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Arquivo da tag: Apologética

Calar por amor ou falar por causa da verdade?

Quem se cala diante do pecado, da injustiça e de falsas doutrinas não ama de verdade. A Bíblia diz que o amor “… não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1 Co 13.6). Deveríamos orar muito por sabedoria e, com amor ainda maior, chamar a atenção para a verdade e não tolerar a injustiça.

Ao estar em jogo à verdade, Estevão argumentou, mas sempre em amor a seu povo e com temor diante da verdade em Cristo. O apóstolo Paulo estava disposto a ser considerado maldito por amor ao seu povo, mas não cedia um milímetro quando se tratava da verdade em Cristo. Jesus amou como nenhum outro sobre a terra, mas assim mesmo pronunciou duras palavras de ameaça contra o povo incrédulo.
Controvérsias religiosas são desagradáveis!
Já é extremamente difícil vencer o diabo, o mundo e a carne sem ainda enfrentar conflitos internos no próprio arraial. Mas pior do que discutir é tolerar falsas doutrinas sem protesto e sem contestação. O apóstolo Paulo foi a personalidade mais agitadora em todo o livro de Atos, e por isso foi espancado com varas, apedrejado e deixado como morto, acorrentado e lançado na prisão, arrastado diante das autoridades, e só por pouco escapou de uma tentativa de assassinato. Suas convicções eram tão decididas que os judeus incrédulos de Tessalônica se queixaram: “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui” (At 17.6). Deus tenha misericórdia dos líderes cujo alvo principal é o crescimento das suas organizações e a manutenção da paz e da harmonia. Eles até poderão fugir das polêmicas, mas não escaparão do tribunal de Cristo.
 
 

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Judas Iscariotes e os apóstolos modernos

 

Judas Iscariotes ficou marcado na história por ter traído a Cristo. A Bíblia diz que ele era o responsável pela bolsa, exercendo a função de tesoureiro. Por ter lidado com dinheiro, Judas foi denominado de “ladrão”, o que nos leva a supor que ele costumava apropriar-se do dinheiro arrecadado (João 12:6). Além disso, movido por um aparente espírito piedoso, Judas criticou a ação de Maria, quando esta ungiu os pés do Senhor com um precioso e caro ungüento, dando a desculpa de que o dinheiro poderia ser usado para ajudar os pobres. (João 12:3-6)
A ambição de Judas o levou ao Sinédrio, cujo intuito era fazer um acordo político com os religiosos trocando Jesus por trinta moedas de prata. (Mateus 26:14-16; Marcos 14:10-11; Lucas 22:3-6). Ao ver que o seu Mestre fora preso, Judas se abateu pelo remorso e tratou de devolver as moedas que havia recebido dos sacerdotes, os quais se negaram aceitá-las. A conseqüência direta disto foi à tragédia de sua morte.
Caro leitor, a forma com que Judas lidava com o dinheiro me faz pensar em alguns apóstolos da modernidade, que sem o menor constrangimento lançam mão do dinheiro alheio se apropriando daquilo que não lhes pertence. Tais pessoas, movidas por uma espiritualidade oca usam de subterfúgios aparentemente espirituais, dando a desculpa de que o dinheiro arrecadado é para atender aos pobres, quando na verdade o objetivo final é o enriquecimento pessoal. Nesta perspectiva, mansões são compradas, carros adquiridos, viagens são feitas e a prosperidade é alcançada. Ora, assim como Judas, os profetas da modernidade têm por Deus o seu próprio ventre, até porque, para eles o que mais importa é o dinheiro.
Pois é, o que talvez os apóstolos da modernidade não lembrem ,é que por ter amado o dinheiro mais do que a Cristo, o homem da bolsa teve um fim trágico.
Pense nisso!
 

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ALGUMAS DENOMINAÇÕES EVANGÉLICAS E PROTESTANTES E SEUS ESTRANHOS ENSINOS E CONTRADIÇÕES

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1)Seita Protestante: “Religião não serve para nada. O mundo está cheio de religiões.”

Nossa resposta:  A importância da religião é citada no Antigo e no Novo Testamentos. Ísaias 42, 1 e Tiago 1.27.  Evangélicos, leiam a Bíblia !!!

2)Seita Protestante: “Está havendo perseguição religiosa ao povo evangélico.”

Resposta com pergunta: Ora bolas, se religião não serve para nada, por que o protestante está preocupado com perseguição religiosa ?  Quem tem que ficar indignado com perseguição religiosa é quem dá valor a religião.

3)Seita Protestante A: “A Igreja Católica modificou a doutrina do cristianismo primitivo.”

Seita Protestante B: “A Igreja Católica é arcaica e dogmática. Nunca se modifica. Sempre metódica e cheia de tradições.”

Resposta com pergunta:  As Senhoras Seitas Protestantes já se decidiram ?  É possível que pelo menos nas críticas ao catolicismo seja estabelecido consenso entre todas as seitas ?

4)Protestante: “A Bíblia não ensina o consumo de bebida alcoólica. Estes católicos bebem, fumam e dançam.”

Resposta: De um modo geral em tudo a moderação é necessária. È isto que a Bíblia ensina. Certas coisas não devem nem mesmo merecer experimento. Mas outras tantas podem ser usadas com critério e bom senso.

Para alguns não beber é fácil. Que mérito estes possuem ?  Talvez devessem evitar fofocas ou tratar melhor vizinhos e familiares. Cada qual deve carregar a sua cruz e lutar contra suas dificuldades. Dominar a si próprio é o que a Bíblia ensina. Ensinar aos outros como viver é fácil. Dificil é fazer aquilo que se prega.

Falar para Jesus que não bebe, não fuma ou não dança não garante ninguém no céu. Para alguns não praticar tais coisas é algo natural e não seria diferente se a pessoa estivesse em uma outra religião ou até mesmo se não tivesse religião alguma. Alguns naturalmente não gostam de bebida ou fumo.

Deixemos de lado os vícios. Sem dúvida. Mas não nos esqueçamos das coisas que nos dominam e contra as quais deveríamos lutar.

5)Protestante: “Tudo bem. A Bíblia pode até não proibir a bebida, mas também não autoriza o seu consumo.”

Resposta com pergunta: A Bíblia autoriza ouvir música Gospel ou fazer fogueira santa ?  A Bíblia autoriza unção da Vassoura, unção do zoológico ou unção da lama ? A Bíblia autoriza culto das princesas ou transferência de unção ?

Réplica protestante:  “A Bíblia não diz que sim e não diz que não.”

Nossa tréplica: Pois é. A Bíblia também não diz que beber uma pequena taça de vinho é pecado.

Quem proíbe diversão de qualquer tipo são os lobos. Para que sobre mais recursos para os dízimos e ofertas. Sobre estes a Bíblia diz que que os fardos impostos por eles aos homens seriam pesados.

Continuação da nossa resposta: Alguns gostam dos jogos de palavras e por isto estes mesmo dizem que a Bíblia não proíbe isto ou aquilo. Pergunto se a Bíblia proíbe o batismo de crianças, o celibato ou a recitação do Pai Nosso ?

Conclusão: Outro dia vi alguém dizendo que Jesus nunca proibiu o consumo de carne vermelha. Isto foi dito para criticar o costume católico de evitar o consumo da carne vermelha na sexta-feira santa. A crítica pela crítica.

Repito o que foi dito pelo protestante aos berros: “Jesus nunca proibiu o consumo de carne vermelha.”  Pois é. Eu também nunca vi Jesus batendo palmas ou cantando música Gospel ou defendendo o aborto como faz um famoso e reverenciado pregador protestante. Aliás, nunca soube que Jesus pagava dízimos ou que Jesus determinava sua vitória ou tomava posse de sua benção. Eu nunca soube que Jesus tivesse dito que não aceita derrota ou que DEUS irá lhe restituir tudo que o diabo lhe tomou. Eu nunca soube de Jesus participando de fogueira santa.

Também escutei outro dia um protestante dizer que Maria nunca foi católica. Segundo este novo protestante ou evangélico, Maria não adotava as práticas que são comuns aos católicos. Ora, a Igreja começou com Maria e os apóstolos reunidos. Como poderia Maria antes deste excepcional evento pedir a intercessão dos santos ou confessar-se a um padre ? Se Maria não era católica ela era o que ?  Protestante ???   De que denominação ???  Alguém consegue enxergar Maria dizendo sobre si mesmo termos como barriga de aluguel ou deusa do catolicismo  ? Ora, Jesus também nunca proibiu o fumo ou a pornografia na TV. Lógico. Nem havia fumo ou tv naquela época. Nem por isto iremos dizer que todos deveriam apreciar pornografia tão e somente porque a Bíblia não condena tal prática. Isto seria deboche, escárnio e manipulação. Infelizmente, tem protestante jogando com as palavras e tomando todos os católicos por tolos e ingênuos. O próprio significado do termo católico é completamente desconhecido pelos nossos críticos e “juízes”.

O fato é que tudo depende do que queremos ver e daquilo que não queremos escutar. Ou ainda,tudo depende de quem pretendemos atacar. E no caso de alguns, vai depender a quem é dirigido o indisfarçável ódio. Se o adversário for a Igreja Católica, então vale tudo.

Uma hora dizem que a Bíblia permite. Outra hora dizem que a Bíblia não proíbe. Parece a mesma coisa mais não é. Permitir é praticamente decretar. Não proibir pode ser uma ausência de doutrina para determinado assunto. Também por este motivo o magistério da Igreja é fundamental.

Sendo mestra por excelência, a Igreja está habilitada a tratar de assuntos que não foram definidos pela Bíblia. Podemos citar os diversos métodos de contracpeção, a escolha de colégio dos filhos, a questão da vasectomia, o voto, a prática de esportes, a redução do consumo de sal e açucar, o sistema de cotas na universidade, a distribuição de renda, os programas sociais, a reforma do judiciário,  entre tantos outros assuntos. Muitas coisas surgiram depois da Bíblia. E tantas outras ainda serão inventadas ou descobertas. Mesmo nas questões bíblicas que parecem incompletas para muitos, a Igreja tem respostas. É o caso dos pecados contra o Espírito Santo que protestante algum pode conhecer através da Bíblia, exceto de forma genérica utilizando blasfêmia para aquilo que cada protestante pessoalmente vier a julgar como tal.  Se não há autoridade e consenso entre os evangélicos e/ou protestantes, o que é blasfêmia para um pode não ser para outro e vice-versa.

É o caso ainda dos casamentos de pessoas divorciadas. Também para isto a Igreja tem resposta.

Se permitir não quer dizer a mesma coisa que não proibir, o mesmo podemos dizer sobre o dueto não permitir e proibir.

Quando alguém, por exemplo, diz que a Bíblia não autoriza(não permite) que possamos suprir materialmente os mais pobres, na verdade está usando de escárnio e cinismo sem iguais. Não autorizar textualmente, não significa proibir. Ademais, o contexto deve ser levado em consideração, e, portanto, a dita autorização ou permissão muitas vezes pode ser encontrada em outros textos que propositalmente são omitidos pelo pregador de má-fé.

Assim, tem evangélico que vai usando os verbos e expressões como bem entende e ajustando sua doutrina conforme seus desejos e crenças particulares.

6)Protestante evangélico:  “Onde está na Bíblia a palavra purgatório ?”

Pergunta católica:  Provaremos adiante que o Purgatório está na Bíblia. E vocês podem provar pela Bíblia o protestantismo ou algum dos reformadores ? Podem provar a doutrina da Trindade professada pela maioria das denominações protestantes ?

Réplica protestante:  “A doutrina da Trindade está implícita na Bíblia”.

Resposta católica:  Foi a Igreja Católica que ensinou ao mundo a doutrina da trindade. Lutero aprendeu na Igreja Católica e depois ensinou aos seus pares.

Pergunta católica:  A doutrina do purgatório está na Bíblia de forma implícita ?  É isto que o Sr.Protestante está nos contando ?

Ora caríssimo contraditório e confuso protestante. O mesmo caso se dá para a doutrina da Trindade Santa que vocês protestantes corretamente aceitam, tal como nós católicos. Sobre o purgatório, vejam I João 5 – 16. , Apocalipse 20-14, Apocalipse 21 – 27, Mateus 18 – 23.

Como vocês mesmo dizem:  “Não é o que o pastor diz. Vai na palavra.”

7)Protestante: “Onde está na Bíblia que Pedro foi o primeiro papa ?”

Resposta católica:  A pergunta certa é se Jesus deu ou não autoridade a Pedro. Disse Jesus: “Pedro apascenta minhas ovelhas.”  “Pedro confirma teus irmãos na fé.”  “O que ligares na terra será ligado nos céus.”  E assim por diante. A quem Jesus concedeu tais poderes ? Ao contrário dos protestantes, Pedro não se auto intitulou pastor, bispo, missionário ou apóstolo. E até Paulo, o maior dos apóstolos, fez-se o menor entre todos e humildemente foi conferir sua doutrina com Pedro e seus irmãos.

Pergunta católica:  Onde está na Bíblia a Igreja invisível de que tanto falam os protestantes ?  Está implícita na Bíblia ?  Mas não foi o Sr.Protestante que nos cobrou a palavra Purgatório na Bíblia descartando a possibilidade de que alguma doutrina esteja implícita ?

Já sei. Implícito ou explícito. Literal ou não literal. Tudo depende do momento. E melhor ainda. É você protestante quem julga quando usar um ou outro critério, especialmente, se o adversário for um católico ou a Igreja.

Uma hora você usa grego, depois aramaico e por vezes hebraico. E quando estes idiomas não te servirem, você vai de português mesmo. E você decide tudo.

Tem hora que Lutero é bom e tem hora que não serve. Tem hora que Calvino é referência e outra hora não é. Tem hora que a Igreja Católica é de Constantino e logo a seguir deixa se ser quando você quer citar Agostinho, Policarpo ou condenar heresia de um outro protestante. Aí você se lembra de citar concílios católicos, santos católicos e a história da igreja que você antes havia condenado.

Você decide tudo. Tal como Lutero né ?

Martinho Lutero pai dos protestantes e evangélicos: “Quem não crê como eu está destinado ao inferno. O meu juízo e o juízo de DEUS são a mesma coisa.”

8)Protestante A: “A Igreja Católica foi fundada por Constantino.”

Protestante B: “A Igreja Católica é a Babilônia.”

Protestante C: “Martinho Lutero foi indispensável para por fim a tirania de Roma.”

Pergunta católica: Sr.Protestante, eternamente contraditório,  por que você dá ouvidos ao Martinho Lutero que era tão e somente um frei da Igreja de Constantino ?  Por que você copia deste frei as doutrinas do Sola Scriptura(Só a Bíblia) e Sola Fide(Só a fé), sabendo que ele pertencia a Igreja de Constantino que segundo você é a Babilônia ?

9)Protestante:  “Onde está na Bíblia que Maria foi assunta ao céu ?”

Resposta católica:  “Sr.Protestante, quem se obrigou ao Sola Scriptura(Só a Bíblia) foi o senhor. Eu não protestante. Não sigo Lutero. Aliás, Lutero foi ex comungado pela Igreja Católica. Não estou obrigado a provar tudo pela Bíblia. O senhor é quem precisa provar tudo pela Bíblia e cobrar o mesmo critério de seus pares. Prove pela Bíblia a Teologia da Prosperidade, as “teologias” do pregador do aborto, a unção da vaca, a unção do helicóptero, a troca de anjos, a transferência de unção ou a adoração da Arca da Aliança. Só para citar algumas doutrinas protestantes propagadas por aí.

Pergunta católica:  Já que o senhor gosta de prova bíblica para tudo, pergunto onde está na tua Bíblia que um auto intitulado pastor pode ter uma “visão” para fundar denominações ?  Quem julga se a “visão” dele foi ou não verdadeira ?   O Senhor nunca leu na Bíblia:  “Maldito o homem que confia no outro homem.” ? O Senhor já perguntou ao líder de tua denominação quem lhe deu autoridade para fundar uma Igreja ?  Pediu-lhe provas bíblicas ou as tais provas bíblicas você só pede a nós católicos ?

10)Protestante:  “A Bíblia diz que só há um mediador entre DEUS e os homens que é Jesus Cristo.”

Resposta católica: “Exato Sr.Protestante. É o que ensina o catecismo da Igreja Católica para as crianças a partir dos 07 anos de idade. Quer ver ?:

Catecismo da Igreja Católica: 480. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade da sua Pessoa divina; por essa razão, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

Conclusão católica:  Surpreso Sr.Protestante ?  Crianças com 07 anos aprendem no catecismo que Jesus Cristo é o único mediador entre DEUS e os homens. E o protestante só aprende esta verdade quando fica adulto e adere a uma denominação protestante “aceitando” Jesus.

Imaginemos o sujeito que nunca frequentou o catecismo da Igreja Católica !  Ao invés de aprender que Jesus Cristo é o único mediador já aos 07 anos, corre o risco de morrer adulto sem conhecer esta verdade.

Que bom que sou católico e meu pais me matricularam no catecismo. Quanto mais cedo conhecer a verdade melhor. O mesmo fiz pelos meus filhos. Por que eles deveriam esperar que um protestante lhes explicasse aquilo que todo católico já sabe desde criança ?

11)Protestante:  “Mas acontece que os católicos pedem orações a Maria e a aos seus santos.”

Resposta católica: Se o senhor que não é Maria e nem santo pode interceder por alguém, imagina quem já está na glória de DEUS ?

Pergunta católica: Maria ouviu as seguintes palavras:  “Achastes graça diante de DEUS.” Ou “O Senhor é convosco”. O Senhor Protestante ouviu tais palavras do anjo do altíssimo DEUS ?

Pergunta: O que o senhor faz quando alguém lhe pede oração ?  O senhor ora ou manda a pessoa ir direto a Jesus ?  Quem poderia ser melhor mediador que Jesus Cristo ?  O Senhor costuma pedir oração ao teu pastor ?  Por que o senhor não vai diretamente a Jesus ?

Réplica protestante: “Mas devemos orar uns pelos outros. E acontece que Maria e os vossos santos estão mortos.”

Nossa Tréplica:  Se fosse o caso, mesmo assim permaneceria a pergunta. Se alguém pode ir diretamente a Jesus por que deveria passar primeiro pelo pecador ?  A Bíblia ensina que muito vale a oração de um justo. O senhor está atribuindo a si próprio e aos teus pares a alcunha de justo  ?  Vocês se auto intitularam como tais ?  Com que autoridade ?

Continuação da tréplica católica: E quem disse para o senhor que Maria está morta ?  Afinal de contas Sr.Protestante,  o nosso DEUS é DEUS dos vivos os dos mortos ?  Elias e Moisés estavam vivos na transfiguração ou não estavam ?   O que houve em tal evento foi verdadeiro ou mero espiritismo de DEUS ? E o ladrão da cruz ?  O Senhor Jesus prometeu-lhe que ainda naquele dia estariam ambos no paraíso. O senhor acha que o Senhor Jesus cumpriu sua promessa ou enganou o ladrão da cruz ?  Se ambos estariam juntos naquele mesmo dia, só há duas hipóteses que podem ser consideradas. Ou os dois estariam vivos ou ambos estariam dormindo. E se Jesus ainda dorme tal como o ladrão da cruz que está dormindo na imaginação dos protestantes, como é possível concluir pela ressureição do Senhor ?

12)Protestante: “Mas Maria é uma mulher como outra qualquer. A Bíblia diz que Jesus tinha outros irmãos.”

Resposta:  “Me mostre uma passagem bíblica que afirme textualmente que Maria e José tiveram outros filhos.”

Réplica protestante:  “Para mim está implícito.”

Nossa Tréplica:  Implícito ?  Mas não é o protestante que nos cobra textos claros para o purgatório, assunção de Maria e batismo de crianças. De onde veio esta idéia agora de acatar o implícito ?

Continuação da tréplica:  O senhor quer um texto claro ao invés de implícito ?   Vou lhe dar alguns bem claros e que o senhor rejeita porque o pastor mandou.

Tiago 2:18 “Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tiago 2:26: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”.

Sobre as obras, disse o fundador do protestantismo Martinho Lutero que o texto de Tiago é palha morta. Texto que não merecia ser lido. O que o senhor acha da citação do pai do protestantismo e que serve de inspiração para o líder de tua seita ?

São João, 6

51. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. 53. Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. 54. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 55. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. 56. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

Sobre a Eucaristia, mais claro do que isto não há.  Está claro e o protestante rejeita assim mesmo. E este mesmo protestante engole os implícitos dos seus “mestres”. Ora, se não consideram os textos claros que consultam com frequência, como poderiam aceitar o julgamento da Igreja a quem nem querem escutar ?

Afinal, como todos sabemos, ao contrário do que ensina a Bíblia, a fé do protestante não vem pelo ouvir, mas por sua leitura e interpretação privadas da Bíblia.

13)Protestante: “Falta ao povo católico conhecimento bíblico.”

Resposta: A Bíblia proíbe a Interpretação privada, se não vejamos: “Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.” (2 Pedro 1, 20).  Mas EXPLÍCITO do que isto impossível. E mesmo com a proibição bíblica, o que mais fazem os protestantes é “interpretar” a Bíblia. E cada protestante interpreta diferente do outro.

Conclusão: É porque todos no protestantismo possuem “conhecimento bíblico” que só no Brasil existem 60.000 seitas e milhares de “mestres” e “peritos” em Bíblia, todos divergentes entre si e uns chamando aos outros de hereges.

14)Protestante: “Igreja é o que não falta. O importante é olhar para Jesus”

Resposta: A igreja certa é a estrada mais segura para o caminho do céu. Só quem pode apresentar o verdadeiro Jesus é a coluna e sustentáculo da verdade. É o que a bíblia ensina: Igreja, coluna e sustentáculo da verdade.” (I Tim 3.15).

Conclusão: Para o protestante ele próprio é a coluna e sustentáculo da verdade, tão logo tenha feito sua leitura da Bíblia.

15)Protestante: “Placa de Igreja não salva ninguém.”

Resposta:  Não é o que parece. O que mais se vê no protestantismo é a abertura de novas Igrejas a cada dia. Isto porque “placa de igreja não salva ninguém.”

E para não fugir a regra permanecem fazendo oposição a Bíblia que juram defender, causando todo o tipo de divisão:

“… que todos seja um. Como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21). Tudo que os protestantes mais sabem fazer é fragamentar a mensagem evangélica dividindo-se em milhares de seitas divergentes e assim, contrariando o texto o mundo evidentemente não pode crer que Jesus Cristo é o Senhor. Jesus foi claro. Para que o mundo creia que ele foi enviado pelo pai é indispensável a unidade.

“Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja entre vós DIVISÕES. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento.” (ICor. 1,10).

“Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da doutrina que recebestes. Evitai-os! Esses tais não servem a Cristo nosso Senhor, mas ao próprio ventre. E com palavras adocicadas e linguagem lisonjeira enganam os corações simples”.(Rom.16,17-18).

