teria lhe dito:

“Tem paciência! Teus crimes são muitos; deves passar por muitas reencarna-ções para te purificares complemente”.

A resposta de Jesus porém foi:

“Eu te asseguro que hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43).

Se “hoje” estaria no Paraíso é porque nunca mais poderia voltar a nascer neste mundo.

São Paulo também rejeita a Reencarnação.

Escrevendo ao Filipenses diz:

“Sinto-me oprimido pelos dois lados: de uma parte quisera morrer para estar com o Cristo. Por outra, torna-se necessário que eu permaneça ainda neste mundo por causa do bem de vocês” (1, 23-24).

Se ele acreditasse na Reencarnação, inúteis teriam sido seus desejos de morrer, já que haveria de se encontar com a frustração de uma nova vida terrena.

E, ao Coríntios diz São Paulo:“Na Ressurreição dos mortos, se enterra um corpo corruptivel e ressuscita um corpo incorrupítivel, enterra um corpo humilhado e ressuscita um corpo glorioso, enterra um corpo débil e ressuscita um corpo forte, enterra um corpo material e ressuscita um corpo espiritual” (ICor 15,43-44)

Pode então, um CATÓLICO acreditar na Reencarnação? Claro que não.A idéia de tomar outro corpo e voltar à terra depois da morte é absolutamente incompatível com os ensinamentos bíblicos.

E a afirmação bíblica mais contudente e lapidar de que a Reencarnação é insustentável está contida na Carta aos Hebreus:

“Está estabelecido que os homens morrem uma só vez, e depois vem o juízo” (9, 27).

Não só as Sagradas Escrituras mas também o senso comum é contra a crença na Reencarnação. Com efeitos, que ela seja a explicação para as simpatias e antipatias entre as pessoas, para os desentendimentos dos casamentos, para as desigualdades entre os homens, para a morte precoce, etc…, já não é mais aceito seriamente por ninguém.

A sociologia moderna ajudou a esclarecer de maneira científica e conclusiva o porque dessas e de outras estranhas manifestações da personalidade humana, sem apelar para a crença na Reencarnação.

A Reencarnação, portanto, é uma doutrina estéril, incompatível com a fé cristã, própria de uma mentalidade primitiva, destruidora da esperança em outra vida, inútil para dar respostas aos enigmas da vida e, o que é pior, é perigosa por ser um convite à irresponsabilidade, um fato, se alguém acredita que vai ter outras vidas além da presente, não dará muita importância a esta vida, nem ligará para o que faz, nem levará a sério o seu modo de agir.

Sempre pensará que lhe aguardam outras reencarnações para corrigir os males desta vida presente.Porém, se alguém sabe que o milagre de existir não repetirá, que tem só esta vida para realizar seus sonhos, só estes anos para se realizar como pessoa humana, só estes dias e estas noites para ser feliz com os entes que lhes são caros, então terá muito cuidado em aproveitar o seu tempo, em não perdê-lo em trivialidades, nem desperdiçar as oportunidades.Viverá cada momento com intensidade, colocará sempre o melhor de si em cada encontro, e não permitirá que lhe escape uma só chance oferecida pela vida. Sabe que o que passou não mais voltará.

 
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Publicado por em 03/08/2011 em Espiritismo, Reencarnação

 

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