16)Protestante: “Maria é barriga de aluguel.”  “Maria é mulher pecadora.” “Maria é deusa do catolicismo.”

Resposta: “TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA”(Lc 1,48)

Pergunta católica: Onde se cumpre a profecia bíblica ?  Qual a Igreja que está fazendo cumprir a profecia da Bem Aventurança de Maria ?

O que dizer de uma igreja onde tal profecia bíblica não se cumpre ?  Esta igreja ou ministério que não fazem cumprir a profecia bíblica merecem algum crédito ?

Réplica protestante:  “Mas acontece que os católicos adoram Maria no lugar de Jesus.”

Resposta:Tratado da Verdadeira Devoção da Santíssima Virgem por São Luís Maria Grignion de Montfort:

“…14 Confesso com toda a Igreja que Maria é uma pura criatura saída das mãos do Altíssimo. Comparada, portanto, à Majestade infinita ela é menos que um átomo, é, antes, um nada, pois que só ele é “Aquele que é” (Ex 3, 14) e, por conseguinte, este grande Senhor, sempre independente e bastando-se a si mesmo, não tem nem teve jamais necessidade da Santíssima Virgem para a realização de suas vontades e a manifestação de sua glória. Basta-lhe querer para tudo fazer.

Entendeu protestante o que é ensinado aos católicos sobre Maria ?  Claro que você não sabe. Ao invés de consultar a igreja Católica sobre Maria, você preferiu ouvir o pregador protestante. É por isto que você está sempre dizendo bobagens sobre a Igreja Católica. Você é um mero repetidor daquilo que ouve aqui e acolá.

17)Seita Protestante A – O Papa foi conivente com os pedófilos e desvios do clero.

Seita Protestante B – O Papa renunciou porque não aguentou tantos escândalos na Igreja. Ele recebeu um dossiê de 300 páginas com várias denúncias.

Resposta com pergunta – Se o papa foi conivente com tanta sujeira por que haveria de renunciar por “indignação” ?  Se ele era conveniente por que encomendou o dossiê ?  Por que o revelou ao mundo ?  Não era mais fácil não encomendar o dossiê ?  E depois de encomenda-lo, não seria mais fácil queima-lo ou rasga-lo ? Se o papa era conivente com toda a “sujeira” por que renunciou ?

Decidam-se protestantes na acusação que irão fazer ao papa emérito. Não escolham acusações conflitantes entre si. Sabemos que a prática protestante é fazer tudo fora de ordem, do tipo sem  pé e sem cabeça. Mas neste caso que nos diz respeito, pedimos que nos acusem de forma coerente.

18)Seita Protestante A: “A Bíblia não fala em Igreja Católica”

Seita Protestante B: “De acordo com o apocalipse a Igreja Católica é a Babilônia.”

Pergunta: Afinal protestantes, a Bíblia fala ou não fala em Igreja Católica ? Decidam-se

19)Seita Protestante A: “A Bíblia não fala em papado.”

Seita Protestante B: “As profecias dizem que o papa é a Besta do Apocalipse.”

Pergunta:  Afinal protestantes, a Bíblia fala ou não em papado ? Decidam-se

20)Protestante: “Roma é um antro de podridão.  A Igreja matou milhares de pessoas. A igreja mente. A igreja é corrupta. A Igreja tem pedófilos.”

Resposta: Minha Igreja tem escândalos. Foi o próprio Jesus que nos advertiu. Disse o mestre: “E inevitável que haja escândalos, mas ai daquele que os causar” (Lc 17,1). Jesus deixa claro que os escândalos são inevitáveis e antecipa ainda a sentença daqueles que causam tais escândalos.  Portanto, quem precisou de Lutero para “consertar” os desmandos do catolicismo em verdade não creu nas promessas do Senhor.

Conclusão e pergunta:  Sabemos que o protestante não pode sair da Bíblia que jura defender e assim não há como dizer que DEUS pretendeu isto ou aquilo, exceto se a Bíblia assim o fizesse. Definitivamente não é o caso.

Por outro lado, até mesmo os protestantes concordam que a reforma não encontra amparo bíblico. Pelo contrário, o que a pretensa reforma fez foi desprezar a permanente assistência de Jesus a sua Igreja.

Sr.Protestante, o senhor precisa desesperadamente acreditar que todas as igrejas protestantes criadas a partir de Lutero não produzem escândalos, pecadores ou heresias.

Do contrário, qual teria sido o sentido da reforma se todas as comunidades cristãs produzem escândalos, pecadores e heresias ?

Mas quem poderia acreditar nisto se é o próprio protestante quem diz que não existem santos  ?

Se não existem santos, não existe santidade. E se não existe santidade, muito provavelmente abunda o pecado em todos os lugares, inclusive entre protestantes.

E quem poderia acreditar nas santidades das seitas protestantes se não há entre vós unidade de qualquer espécie e os ataques de uns aos outros são vistos em larga escala ?

Perguntamos afinal. Quando surge um escândalo, heresia ou pecado entre evangélicos e protestantes o que o senhor faz ?

Vamos repetir o que é dito sobre a Igreja Católica:  “Roma é um antro de podridão.  A Igreja matou milhares de pessoas. A igreja mente. A igreja é corrupta. A Igreja tem pedófilos.”

O senhor protesta, grita e diz sobre os crentes e a igreja evangélica expressões similares que costuma proferir contra o catolicismo e contra os católicos, ou, o senhor diz em alto e bom som:  “Não toca no ungido do Senhor”  “Aí de quem toca no servo de DEUS.”   “Deixa que DEUS é quem vai julgar.”  “Deixa que ele está fazendo a obra de DEUS.”  “O importante é que ele está salvando vidas.”  “O importante é que ele está pregando a palavra de DEUS.”

De acordo com a maior parte dos protestantes, nós católicos deveríamos deixar a Igreja Católica por causa destes “incontáveis” escândalos e pecados da Igreja.  Mesmo que determinado “escândalo” tenha ocorrido 500 anos atrás. Não tem perdão e pronto.

Podemos esperar que o senhor protestante irá abandonar o protestantismo logo que tenha conhecimento de um pecado grave de pastor ou falcatrua de alguma denominação ?

O que fará um protestante feroz crítico do catolicismo tão logo descubra heresias no protestantismo ?

E o que ele faria se soubesse que entre os evangélicos ou protestantes também existem pecadores que cometem crimes ou desvios ?

Ele seguirá o conselho que costuma dar aos católicos e abandonará o protestantismo ?

Podemos contar com a sua total e completa indignação para escândalos, crimes e heresias no protestantismo ?

Eu duvido que o senhor usa um só peso e uma só medida.

Passar bem Sr.Protestante.

Autor: Val Melkis com a colaboração de Bebel Acioli e Dani Silva. Livre divulgação mencionando-se o autor

 

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URGENTE !!! Vamos defender nossa fé Católica !!!

Queridos amigos,

Amanhã, dia 10/05, haverá um evento, tristemente promovido pela Arquidiocese de Natal, em que palestrará, entre outros, o rematado herege Frei “Betto”, conhecido por sua atuação como guerrilheiro, suas apologias a assassinos como Carlos Marighella e “Che” Guevara e sua obstinada desobediência e aberto confrontamento à Igreja, na qual, aliás, insiste em querer permanecer infiltrado para semear a confusão e a discórdia, sempre aproveitando para espezinhar seus ensinamentos e sua moral.

Claro está que tal evento, destinado a debater o Estado e os “movimentos sociais”, promoverá posições e teses frontalmente contrários à doutrina social da Igreja e à fé católica. O fato de ser promovida por organismos da Igreja e tutelada por bispos NÃO IMPEDE o reconhecimento da evidente irregularidade de tal evento, que manifesta uma óbvia quebra de comunhão entre os prelados que o promovem e o Papa e o magistério da Igreja.

Peço que enviem um enviando um email para o Bispo Dom Jaime Vieira Rocha, pedindo que a participação do Frei beto não seja permitida e pedindo comunhão com a Fé de Roma.

curia@arquidiocesedenatal.org.br – Cúria da Arquidiocese de Natal

setorsocial@arquidiocesedenatal.org.br – Setor social responsável pela promoção do evento

jaimevrocha@terra.com.br – Dom Jaime Vieira Rocha, arcebispo

diocesedemossoro@uol.com.br – Dom Mariano Manzana, participante do evento.

nunapost@solar.com.br – Nunciatura Apostólica. Dom Giovanni D’Aniello

Aos irmãos que pediram um modelo de email para enviar para a Arquidiocese de Natal sobre a participação do “Frei” Beto no evento “Participação no processo de democratização do Estado Brasileiro”, segue abaixo um simples modelo. Não esqueçam de colocar o seu nome no final.

A Vossas Eminências Dom Jaime Vieira Rocha, Dom Mariano Manzana, Dom Giovanni D’Aniello e a todos os responsáveis pelo o evento “Participação no processo de democratização do Estado Brasileiro” que acontecerá amanhã na Arquidiocese de Natal,

Venho através deste e-mail pedir a exclusão da participação do Frei Beto amanhã no evento que acontecerá e peço que fiquem inteiramente em comunhão com Roma nossa sede Católica Apostólica Romana. Uma vez que o “Frei” Beto prega abertamente contra a Santa Igreja Católica, a favor do aborto, do “casamento” gay, de governos socialistas/comunistas entre outras mazelas condenadas pela Igreja. O Frei Beto escolheu não ser católico, escolheu não participar do corpo da Santa Igreja, sendo assim não há motivos para permitir que ele coloque em risco a alma dos diocesanos de Natal. Quem acolhe os lobos põe em risco as ovelhas.

Att,

Currículo de “Frei” Betto

Betto é o arauto da “essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo”; o crítico feroz das “autoridades eclesiásticas” que se “silenciam quando se trata de se pronunciar contra a homofobia”; há décadas, o paladino da despenalização do aborto; o patrono dominicano da espoliação da propriedade privada; o advogado de Dilma Rousseff contra as boatarias de internet; enfim, um Betto de alta patente, ao contrário do seu xará sem grife, e, por isso mesmo, excomungado, de Bauru. Nada mais, nada menos que um bezerro de ouro da América Latina.

Informações site Fratresinunum.com

 
 

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Os sermões neopentecostais

Os  sermões neopentecostais mostram um Jesus fraco e demônios fortes.  Mostram um Jesus que salva, mas não tem poder para encher a vida da  pessoa. Tanto isso é verdade que na visão neopentecostal o crente  continua de quando em quando sendo possesso de demônios. Há uma  supervalorização dos demônios chegando às raias do ridículo: “Comece a  se manifestar pomba gira”, “Manifeste-se exu tranca-rua” são frases que  saem da boca dos gurus neopentecostais.
O  clima de um culto neopentecostal é de lavagem cerebral pela técnica de  repetição de frases curtas: “Olhe para seu irmão e diga…” Não é um clima  de ensino e doutrina. A técnica é de manipulação e de  despersonalização. A letra dos cânticos nos cultos neopentecostais  expressa uma linguagem mística, e muitas vezes esotérica, sem abordar as  verdades fundamentais da teologia cristã. Os grandes temas da fé como a  salvação, a cruz, a redenção e a justificação não são mencionados nos  cânticos. A realidade é que se espremermos a maioria dos cânticos  neopentecostais não dá uma colher de sopa de doutrina. As letras das  músicas são guisados de Jacó que trazem malefícios à fé apostólica.  Falam de paz e amor para elevar o ego dos ouvintes. Quanto à cristologia  constata-se claramente que a pessoa de Jesus se esvanece no  neopentecostalismo.
O  Cristo dos neopentecostais é uma pessoa decorativa, é uma pálida  caricatura do Cristo do Novo Testamento, pois o nome de Jesus é mostrado  como se fosse uma senha para acessar o site das maravilhas e fazer o  download do milagre de que se necessita. O Jesus dos neopentecostais é  mostrado não como a segunda pessoa da trindade, mas como um mágico, um  talismã, um nome a manipular, um dístico. Tanto isso é verdade que a  ênfase teológica do neopentecostalismo não é cristológica, mas  pneumatológica, ou seja, a pessoa de Jesus é apagada e a ênfase é dada  ao Espírito Santo. Para os pastores neopentecostais, Cristo é o canal  para nos trazer o Espírito Santo, quando na verdade é o Espírito Santo  quem nos conduz a Cristo e que desvenda a pessoa de Cristo ao fiel.  Quando a cristologia é fraca a soberba do homem é grande. A palavra de  João Batista “Importa que Ele cresça e que eu diminua” não encontra  espaço no neopentecostalismo.
Os  líderes neopentecostais se vêem como mediadores entre Deus e os homens.  Sua palavra supera o valor das Escrituras. Eles disputam espaço com  Cristo. Eles gritam: “Eu senti no meu coração e pronto”, ou seja, se  sentiu no coração é verdade absoluta. Esquecem esses líderes que não é  que nós sentimos em nosso coração, é o que a Bíblia diz. Se sentirmos de  uma maneira, e a Bíblia disser de outra, nós é que estamos equivocados,  e não a Bíblia.
Os  crentes antigos oravam assim: “Senhor me esconde atrás da cruz de  Cristo”, os líderes neopentecostais trocaram a oração por: “Senhor  esconde a cruz de Cristo atrás de mim”. De acordo com as Escrituras o  verdadeiro pastor pregar a obra de Jesus, mas os pastores  neopentecostais completam a obra de Jesus, ou seja, Jesus só produz  efeito na vida de uma pessoa através da “oração forte” que eles fizerem.  Só eles têm poder sobre os demônios, só eles têm “a chave da oração  forte”. Eles são o Sumo-Sacerdote e Jesus é apenas um ente espiritual.  Nesse contexto, Jesus precisa ser reforçado pela “oração forte” de um  guru neopentecostal. O neopentecostalismo é maléfico, pois apresenta um  Evangelho descorado onde as visões e revelações estrambóticas é o  referencial para o crescimento espiritual.
 
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Publicado por em 08/05/2013 em Apologética, Neopentecostais

 

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QUEM PRECISA DE DENOMINAÇÕES PROTESTANTES ?

 

Reconheço que é direito de todo e qualquer cidadão professar sua crença livremente, sem embaraços.Repudio toda e qualquer forma ou mesmo tentativa de preconceito religioso e ofensas a dignidade e honra das pessoas. ————————————————————————————————–

Os protestantes dizem que já estão salvos.

Faria diferença se não freqüentassem mais alguma de suas milhares de denominações ?

Eles dizem que Igreja não salva ninguém. Aliás, dizem também que placa de Igreja não salva ninguém. Dizem ainda que religião não serve para nada.

Então para que servem os templos protestantes ?

Se o crente já está salvo, o protestante teoricamente corre o risco de perder sua salvação freqüentando a denominação errada.

Escutando outras pessoas, o crente que já estava “salvo” pode até mesmo comprometer sua salvação.

Eles dizem que basta crer. Para o protestante basta crer. Correto ?

Não. A teoria é uma e a prática é outra.Basta crer, desde que não seja católico.

É preciso ter fé e ao mesmo tempo não ser católico. Portanto, o Sola Fide de Lutero é jogado no lixo, pois já não basta crer tão e somente.

Provarei que ao contrário do que dizem os protestantes, a fé parece ser o fator de menor importância na salvação de cada crente.

Assim, ao contrário do que dizem de que placa de igreja não salva ninguém, o fato decisivo é ser evangélico ou protestante, ou, pelo menos parecer que é, ou ainda integrar alguma denominação protestante/evangélica.

O curioso é que recebendo tais rótulos tanto faz a denominação ou o “cristianismo” que se prega ou que se aprende.

Todos são irmãos em cristo, independentemente da doutrina que um ou outro professa. Todos integram o “Povo de DEUS”, ainda que uns defendam o aborto e outros lhe façam oposição ou ainda que alguns professem a Teologia da Prosperidade e tantos outros lhes condenem. E ao mesmo tempo todos são contra o catolicismo.

Apesar de todas as contradições que são fabricadas em grande escala pelo protestantismo, ainda assim eles insistem em dizer que basta ter fé.

Mas afinal para que servem os templos protestantes se o importante é apenas crer ?

Eles utilizam o Sola Scriputra de Lutero. “Só a Bíblia”. Cada crente pode ler e interpretar a Bíblia livremente. Eles dizem que o Espírito Santo auxilia cada crente na sua interpretação. Alguns dizem que antes de ler a Bíblia deve-se pedir orientação ao Espírito Santo em nome de Jesus.

Se cada crente pode interpretar livremente a Bíblia, por que são necessários pastores ? E se pastores são dispensáveis, por que ouvi-los se cada qual pode entender e compreender individualmente ?

Eles mesmo dizem: “Só a palavra. Vai na palavra. Não é o que o pastor fala é o que a Bíblia ensina”

E se pastores são descartáveis, para que servem os cultos protestantes ?

E se os cultos protestantes são desnecessários, para que servem os templos ?

Alguns dirão que vão às denominações para louvar o Senhor.

Mas e se o crente não louvar o Senhor, perde a salvação ?

Se o crente não louvar ou não bater palmas o que acontece ?

Crer não é suficiente ? Por que louvar se o crente já está salvo ?

E por que o ato de louvar tem que ser na denominação ? Não pode ser em casa ou no escritório ?

A pergunta que o protestante faz a todo católico e que não faz a si mesmo é “Qual a base bíblica de tudo isto ?”

Se todos podem interpretar a Bíblia individualmente com a “assistência” infalível do Espírito Santo, por que cada denominação tem doutrina própria ? Por que uma denominação não é igual a outra ?

E não estou falando de permitir ou não corte de cabelos ou uso dessa ou daquela peça de vestuário. Falo em matéria de fé e doutrina. Por que alguns batizam e outros não ? Por que alguns casam pessoas do mesmo sexo e outros condenam esse tipo de enlace ? Por que algumas denominações apóiam o aborto e grande parte critica ? Por que alguns acreditam na Trindade e outros a renegam ?

A freqüência na Igreja somente se justifica para o um católico. E por que ?

Porque não nos consideramos salvos. Consideramos que devemos perseverar até o fim, tal como nos ensina a Bíblia Católica.

A Santa Missa é uma oportunidade de recebermos graças e indulgências pelos pecados que cometemos. E se temos que perseverar até o fim é sinal que ainda não estamos salvos.

Acreditamos que haverá um julgamento e este excepcional evento é primazia de Deus. Não nos compete definir quem está ou não salvo.

O protestante não precisa de ensino porque ele mesmo pode interpretar a Bíblia. O protestante não precisa de indulgências e nem de boas obras porque ele já está salvo. Ele não precisa se confessar a um sacerdote porque já tem uma linha direta com Deus.

Em algumas denominações nem mesmo há necessidade de pedir alguma graça, já que basta determinar em nome de Jesus.

O protestante não precisa perseverar até o fim, pois ele já se encontra salvo tão e somente porque creu.

O que é a Santa Missa para nós ?

É a renovação incurenta(sem derramamento de sangue) do Sacrifício do Calvário. É o mesmo e único sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

Nessa cerimônia, Cristo é ao mesmo tempo sacerdote e vítima, oferecendo-se a DEUS para pagar as nossas dívidas.

Seus méritos infinitos são aplicados a cada fiel. Por isso dissemos: “Participamos da Santa Missa ao invés de assistirmos”.

Chamamos a Missa de Santa porque o autor de toda a santidade se oferece como vítima em um sacrifício perfeito, agradável, eficaz, perpétuo a Deus.

Apenas para os católicos faz sentido freqüentar Igrejas. Nós precisamos de confissão, indulgências, homilias, eucaristia, etc…

No caso do protestante, não faz sentido algum freqüentar denominação. Ele já está salvo. E ele mesmo pode interpretar a Bíblia. Ele não precisa do magistério da Igreja ou de pregador.

Nós precisamos da Igreja, porque a consideramos coluna e sustentáculo da verdade conforme nos ensina a Bíblia Católica.

O protestante não precisaria de pastor se de fato acredita que pode contar com a assistência infalível do Espírito Santo. O pastor poderia acabar atrapalhando.

Não é o nosso caso. Não temos a assistência infalível do Espírito Santo para interpretar a Bíblia. E precisamos de sacerdote devidamente ordenado. Essa coisa de se auto proclamar pastor, bispo, missionário ou apóstolo não ocorre na Igreja Católica.

Somos chamados leigos. Estamos sujeitos a interpretação de Pedro e seus sucessores. Graças a DEUS, estamos sujeitos ao magistério da Igreja. Não estamos abandonados a nossa própria sorte e nem as nossas “interpretações” falhas, dúbias e permeadas por vaidade, fraqueza e ciúmes.

Consideramos que interpretação alguma é de caráter individual, tal como nos ensina a Bíblia Católica.

O protestante crê na interpretação individual, embora a Bíblia a proíba. E depois dizem que não lemos a Bíblia.

Para que servem as denominações e templos protestantes ????

O protestante já estando “salvo” em tese correria o sério risco de perder sua salvação freqüentando a denominação errada ou escutando o pregador que prega fora da Bíblia.

E como o protestante pode saber qual a denominação ou pregador são os mais adequados ? Quem determina ? Quem escolhe ? Quem orienta ?

É pela Bíblia que ele sabe qual é a denominação séria ou pregador comprometido ?

E quando o protestante passa a ter direito de sair de uma denominação e ir para outra ? Quem decide isto ?

Quem está salvo ? O que ficou na denominação ou que saiu dela ?

Ambos estão salvos ? Neste caso, aí mesmo é que pouco importa que denominação se freqüenta.

Ou seja, para que serve uma denominação protestante se não faz qualquer diferença pertencer a esta ou àquela outra ?

O apóstolo Paulo, o qual chamamos no catolicismo de São Paulo, nos ensina que o coração humano faz juízos duvidosos. Assim sendo, para nós católicos é impossível acreditarmos que Jesus nos deixaria por conta própria após tão eloqüente sacrifício e considerando sofrimento e humilhação atrozes dos quais padeceu.

De maneira alguma. Jesus Cristo que amou incondicionalmente não nos deixaria sós. Por isto ele fundou a Igreja. Coluna e sustentáculo da verdade.

Não temos que nos preocupar com as questões de fé e doutrina. A Igreja é assistida pelo Espírito Santo.

E é o próprio Jesus Cristo que lhe dá assistência permanente “…estarei convosco até a plenitude dos tempos.”

Ele mesmo nos garante que as portas do inferno nunca prevalecerão contra sua igreja. Ele confirmou Pedro. E Pedro não erra em matéria de fé e doutrina.

Simão até pode cometer os erros comuns aos homens. Mas Jesus nos diz que devemos temer os homens que matam a alma e não o corpo.

Ou seja, devemos temer mais os hereges do que os violentos. Mas eu devo escutar a Pedro e não a Simão. Glória a vós Senhor por tão grande amor dispensado.

Alguns dirão que freqüentam a denominação porque o tão alegado “crer em Jesus “ é apenas força de expressão. Dirão que na verdade o crer em Jesus significa não apenas crer que ele morreu na cruz por nossos pecados, mas é preciso fazer tudo que ele diz. Sem dúvida.

E nesse caso, nossos irmãos protestantes terão que concordar com Maria Santíssima nas Bodas de Caná: “Fazei tudo que ele vos disser”

E se o crer em Jesus não é mais o literal “crer em Jesus”, mas também fazer e crer no que ele disser, por que o protestante não crê em Jesus quando ele diz:

Pedro, sobre ti edificarei minha Igreja ???

Por que o protestante não crê em Jesus quando ele diz: “Pedro, apascenta minhas ovelhas.” ?

Por que o protestante não crê quando a Bíblia condena a divisão do corpo ?

Por que o protestante não crê quando Jesus dá poderes aos apóstolos para perdoarem ou reterem pecados ?

Por que o protestante não crê quando Jesus diz: “Pedro, confirma teus irmãos na fé.” ?

Por que se dividem cada dia mais e mais se a Bíblia condena a divisão ???

Por que chamam Maria de mãe de aluguel ou mulher como outra qualquer se o Anjo do Senhor disse: “Achastes Graça diante de DEUS.” ?

Por que chamam Maria de barriga de aluguel se João Batista estremeceu de alegria no ventre de Isabel ao ouvir sua saudação ?

Por que chamam Maria de pecadora comum se a Bíblia diz que deveria ser chamada de Bem Aventurada por todas as gerações ?

Por que aceitam as “visões” de seus pregadores sobre fundações de novas denominações se a Bíblia nada fala a respeito ?

Por que interpretam a Bíblia individualmente se ela próprio condena a interpretação pessoal ?

Por que fazem da Bíblia coluna e sustentáculo da verdade se a própria escritura nos ensina que somente a Igreja o é ?

Ora, se tem que freqüentar denominação, se tem que ter pastor, se apenas o protestante está salvo, se tem que bater palmas e se tem que pagar o dízimo, então não basta ter fé.

Protestante, pegue Lutero e seu Sola Fide(Só a fé) e jogue tudo no lixo.

Tem que ter fé, ser protestante, freqüentar denominação, ter pastor, depois não confiar nesse mesmo pastor quando ele prega, pois o que vale é a palavra, tem pagar o dízimo, tem que bater palmas, tem que ler a Bíblia, mas não precisa que todos concordem entre si, não pode julgar o irmão em Cristo, mas deve julgar todos os demais que não são protestantes, tem que rotular os católicos de idólatras, deve criticar o celibato, deve apelidar os santos católicos, tratar a mãe de Jesus como uma mulher qualquer e pecadora ou talvez barriga de aluguel e ainda deve ouvir Música Gospel que “edifica” e que é uma “benção.”

Pela própria teoria protestante, precisa de muita coisa para ser salvo. O protestante parece ter permissão apenas para duas coisas:

Atacar o catolicismo e seguir o que desejar da Bíblia.

O fato é que Lutero estava errado. Não basta crer. É indispensável preencher uma série de requisitos e cumprir uma série de procedimentos.

Com essa confusão toda, inúmeros mestres, todos divergentes uns dos outros, inúmeros pregadores e cada pessoa podendo interpretar a Bíblia livremente, o protestante criou uma religião impar.

Alguém irá perguntar certamente: “E como fica o “Só a Bíblia” se cada crente tem que preencher todos estes requisitos ?”

Afinal é a Bíblia ou é o pastor e suas visões ?

A Biblia ou a denominação e sua doutrina e costumes ?

Para que serve Lutero se o que ele disse ou fez já era obrigação do crente conhecer a partir da leitura da palavra com a “assistência” infalível do Espírito Santo ?

Afinal de contas para que serve um templo protestante se ele já está salvo?

Para que servem cultos para pessoas que já estão salvas ?

Para que servem os seus dízimos se a salvação independe do pagamento desses valores ?

Agora se vão dizer que a salvação recomenda um conjunto de boas obras, então terão que concordar com os católicos e portanto, o vosso pai Lutero e seus pregadores estão enganados mais uma vez.

Se vão dizer que a salvação compreende um contexto de ações então não basta ter fé. Tem que ter fé e obras e assim os católicos estão certos.

Basta ter fé significa que fé é suficiente. Nada mais é necessário.

Portanto, templos protestantes, pastores, música Gospel, DVDs, CDs, programas nas rádios e TVs e dízimos não servem para nada.

Nem Lutero. Nem Calvino. Nem qualquer denominação. Nem dízimos.

Então dirão: “Temos que pregar a palavra.”

Não precisa pregar. Basta entregar uma Bíblia para cada pessoa.

Cada cidadão pode ler e interpretar por conta própria. Cada um conta com a “assistência” do Espírito Santo” e assim não precisa de pregador.

Afinal de contas gritam os protestantes: “Não é o que o pregador diz, mas a palavra.”

E se todos que freqüentam as denominações já estão salvos, ainda que fosse indispensável pregar, essa pregação teria que ser feita em campo aberto, fora do templo para pessoas que ainda não estão salvas.

Afinal por que se pretende dar remédio a quem não está doente ???

E alguns outros ainda dirão que o pastor é necessário para orientação espiritual. O crente precisa crescer na fé. Precisa crescer espiritualmente, etc…

E o que importa o crescimento espiritual se o crente já está salvo ?

Faz diferença crescer ou não crescer espiritualmente ?

Não basta ter fé ? E se o pastor orientar errado ?

Como se diz por aí, na boa, sem aquela embromação de sempre ou aqueles jargões já manjados. Sem essa de dizer que a Igreja é necessária para louvar ou que a Bíblia diz isso ou aquilo. Sem essa de dizer que o pastor disse isso ou aquilo ou que o Espírito Santo vai ensinando, vai operando, vai trabalhando, etc…

Sem aquela tática de passar para outro tema sem esgotar o primeiro.

Se para o protestante o importante é ter fé e igreja não salva ninguém, que diferença faz freqüentar ou não denominação protestante ?

Alguém fica mais ou menos salvo ???

A necessidade de pagar o dízimo ???

Para pagar dízimos existem internet e sistema bancário. Não precisa de culto e nem mesmo de pregação.

E se não pagar o dízimo o que acontece ? Perde a salvação ?

Então para ser salvo tem que ter fé e pagar o dízimo ? É isto ?

Se pagando o dízimo e tendo fé já está salvo, mais uma vez permaneceria a indagação.

Para que servem as denominações protestantes e seus pregadores ?

E o pior de tudo que além de se dizer salvo, tem gente dizendo que uma vez salvo sempre salvo. Aí mesmo que nada faz sentido.

Se a salvação obtida a partir do “aceita Jesus”, é “imperdível”, por que de templos, pastores, leitura bíblica, escola dominical, DVDs, CDs, palestras, programas de rádio e TV ???

Sem mudar de assunto ou citar versículos bíblicos fora de contexto.

Sem aquela mania de sempre com tudo fora de contexto: “Tudo posso naquele que me fortalece. Em toda as coisas somos mais do que vencedores. Porque Paulo disse…. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

Para que servem as denominações protestantes ? Para que serve o protestantismo ?

E o interessante é saber que a Igreja Católica não despreza as comunidades protestantes tal como o protestante o faz em relação as suas próprias denominações e a seus pares.

A Igreja católica vê com respeito os cristãos que estão fora dos seus limites, se não vejamos:

“Os que hoje em dia nascem em comunidades que surgiram de tais rupturas e estão imbuídos da fé em Cristo não podem ser arguidos de pecado de separação, e a Igreja católica os abraça com fraterna reverência e amor… Justificados pela fé recebida no Batismo, estão incorporados em Cristo, e por isso com razão são chamados com o nome de cristãos, e merecidamente reconhecidos pelos filhos da igreja católica como irmãos no Senhor” (UR,3), (CIC nº 818).

“Muitos elementos de santificação e de verdade existem fora dos limites visíveis da Igreja Católica”: a palavra escrita de Deus, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade e outros dons do Espírito Santo” (UR, 3).

“O Espírito Santo de Cristo serve-se dessas igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação cuja força vem da plenitude da graça e da verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Todos esses bens provêm de Cristo e levam a Ele e impelem à “unidade católica”(LG, 8).

É o próprio catecismo da Igreja Católica que diz claramente que DEUS age no meio de tais comunidades.

Grande parte dos batismos e matrimônios celebrados nestas comunidades são aceitos na Igreja Católica como válidos.

O oposto não ocorre. A Bíblia diz que ninguém pode dizer que Jesus Cristo é o Senhor se não pelo Espírito Santo, mas o protestante descartando a Bíblia impõe a um católico um novo batismo quando este tragicamente adere a uma denominação protestante.

São os próprios protestantes que a partir dos seus milhares de conceitos conflitantes entre si que acabam por condenar templos, pregadores, práticas, costumes e o próprio protestantismo em si.

Quem puder que chegue a Roma o quanto antes, pois nesse caminho mais longo e incompreensível do protestantismo alguns podem se perder definitivamente.

Autor: A.Silva com a colaboração de V.De Carvalho. Livre divulgação mencionando-se o autor

 
 

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REFUTAÇÃO DA TESE PROTESTANTE DE QUE A BÍBLIA CONTÉM TODA A REVELAÇÃO

A grande parte das argumentaçãoes, dos protestantes, se baseia nesta tese errada. Só vale o que está na Bíblia, porque a Bíblia seria a única fonte da
revelação.

Ora, essa tese é refutada pelo próprio Evangelho.

No final do Evangelho de São João nos foi dito:

” Muitas outras coisas, porém, há ainda, que fez Jesus, as quais se se escrevessem uma por uma, creio que nem no mundo todo poderiam caber os livros que delas se houvessem de escrever” (Jo XXI, 25).

Então, está na Bíblia, que nem tudo o que Deus revelou foi posto na Bíblia! Se o que Cristo fez, e não foi posto na Bíblia, não deve ser acreditado, então não se tem Fé em Cristo, mas só na Bíblia: colocou-se um livro no lugar de Cristo. Transformou-se a Bíblia em ídolo. E é exatamente o q faz os protestantes.

E Nosso Senhor Jesus Cristo anunciou que o Espírito Santo completaria a instrução dos Apóstolos:

“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito de verdade, ele vos guiará no caminho da verdade integral, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir” (Jo. XVI, 12-113).

E o que Cristo ensinou e fez nos foi transmitido pela Tradição Apostólica.

Por isso, duas são as fontes da Revelação: a Sagrada Escritura e a Tradição.

Também os Atos dos Apóstolos nos dizem que Cristo ensinou outras coisas mais que não foram postas nos livros sagrados, mas guardadas pela Tradição:

“Na primeira narração, ó Teófilo, falei de todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até o dia em que, tendo dado as suas instruções por meio do Espírito Santo, foi arrebatado ao (céu); aos quais também se manifestou vivo, depois de sua paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes por quarenta dias e falando do reino de Deus”. (Atos I, 1-3)

Será que aquilo que Jesus fez e ensinou nesses quarenta dias não tem valor? Falou, ensinou e fez Ele coisas inúteis?

E as Instruções que Ele deu, e o que Ele falou então aos Apóstolos sobre o Reino de Deus – a Igreja – não teriam nenhum valor?

É evidente que essas instruções e ensinamentos têm valor sim, porque provém de Deus, apesar de não terem sido registradas na Sagrada Escritura. Elas nos foram guardadas pela Tradição.

- que não está na Bíblia que se deva guardar o que foi ensinado por Cristo e pelos Apóstolos, só pela palavra falada. Que só vale o que foi escrito.

Ora, em São Paulo foi escrito o contrário:

“Permanecei, pois constantes, irmãos, e conservai as tradições que aprendesses, ou por nossas palavras ou por nossa carta” (II Tess. II, 14).

Veja então como o consenso dos irmaos separados de nada vale, porque vai contra a palavra que está escrita na Bíblia, a qual afirma que se
devem conservar as tradições, que se deve conservar também o que foi ensinado só por palavra, além do que foi ensinado por escrito.

Portanto, a tese protestante de que se deve crer só no que está na Bíblia é negada pela própria Bíblia.

E há muitas coisas que os Apóstolos praticaram e ensinaram que não foram registradas antes na Bíblia. Assim, por exemplo, a “imposição de
mãos”. Dela não se acha menção nos Evangelhos, e, entretanto, os Apóstolos a praticaram. Teriam eles inventado da própria cabeça tal costume? Claro que não!
Cristo deve tê-los instruído a fazer a “imposição de mãos” (Atos, VIII, 14-17; e Heb VI, 1-2).

São Tiago – embora os protestantes, seguindo Lutero, recusem essa epístola — nos fala da unção sobre os enfermos: “Está entre vós
algum enfermo? Chame os presbíteros da Igreja, e [esses] façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; a oração da Fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará; se estiver com pecados, ser-lhe-ão perdoados” (S. Tiago, V, 15). E também essa unção dos enfermos não aparece nos evangelhos.

Ora, nem a imposição de mãos (Sacramento da Confirmação), nem a unção dos enfermos (Sacramento da Extrema Unção) poderiam transmitir a graça, se não
tivessem sido instituídos pelo próprio Cristo.

Cristo legou aos Apóstolos um conjunto de verdades reveladas e de sacramentos instituídos por Ele mesmo que formam o “Depósito da Fé” que deveria ser guardado:

“Ó Timóteo, guarda o depósito (da Fé), evitando as novidades profanas de palavras e as contradições de uma ciência de falso nome, professando a qual alguns se desviaram da Fé”(I Tim . VI, 20)

A Bíblia não é a única fonte da Revelação ou è?

 
 

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O LIVRE EXAME DAS ESCRITURAS

Foi Lutero quem, revoltando-se contra o Papa, levantou o princípio do livre exame da Bíblia, afirmando que toda pessoa é livre de interpretar a Escritura como lhe parecer.
Daí a multiplicação de seitas protestantes, cada uma dela arvorando-se como verdadeira igreja. O que leva qualquer pessoa, de qualquer lugar, a se arvorar como infalível intérprete da palavra de Deus.
Tem pessoas que por exemplo, é batista, e diz acreditar na divindade de Cristo. Os Testemunhas de Jeová, baseados na mesma Escritura, fundados no mesmo princípio de livre interpretação da Bíblia, concluem que Cristo não é Deus. Quem estaria certo?
Qual das mais de mil seitas – há quem diga que já são cinquenta mil – estaria com a verdadeira interpretação da Bíblia? O protestantismo é uma nova Torre de Babel, na qual cada um se proclama infalível.
E repare a loucura e a contradição dos “evangélicos”: eles afirmam que toda interpretação da Bíblias é livre, e por isso, é também válida. Mas afirmam ao mesmo tempo que a interpretação da Igreja Católica é falsa.
A única coisa em que os protestantes estão de acordo entre si, é no ódio à Igreja Católica. “Vêde como eles odeiam, e como se odeiam”, poderia ser dito deles.
O livre exame protestante fez da Bíblia um livro “chicletes”, que cada um puxa e estica para onde quer. E não podia ser diferente. Na realidade, cada protestante é, ele sozinho, uma seita, visto que ele crê que é o único intérprete infalível da Bíblia. Negando a autoridade e a infalibilidade de Pedro, o protestantismo, pela afirmação do livre exame, proclama que todo leitor da Bíblia é Papa, e Papa infalível.
A Sagrada Escritura utiliza palavras. Ora, as palavras podem ter vários sentidos.

Manga, por exemplo, significa uma fruta, mas também uma parte do vestuário. Vela significa uma lona para impulsionar um barco, e também um
objeto para iluminar.

Essas são palavras equívocas, pois têm vários sentidos sem relação entre si.

Outras palavras possuem um só sentido. Por exemplo, óculos. Essas são chamadas palavras unívocas.

Há ainda um terceiro tipo de palavras, chamadas análogas. Essas têm vários sentidos com relação entre si. Exemplo, a palavra irmão, a palavra pé, etc.

Pé de mesa não usa meia. O pé de um animal é pé também. Mas pé, propriamente, é só o pé humano. Pé de mesa, pé de cavalo, são “pés” por analogia, por
semelhança.

Assim, “irmãos”, em sentido próprio, são aqueles que foram gerados pelos mesmos pais. Entretanto, o infeliz pastor , quando prega, berra
para seus ouvintes: “Irmãos”! , ele não quer dizer que todos os que o estão – infelizmente – escutando tenham sido todos gerados pelo mesmo pai, fisicamente.
Apenas quer dizer que todos se pretendem filhos de Abraão, quando, na verdade, são irmãos dos fariseus, que liam a Bíblia e mataram Cristo.

Ora, se a Bíblia — como todo livro – usa palavras unívocas, equívocas e análogas, é claro que a interpretação do que está escrito vai ser variada.
Entretanto, Deus é um só, e quis nos comunicar também pela Bíblia, uma só Fé. Há um só Deus, uma só Fé, um só batismo, e, portanto, tem que haver uma só Igreja verdadeira.

Mas como manter a unidade da Fé, se cada um interpretará a Bíblia a seu modo, livremente, como disse Lutero?
Com o livre exame é impossível a unidade da Fé.
Só a verdade é una, como só Deus é uno.
O erro é múltiplo. E o protestantismo é múltiplo. Logo, os protestantes estão errados.

Se Deus na Bíblia usou palavras unívocas, análogas e equívocas, Ele sabia que isso poderia produzir interpretações variadas e, portanto, erradas.
Além desse problema dos vários tipos de palavras, há ainda o dos quatro sentidos fundamentais da Sagrada Escritura: o literal, o doutrinário, o moral e o
místico. Tudo isso torna a Escritura de difícil interpretação. Para evitar desvios doutrinários é que Deus tinha que providenciar uma solução.

Como Deus não nos pode induzir em erro, Ele deve ter providenciado um meio para evitar que o que Ele nos revelou fosse interpretado livremente e
erradamente.

Deve haver uma chave para interpretar corretamente a Bíblia.
Ora, pelo Evangelho se conhece que Cristo deu as chaves do reino do Céu (isso é, da Igreja) a Simão Bar Jonas:

“Bem aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi nem a carne, nem o sangue que te revelou isso, mas Deus que está nos céus. E Eu te digo que

TU ÉS PEDRO, E SOBRE ESSA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA,

E AS PORTAS DOS INFERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA ELA.

EU TE DAREI AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS;

TUDO O QUE LIGARES SOBRE A TERRA, SERÁ LIGADO TAMBÉM NOS CÉUS;

E TODO O QUE DESATARES SOBRE A TERRA, SERÁ DESATADO TAMBÉM NOS CÉUS”

(Mt XVI, 17-19)

Somente havendo um intérprete da Sagrada Escritura estabelecido pelo próprio Cristo, é possível haver uma só interpretação da Escritura, uma só Fé e uma só
Igreja.

E que o Papa – sucessor de São Pedro — seja infalível em matéria de Fé e de Moral, quando ensina para toda a Igreja, com os poderes dados por
Cristo a Pedro, está estabelecido pela promessa de Jesus: Tudo o que ligares na Terra, será ligado também nos céus, tudo o que desatares sobre a terra, será
também desatado nos céus”.

Sem o Papa, a leitura da Bíblia vira Babel. Babel de Wittemberg. Cada um dando sua interpretação pessoal da Bíblia, quando a
própria Bíblia nos previne, com São Pedro, ao dizer-nos:

“Nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular” (II Epís. de São Pedro, I,20).

Eles lê a Bíblia e interpreta a Escritura como bem entende, recusando aplicar o que lê. É assim que os protestantes respeitam a Bíblia:
fazendo o contrário do que ela manda.

O próprio Jesus Cristo prometeu, então, a Pedro que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” [a Igreja] (Mt. XVI, 18).

Prometeu ainda: “Eis que estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo” (Mt. XXVIII, 20)

Se Cristo prometeu que as portas do inferno, isso é, as heresias, os erros contra a Moral, e a falsa mística, jamais prevaleceriam contra a Igreja; se Cristo prometeu que estaria com a Igreja “todos os dias, até o fim do mundo”, e que “as portas do inferno não prevaleceriam contra Ela”.

Entao me respondam quem pode interpretar a Biblia?
 
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Publicado por em 04/05/2013 em Apologética, Livre Exame

 

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OS EVANGÉLICOS E A PORTA LARGA DA SALVAÇÃO

Aceitamos que todo homem e mulher devem aderir a fé ou crença que lhes pareçam mais adequadas. Repudiamos qualquer tentativa de cerceamento religioso ou preconceito. Acreditamos na liberdade religiosa e no amplo debate em matéria de fé e doutrina. Reconhecemos ainda que é direito de todo e qualquer homem e mulher aderirem inclusive ao erro doutrinário se assim desejarem. Repudiamos ataques a honra e dignidade das pessoas de quaisquer credos ou profissões, fé e doutrina. Aceitamos que existem pessoas sérias e dignas em toda vertente cristã e nas demais religiões não cristãs. Repudiamos cerceamento ou perseguição religiosa de qualquer ordem. Repudiamos discriminações de quaisquer espécies e limitamos o debate às questões de fé e doutrina.

No Brasil, a palavra Evangélico tornou-se uma espécie de religião. Se não gostam da palavra religião, podemos trocar por segmento ou rótulo.

O termo evangélico é usado especialmente para designar membros das denominações protestantes que não integram as denominações do chamado protestantismo histórico.

Acreditamos que o termo adequado nem deveria ser evangélico, mas talvez a palavra “bíblico”, uma vez que estes cristãos em sua grande maioria costumam dar ao Velho Testamento a mesma ênfase e importância do Novo Testamento. Muitos se utilizam de versículos soltos e textos do Velho Testamento para justificarem doutrinas e obrigações.

Mas o que significaria ser bíblico ou no caso evangélico ? Uma definição mais justa e de fácil compreensão destaca que o termo evangélico deve ser aplicado a todo aquele que crê e obedece ao evangelho.

Contudo, se existem várias vertentes cristãs e todas discordam umas das outras, não é possível concluir que este termo evangélico possa ser aplicado a todos. Alguns ou muitos, necessariamente, não estão sendo nem um pouco “evangélicos.”

Para nós católicos, existem “católicos” e católicos. Ser católico ou dizer-se católico não torna ninguém superior aos demais e nem é garantia de salvação.

O mesmo não se pode dizer do termo evangélico. Quem se diz evangélico nem mesmo pode ser corrigido. Logo aprece alguém para dizer: “Não toca no ungido do Senhor”, “Deixa que ele está fazendo a obra de DEUS.” “Está havendo perseguição religiosa.” “Aí de quem toca no servo de DEUS.”.

Ser designado como evangélico também presume “Salvação garantida” a partir do momento que se “aceita” Jesus, já não importando a fé que se pratica ou o Jesus que se pretende seguir.

O nome evangélico tornou-se ainda uma marca. Quando há uma pesquisa ou estatísticas todos que se dizem evangélicos são somados como se representassem uma única fé ou como se todos professassem os mesmos credos ou costumes. E a grande maioria no meio concorda com isto e até vibra com os percentuais alcançados pela soma de todas as denominações e crentes, mesmo que uns façam oposição severa a outros.

Há quem diga que a soma de todos os evangélicos de quaisquer denominações definem o que seria o “Povo de DEUS.” A própria definição bíblica de quem seriam as “mães” e irmãs de Jesus já não tem qualquer importância para estes cristãos.

Quem usa bom senso rejeita esta distorção. Sabemos que nem todo aquele que se diz defensor ou seguidor do evangelho consegue vive-lo ou aceita-lo de forma integral.

No catolicismo temos a Igreja coluna e sustentáculo da verdade que tudo nos ensina e tudo define em matéria de fé e doutrina. Temos ainda o Papa que tem a última palavra e que para nós é o Pedro infalível quando se pronuncia em matéria de fé e doutrina.

Antes mesmo de apontarmos erros ou desvios em outro irmão ou sacerdote, deveríamos perceber os nossos próprios enganos e acertos a partir da direção que recebemos da Santa Igreja. Em outras palavras, temos como saber se estamos ou não sendo evangélicos.

E no protestantismo como alguém pode saber se está sendo ou não evangélico ? A maioria parece não se importar com isto, mas apenas deseja utilizar-se do rótulo como se fosse uma espécie de selo que garante a entrada na vida eterna e permissão para julgar os demais.

Como definir no protestantismo o que é fidelidade ao evangelho ou estabelecer quem é fiél se todos “interpretam” por conta própria sem um magistério confiável que defina antes o que é certo ou errado ou o que ensine tudo que é verdadeiro e tudo que não é ?

O que ocorre no protestantismo ? Todos se dizem certos e inspirados pelo Espírito Santo. E todos, sem exceção descartam o magistério da Igreja e infalibilidade de qualquer ordem. Pelo contrário. Dizem que Igreja não salva ninguém e que não há um só homem infalível em matéria de fé e doutrina.

É nítido para qualquer ser humano com um mínimo de discernimento que se dois não concordam entre si e ambos se dizem certos e ambos também não aceitam o veredicto de um terceiro, não haverá entre eles unidade de qualquer espécie em matéria de fé e doutrina. Logo, um dos dois mudará de denominação ou fundará uma nova “igreja” sob a regência de um novo “mestre” infalível para si mesmo que é o próprio fundador na nova “igreja”.

Dizem os evangélicos que o magistério confiável e infalível é a Bíblia. Ora, todos concordamos que a Bíblia é palavra infalível de DEUS. Aliás, Lutero conheceu esta verdade através da Igreja Católica. Diferente de Paulo, o herege não recebeu revelação alguma pessoal de Jesus Cristo e nem a Bíblia lhe caiu do céu. Tampouco nasceu sabendo.

Se por um lado podemos dizer que a palavra de DEUS é infalível, não podemos dizer que as divergentes e opostas entre si “interpretações” protestantes são infalíveis. Uma coisa é o que DEUS disse e definiu e outra coisa é o que cada protestante ou evangélico entendeu de sua própria leitura privada da Bíblia.

Se alguém lê a Bíblia e entende que o divórcio é lícito e outro lê e entende o contrário, é evidente que os dois não podem estar praticando a doutrina evangélica integral ao mesmo tempo. Pelo menos um dos dois não entendeu o que leu.

A verdade é que no Brasil o título evangélico é usado por quem deseja se auto proclamar como tal. Assim alguns também se fazem apóstolos, missionários ou bispos. A única condição para que alguém de fato “encarne” o título evangélico seria professar a suposta fé protestante, aderindo a qualquer denominação do gênero ou mesmo tornando-se um sem igreja desde que confesse a Bíblia como única regra de fé e desde que se torne um crítico feroz do catolicismo.

O essencial para estes que desfilam com os rótulos protestante ou evangélico é se definirem adeptos do critério “Só a Bíblia” e ter “aceitado” Jesus em um templo dito protestante ou evangélico. Aceitou Jesus com a boca e levantou o dedo já não importa o que vai no coração de cada crente, a fé que se pratica, o líder que se segue e o Jesus que se pretende “servir”.

Teoricamente e pretensiosamente, o evangélico seria alguém que professa doutrinas que encontram amparo bíblico, ao mesmo tempo que descarta aquelas que não constam das Escrituras. Será que é assim mesmo ?

Uns batizam e outros não batizam. Repetimos: Se dois “evangélicos” interpretam a mesma Bíblia de modos diferentes é certo que pelo menos um deles está errado. E quem se enganou, atribuiu a si próprio o título de evangélico mesmo que sua doutrina esteja longe da mensagem ensinada pelo evangelho que ele jura defender. Temos aí um clássico exemplo do rótulo sendo decisivo para a suposta “garantida salvação” do crente. O mesmo conflito pode ser verificado entre aqueles que acatam o divórcio em relação àqueles que o repudiam. E assim por diante.

As doutrinas dos supostos “evangélicos” divergem entre si e não raras vezes uns atacam os outros de hereges por supostas doutrinas professadas que não estão definidas pela Bíblia. Com facilidade, encontramos entre os chamados evangélicos várias doutrinas contestadas por outros evangélicos.

Podemos citar o evangelho judaizante, a unção da vassoura, a unção da galinha, a unção da lama, a unção do chifre, o culto das princesas, a benção do aeroporto, a unção do zoológico, a adoração da arca da aliança, descarrego, desafios financeiros, teologia da determinação, confissão positiva, regressão ao útero materno, transferência de unção, a doutrina de tomar posse da benção, entre tantas outras e em especial a demoníaca teologia da prosperidade. Tal teologia é exaltada por muitos evangélicos e veementemente criticada por outros tantos também chamados evangélicos. Há ainda simpatizantes e críticos para aqueles que pregam a favor do aborto e para aqueles que dizem que não se deve ajudar os pobres.

É líquido e certo que aos olhos dos próprios evangélicos nem todos os chamados “evangélicos” estão praticando o que a Bíblia ensina.

Estranhamente, mesmo que reconheçam aberrações entre eles, quando surgem pesquisas e estatísticas, todos passam milagrosamente a encarnar o “Povo de DEUS.”. Até mesmo o defensor do aborto ou o pregador que nega que Jesus Cristo seja DEUS e ainda aquele outro que diz que ajudar os pobres é desviar recursos da igreja, nesta hora também fazem parte do “Povo Santo” que se julga eleito, especial e que tem salvação garantida.

Embora confessam e até protestem contra os desvios doutrinários no meio evangélico, não reconhecem tais enganos neles próprios, mas sempre nos outros.

É sempre o outro que está errado. E por que ? Porque quem lê a Bíblia achando-se inspirado pelo Espírito Santo, não pode admitir que cometeu erros de interpretação.

E qual seria o grande problema para os evangélicos ? Todos se dizem inspirados pelo Espírito Santo. Todos se dizem salvos e todos se dizem certos em suas particulares interpretações. E se todos são de fato inspirados pelo Espírito Santo, como alguém poderá alegar que desconhecia esta ou aquela doutrina ou que pregou ou praticou doutrina estranha a Bíblia ?

Quem prega a favor da teologia da prosperidade afirma que recebeu inspiração do Espírito Santo. Este mesmo “prova” pela Bíblia que sua doutrina está correta. Entretanto, aquele que lhe faz oposição utiliza-se da mesma Bíblia para contestar a dita teologia e este mesmo também se diz inspirado pelo Espírito Santo.

Se de fato o evangélico crê que está sendo inspirado pelo Espírito Santo como poderá esquivar-se ou desculpar-se por doutrina anti bíblica que pregou ou por doutrina bíblica que não professou ? A quem ele poderá culpar se ele mesmo se diz inspirado pelo Espírito Santo de modo que não precisava de explicação de qualquer ordem e muito menos de igreja ?

No catolicismo tal não ocorre. Somos convidados ao exame das Escrituras sem a função de interpreta-las, tal como nos ensina o apóstolo Pedro.

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. (2 Pedro 1:20-21)”

Apenas a Santa Igreja, coluna e sustentáculo da verdade compete a interpretação das escrituras. “Igreja, coluna e sustentáculo da verdade.” (I Tim 3.15)

Aos católicos compete o exame das escrituras e não sua interpretação (Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”. João 5.39.) Jesus deixa claro que exame não é interpretar e diz textualmente que não é na letra que se encontra a vida eterna.

Não por acaso, a própria Bíblia ensina que as Escrituras são úteis para o ensino. Útil não é Suficiente: “Toda Escritura É Inspirada Por Deus E Útil Para O Ensino, Para A Repreenção, Para A Correção, Para A Educação Na Justiça, A Fim De Que O Homem De Deus Seja Perfeito E Perfeitamente Habilitado Para Toda Boa Obra. (2 Timóteo 3 – 16,17).”

Resta saber quem nos pode apresentar o Jesus verdadeiro ? Podemos conhece-lo por inteiro mediante nossa leitura privada da Bíblia ou somente através da Igreja Coluna e Sustentáculo da verdade que de fato é quem pode nos apresentar o verdadeiro Jesus para que possamos segui-lo ?

Cada evangélico que lê a Bíblia encontra um Jesus diferente de um outro evangélico que também leu e interpretou a Bíblia.

O demoníaco Lutero criou o problema e também tratou de “resolve-lo” do seu modo torto, deficiente, pretensioso e desprovido de qualquer bom senso e piedade: “Quem não crê como eu está destinado ao inferno. O meu juízo e o juízo de DEUS são a mesma coisa(Martinho Lutero).”

Pronto. Está resolvido. Cada evangélico que leu e interpretou está certo para si mesmo e salvo por causa do rótulo ou da doutrina “certa” que conseguiu extrair de sua leitura particular da Bíblia. Quem “vai” para o inferno são os outros que não leram ou que não interpretaram como ele. Ou ainda, irá para o inferno quem ele decidir que vai. Especialmente os católicos.

Ora, se um evangélico discorda de outro e outros tantos dele também discordam, faz-se necessário a qualquer ser humano de razoável percepção perguntar a si próprio se de fato ele mesmo está sendo inspirado pelo Espírito Santo em sua “interpretação” privada. Seria uma pergunta natural, previsível e indispensável para quem realmente está interessado na verdade.

Mesmo que alguém se ache certo sobre determinada doutrina, tão logo verifique que um dos seus pares leu e interpretou de modo diferente o mesmo texto, deverá concluir que ele próprio ou este seu amigo, pelo menos um dos dois, necessariamente, não foi inspirado pelo Espírito Santo. Se ambos tivessem sido inspirados pelo Espírito Santo na leitura de um mesmo texto, teriam concordado em matéria de fé e doutrina.

Apenas com a total e completa má-fé é que alguém pode dizer que duas doutrinas opostas entre si teriam sido inspiradas pelo mesmo Espírito Santo. E todos concordam que só existe um Espírito Santo.

Ser católico é infinitamente mais seguro. Se fosse possível erros da Igreja em matéria de fé, doutrina e moral, ainda assim poderíamos culpar esta mesma Igreja. Haveríamos de dize ao Senhor que confiamos na Igreja que pela Bíblia é coluna e sustentáculo da verdade.

Poderíamos culpar São Paulo porque nos disse que a tradição deve ser guardada(“Assim, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavra, seja por carta nossa” (2Tes 2,15).

Poderíamos culpar o papa e justificar que seguimos o que estava na Bíblia e assim mantivemo-nos fiél a Pedro(“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18). E ainda poderíamos dizer ao Senhor que a Bíblia reforça a atuação de Pedro e a necessidade de escuta-lo(Jo 21,1-19“Pedro tu me amas ? Apascenta as minhas ovelhas” E também poderemos dizer que foi o próprio Senhor Jesus quem disse a Pedro: “Confirma Teus Irmãos” (LC 22,32)

Haveríamos de dizer ao Senhor Jesus: “Com tantas passagens favoráveis a Pedro, como poderíamos recusa-lo Senhor ?

Com tantos textos bíblicos favoráveis a Pedro e nenhum texto bíblico favorável a Lutero, como nos seria possível concluir a favor do ex comungado que surgiu no mundo 1.500 anos após a fundação da Igreja e 1.200 anos após o surgimento da Bíblia ?”

E haveríamos de concluir: “Até São Paulo foi confirmar sua doutrina com o teu querido Pedro. (Originou-se então grande discussão de Paulo e Barnabé com eles, e resolveu-se que estes dois, com alguns outros irmãos, fossem tratar desta questão com os apóstolos e os anciãos em Jerusalém – At 15,2).”

São Paulo o mais culto dos apóstolos não se fez “sábio” aos seus próprios olhos: E ninguém se pergunta:

“Por que não fundaste tua própria Igreja São Paulo ? “Por que não ?” ”Ignorantes e maus o fazem e vós não fizestes ?” “Tantos atribuem a si próprios os títulos de bispos ou apóstolos e tu que era apóstolo verdadeiro nunca se fez o maior entre todos !”

O que podemos concluir sobre a humildade de São Paulo, o maior dos apóstolos: Porque era necessário que a doutrina de Jesus permanecesse una, imutável, sempre a mesma. São Paulo fez-se humilde tal como o seu mestre e não se julgou superior. Pelo contrário, julgou-se o menor dos apóstolos. “E, por último de todos, apareceu também a mim, como a um abortivo. Porque sou o menor dos Apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus… (1 Cor 15,8-9).”

Se possível erros e enganos entre católicos, estes seriam por mera ignorância. Se erramos porque cremos na tradição é porque antes cremos na Bíblia que nos ensina que devemos guardar tudo que foi transmitido por escrito ou não((“Assim, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavra, seja por carta nossa” (2Tes 2,15). Mas se erramos porque que cremos na Bíblia é porque antes cremos na Igreja que nos ensina que a Bíblia é a palavra de DEUS. E se erramos porque cremos na Igreja é porque antes Jesus disse a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus e o que ligares na terra será ligado nos céus e o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mt 16,18-19).

Haveríamos de dizer ao Senhor: “Não sabíamos que o poder de ligar e desligar na terra tinha sido concedido a Lutero e demais pregadores protestantes.”

Sabemos que Jesus não ensinou “Só a Bíblia”. Tal ensino também não foi visto entre os apóstolos. A Igreja nunca ensinou “Só a Bíblia”. E se tivesse ensinado éramos nós católicos que praticaríamos esta doutrina. E automaticamente, assumindo o anti catolicismo inegável, os evangélicos rejeitariam o mesmo “Só a Bíblia” que hoje defendem.

E nem adianta dizer que a Bíblia sugere “Só a Bíblia”, pois tal não ocorre. Pelo contrário, se não vejamos:

Nem tudo está na Bíblia: Jo 21,25. Jesus Cristo mandou pregar e não escrever: Mt 28,19-20. Os cristãos primitivos seguiram a tradição apostólica: At 2,42. São Paulo dá destaque a autoridade da transmissão oral: 1Ts 2,13; 2Ts 2,15; 2Tm 2,2; 1Cor 11,2.

Sem dúvida, se possível enganos na doutrina católica, algo que repudiamos, poderíamos alegar completa e total ignorância e talvez algum dia pudéssemos ouvir: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” i “(Lc 23,34)

Afinal, não nos consideramos mestres ou intérpretes. E se não interpretamos, logo não atribuímos ao Espírito Santo doutrinas estranhas ao evangelho, porquanto nem mesmo temos doutrinas particulares ou “inspiradas”, mas seguimos a Igreja que para nós é coluna e sustentáculo da verdade.

E os evangélicos o que dirão ? Todos são mestres, intérpretes, profetas e todos, sem exceção, se dizem inspirados pelo Espírito Santo. E não é só isso. Todos dizem “Só a Bíblia”. E podemos afirmar que não aprenderam este critério de Jesus ou de seus apóstolos. Aprenderam com os homens.

Quem diz “Só a Bíblia” e deseja impor este critério aos demais, obrigou-se a conhecer tudo pela Bíblia que jura defender. E ainda está obrigado a não cometer erros em matéria de fé e doutrina já que cada “intérprete” se diz inspirado pelo Espírito Santo e ao mesmo tempo se faz mestre e juíz de tudo e de todos.

Para aqueles que pretendem não conhecer a fundo a doutrina católica, mas antes dizendo-se católicos costumam e gostam de criticar a Igreja e seus dogmas ao mesmo tempo que se encantam com novidades protestantes, é bom refletir onde se encontra o porto seguro da fé.

Provamos ser muito mais seguro ser católico. Se é certo que todo aquele que estuda permanece ou adere ao catolicismo, aquele que por livre escolha prefere a ignorância e assim não se determina a estudar a fundo a religião dos seus pais, então que assuma de fato a condição de ignorante e agindo com coerência não se deixe levar pela pregação de qualquer um que desfila com bíblia debaixo do braço. Se você não quis conhecer o catolicismo, então também não dê ouvidos aos seus adversários e opositores. O ignorante católico deve ser pelo menos inteligente. Se não abraça o catolicismo e dele nada conhece, também não deve abandona-lo sem antes conhece-lo.

Se alguém é ignorante sobre a fé católica como pode concluir que o catolicismo está errado ?

Se há alguém em apuros por questão de doutrina não somos nós católicos. Nunca dissemos que Igreja não serve para nada. Não somos nós que andamos por aí dizendo que o importante é apenas a fé ou “olhar” para Jesus.

Ora, se os evangélicos estivessem certos a salvação também nos alcançaria. Afinal de contas, nós católicos cremos no DEUS uno e trino e em Jesus Cristo como nosso salvador. E ainda podemos provar que a nossa fé é abertamente anunciada. O que diz o catecismo da Igreja Católica ?

“432. O nome de Jesus significa que o próprio nome de Deus está presente na pessoa do seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. Ele é o único nome divino que traz a salvação e pode desde agora ser invocado por todos, pois a todos os homens Se uniu pela Encarnação, de tal modo que não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (Act 4, l2) (17). 480. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade da sua Pessoa divina; por essa razão, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

Pelo critério evangélico estaríamos salvos. Agora pensemos:

E se a Igreja Católica estiver certa e ninguém estiver salvo de véspera ? E se DEUS não levantou Lutero para “Consertar” os “desmandos” da Igreja ? E se Jesus não ensinou o “Só a Bíblia” ? E se São Paulo estiver certo e a transmissão oral deve ser preservada ? E se os cristãos dos três primeiros séculos que não dispunham de Bíblia tiverem sido ensinados pela tradição ? E se Constantino não fundou a Igreja Católica ? Que prova temos disto a não ser o que dizem os pregadores protestantes ?

Lutero foi levantado por DEUS ? Então por que os evangélicos continuam reformando aquilo que DEUS já teria reformado ? Acaso DEUS promove reformas imperfeitas ?

Lutero não foi levantado por DEUS ? Então por que lhe copiam o critério “Só a Bíblia”,entre outras teorias, se sabem que Lutero não foi levantado pelo Altíssimo ?

Não é uma temeridade seguir teologia de alguém que não foi inspirado por DEUS e do qual a Bíblia nada fala ?

A Igreja Católica foi fundada por Constantino ? Então por que seguem as teologias de Lutero que era um pretenso reformador da Igreja de Constantino ? A Igreja Católica foi fundada por Jesus ? Então por que a deixaram ?

Existe uma igreja divina ? Se existe é mais provável que seja a Igreja Católica ou as igrejas protestantes que começaram a surgir 1.500 anos depois do início da era cristã ?

Se todas as igrejas são obras de homens, por que todas as denominações evangélicas estão certas ao mesmo tempo, sabendo que umas divergem das outras e apenas a “denominação” católica está errada ? Ora, se o Espírito Santo “inspira” cada evangélico, por que não haveria de inspirar cada católico ?

Senhor católico que adora novidades evangélicas. Pense bem. O evangélico nem mesmo sabe porque crê na Bíblia. Ele não recebeu revelação alguma do céu para nela crer. Jesus também não apareceu para evangélico algum dizendo que se deve crer na Bíblia. A Bíblia não lhe caiu no colo.

O evangélico crê na Bíblia porque aprendeu com alguém que lhe disse que a Bíblia deve ser tida como a Palavra de DEUS. E este alguém aprendeu com outro que por sua vez aprendeu com um outro e assim por diante. E tudo começou por Lutero ! E como Lutero pode crer na Bíblia ?

Ora, Lutero creu na Bíblia porque creu na Igreja primeiramente. Só é possível crer na Bíblia se antes cremos na Igreja que nos diz que devemos crer na Bíblia como a palavra infalível de DEUS.

Ninguém tem em mãos os textos originais dos apóstolos e quem os tivesse não poderia te-los como confiáveis se antes uma autoridade superior não lhes desse credibilidade. Como o evangélico pode saber, exceto pela informação do homem, já que rejeita a Igreja, a definição dos livros inspirados ? Como ele pode saber se não pelo homem a definição dos livros que devem compor o novo e o antigo testamento ?

Não tem jeito. Ele não tem como provar para si mesmo que Lutero foi inspirado por DEUS. A Bíblia que é sua única regra de fé não fala em Lutero ou no protestantismo. Mas Lutero por sua vez também não recebeu revelação alguma de Jesus, e, nem lhe caiu no colo a Bíblia pronta vinda do céu.

O evangélico precisa confiar cegamente em Lutero como alguém inspirado e levantado por DEUS e nas obras que este produziu. E tudo isso sabendo que Lutero era um sacerdote da suposta Igreja de Constantino que ele evangélico repudia.

E fazendo oposição a si mesmo o evangélico que afirma que Lutero é de fato alguém sob inspiração divina, continua reformando a obra que DEUS teria feito através de seu “ungido”.

O evangélico está em apuros em matéria de fé e doutrina. Fez-se mestre e sábio aos seus próprios olhos. Assim, impõe a todos um critério criado pelo homem que é o “Só a Bíblia.” Obrigou-se este evangélico a não cometer um só erro de fé e doutrina. Obrigou-se ainda a conhecer todas as coisas pela Bíblia. Obrigou-se também a rejeitar tudo que não consta da Bíblia. E sabendo que um e outro evangélico não concordam entre si, está obrigado a condenar doutrina alheia para não condenar a sua própria doutrina.

Fez-se o evangélico mestre, sábio, papa infalível e juíz de tudo e de todos. E não há saída. Se dois não concordam ele só pode ser opositor ou cúmplice da doutrina de outro evangélico.

Diz o evangélico que o importante é crer e não lhe sendo possível adentrar coração humano e julgar a fé que vai no coração de cada homem, acabou por consolidar a fé de aparência, bastando a cada um apenas confessar com a boca e com palmas que Jesus Cristo é o senhor e já não importa o cristianismo que cada qual pratica.

Diz o evangélico que igreja não salva ninguém e assim estabelece que o próprio fato de alguém declarar-se membro de igreja é irrelevante. Curiosamente, o que eles mais fazem é abrir igrejas.

Diz o evangélico ainda que todo e qualquer homem é inspirado pelo Espírito Santo em sua leitura privada da Bíblia e assim contestar a doutrina católica é confessar o contrário do que se prega, ou seja, o Espirito Santo não inspira a todo e qualquer homem na sua leitura privada da Bíblia.

Diz por último o evangélico que não há um só homem infalível em matéria de fé e doutrina e assim, muito embora se julgue infalível para si próprio, faz seu oponente acreditar que sua própria pregação deve merecer desconfiança por parte de quem lhe ouve.

Tivesse Lutero descartado a Bíblia e firmado sua doutrina exclusivamente na tradição, hoje os evangélicos estariam nos criticando por seguirmos a Bíblia. Ao invés de dizerem que católicos não fazem a leitura da Bíblia, estariam dizendo que somos adoradores das Escrituras. Estariam hoje nos chamando de fariseus ou fazendo comparações com os antigos “doutores da lei”.

Da mesma forma que o evangélico não tem como provar e saber que a Bíblia é a palavra de DEUS, mas teve que crer em Lutero, ele também não poderia ter certeza de qualquer outro ensinamento que o herege tivesse transmitido. Tudo é apenas uma questão de crer ou não crer. E esta escolha o evangélico a fez em favor de Lutero e dos homens.

E nós escolhemos a Jesus e por via de consequência sua Igreja e a Bíblia: “Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18).

E os escândalos do clero Sr.Católico ??? Permanecemos confiando em Jesus.

Se o Senhor Jesus diz que os escândalos são inevitáveis estão errados aqueles que pretendem fundar “ igrejas” “sem pecadores.”

Se Jesus antecipa a sentença daqueles que causam escândalos, então não precisamos de Luteros ou Calvinos:

‘Ai do mundo por causa dos escândalos! Porque é necessário que sucedam escândalos; mas ai daquele homem pelo qual vem o escândalo! Se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor te é entrar na vida maneta do que, tendo duas mãos, ir para o inferno, para o fogo inextinguível, onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga’ (Mc 9, 42 e ss).

O que estamos dizendo ? Os evangélicos não são bons o suficiente ? De forma alguma. DEUS é quem vai julgar. Mas nós católicos também seremos julgados por DEUS e não pelos evangélicos. E nem precisamos gritar “Não aceito julgamentos de homens.” A Igreja nos ensina que é DEUS quem julga todas as coisas.

Estamos dizendo que não existem evangélicos sinceros, honestos e comprometidos ? De modo algum. Bons e maus existem em todos os lugares. E justo parece não haver em lugar algum.

O que estamos afirmando sem medo de errar é que mesmo os bons, sérios e comprometidos evangélicos não concordam integralmente entre si em matéria de fé e doutrina. Estamos afirmando que há ensinos estranhos a mensagem evangélica no meio evangélico e com isto eles mesmo concordam.

Em última análise, estamos confirmando aquilo que os próprios evangélicos afirmam, ou seja, independentemente de prática herética ou não, todos sem exceção no meio evangélico se dizem salvos e inspirados pelo Espirito Santo.

E acrescentamos que ao contrário do que alguns pensam, os escândalos também ocorrem no meio evangélico e suas denominações também abrigam pecadores. Quem faz de Lutero indispensável, deve concluir que o melhor teria sido permanecer confiando em Jesus.

Se a praga da heresia tivesse contaminado o catolicismo, o que não ocorreu, o fato é que Lutero não teria resolvido problema algum. Pelo contrário, o que mais se vê no meio protestante/evangélico é o surgimento de novas heresias a cada dia.

Se havia pecadores na Igreja Católica, Lutero tão e somente deu impulso a criação de novas denominações também repletas de pecadores.

Se o problema era o papado, agora cada crente é uma espécie de papa para si mesmo. Ao invés de um só Pedro, milhões de Luteros brigando uns contra os outros. E todos contra o Papa verdadeiro.

Disse Lutero o criador da Babel protestante: “Meu DEUS o que eu fiz ? Chegará o dia que nem poderemos contar o número de seitas. Cada cabeça será uma Igreja.”

Se o problema era a Igreja Católica, Lutero e seu protestantismo não conseguiram estabelecer uma só fé, um só batismo nem os mesmos credos em uma única, nova e “renovada” igreja. Ao invés de uma igreja, agora seus filhos se dividem em 50.000 igrejas divergentes entre si.

A porta é estreita. As vidas dos santos e dos mártires confirmam que entrar no céu dá trabalho. Desconfiem daqueles que fazem da salvação algo tão simples como levantar o dedo e “aceitar” Jesus em um templo protestante, independentemente do cristo que se pretende seguir.

Desconfiem daqueles que dizem que salvação não pode ser perdida. Estes mesmos que julgaram indevidamente as indulgências católicas como “caminho fácil” para a salvação é que abraçaram a tese de Calvino da Salvação Garantida e que hoje tornou-se algo simples, automático e imutável para quem levanta o dedo indicador e diz “aceito” Jesus.

Tais nunca primaram pela coerência. E tampouco desejaram a verdade. São estes mesmos que causam divisões. As mesmas divisões condenadas pela Bíblia que juram defender.

São eles mesmo que orgulhosamente andam dizendo por aí: “Não precisamos de igreja, não precisamos de papa, não precisamos confessar nossos pecados, não precisamos de indulgências, não precisamos de sacramentos, não precisamos de santos, não precisamos da Virgem Maria.” Dizem em alto e bom som: “Não aceitamos julgamentos de homens, mas eles próprios julgam a tudo e a todos.”

Para estes que nos apontam os dedos e nos imputam doutrinas que não praticamos e as que praticamos eles omitem e fazendo-se a devida ressalva de que muitos outros nos tem respeito, podemos dizer: Árvore má não pode produzir bons frutos. E a árvore má é Martinho Lutero:

Martinho Lutero: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?” Depois, com Madalena, depois, com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim, Cristo, tão piedoso, também teve que fornicar, antes de morrer” (Tischredden, Nº 1472, edição de Weimar, Vol. II, p. 107).

Autor: V.De Carvalho/Dani Silva/B.Carvalho/A.Silva – Livre divulgação mencionando-se o autor.

 
 

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A Bíblia e o Espírito Santo – O erro da Interpretação das Escrituras à parte da Igreja

Toda e qualquer pessoa é capaz de interpretar a Bíblia corretamente ? A própria Bíblia proíbe a interpretação privada. Foi o que disse Pedro. Devemos escolher apenas o que desejamos seguir na Bíblia e rejeitar o que não gostamos, ou, devemos aceitar a Bíblia por inteira ? Mas digamos que todos pudessem fazê-lo. Façamos como os protestantes e evangélicos e ignoremos a proibição bíblica para a livre interpretação… Digamos que a tese protestantes esteja correta. Todo e qualquer homem com a “assistência” do Espírito Santo pode ler e interpretar a Bíblia. Assim, perguntamos: Quem está certo ? Os pregadores da prosperidade que são “assistidos” pelo Espírito Santo ou os seus opositores que também são “assistidos” pelo Espírito Santo ? Quem está certo ? O pregador do Aborto, o “abençoado” e idolatrado Macedo que, se diz inspirado pelo Espírito Santo ou todos aqueles que lhe condenam e que também se dizem inspirados pelo Espírito Santo ? Quem está certo ? O pregador do aborto que, devidamente “assistido” pelo Espírito Santo chamou de endemoniados os cantores evangélicos ou estariam certos os cantores chamados por tal pregador de endemoniados que, também “assistidos” pelo Espírito Santo disseram que tal pregador está desesperado com a fuga de fiéis de sua denominação ? Quem está certo ? Calvino que dizendo-se inspirado pelo Espírito Santo chamou de ignorantes e loucos que abusam das escrituras todos aqueles que atribuíram irmãos carnais a Jesus, ou, estariam certos os atuais seguidores de Calvino que, contrariando o mestre, mas dizendo-se “inspirados” pelo Espírito Santo consideram que Maria e José tiveram outros filhos carnais ? Quem está certo ? Marinho Lutero que “assistido” pelo Espírito Santo batizava crianças, ou, os evangélicos modernos que, dizendo-se inspirados pelo Espírito Santo, alegam que não se deve batizar crianças ? Quem está certo ? Marinho Lutero que, dizendo-se inspirado pelo Espírito Santo exclamou: “Meu DEUS o que eu fiz ? Um dia serão tantas seitas que nem poderemos contar. Cada cabeça será uma igreja” Ou certos estariam os evangélicos que dizem que todos podem interpretar a Bíblia corretamente (menos os católicos, é claro…) ? E se todos são inspirados pelo Espírito Santo, por que apenas os católicos não podem “interpretar” a Bíblia ? Onde está a proibição bíblica para a interpretação católica e onde está permissão bíblica para que toda e qualquer seita protestante possa interpretar a Bíblia a seu bel prazer ? Uma grande denominação brasileira propagou por anos que João Paulo II era a besta do apocalipse. Como se sabe, o pontífice morreu e nunca foi a besta do apocalipse. Tal denominação que está entre as maiores do país, dizia-se inspirada pelo Espírito Santo e repleta de “profetas”. Pergunta-se: Quem está errado ? A denominação que nunca esteve inspirada pelo Espírito Santo, portanto, a tese do livre exame é falha, ou, o próprio Espírito Santo enganou-se e passou aos ditos “profetas” informação errada ? Ou ainda, o crente que sabe deste descalabro e reconhece a falsa profecia, hipocritamente, finge que tudo está bem e que tais “profetas” e tal denominação ainda merecem crédito ? Eu gostaria de respostas objetivas e certeiras. E bíblicas. Nada de rodeios ou citações de versículos fora do contexto. Sem aquela costumeira embromação de pastor. Todo protestante diz que não há um só homem infalível em matéria de fé e doutrina. Está correto isto ? Se não há um só homem infalível em matéria de fé e doutrina, por que pretende o protestante pregar para os demais se quem lhe escuta deve acreditar antes que não há um só homem confiável em matéria de fé e doutrina ? Ou será que cada protestante se considera infalível para si mesmo e condena a infalibilidade apenas nos demais ? Se por um lado a Bíblia é a palavra infalível de DEUS, as interpretações privadas, conforme tese protestante, são passíveis de falhas.Ou não ? Toda e qualquer interpretação protestante está certa ? Mas se todos são inspirados pelo Espírito Santo na leitura da Bíblia, por que alguém precisa de pastor ? Basta ler a Bíblia com a assistência do Espírito Santo e o próprio leitor e “interprete” chegará às mesmas conclusões. Se todos usam a mesma Bíblia e todos são inspirados pelo mesmo Espírito Santo, por que se dividem a cada dia mais em igrejas divergentes entre si ? Por que alguém precisa de igreja evangélica estando salvo e sendo assistido pelo Espírito Santo em sua leitura privada ? Imagine alguém que já está “salvo” e tem a assistência direta do Espírito Santo. Frequentar uma igreja e ouvir pregações de homens que não são infalíveis, teoricamente, pode comprometer a salvação do eleito. E se salvação obtida não pode ser perdida, então aí mesmo que Bíblia, igreja, pastor e dízimos não servem para nada. Afinal de contas, salvação garantida é salvação que não pode ser perdida faça o que fizer o crente. E se ao contrário, salvação pode ser perdida, por certo a igreja protestante ou evangélica é o local mais perigoso onde o crente salvo e inspirado terá que conviver com pessoas que cometem falhas. Me expliquem, por favor, à luz da Bíblia, já que o protestante grita em alto e bom som: “Só a Bíblia”. Autor: A.Silva – Livre divulgação mencionando-se o autor

 
 

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Como escolher uma denominação na Babel Protestante ?

O que tragicamente faz um católico que não estuda a doutrina da Igreja ?

Para onde caminha o católico que tem por hábito criticar os dogmas da Igreja ?

Qual é o destino do católico que “discorda” de Pedro ou que acha que a Igreja precisa “ampliar” seus conceitos ?

E se depois de tanta “sabedoria” revelada pela falta de estudo e críticas infundadas este católico fizesse a opção de escolher uma denominação protestante ?

Como escolher ?  São milhares de denominações só no Brasil. E todas divergem umas das outras. Nenhuma delas concorda integralmente com outra em matéria de fé e doutrina. Algumas são escandalosamente divergentes de outras.

Jesus Cristo é o mesmo hoje, ontem e eternamente. Portanto, Jesus é alguém imutável. Ele só tem uma só opinião para cada tema.

Infelizmente, estas comunidades ditas cristãs possuem diversas e divergentes opiniões sobre cada tema e mesmo quem está aparentemente certo não permanece firme para sempre e não raras vezes estes mesmos deixam-se levar por novidades de toda ordem e por caprichos humanos.

Os que guardam o sábado acusam de hereges aqueles que observam o domingo. E vice-versa. Os que não batizam acusam de hereges aqueles que batizam e vice-versa. Os que aceitam divórcios e uniões homoafetivas são massacrados por aqueles que são contrários e vice-versa.

Pensemos, por exemplo, em uma denominação que abraça a teologia da prosperidade.

Mas outros protestantes dizem que estas denominações são heréticas. Dizem outros vários protestantes que tais organizações são consideradas como seitas. Dizem ainda que a Bíblia condena tal prática e que estes pregadores arderão no fogo do inferno.

Então deixemos as seitas e nos concentremos nas denominações mais tradicionais que condenam a mesma teologia da prosperidade. Mas então vem uma outra situação. Ao ligar a TV, não é difícil encontrar um pastor dizendo que aqueles que não pregam tal teologia são trouxas.

Outros ensinam ainda que como filhos do Rei, o crente deve ter tudo do bom e do melhor e portanto aqueles que pregam um evangelho de sacrifício e de cruz não estão sintonizados com a palavra de DEUS.

Uma outra denominação cujo líder prega em favor do aborto é duramente criticada pelos seguidores da maior parte das outras denominações.

Por outro lado, imaginemos alguém procurando conselho no rádio de pilhas onde existem um grande número de programas protestantes. No rádio é possível encontrar pastores pregando uma tal de confissão positiva. Dizia um pastor que o crente que fica doente é porque não tem fé ou está possuído pelo demônio.

Segundo este pregador, o protestante tem que determinar em nome de Jesus e seja lá qual for a doença esta mesma tem que bater em retirada.

Triunfalista demais ! Não é difícil encontrar um bom número de protestantes que condena esta abordagem.

Mudando o rádio de estação é possível escutar um outro pregador dizendo que o protestante tem que tomar posição diante de DEUS e assumir sua condição de rei e sacerdote.

Mas não foi exatamente isto que Judas Iscariotes fez ? Não foi Judas que tomou posição diante do DEUS vivo ?

Confuso com tantas informações o claudicante cristão resolve sair de casa. Passando pela rua nota um templo protestante próximo de onde reside. Percebe que o culto irá começar. Todos cantam e parecem bem felizes.

Quando começa a pregação o pastor afirma que o problema do povo evangélico é que ele não toma posse de sua benção.

Como assim ? Dizia este mesmo pregador que se o crente não exige de DEUS a sua vitória e posição no reino, este mesmo DEUS não pode agir do modo que se espera.

Ele nunca tinha ouvido que DEUS “não pode” isto ou aquilo. Pensava que DEUS podia todas as coisas. E pode mesmo.

E nunca tinha ouvido que alguém pode “exigir” de DEUS o cumprimento de determinada promessa. Pensava que o homem é devedor e não credor de DEUS. O próprio filho de DEUS nada pediu ao pai em proveito próprio.

Sabe o que alguém indeciso resolve fazer ?

Decide ser um cristão primitivo. Será Luterano e assim questiona-se: “Afinal de contas, não foi Lutero que começou tudo ?”

Façamos aqui algumas observações adicionais:

Para não fugir a regra, não há consenso de espécie alguma entre protestante sobre o que seria cristianismo primitivo.

Parte dos sectários diz que o cristianismo primitivo antecede até mesmo a fundação da Igreja Católica que, segundo estes tais protestantes teria sido mera criação de Constantino com direito a placa de inauguração, festa com jantar de gala, inscrição no CNPJ e possivelmente registro de um contrato social na junta comercial de Roma com a designação de diretores, bispos, papas e sócios.

Sobre estes que acreditam em tudo que dizem contra Igreja Católica e dão crédito a tudo que lhes contam os lobos devoradores está escrito: “…darão crédito às fábulas.”

Para outro grupo, o cristianismo primitivo vai e volta conforme a época. Para estes as promessas de Jesus de que as portas do inferno não prevalecerão contra sua Igreja não estão se cumprindo e o altíssimo DEUS teria necessitado de Lutero para consertar os “desmandos” do catolicismo e o aparente fracasso de Jesus.

Para estes a referida promessa de Jesus é válida  somente para a “Igreja invisível protestante” que para variar não está na Bíblia mas vale assim mesmo, pois para o protestante só precisa estar na Bíblia aquilo que ele deseja cobrar dos demais.

“Visões” de pastores, “Igreja invisível”, “Bater palmas”, “Culto das princesas”, “Unção da Vassoura”, “Unção da Meia”, “Unção da vaca”, “Teologia da Prosperidade”, “Troca de anjos”, “Transferência de Unção”, “Música Golspel”, “Unção do helicóptero”, dízimos extorsivos e pagos em dinheiro, tudo isto não precisa estar na Bíblia e tudo para o protestante “representa” a igreja primitiva.

Para estes o cristianismo primitivo teria durado até a “fundação da Igreja Católica por Constantino” e depois teria ficado 1.200 anos completamente ausente e então finalmente, um “santo” e “enviado” por DEUS chamado Martinho Lutero teria trazido de volta o cristianismo as suas “verdadeiras” raízes que pelo jeito incluem todas as doutrinas que acima mencionamos. Será ???

Não consigo ver os cristãos primitivos pregando a favor do aborto ou dizendo que ajudar os pobres desvia recursos da Igreja ou ainda pedindo bízimos e trízimos.

O fato é que para a maior parte dos protestantes, Jesus parece ter esperado 1.500 anos para edificar sua igreja visível(na verdade são milhares) sobre Lutero, já que a Igreja Católica sempre teria sido a “Babilônia” e com isto concorda a maior parte dos protestantes, especialmente aqueles que se dizem membros da “una e convergente” Igreja Evangélica Brasileira onde as únicas coisas certas são:   que todos repudiam o catolicismo, que todos discordam entre si e que todos se dizem certos e inspirados pelo Espírito Santo.

Lutero foi na visão dos protestantes indispensável. E mesmo que tenha chamado o Senhor Jesus de bêbado e adúltero, continua sendo alguém que merece crédito e tem boa parte de suas teorias reproduzidas.

Porém, ao mesmo tempo que é considerado um “escolhido” por DEUS, todos continuam reformando a igreja do “ungido” e “escolhido” do Senhor a partir da fundação de novas e incontáveis denominações.

Não faz sentido algum, mas ninguém no protestantismo está preocupado com isto. E, corroborando a máxima protestante de que nada precisa ter nexo, muitos daqueles que fizeram de Lutero alguém imprescindível, dizem que a Igreja Luterana incorpora muitos dos ritos e costumes católicos e por isto deve ser rejeitada.

Funciona mais ou menos assim: “Amo Lutero, mas não gosto da Igreja Luterana.”

Não por acaso, hoje escutamos por aí:  “Amo Jesus. Mas Igreja não salva ninguém ou não serve para nada.”

Isto é dito desta maneira tão e somente para encobrir: “Amo Jesus mas odeio a igreja que ele fundou.”

É como se DEUS tivesse feito uma “reforma” incompleta e Lutero ao mesmo tempo que é um herói é alguém que não fez tudo que deveria ter feito.

Naturalmente, a “admiração” e o título de “ungido” decorrem do fato de que o herege afrontou o catolicismo. É isto que conta.

Ele afrontou a Igreja e seu Papa. E assim sendo, se nos dias alguém chutar a santa católica, por exemplo, mesmo que pertença ou tenha pertencido a uma denominação que todos condenam como herética, o seu ato servirá como referência e este mesmo que praticou a violência será tido como um herói e merecerá artigos e textos que nas entrelinhas engrandecerão o eventual ato de ofensa ou deliquência.

Se por um lado Lutero é herói por sua infame agressão contra a Igreja Católica,  o título tácito de incompetente que justifica a abertura de novas denominações vem do fato de que ninguém no protestantismo deseja seguir integralmente doutrina alheia quando julga que tem uma ligação direta com o Espírito Santo.

Amar ou odiar Lutero, assim como amar ou odiar Calvino será decidido em cada situação ou ocorrência.

Quem copia o Sola Fide e o Sola Scriptura de Lutero, o rejeita logo a seguir nos sacramentos e na devoção a Virgem Maria.

Quem copia Calvino, finge não saber que o mesmo chamou de ignorantes e loucos aqueles que atribuíram filhos carnais a José e Maria.

São estes mesmos que escolhendo o que desejam seguir de Lutero e Calvino também escolhem o que querem seguir e o que querem rejeitar no evangelho.

Cobram a palavra purgatório na Bíblia, mas não cobram o bater de palmas ou a “visão” dos pastores para a inauguração de novas denominações.

Afirmam que Maria teve outros filhos além de Jesus, ainda que as Escrituras em parte alguma digam que  Maria e José tiveram outros filhos. E dizem que o texto é “claro”.

No entanto quando os textos claros de verdade não lhes favorecem, partem para achismos e traduções obscuras e/ou falsificadas.

É o caso de Pedro ser a Pedra. E são também os casos em que Jesus concede a Pedro o poder de ligar e desligar na terra, ou ainda quando Jesus diz a Pedro: “…apascenta minhas ovelhas…” , ou, “…confirma teus irmãos na fé…”

Quando é necessário são literais e quando é necessário não são tão literais assim.

Cobram o batismo de crianças com textos claros e ignoram o texto claro em que Jesus diz que seu corpo é verdadeiramente comida e seu sangue é verdadeiramente bebida.

Vale sempre o que cada crente quiser que seja tido como doutrina. A doutrina de cada crente é a doutrina “verdadeira”.

Retomando o tema…Como escolher uma denominação protestante ?

Talvez o indeciso deva tornar-se Calvinista! Mas então um grupo lhe ensina que Calvino era um herege por acreditar na predestinação dos eleitos. Alguns protestantes chegam a dizer que o tal do Calvino teria traído o grande escolhido por DEUS que era Lutero…

Nesta hora Lutero volta a ser o grande “escolhido” e “enviado”.

E mais uma vez não fazendo sentido algum, como é possível que um protestante acate as teorias de Lutero, especialmente o Sola Scriptura e o Sola Fide, achando que o mesmo era membro de uma seita ou talvez ex sacerdote da Igreja de Constantino ?

Nada faz sentido. Vale apenas o que o protestante quer. E ele mesmo nem se importa de praticar as doutrinas de um suposto sacerdote da igreja falsa, ou, Babilônia, ou ainda igreja de Constantino.

O eternamente indeciso e ávido por novidades decide ser pentecostal e quando manifesta o seu desejo, os protestantes históricos lhe dizem que estes grupos carismáticos nada tem de protestantes e que estes mesmos copiaram doutrinas oriundas da América do Norte e todos seriam traidores dos princípios defendidos pelos grandes reformadores, especialmente Lutero e Calvino.

Nesta hora, Lutero e Calvino voltam a ser amigos e todos os protestantes os tem por Inspiração. E assim, Constantino desaparece tão rápido como apareceu. Mas deixa pra lá ! Não vamos insistir em entender aquilo que é inexplicável por si só.

Então acrescentam os Metodistas e Episcopais que os tais pentecostais praticam heresias de toda ordem.

E os Mórmons, Testemunhas de Jeová e Adventistas ? O que dizer deles ? Todos os demais grupos lhes condenam e por sua vez estes três grupos se condenam entre si e os três grupos condenam os demais grupos protestantes.

Que Babel este protestantismo né ?

Exausto, o desesperado cristão faz a opção de ouvir música Gospel.Pensa ele: “Quem sabe tenho alguma inspiração louvando a DEUS ?”

Quando julga que terá alguns momentos de reflexão que lhe ajudariam tomar uma decisão adequada, eis que lhe vem um amigo da “igreja” que defende o aborto e lhe diz: “Estás louco ?”

“Como assim ?” pergunta o confuso e indeciso crente. E responde o amigo “Você não sabia que 99% dos cantores Gospel estão com demônios ? Meu líder nos disse isto. E ele é uma benção”

Este atormentado cristão declina imediatamente da música Gospel e decide que irá conhecer a igreja anglicana. Pensa ele: “Deve ser boa ! Já me disseram que é cheia de unção.”

Então começa a pesquisar em sites protestantes sobre a Igreja Anglicana e encontra mais contras do que prós. Lê inclusive que tudo começou porque um rei desejava cometer adultério e não teria obtido a permissão da Igreja Católica para casar-se outra vez.

E os protestantes da reforma e todos os demais que vieram depois condenavam como herética a dita Igreja Anglicana que segundo eles adota entre outras coisas muitos dos ritos do catolicismo.

Bom, diante de tudo isto, pensa que só lhe resta ser neopentecostal. Pensa que talvez deva aderir ao pastor que usa chapéu ou àquele que trata seus súditos por patrocinadores.  Quem eram os “patrocinadores” dos apóstolos da Igreja Primitiva ?

Quem sabe deva ele ingressar na tal da “igreja” da Lagoinha ?  Soube este “profeta” que lá tem um avivamento forte. Parece que tem uma tal de unção do Leão !  Pensa ele: “Se é Leão, deve ser tremendo !”

Nem é preciso dizer o que todos os outros grupos protestantes disseram a respeito destes últimos líderes citados.

E a unção do Zoológico ? “Dizem que nesta igreja a poder de DEUS se manifesta tremendamente.”

Mas logo veio o vizinho batista para desestimulá-lo. “Meu amigo, esta unção do Zoológico é obra de Satanás. A Bíblia não fala nada a respeito disto. Quando se viu tal manifestação entre os apóstolos ? “

E a unção da Vaca ? A unção da meia ? A unção da Vassoura ? A adoração da arca da aliança ? E aquele pastor da transferência de unção ? E aquele pastor da benção do helicóptero ? E aquele culto das princesas ? E o batismo em parque de diversões ? E o pastor que enrola cobra no pescoço ? E a troca de anjo ?

Melhor parar por aí. A verdade é que só existe consenso entre protestantes quando o negócio é atacar e difamar a Igreja Católica.

Curiosamente e tragicamente, quem grita “Só a Bíblia”, tem que sair da Bíblia para poder decidir tudo que questionamos.

Quem impõe “Só a Bíblia” para os outros, é sempre o primeiro a esquivar-se do “Só a Bíblia para explicar sua própria doutrina e suas escolhas”.

Afinal, qual denominação protestante um crente indeciso ou um católico ignorante e atrás de novidades deveria procurar ?

Que tal a Igreja das células ?

Diz para si mesmo o camaleão religioso: “A história da Igreja não começou assim com as comunidades reunidas em casas ? “

”Aliás, que igreja começou em células Senhor troca troca de “igrejas” ?

A Igreja de Constantino ?  A de Lutero ?  A de Calvino ?  A Batista ?  A Bola de Neve ou Cuspe de Cristo ?

Prossegue o cambaleante caçador de novidades : “Tem até patriarca nesta Igreja das células !”

Porém, mais uma vez, este sujeito sem rumo encontra todo o tipo de opinião sobre esta vertente no meio protestante. Encontra quem é a favor e quem é contra. Muito mais contrários do que favoráveis.

E o evangelho judaizante ? Será que é bom ?

Mais uma vez não é possível encontrar consenso entre os protestantes. Pode-se perceber partidários e opositores do evangelho judaizante em todos os cantos.

O protestantismo é assim mesmo. Nada é o que deveria ser. E tudo que parece ser não é.

Finalmente, cansado de tanto procurar, encontra o Movimento dos Sem Igreja. Trata-se de um movimento supostamente evangélico. Seriam cristãos evangélicos sem templo e que estariam fartos de tantas heresias no meio evangélico/protestante.

Parte dos partidários deste movimento ensina que através de um estudo bíblico sério e regular pode-se caminhar com pernas próprias.

Evidentemente que não servem pernas católicas. A máxima só vale para quem já fez o favor de “aceitar” a Jesus em um templo protestante.

Nisto os protestantes ainda que não saibam têm razão. Católico sem a Igreja não consegue caminhar mesmo.

“Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. o Espírito não segue um membro amputado.(Santo Agostinho)”

E como todos se portam como “infalíveis”, não há possibilidade alguma de que ocorra algum tipo de unidade entre protestantes.

Ninguém se pergunta como é possível que alguém no protestantismo seja “infalível” na interpretação da Bíblia se todos condenam a infalibilidade ?

E se todos discordam uns dos outros, isto não é prova que a infalibilidade de fato não está com o protestantismo ?

Na verdade, cada crente é “infalível” para si mesmo. Cada crente é uma espécie de Papa.

Quando discordam, logo surge uma nova denominação sob a regência de um novo papa “infalível”.

Cada crente é apto para julgar todos os demais. Ele é quem decide sobre a doutrina que ele próprio deve seguir e pregar.

Ele é quem determina quem é ou não herege, quem está salvo e quem está condenado.

Ele decide quem é idólatra e quem é adorador.

A únicas certezas que o “infalível” protestante tem é que ele está certo e salvo e que a Igreja Católica é a Babilônia.

Ele “pertence” ao Povo de DEUS e todos os protestantes que discordam dele, inclusive os que lhe acusam de heresias e aqueles a quem ele chama de hereges, uma vez que surgem as estatísticas e pesquisas, juntos integram o “Povo Santo” e todos são “Irmãos em Cristo”.

Nesta hora, o pastor que prega a heresia de Ário, negando o Senhor Jesus é “irmão em Cristo” dos que confessam o mesmo Jesus. E tanto uns quanto os outros são “Irmãos em Cristo” do líder que prega a favor do aborto ou daquele que condena quem ajuda os pobres.

Quem prega a favor da prosperidade é “irmão em Cristo” daquele que prega contra a prosperidade e quem acusa os cantores Gospel de terem demônios é aceito como “irmão em Cristo” pelos próprios acusados e vice-versa.

Para explicar tanta distorção, recentemente um destes líderes da prosperidade disse em alto e bom som que existem “Diferentes vertentes teológicas no meio protestante”. Em outras palavras, cada qual entenda a Bíblia do seu jeito ou cada qual fabrique o Jesus que mais lhe convém.

Ninguém se pergunta, por exemplo, quando um protestante tem o direito de deixar a sua denominação para aderir a outra ou fundar a sua própria ?

E aqueles que se mantiveram com o pregador ? Qual deles está salvo ?

Aquele que deixou a denominação porque não concordou com a pregação a partir da leitura individual que fez ? Ou aquele que se mantém fiel à denominação ? Ou ainda aquele que fundou uma nova denominação ?

Todos estão salvos ? Então por que brigam ?

Quantas vezes o crente pode mudar de denominação ?

O fato é que com apenas 06 meses de Bíblia o “super mestre” protestante julga que já pode contestar a Igreja Católica de 2000 anos, todos seus concílios, toda a sua doutrina e todos os seus duzentos e tantos papas.

E por vezes com pouco mais de 06 meses de decoreba bíblica e doutrinamento exaustivo, o novo super crente já se sente em condições de contestar seus próprios pares protestantes.

Cada crente é uma espécie de teólogo de si mesmo. E os mais arrojados fundam suas próprias denominação e para tal dizem que tiveram uma “visão” e neste caso não há necessidade de provar nada pela Bíblia.

Apesar das brigas e divisões e das acusações constantes de heresias que uns fazem aos outros, quando atacados por alguém de fora, logo se unem e expressões do tipo são logo ouvidas:

“Não toca no ungido do Senhor” “Deixa que ele está fazendo a Obra de DEUS”. “Ai de quem tocar no servo de DEUS !”

E você católico inseguro ? O que irá fazer ? Abraçará a auto suficiência protestante ?

Não se engane. Quem diz que não precisa de padre para confessar os seus pecados está apenas demonstrando sua arrogância. Se Jesus deu aos apóstolos o poder de reter ou perdoar pecados, é evidente ser indispensável que alguém lhes confesse os pecados.

São Leão Magno (400-461), Papa e doutor da Igreja:“Quem se aparta da confissão da verdade, muda de caminho e o percurso inteiro se torna afastamento. Tanto mais próximo da morte estará quanto mais distante da luz católica.” Católico, não entre na falsa humildade protestante que diz “só me confesso a DEUS”.

“A Igreja é o mundo reconciliado”. (Santo Agostinho – Sermão 96,7,9)“Quem não crer que a Igreja lhe perdoa os pecados, a esses não lhe serão perdoados os pecados”.

Só há salvação na Igreja que detém a confissão e a penitência. A Igreja que cuida da alma e dos pecados de seus filhos. “Sabe porque os consultórios de psiquiatras estão cheios porque os Confessionários estão vazios.” [João Paulo II].

Saiba católico desinformado:

“Portanto, a Igreja Católica é a única que retém o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; esta, o domicílio da fé; o templo de DEUS. Quem quer que não entre nela ou não saia daqui é um alienado em termos de esperança de vida e salvação… Porque, , ao contrário disso, todos os vários grupos de hereges têm confiança de que são os Cristãos, e pensam que a Igreja Católica é deles. Que se saiba que a verdadeira Igreja é na qual há confissão e penitência, e que cuida de maneira salutar dos pecados e das mágoas aos quais os fracos na carne estão sujeitos”. Lactantius, As Instituições Divinas, 304 A.D..

Católico, não faça de Jesus um mentiroso ao imaginar que DEUS precisou de Lutero para alguma coisa. Jesus não mente e você não é protestante para escolher o que pretende seguir ou não do evangelho.

“SE VOCÊ ACREDITA NO QUE LHE AGRADA NOS EVANGELHOS E REJEITA O QUE NÃO GOSTA, NÃO É NOS EVANGELHOS QUE VOCÊ CRÊ, MAS EM VOCÊ.(SANTO AGOSTINHO)”

O abandono consciente da Igreja Católica será trágico para você meu amigo católico.

“Os heréticos condenam-se a si mesmos já que por própria opção abandonam a Igreja, um abandono que, sendo consciente, torna-se sua condenação .”São Jerônimo Comentários acerca de Titus, 3,10 386 A.D.

Se você ainda está em dúvida, não faça como os protestantes que nunca leram as obras de Lutero. Procure por elas e veja a pessoa do fundador do protestantismo.

Fundador do protestantismo: Lutero: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”. “Eu estou, da manhã à noite, desocupado e bêbado. Você me pergunta por que eu bebo tanto, por que eu falo tão galhardamente e por que eu como tão frequentemente? É para pregar uma peça ao diabo que se pôs a me atormentar”. É bebendo, comendo, rindo, nessa situação, e cada vez mais, e até mesmo cometendo algum pecado, à guisa de desafio e desprezo por Satanás, procurando tirar os pensamentos sugeridos pelo diabo com o auxílio de outros pensamentos, como, por exemplo, pensando numa linda moça, na avareza ou na embriaguês, caso contrário ficarei muito raivoso.” (Lutero). (Marie Carré, Jai choisi lunité – D.P.F., 1973, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi , Daniel Raffard de Brienne 1983).”

O que dizem os defensores da fé católica sobre a Igreja ?

S. Cipriano (+258): “Julga conservar a fé aquele que não conserva esta unidade recomendada por Paulo? Confia estar na Igreja aquele que abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?” (Sobre a Unidade da Igreja cap. 4). S. Cipriano: “se alguém tivesse escapado (do dilúvio) fora da arca de Noé, então poderíamos admitir que quem abandona a Igreja pode escapar da condenação.”

Orígenes escrevia: “…se alguém quer salvar-se, venha a esta casa, para que possa consegui-lo… Que ninguém se engane a si mesmo: fora desta casa, isto é, fora da Igreja, ninguém se salva.”

Papa Inocencio III (1198-1216): “Com nossos corações cremos e com nossos lábios confessamos só uma Igreja, não aquela dos hereges, senão a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, fora da qual achamos que não há salvação “(Denzinger 792).

Quarto Concilio de Letrán (1215): “Há só uma Igreja Universal dos fiéis, fora da qual ninguém esta a salvo.”

Papa Bonifacio VIII, Bula Unam Sanctam (1302): “Nós declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário para a salvação de toda criatura humana o estar submetida ao Romano Pontífice.”

“Assim como há um só Deus, um só Cristo, um só Espírito Santo, assim também há uma só verdade divinamente revelada; uma só Fé divina que é o princípio da salvação do homem e o fundamento de toda a justificação, a Fé pela qual o justo vive e sem a qual é impossível agradar a Deus e chegar à comunhão dos Seus filhos. Há uma só Igreja una, verdadeira, santa e católica que é a Igreja Apostólica Romana. Há uma só cátedra fundada sobre Pedro pela palavra do Senhor, fora da qual não podemos encontrar nem a verdadeira Fé, nem a salvação eterna. Todo aquele que não tiver a Igreja como mãe não pode ter a Deus como pai, e quem quer que abandone a cátedra de Pedro sobre a qual a Igreja foi fundada confia falsamente que está na Igreja de Cristo. Na verdade, não pode haver crime maior e mancha mais repugnante do que se opor a Cristo, do que dividir a Igreja gerada e comprada pelo Seu Sangue, do que esquecer o amor evangélico e combater com o furor da discórdia hostil a harmonia do povo de Deus.” (Pio IX, Singulari Quidem)

Católico não fuja à perseguição e combata o bom combate.

Santo Hilário de Poitiers (367): ”Foi sempre privilégio da Igreja vencer quando é ferida, progredir quando é abandonada, crescer em ciência quando é atacada”.

Católico não se envergonhe de sua fé e nem se intimide com os adeptos da religião do livro. “Toma cuidado com o homem de um só livro(São Tomás de Aquino).”

O que é a Igreja Católica ?

“A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época(Chesterton)”.

São Cipriano (†258) – Bispo de Cartago:“A Esposa de Cristo não pode adulterar, é fiel e casta. Aquele que se separa dela saiba que se junta com uma adúltera, e que as promessas da Igreja já não o alcança. Aquele que abandona a Igreja não espere que Jesus Cristo o recompense, é um estranho, um proscrito, um inimigo. Não pode ter Deus por Pai no céu quem não tem a Igreja por mãe na terra”.

São João Crisóstomo (350-407), doutor da Igreja; Patriarca de Constantinopla:“Não te afaste da Igreja: Nada é mais forte do que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece”.

Contemplando este mistério da Igreja, São Pio X dizia:

“Os reinos e os impérios desmontaram; os povos que a glória de seus nomes assim como sua civilização os havia tornado célebres, desapareceram. Viram–se nações que, atingidas pela decrepitude, se desagregaram por si mesmas. A igreja, porém, é imortal por natureza, jamais o laço que a une ao seu celeste Esposo se romperá e, em consequência, a velhice não pode atingi-la; ela permanece exuberante da juventude, sempre transbordante dessa força com a qual ela nasceu do coração transpassado de Cristo morto sobre a Cruz”. (Encíclica Lucunda Sane).

Aceitamos que todo homem e mulher devem aderir a fé que lhes pareça mais adequada. Repudiamos qualquer tentativa de cerceamento a liberdade de culto. Reprovamos ainda ofensas a dignidade e honra das pessoas. Discordar ou concordar são direitos legítimos.

Autor: A. Silva com a colaboração de V. de Carvalho. Livre divulgação mencionando-se o autor.

 
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Publicado por em 09/04/2013 em Apologética, Protestantismo

 

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Festival de “Bispos”

Vem-se notando na imprensa o habito lamentável de designar com o titulo de bispo o pastor ou o líder de qualquer agrupamento religioso.

Reflitamos: se alguém colocar na porta de seu escritório ou de sua residência uma placa indicativa com seu nome e  sem o ser  acrescentar medico,advogado, professor ou outra profissão, pode ser processado por falsidade profissional. Igualmente com o termo bispo. Daí a necessidade de se ter noção exata do que seja o uso correto do termo.

No inicio da pregação evangélica, os apóstolos de Cristo escolheram colaboradores que, após a sua morte, lhes sucedessem no governo das comunidades nascentes e na pregação da mensagem cristã. Inicialmente eram chamados de sucessores dos apóstolos, como nos informa Clemente Romano, no ano 96 da era cristã, na bela e conhecida Carta à Igreja de Corinto.

A missão destes sucessores era responsabilizar-se pelas comunidades que se formaram ao redor dos apóstolos, supervisionando a sua vida evangélica. Daí o verbo episkopein (supervisionar), de que vem o substantivo epískopos: o que zela como guarda e protetor, por supervisionar o rebanho. Em latim epíscopus e, em português bispo, isto é: o que tem a nobre missão, como autentico sucessor dos apóstolos, de responsabilizar-se pela comunidade dos fieis.

Hoje, quem escolhe e nomeia o bispo é o sucessor de São Pedro, o Papa. O eleito recebe a plenitude do sacramento da Ordem pela ?keirotonia?, isto é: imposição das mãos de três outros bispos e pela unção e oração consecratória. Há pois uma corrente genealógica ascendente , que chega ate um dos doze apóstolos, do qual o bispo atual é verdadeiro sucessor.

Não fica pois, difícil entender que esta função de suceder a um dos doze apóstolos, função de superintender o rebanho de Cristo episkopein não pode ser usurpada. O despreparo teológico (ou ousadia) chega ate a usar o termo no feminino!

A autoridade do bispo, sucessor dos apóstolos, vem da palavra de Jesus aos doze: ?todo poder me foi dado no céu e na terra. Ide pois: batizai e ensinai que observem o que lhes ensinei.? (Mt 28,19ss).

Triste saber que o termo que designa o poder espiritual de zelar pela Igreja, transmitido por Jesus Cristo aos doze apóstolos e, posteriormente aos sucessores, seja usurpado e vulgarizado, como vem acontecendo há de algum tempo para cá. Esta explicação teológica da palavra bispo e sua função nos mostram que seu uso atual para designar qualquer líder religioso, não é apropriado e correto.

 
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Publicado por em 19/03/2013 em Apologética, Bispos

 

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O Colapso do Protestantismo no Brasil

Por mais que as estatísticas digam o contrário, estamos vendo um retorno paulatino do povo brasileiro às suas tradições católicas e um desmoronamento das Igrejas protestantes. O protestantismo clássico está entrando em colapso devido a duas ondas teológicas oriundas no universo protestante: a primeira onda é a chamada teologia da prosperidade e a segunda onda é a teologia da promessa por curas, milagres e prodígios.

A teologia da prosperidade é a mais alta heresia do cristianismo na contemporaneidade. Trata-se da ideia de exigir e esperar de Deus prosperidade material em troca da fidelidade às doações feitas às diversas Igrejas. Disse Jesus: “Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la” (Mt 10, 37.39). Perder a própria vida significa eliminar as tendências desordenadas que inclinam o homem ao pecado: o egoísmo, a avareza, o consumismo o desejo de ter sempre mais etc.

É importante nos lembrarmos da segunda tentação de Cristo no deserto: a tentação da riqueza e do poder. Afirmou satanás a Jesus: “tudo isso me pertence e dou a quem quiser: dar-te-ei caso te ajoelhares e me adorares (Lc 4, 1-13)” Cristo responde: “Vai-te Satanás! Pois está escrito adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás!”. Nenhum reino, nenhuma riqueza pode salvar o homem. A teologia da prosperidade ao invés de educar o povo à fraternidade mostra que a aspiração da riqueza é uma bênção e que devemos exigir e esperar de Deus riqueza, poder e prosperidade.

Como posso exigir algo que Deus explicitamente condena? O ideal cristão não é o acúmulo de riqueza, mas a partilha fraterna de todos os bens: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum” (At 4,32).

A decepção é tremenda quando se detecta que só há prosperidade para os líderes das Igrejas, a teologia da prosperidade se torna auto prosperidade e a corrupção moral se esconde por detrás do anúncio inocente da Palavra das Escrituras. Para justificar a teologia da prosperidade se manipula os textos Sagrados e o anúncio de versículos que enfatizam os dízimos são os mais utilizados nos cultos. Num frenesi absurdo se estimula as massas a entregar todos os seus bens por amor a Deus. E maliciosamente aquilo que foi dado a Deus é roubado para o patrimônio pessoal dos que governam as Igrejas. Muitos que buscavam a riqueza nos cultos tornaram-se mais pobres ainda e com um sentimento de desilusão e logro.

As vítimas dessa primeira onda descobrem que apesar de suas falhas a Igreja católica educa para a vida eterna e que a essência do cristianismo é a comunhão, a fraternidade, a solidariedade e a partilha tão bem trabalhados pela ortopráxis do catolicismo.

Percebendo que a teologia da prosperidade não mais seduz, surge uma segunda onda: a teologia da promessa de curas, milagres e prodígios. É muito interessante que o Estado brasileiro não consegue responder a demanda da população por saúde e bem-estar. Os hospitais, os centros de saúde estão lotados. A população não é bem atendida, não há como suprir todas as demandas, uma saúde cara, um tratamento desumano e, uma população cada dia mais enferma.

Diante do drama da população vem à promessa de curas, milagres e prodígios. As Igrejas midiáticas oferecem abertamente este produto à população enormemente carente. Nos cultos são suspensos cadeiras de rodas e muletas diante das câmeras e filas de testemunhos diante do microfone anunciam milagres que não são confirmados por laudos médicos confiáveis.

Nos Evangelhos Jesus não faz curas com o objetivo de fazer espetáculos, mas realiza curas e milagres com o objetivo pedagógico. Sempre faz um milagre para ensinar algo ao Povo. Jesus é a “Palavra que se fez carne (Jo 1,1s)”, o objetivo da Palavra é ensinar e não fazer um show pirotécnico.

No Evangelho de São João Jesus só realiza sete milagres em três anos de seu ministério: 1) As bodas de Caná (água transformada em vinho [Jo 2, 1-11]). Nesse milagre Jesus mostra que veio transformar a humanidade; 2) A cura do filho de um oficial (Jo 4,46-53) a humildade e a fé são instrumentos indispensáveis para a vida cristã; 3) A cura de um paralítico (Jo 5,1-18) é preciso seguir a Jesus: único caminho para o Pai; 4) A multiplicação dos pães e peixes (Jo 6,1-15) Jesus é o alimento, o Pão da Vida que nutre a fome de infinito; 5) Jesus caminha sobre as águas (Jo 6,16-21) a prova de fé de Pedro; 6) A cura de um cego de nascença (Jo 9, 1-12) Jesus é a luz da Vida e, 7) Ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-46) Jesus é a Ressurreição e a vida. Portanto, tornar uma Igreja uma fábrica de produzir milagres, sem nenhuma preocupação pedagógica, curas realizadas com um objetivo claro para chamar uma multidão de desesperados com o objetivo de arrecadação não é nada mais e nada menos que pirotecnia midiática, esta prática não condiz com a verdade do Evangelho.

É importante salientar que a massa humana de desesperados que vai a busca de milagres e prodígios nas Igrejas midiáticas, mais uma vez se decepciona com a falácia, o engodo a farsa do show pirotécnico. O milagre que sempre se busca nunca chega, percebe-se que o milagre é dado a uma pequena fração de pessoas, que muitas vezes recebe uma côngrua pelo teatro, um universo de dramas humanos se converte num universo de decepção.

A Igreja católica só reconhece um milagre oficialmente quando um comitê de médicos especialistas, depois de estudar profundamente o caso, chega à conclusão que não há explicação científica para o fenômeno. Deus só realiza milagres para educar o povo de Deus e um milagre é sempre algo que supera a capacidade humana, é um modo extraordinário de cura, isto é, fato excepcional que supera os meios convencionais.

Muitas Igrejas sérias e líderes religiosos comprometidos com o Evangelho assistem no palco da vida esses tristes episódios. Ficam perplexos diante dessas duas ondas teológicas que eclodem no universo protestante e que fazem o protestantismo no Brasil entrar num profundo colapso. Caso o grande reformador Lutero vislumbrasse o quadro atual ele buscaria uma nova Reforma, não na Igreja Católica, mas nas diversas Igrejas protestantes.

 
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Publicado por em 19/03/2013 em Apologética, Protestantismo

 

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O slogan protestante: “Leia a Bíblia”

Cada religião é conhecida por sua prática mais característica. Assim, o Catolicismo tem na Missa seu ato essencial de culto a Deus. Os espíritas têm como ação típica a invocação dos espíritos, para conhecer algo do além, isto é, a necromancia, e os protestantes de todos os naipes são conhecidos pela sua insistência na Bíblia, que eles lêem e recomendam ler com insistência, como se pela leitura se achasse a salvação.

O pressuposto desses protestantes – hoje, para mascarar suas divisões, eles ocultam inicialmente o nome de sua seita, e se dizem genérica e vagamente “evangélicos” – é que qualquer pessoa, por mais desprovida de conhecimentos que seja, pode ler com fruto a Escritura, porque o próprio Espírito Santo vai inspirar a ela o sentido verdadeiro do que está escrito. A Bíblia seria, então, mais fácil de ser entendida do que um romance de banca de jornal, ou que um gibi. Além disso, cada um poderia dar a interpretação que desejasse, ou que julgasse ter entendido do texto sagrado. A Sagrada Escritura não teria um significado objetivamente correto. Todas as interpretações seriam sempre certas, ainda que fossem interpretações contraditórias. É o que se chama de livre exame da Bíblia, princípio proclamado por Lutero para destruir o poder do Papa.

O resultado desse livre exame da Escritura Sagrada foi uma quase infinita multiplicação de seitas. Tal sistema instaurou uma verdadeira Babel bíblica. Hoje, há milhares de seitas “evangélicas”, cada qual dando uma interpretação diferente do texto sagrado, e todas se proclamando verdadeiras.

No fundo, cada protestante é uma “igreja”, não podendo, de fato, existir a Igreja de Cristo. O protestantismo se ergue contra o poder infalível do Papa, e, para combatê-lo, proclama a infalibilidade individual de cada “crente”.

Cada um deveria ler a Bíblia, e cada um teria um entendimento diferente da Sagrada Escritura, negando-se, assim, que haja realmente um sentido objetivamente verdadeiro e desejado por Deus. Nega-se, desse modo, que haja “uma só fé”. Deus teria feito a Bíblia como uma “Obra Aberta”: ela teria milhares de sentidos possíveis, todos possivelmente verdadeiros, mas nenhum exclusivamente verdadeiro e único.

Daí o slogan protestante: “Leia a Bíblia”.

Ora, curioso é que a própria Bíblia não contenha nenhum texto que diga: “Leia a Bíblia”. Isso é bem natural, porque ninguém pode dar testemunho de si mesmo (Jo 5,31). Nem nos dez mandamentos dados por Deus a Moisés, nem nas palavras de Cristo se acha a recomendação de que os cristãos devessem ler a Bíblia.

Por que essa omissão? De onde, então, tiram os protestantes, de todas as seitas e matizes, essa lei – ou recomendação – de que todos devem ler a Sagrada Escritura?

Se fosse a leitura da Bíblia necessária para a nossa salvação, certamente Nosso Senhor Jesus Cristo teria dito aos Apóstolos que a lessem, e que ordenassem a todos sua leitura. Cristo teria ainda ordenado que se distribuíssem Bíblias a todos. Nesse caso, Ele talvez tivesse dito: “Ide e imprimi” em vez de “Ide, pois, e ensinai a todas as gentes…” (Mt 28,19). Ele não ordenou: “Leiam a Bíblia” e nem “Distribuam Bíblias a todos os povos”. Nem mesmo afirmou: “Recomendem que todos os homens leiam a Bíblia”.

E por que jamais disse isso? Evidentemente, os livros – mesmo os sagrados – são escritos para serem lidos. Portanto, Deus fez as Sagradas Escrituras para serem lidas. Mas lidas por quem? Por todos?

É claro que não. Se nem todos têm competência para entender o que está nos livros comuns, e menos ainda nos livros especializados e científicos, muito menos ainda terão para compreender os livros da Escritura Sagrada, que são profundíssimos. Um leitor despreparado, ou sem conhecimento conveniente, não vai entender o texto, ou vai entendê-lo erradamente, ficando num estado pior do que o de ignorância. Porque pior que não saber, é entender errado.

Por isso, Deus disse no Livro dos Provérbios: “assim como um espinheiro está na mão de um bêbado, assim está a parábola na boca do ignorante” (Pr. 26,7).

Os livros sagrados devem, então, ser lidos só por alguns? Por quem? Quem teria a missão de ler a Escritura e explicá-la aos sábios e ao povo mais simples?

Antes de responder a essa questão, para efeito didático, vejamos algumas citações que facilitarão a compreensão da resposta.

II – A palavra de Deus exige elucidação, porque “a letra mata”

Das palavras dos Provérbios, que citamos em epígrafe, se depreende que Deus “encobre” sua palavra. Encobre, isto é, em latim “cela”, oculta, vela suas palavras. Ora, se Deus visa salvar-nos por meio da Revelação, por que ocultar, encobrir o que Ele quer nos comunicar?

Parece haver nisso uma contradição, porque o que se quer conhecido não deve ser ocultado. Entretanto, Deus como que cobriu com um véu suas palavras, envolvendo-as em mistério.

Também os Apóstolos ficaram intrigados pelo fato de que Jesus só falava ao povo em parábolas e comparações, e perguntaram ao Divino Mestre: Por que razão lhes falas por meio de parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: “Porque a vós é concedido conhecer os mistérios de Reino dos céus, mas a eles não lhes é concedido. (…) Por isso lhes falo em parábolas, porque, vendo, não vêem, e ouvindo, não ouvem, nem entendem” ( Mt 13,10-13).

Cristo, Nosso Senhor e nosso Redentor, nos mostra que a palavra de Deus, embora deva, em princípio, ser comunicada a todos, nem a todos deve ser comunicada a qualquer hora. Alguns, por seus pecados e dureza de coração, não devem recebê-la senão veladamente, pela parábola, para que não a profanem, e nem lhes seja ela uma causa de acréscimo de culpa. Por isso, também, é que Jesus nos disse: ” Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis vossas pérolas aos porcos” (Mt 7, 2).

Há, pois, pessoas que, por seus pecados, estão reduzidas a tal estado, que a revelação, em vez de lhes fazer bem, lhes será ocasião de novas culpas. Nesses casos – nos quais se prevê antes um desprezo pelo que Deus revelou do que um acatamento pelo seu ensinamento – cabe muitas vezes evitar comunicar o que é santo.

Portanto, nem a todos convém falar, a qualquer hora, das coisas de Deus, nem dar-lhes nas mãos a Escritura Sagrada, quando é previsível que irão debochar dela, ou deturpá-la. Quando se presume que isso será o mais provável, deve-se salvar a pérola preciosa e não dá-la aos porcos. Ou, pelo menos, esperar o tempo mais oportuno para falar. Porque… ” há tempo de calar e tempo de falar” ( Ecle 3, 7).

Por essas razões, é que a sabedoria de Deus muitas vezes encobre suas palavras. E a glória dos mestres autorizados consiste em investigar o discurso de Deus, por meio da exegese de suas parábolas. O próprio Cristo nos deu exemplo de como se deve fazer essa investigação, ao explicar aos Apóstolos a parábola do semeador (Mt 8, 18-23).

A Sagrada Escritura foi, pois, dada para ser lida especialmente por alguns que tenham autoridade ou sabedoria, e que, depois, devem ensiná-la ao povo mais simples, que a deve ouvir.

Por isso, está dito no Eclesiástico: O sábio investigará a sabedoria de todos os antigos, e fará o seu estudo nos profetas. Conservará no seu coração as instruções dos homens célebres, e penetrará também nas subtilezas das parábolas. Indagará o sentido oculto dos provérbios, e ocupar-se-á dos enigmas das parábolas (Sir 39, 1-3).

Não assim os iniciantes, não assim… Pois que está dito por Deus: “Eles [os operários, que fazem trabalhos com as mãos] não se assentarão na cadeira do juiz, e não entenderão as leis da justiça; não ensinarão as regras da moral nem do direito, e não se acharão ocupados na inteligência das parábolas” ( Sir. 38, 38).

Para os protestantes – sempre igualitários – todos os homens são suficientemente sábios para ler e, principalmente, para interpretar a Escritura, indo, assim, contra o que diz a própria Escritura Sagrada.

Mas Jeremias os contesta dizendo: “Como dizeis vós: Somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Verdadeiramente o estilete mentiroso dos escribas gravou a mentira. Os sábios estão confundidos, aterrados e presos, porque rejeitaram a palavra do Senhor e nenhuma sabedoria há neles” (Jer. 8, 8).

Voltaremos a esse verso misterioso sobre o estilete mentiroso dos escribas que gravou a mentira….

Dissemos que a investigação da palavra de Deus exige uma certa sabedoria e uma certa autorização, e isso é dito também por São Paulo, ao prevenir que “a letra mata”: “Deus nos fez idôneos ministros do Novo Testamento, não pela letra, mas pelo espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica”(2Cor. 3, 6).

Portanto, é a própria Bíblia que nos previne que “a letra mata”.

Entretanto, os protestantes lêem essa palavra e confiam na letra.

Não compreendendo que “a letra mata”, os que se dizem hoje evangélicos passam por cima de outro texto de São Paulo que nos ensina: “Por isso Isaías diz: ‘Senhor, quem creu em nossa pregação?’ (Is. 53,1 e 52, 7) “Logo, a Fé é pelo ouvido, e o ouvido pela palavra de Cristo” (Rom. 10, 16-17).

São Paulo deduz dos termos usados por Isaías – Diz e Pregação – que a Fé vem pelo ouvido e não pela leitura, embora Isaías tivesse escrito suas palavras, e não dito, ou pronunciado. O livro de Isaías devia, então, ser ouvido pelo povo judeu, isto é, explicado por alguém idôneo, e não simplesmente ser lido por todos.

Essa explicação é confirmada noutro passo das Escrituras Sagradas, exatamente tratando da leitura de Isaías, nos Atos dos Apóstolos, quando o Diácono Felipe é enviado por Deus a falar com o eunuco da Rainha de Candace que, em viagem, lia a Sagrada Escritura: Compreendes o que lês?’ Ele disse: ‘Como o poderei (eu compreender) se não houver alguém que me explique?” (At. 8, 30-31).

Portanto, é a própria Bíblia quem nos diz que não é possível compreendê-la, se não houver alguém que a explique!

A Religião verdadeira tem por princípio o Verbo de Deus, isto é, a Palavra de Deus: “No princípio era o Verbo” (Jo. I, 1). Se, no plano divino, o princípio está no Verbo, no plano humano, o princípio da Fé é pelo ouvido, porque “a Fé vem pelo ouvido” (Rom. 10, 16-17), e não pelo olho que lê. Pelo olho, vem a letra que mata”(2 Cor. 3,6).

Por todas essas razões, Cristo Nosso Senhor não mandou ler a Bíblia, e sim ouvir o que Ele revelou na Bíblia, repetindo cinco vezes, no Sermão da Montanha, o verbo ouvir e não o verbo ler: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás…’” (Mt. 5, 21).

Ora, isso não “foi dito aos antigos”. Foi escrito.

Apesar disso ter sido escrito e não dito, Jesus Cristo, ao citar o livro de Moisés, diz ao povo: “Ouvistes” e não “lestes”. E diz “ouvistes”, porque normalmente o povo judeu ouvia a leitura da Escritura nas Sinagogas, onde era lida pelos Mestres: os Rabis e Doutores da Lei.

Por cinco vezes, no Sermão da Montanha, Cristo emprega a expressão “Ouvistes o que foi dito aos antigos”, em vez de “lestes”, embora se referisse a um texto escrito (Mt 5, 21, 27, 33, 38 e 43). Essa insistência no uso do verbo ouvir e não do verbo ler é significativa. Devemos ouvir, mais do que ler a palavra de Deus, porque a Fé vem pelo ouvido, enquanto a letra mata. Cabe aos mestres idôneos e autorizados ler e explicar ao povo o que está escrito. E esse foi também o exemplo deixado por Jesus Cristo que, quando ia à Sinagoga, tomava o Rolo das Escrituras, lia um trecho e o explicava ao povo, que ouvia e não lia: “Foi a Nazaré, onde se tinha criado, e entrou na Sinagoga, segundo o seu costume, em dia de sábado e levantou-se para fazer a leitura. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías…” (Lc. 4, 16-17).

O costume dos judeus era ir ouvir a leitura e a explicação das Escrituras na Sinagoga, aos sábados.

Repetidamente, na Sagrada Escritura, Cristo diz que se deve ouvir a palavra de Deus. Praticamente Ele não usa o verbo ler. Só uma vez, no Apocalipse, aparece o verbo ler, mas imediatamente seguido do verbo ouvir: “Bem aventurado aquele que lê e aquele que ouve as palavras dessa profecia, e observa as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo”(Ap. 1, 3).

E por que teria sido usado aí, no Apocalipse, o verbo ler?

Julgamos que, sendo o Apocalipse um livro profético, o mais misterioso da Sagrada Escritura, Cristo usa nele o verbo ler imediatamente seguido do verbo ouvir, porque seria extremamente difícil captar e meditar as palavras desse livro apenas ouvindo. Cristo acrescenta ainda o verbo observar ao ler, porque não basta ler e ouvir se não se observar, isto é, se não se puser em prática o que se leu ou ouviu. Esse excepcional uso do verbo ler na Escritura não muda, porém, a regra geral com relação à importância e preponderância única do verbo ouvir.

Aliás, para confirmar o que dissemos note-se que o verbo ouvir aparece sistematicamente no final de cada carta do Apocalipse. Sete vezes ali se utiliza a fórmula final: “Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap. 2, 7; 2, 11; 2, 17; 2, 29; 3, 6; 3, 11; 3, 22).

Embora seja cansativo multiplicar as citações, é preciso repeti-las aos protestantes, pois não se está tratando com bons entendedores, para os quais meia palavra basta. Está se tratando com maus leitores, para os quais muitas letras não são suficientes.

Vejamos, então, uma primeira citação dos Evangelhos: “Todo aquele que ouve minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna.” (Jo. 5,24).

Note-se: tem a vida eterna quem ouve, não quem lê. Porque que adianta ler, se não houver quem explique (At. 8, 30-31).

E mais: “Todo aquele, pois, que ouve essas minhas palavras, e as observa, será semelhante ao homem prudente que edificou sua casa sobre a rocha” (Mt 7, 24).

Notem-se três coisas:

1) O uso do verbo ouvir e não do verbo ler, que seria o preferido pelos “evangélicos”;

2) Não basta ouvir. É preciso ainda observar as palavras de Deus. Não basta, então, a Fé. São necessárias as obras, pelas quais se observa a palavra de Deus;

3) Quem ouve e observa as palavras de Cristo constrói sua casa sabiamente sobre a rocha, sobre a pedra, isto é, sobre Pedro.

E assim como Cristo não ordenou aos Apóstolos: “Ide e imprimi e distribuí Bíblias”, assim também não disse: “Quem vos lê, a Mim lê”. Pelo contrário, Cristo disse: “Quem vos ouve, a Mim ouve” (Lc. 10, 16).

Não se pense que no Antigo Testamento fosse diferente, pois que no Livro da Sabedoria se pode encontrar a seguinte regra: “Qui audet me, non confundetur” “Aquele que me ouve, não será confundido” (Sir. 15, 30).

No Livro do Eclesiástico (Sirac) também se pode ter a confirmação do que dizemos: “Se inclinares teu ouvido, receberás a doutrina, e se amas escutar, serás sábio” (Sir. 6, 34).

Conclui-se, então, que é também pelo ouvido – e não pela vista e pela leitura da letra – que se adquire a sabedoria. Pois, se a Fé vem pelo ouvido, como poderia a Sabedoria vir pela vista e pela leitura?

E como poderia ser de outro modo, se Cristo é essa mesma Sabedoria feita Homem?

Os protestantes gostam de se referir ao texto em que Cristo fala de seus “irmãos, isto é, de seus parentes, dizendo: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus, e a praticam” (Jo. 8,21); e eles interpretam literalmente a palavra “irmãos” desse texto, dizendo que Cristo teve, então, irmãos carnais. Deveriam também interpretar literalmente o resto da frase, concluindo que eles (os protestantes) não são “irmãos” de Jesus, porque eles não ouvem, mas lêem as palavras de Cristo.

Noutra ocasião disse Nosso Senhor: “Bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc. 11,28).

Ao contar a parábola do semeador, Cristo conclui solenemente dizendo:”E dizia: ‘Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc. 4, 9).

Aliás, nessa parábola do semeador, no Evangelho de São Mateus, Cristo utiliza cinco vezes o verbo ouvir, e nenhuma vez o verbo ler. Se Ele quisesse que fizéssemos o que fazem os protestantes com a Bíblia, Ele bem facilmente poderia ter usado aí, pelo menos uma vez, o verbo ler. Não usou, para que – exatamente – não caíssemos no erro luterano de que é obrigatório ler a Bíblia para que nos salvemos (Mt. 13, 18, 19, 20, 22, 23).

Repetidamente, Cristo adverte aos judeus e a nós, dizendo: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc. 4, 23).

Também São Paulo prefere o verbo ouvir ao verbo ler – e poderia São Paulo ter uma preferência diferente daquela de Cristo? – pois diz na I epístola a Timóteo: “… e fazendo isso, te salvarás a ti mesmo e àqueles que te ouvirem” (I Tim. 4,23).

Já São João nos diz: “Quem conhece a Deus, nos ouve, quem não é de Deus, não nos ouve. Nisso distinguireis o espírito da verdade e o espírito do erro” (I Jo. 4,6).

Claríssimo, pois. Para distinguir quem busca a verdade daquele que busca o erro, aí está a regra: quem tem o espírito do erro não quer ouvir! Mas o protestante só quer ler.

Deus ordenou a Jeremias, o Profeta, que clamasse: “Anunciai isso à casa de Jacó, e fazei-o ouvir em Judá, dizendo: Ouve, povo insensato, que não tens coração; vós que tendes olhos, não vedes; tendes ouvidos, não ouvis” (Jer. 5, 20-21). Isso se aplica tão perfeitamente aos hereges que parece até ter sido dito diretamente para os que se dizem “evangélicos”, que lêem mas não entendem, e que se recusam a ouvir.

O livro de Jó expõe a mesma doutrina: “Eis que tudo isso não é senão uma parte de suas obras, e, se apenas temos ouvido um ligeiro murmúrio de sua voz, quem poderá compreender o trovão de sua grandeza” (Job. 26, 14).

Se as obras da criação são para nós, agora, como que um murmúrio da voz de Deus, que nos fala através delas – murmúrio, porque na criação material vvemos apenas vestígios de Deus, e nelas vemos a Deus longinquamente – como poderemos compreender por nós mesmos – sem a orientação da autoridade posta por Cristo, Pedro, aquele que tem as chaves do reino dos Céus – como poderemos entender o trovão da voz de Deus na Sagrada Escritura?

III – O verbo ler na Sagrada Escritura

Vimos que, excepcionalmente, aparece na Sagrada Escritura o verbo ler junto com uma recomendação laudatória no (Apocalipse I, 3). Mas que, mesmo aí, esse verbo é imediatamente seguido do verbo ouvir e do verbo observar.

Também noutras vezes em que é usado o verbo ler, sempre ele é seguido de alguma observação restritiva.

Vimos a passagem muito notável dos (Atos 8, 30 -31), na qual se observa que não adianta ler, se não houver quem explique o texto.

Quando os Reis magos foram até Herodes perguntar onde nascera o Rei dos judeus, ele consultou os Príncipes dos Sacerdotes e os Escribas sobre a questão. Estes disseram que “Estava escrito” (Mt, 2, 5) que era em Belém. Os Príncipes dos sacerdotes e os Escribas sabiam bem o que estava escrito: que era em Belém que nasceria o Messias. Mas não se abalaram para ir até lá. Os magos, que não leram, foram adorar o Redentor em Belém. Os escribas não foram porque não adianta ler sem compreender.

Quando Cristo Deus entrou triunfante em Jerusalém as crianças o aclamaram, o que desgostou aos fariseus, que exigiram dele que fizesse calar as crianças. E Cristo, então, lhes disse, repreendendo-os: “Nunca lestes: da boca das crianças e dos meninos de peito fizestes sair um perfeito louvor?” (Mt. 11, 16).

Com essas palavras Cristo lhes mostrava que, embora tendo lido a Sagrada Escritura, isso de nada lhes tinha valido, pois eles não inclinavam seu ouvido à Sabedoria.

São Paulo, repreendendo os Gálatas por se aterem às práticas da lei judaica, lhes diz: “Dizei-me, vós, os que quereis estar debaixo da lei, não lestes a lei?” (Gál. 4, 21). E, a seguir, lhes demonstra que eles não haviam entendido as Escrituras.

A crítica aos que entendiam mal a Escritura é repetida várias vezes nos Evangelhos, sempre utilizando a expressão: “Não lestes”.

Assim, São Mateus nos conta que Jesus, respondendo aos fariseus que criticavam os discípulos de Jesus por colher espigas no sábado – o que era proibido pela letra da lei – disse-lhes: “Não lestes o que fez Davi quando teve fome, e ele e os que com ele iam?” (Mt. 12, 3). “Não lestes na lei que aos sábados os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?” (Mt. 12, 5).

Contradizendo a leitura dos fariseus sobre o direito de repúdio da mulher, Cristo lhes disse: “Não lestes que quem criou o homem no princípio, criou-os homem e mulher…” (Mt. 19, 4).

Jesus disse-lhes: Nunca lestes nas escrituras:”A pedra que fora rejeitada, pelos que edificavam, tornou-se a pedra angular (…)?” (Mt. 21, 42).

Em todos esses textos, o verbo ler é empregado contra os fariseus, mostrando que a simples leitura da Bíblia não lhes foi levada em mérito e sim em agravamento de culpa.

Portanto, não basta ler a Bíblia.

Quando Cristo se refere à profecia de Daniel de que um dia a “abominação da desolação” seria “posta no lugar santo”, Ele previne: “Quem lê, entenda” (Mt, 24, 15). Esse “entenda” imediatamente depois do verbo ler, mostra que não adiantava ler sem entender. Quantos, hoje, que nem entendem um simples artigo de jornal, pretendem entender a Sagrada Escritura! Mal lêem e pior entendem!

Noutra ocasião, quando um Doutor da Lei veio consultar a Jesus sobre o que deveria fazer para alcançar a vida eterna, Cristo lhe perguntou: “O que está escrito na Lei? E como lês tu?” (Lc. 10, 26).

A interrogação “como lês tu?” mostra que a leitura depende da compreensão. Portanto, a simples leitura da Bíblia não é suficiente. Para alcançar a vida eterna duas coisas são necessárias: compreender a Revelação e fazer o que se compreendeu que Deus exige de nós. Portanto, só ler não adianta.

Os saduceus e fariseus – tais quais os protestantes, hoje – liam as escrituras e isso de nada lhes adiantou. Pelo contrário, aumentou-lhes a culpa.

Aos saduceus que vieram questionar Cristo sobre a ressurreição, citando o texto da lei do sororato, Cristo respondeu: “Errais não compreendendo as escrituras, nem o poder de Deus” (Mt. 22, 29).

Em seguida, disse Jesus a esses mesmos saduceus: “E acerca da ressureição dos mortos, não tendes lido o que Deus disse, falando convosco: Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. Ora, Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos” (Mt 22, 31).

Porque o texto estava no livro sagrado, Cristo deveria ter dito que Deus havia escrito. Em vez disso, Ele usa os verbos dizer e falar e não escrever. De novo, fica claro que ler só, não adianta: é preciso bem entender.

Os grandes leitores da Bíblia no tempo de Jesus eram os fariseus. Como os protestantes, hoje, eles eram capazes de citar capítulos e versículos dos livros sagrados que eles sabiam de memória, sem jamais bem compreender o que haviam decorado. Foram os fariseus leitores da Bíblia que não viram a luz e mataram o Filho de Deus. Diante da luz da verdade, eles não viram a luz. Eles foram “cegos ao meio dia” (Deut. 28, 29). Por isso, Jesus os chamou de “cegos” (Mt 15, 14) e “guias de cegos” (Mt. 23, 16).

Foi acerca dos fariseus, leitores e mestres da Bíblia, que profetizou Isaías, dizendo: “Surdos, ouvi, e vós, cegos, abri os olhos para ver. Quem é cego, senão o meu servo (Israel)? E quem é surdo, senão aquele a quem enviei os meus profetas? Quem é cego como o dileto, e surdo como o servo do Senhor? Tu, que vês tantas coisas, não as observarás? Tu, que tens os ouvidos abertos, não ouvirás?” (Is. 42, 18-20). Repare-se que, nesse texto, Deus não repreende os judeus por não lerem a Bíblia. Ler, eles liam. O mal é que não entendiam. Eram leitores cegos. Como tantos outros, hoje. Estultos e cegos”(Mt. 23, 17).

Como castigo do orgulho com que os judeus liam os livros sagrados, sem quererem ouvir a palavra de Deus, a própria Sagrada Escritura diz: “Porque o Senhor espalhou sobre vós um espírito de adormecimento, ele fechará os vossos olhos, cobrirá (com um véu) os vossos profetas e príncipes, que têm visões. A visão de todos eles será para vós como as palavras de um livro selado, que, quando o derem a um homem que sabe ler, e lhes digam: ‘Lê esse livro’, ele responde: ‘Não posso, porque está selado’. Dar-se-á a um homem que não sabe ler e se dirá:Lê ; ele responderá: ‘Não sei ler” (Is. 19, 10-13).

Desse texto se deduz que não adianta querer ler um livro selado. Ora, a Escritura é um livro selado, e suas chaves foram dadas a Pedro. Quem não tem as chaves não pode abrir esse livro. E quem pretende saber lê-lo sem ter as chaves ou sem saber ler, está fazendo isso com o véu do adormecimento e da ilusão sobre os olhos.

Um homem que saiba ler deve ter a humildade de não pretender fazer isso sem a autorização e a aprovação daquele que tem as chaves. Só se deve ler a Bíblia com espírito de humildade, aceitando o que o Papa ligou e desligou a respeito do texto sagrado.

Os fariseus – como os protestantes, hoje – eram desses pretensiosos que julgavam saber ler, e por isso Deus os castigou com a cegueira de seu próprio orgulho, pois que davam importância à letra da Escritura, letra que mata, julgando estar em sua leitura a salvação. Por isso, Nosso Senhor Jesus Cristo os advertiu, argumentando contra eles: “Examinai as Escrituras, visto que julgais ter nelas a vida eterna; elas são as que dão testemunho de Mim; e não quereis vir a Mim, para terdes vida. (…) Moisés, em quem vós confiais, é que vos acusa. Porque se vós crêsseis em Moisés, certamente creríeis em Mim; porque ele escreveu de Mim. Porém, se vós não dais crédito aos seus escritos, como haveis de dar crédito às minhas palavras?” (Jo. 5, 39-40 e 45 a 47).

Essas frases de Jesus Cristo são extremamente importantes para o tema que estamos analisando, e nelas sublinhamos as palavras decisivas.

Em primeiro lugar, Cristo argumenta contra os fariseus dizendo que eles acreditavam – como os protestantes, hoje – que das Escrituras é que eles obteriam a vida eterna. Ora, a vida eterna só se obtém por meio de Cristo, e não da “letra que mata” (2 Cor. 3, 6). Não é lendo a Bíblia que se alcança a vida eterna.

Em segundo lugar, note-se que Cristo, argumentando ad hominem, diz: já que vós, fariseus, dizeis crer nas Escrituras, examinai-as e nelas vereis que elas falam de Mim.

Finalmente, repare-se que Cristo diz que os fariseus confiavam em Moisés, mas não davam crédito a seus escritos.

Portanto, é possível ler a Escritura sem crer nela. Pois é assim também que fazem os protestantes de ontem e de hoje: dizem confiar na Bíblia, mas recusam crer no que ela ensina.

Para forçar a Sagrada Escritura a concordar com eles, os fariseus deturpavam o que ela dizia, acusando Cristo de violar a Lei. O mesmo fizeram, depois, os primeiros hereges; e a mesma coisa fazem hoje; e farão no futuro, os hereges de amanhã. Por isso São Pedro escreveu, dos que lêem a Bíblia forçando interpretações falsas: “(…) os indoutos e inconstantes adulteram [as palavras de São Paulo] (como também as outras Escrituras) para a sua própria perdição” (2 Pe. 3,16).

Que os rabinos dos judeus liam as Escrituras nas Sinagogas e não as entendiam, porque não davam crédito a seu significado e sim apenas à letra, está registrado em várias passagens da Bíblia. Assim: “Porque os habitantes de Jerusalém e os seus chefes, não conhecendo esse [Cristo] nem as vozes dos Profetas, que cada sábado lêem, condenando – O, as cumpriram” (At. 13, 27).

Portanto, os rabinos judeus liam as escrituras mas não as entenderam, pois não reconheceram a Cristo Redentor. O próprio Moisés, a quem os rabinos judeus diziam seguir e do qual liam com cuidado os textos, até contando as letras – as letras que matam – profetizou sobre eles ao dizer: “Eis que os filhos de Israel não me ouvem” (Ex. 6, 12).

Isso é confirmado noutra passagem que diz praticamente a mesma coisa: “Porque Moisés, desde tempos antigos, tem em cada cidade homens que pregam nas sinagogas, onde é lido todos os sábados” (At. 15, 21). Era lido e não era acreditado. Que adiantava, então, aos rabinos e judeus lerem a Bíblia nas suas sinagogas? Que adianta aos hereges lerem as letras da Escritura, se não as entendem, e por isso morrem, mortos pela letra?

As Escrituras Sagradas eram lidas por autoridades idôneas, muitas vezes estabelecidas diretamente por Deus, as quais o povo devia ouvir, atendendo ao que era lido e explanado. Isso pode ser confirmado por inúmeros textos da Bíblia. Citaremos, com risco de sermos monótonos, alguns deles.

Em primeiro lugar, cabia aos sacerdotes e anciãos ler a lei, para ensiná-la ao povo, que devia ouvir e não ler: “Escreveu, pois, Moisés, esta lei, e a entregou aos sacerdotes filhos de Levi, que levavam a arca da Aliança do Senhor, e a todos os anciãos de Israel. E ordenou-lhes, dizendo:”todos os sete anos, no ano da remissão, na solenidade dos tabernáculos, quando todos os filhos de Israel se juntarem para aparecer diante do Senhor, teu Deus, no lugar que o Senhor tiver escolhido, lerás as palavras desta lei diante de todo o povo, o qual OUVIRÁ, estando congregado todo o povo num mesmo lugar, tanto homens como mulheres, meninos e estrangeiros, que estão dentro de tuas portas, para que, OUVINDO, aprendam e temam o Senhor vosso Deus, e guardem e cumpram todas as palavras desta lei; e para que também seus filhos, que agora ignoram, as possam ouvir, e temam o Senhor seu Deus durante todos os dias que viverem na terra, da qual, passado o Jordão, ides tomar posse” (Deut. 31, 9-13).

A passagem é claríssima. Não é o povo que deve ler. O povo comum deve ouvir. É o contrário do que querem os hereges protestantes: querem eles mesmo ler, embora não sejam idôneos nem capazes.

No mesmo livro do Deuteronômio, há outra passagem que dá direito e obrigação também ao Rei, para ler a Escritura: “Depois que [o Rei] se tiver sentado no trono de seu reino, escreverá para si num livro o Deuteronômio desta lei, recebendo o exemplar dos sacerdotes, da tribo de Levi. Te-lo-á consigo e o lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, e a guardar as suas palavras e cerimônias que estão prescritas na lei” (Deut.17, 18-19).

O rei – e não qualquer um – tem direito e obrigação de ler a lei, depois de recebê-la dos sacerdotes.

Já no Exôdo, Moisés fez o mesmo: leu a lei para o povo que ouvia: “E tomando o livro da Aliança [Moisés] o leu na presença do povo, o qual disse: ‘Faremos tudo o que o Senhor disse [e não escreveu] e seremos obedientes”(Ex. 24, 7).

Josué, quando recebeu a autoridade sobre o povo, seguiu o mesmo costume: ele lia a lei. O povo a ouvia: “E primeiramente Josué abençoou o povo de Israel. Depois disso, leu todas as palavras da benção e da maldição e tudo o que estava escrito no livro da lei” (Jos. 8, 34). Josué leu porque era a autoridade idônea. O povo apenas ouviu.

Quando foi encontrado o livro da lei, no tempo do Rei Josias, ele reuniu o povo na casa do Senhor, “e, estando eles [membros do povo] a ouvir na casa do Senhor, o Rei leu todas as palavras do livro” (2Cr. 34, 30).

Que era direito e dever dos Reis e Sacerdotes ler a lei ao povo que ouvia, se constata na manutenção desse costume através dos tempos. Também Esdras agiu assim: “O Sacerdote Esdras levou, pois, a lei para diante da multidão dos homens e das mulheres. e de todos os que a podiam entender, no primeiro dia do sétimo mês. Leu naquele livro claramente, no meio da praça que fica diante da porta das águas, desde manhã até o meio dia, na presença dos homens, das mulheres e dos sábios. Todo o povo tinha os ouvidos atentos” (2 Esd. 8, 2-3).

No Eclesiástico (Sabedoria de Sirac) se pode encontrar a seguinte lição: “Inclina o teu ouvido e recebe a palavra da Sabedoria” (Sir.2 2). E ainda: “Se me ouvires, receberás a instrução, e se fores amigo de ouvir serás sábio” (Sir. 6, 34). E mais: “Apliquei um pouco o meu ouvido e logo a recebi [a sabedoria]” ( Sir. LI, 21).

Não é, portanto, a mera leitura da Bíblia que traz a sabedoria.

Isaías não ensina diferentemente: “O Senhor deu-me uma língua erudita, para eu saber sustentar com a palavra o que está cansado; Ele me chama pela manhã, pela manhã chama aos meus ouvidos, para que eu o ouça como a um mestre” (Is. 50, 4-5). “Ouvi-me com atenção, e comei o bom alimento e a vossa alma se deleitará com manjares substanciosos. Inclinai o vosso ouvido e vinde a mim. Ouvi e vossa alma viverá” (Is. 55, 2-3).

Repetimos: não está dito: “Lêde e vossa alma viverá”. E sim: “Ouvi e vossa alma viverá”.

Para o profeta Jeremias, Deus disse: “Vai e grita aos ouvidos de Jerusalém” (Jer. 2,2). Deus não mandou que Jeremias mandasse o povo ler a profecia, nem que pusesse diante dos olhos a letra que mata, mas que gritasse aos ouvidos do povo a sua palavra. Por isso, logo depois, Jeremias recomenda: “Ouvi as palavras do Senhor” (Jer. 2, 4).

E ainda em outra passagem, Deus reitera ao profeta: “E o Senhor me disse: Prega em alta voz todas estas palavras, nas cidades de Judá e fora de Jerusalém, dizendo: ‘Ouvi as palavras desta aliança e observai-as’. Ouvi a minha voz”. “E não a ouviram, nem prestaram ouvidos, mas cada um seguiu a depravação do seu coração maligno. “E o Senhor me disse: ‘Uma conjuração se descobriu entre os varões de Judá e entre os moradores de Jerusalém. Tornaram às suas antigas maldades de seus pais, que não quiseram ouvir as minhas palavras” ( Jer. 11, 6-9).

E mais: “Porém, não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas endureceram a sua cerviz, para não me ouvirem, nem receberem a instrução. Apesar disso, se me ouvirdes…” (Jer.17, 23-24). “… e vossos pais não me ouviram, nem inclinaram o seu ouvido (Jer. 34,14). “Não ouviram, nem inclinaram o seu ouvido para se converterem de suas maldades e para não sacrificarem a deuses estranhos” (Jer. 44, 5).

Nos Atos dos Apóstolos está dito: “Vai a esse povo e dize-lhes: ‘Com o ouvido ouvireis e não entendereis, e, vendo, vereis e não distinguireis. Porque o coração desse povo tornou-se insensível, e são duros dos ouvidos, e fecharam os seus olhos para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos e entendam com o coração, e se convertam, e Eu os sare” (Atos, 28, 26-28).

Como o protestante lê que “O ouvido do sábio busca a doutrina” (Prov. 18, 15), e continua apenas lendo?

E como continua apenas lendo, se está dito que “o ouvido virtuoso ouvirá a Sabedoria” (Sir. 3, 31), e não que “lerá” a sabedoria?

Dirão: “Esses são livros que não aceitamos como inspirados”. Confessarão, assim, que são eles que determinam o que foi inspirado ou não; que é sua opinião que vale, e não o que ensina a Igreja.

Mesmo assim, por que não compreendem que os Salmos, que eles aceitam como inspirados, dizem a mesma doutrina? Nos salmos se pode encontrar esta palavra: “Escuta, ó filho, vê e inclina o teu ouvido” (Sl. 44, 5).

E mais: “Ouvi todos isso, ó nações, estai atentos vós todos os que povoais a terra” (Sl 48,2). “A minha boca falará a sabedoria e a meditação de meu coração é sensata. Inclinarei à parábola o meu ouvido…” (Sl. 48, 4-5).

Também o salmo 77, 20 repete a mesma lição: “Escuta – não diz lê – a minha lei, povo meu. Inclina os teus ouvidos às palavras de minha boca”. A lei estava escrita; entretanto, Deus manda não que se leia, mas que se ouça.

É monótono repetir tantas vezes a mesma coisa, mas a teimosia exige a repetição. Por isso, foi também que Deus insistiu tanto no uso do verbo ouvir e não do verbo ler.

Tendo demonstrando que os Salmos ensinam a mesma coisa que os Provérbios, citaremos mais uma passagem desse livro: “Filho meu, ouve meus discursos e inclina o teu ouvido às minhas palavras” (Prov. 4, 20). “Inclina o teu ouvido, e ouve as palavras da sabedoria, e aplica o coração às minhas palavras” (Prov. 22, 17).

E mais uma vez: “Meu filho, atende à minha sabedoria, e inclina o teu ouvido à minha prudência” (Prov. 5, 1). O ensinamento é constante e invariável: deve-se ouvir. O ensinamento que se repete não é: deve-se ler. Só os protestantes insistem em não ouvir. Eles só pensam que sabem, e que devem ler. Que todos sabem, e que todos devem ler. E exigem que se leia, não que se ouça. A recomendação deles, portanto, é contrária à de Deus.

Às palavras sábias e inspiradas que até aqui reproduzimos, o protestante poderia responder: “Não ouvi a voz dos que ensinavam, nem dei ouvidos aos mestres” (Prov. 5, 13). Nosso Senhor Jesus Cristo os previne, com as palavras do evangelho de São João, de que são seus discípulos os que ouvem a voz do pastor, daquele que foi posto pelo porteiro, pois ninguém pode se dar a si mesmo o título de pastor. Deve e só pode recebê-lo do porteiro. E o porteiro tem que ter as chaves da porta, para abrir e fechar. E as chaves foram dadas a Pedro. Portanto, quem não reconhece a voz do pastor autorizado pelo porteiro, não pode se salvar: “Mas o que entra pela porta é pastor das ovelhas. A este o porteiro abre e as ovelhas ouvem a sua voz, ele as chamará pelo nome e as tirará para fora” (Jo. 10, 2).

Inúmeros outros textos poderiam ser citados comprovando, todos, esta mesma lição: nem todos devem ler a Sagrada Escritura. Todos somos obrigados a ouvir o que Deus nos ensinou por ela. E quem Deus encarregou de ensinar a Revelação? Cristo deu a Pedro as chaves do Reino dos Céus (Mt. 16,13-20). É pois o papa, sucessor de Pedro, quem tem o munus de ensinar o que está contido na Revelação.

É o que diz Leão XIII, na encíclica Providentissimus Deus: “É preciso observar que, se os escritos antigos são mais ou menos difíceis de serem entendidos, para entender a Bíblia há, em acréscimo, ainda outras razões particulares”. Porque a linguagem bíblica é usada sob inspiração do Espírito Santo, para expressar muitas coisas que estão além do poder e do alcance da razão; noutras palavras, os mistérios divinos e tudo o que está relacionado com eles. Há muitas vezes, em algumas passagens uma plena e escondida profundidade de significado, que a letra expressa com dificuldade e que as leis da interpretação gramatical dificilmente garantem. Mais ainda o próprio sentido literal freqüentemente admite outros sentidos, adaptados para ilustrar o dogma ou para confirmar a moral. Porque é preciso reconhecer que a Sagrada Escritura está envolta em uma certa obscuridade religiosa, e que nem toda pessoa pode penetrar em seu interior sem um guia: Deus assim dispondo, como ensinavam comumente os Santos Padres, para que os homens pudessem investigar as Escrituras com mais ardor e seriedade, e para que, o que fosse atingido com mais dificuldade calasse mais profundamente na mente e no coração; e, mais que tudo, para que eles pudessem compreender que Deus entregou as Sagradas Escrituras para a Igreja, e que lendo e fazendo uso de sua palavra, eles deveriam seguir a Igreja como sua Guia e sua Mestra.

A necessidade de haver uma Guia e Mestra para compreender a Sagrada Escritura decorre, então, do próprio modo como Deus a fez redigir.

E por que Deus não fez os homens com capacidade de lerem e entenderem a Sagrada Escritura sem necessitar de outro homem como mestre e guia? Por que quer Deus que o homem aprenda pela boca de outro e receba a Fé pelo ouvido? Não poderia Deus ter feito como os protestantes pensam que Ele fez, inspirando cada um para que lesse a Escritura e dando ao leitor a compreensão de seu sentido objetivo por inspiração divina direta?

Deus não fez assim porque Ele quer salvar os homens por meio de homens. Por isso, Ele escolheu Apóstolos e Discípulos e lhes ordenou: “Ide, pois, e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt. 28, 19).

Deus quis que alguns homens fossem meio de salvação para outros para que os homens se amassem mutuamente, visto que ensinar a verdade a um homem é praticar um ato de sumo amor por ele.

A posição protestante, que não admite nenhum homem como intermediário como meio de ensinar a verdade, é contrária ao que revela a própria Bíblia, que nos mostra que Deus incumbiu alguns de ensinarem outros, e que a Fé vem pelo ouvido. A recusa de ter qualquer mestre é reveladora de um profundo orgulho. E é uma atitude tão contrária à realidade que os mesmos que não admitem que um homem ensine outro, vão de porta em porta ensinando a outros que devem ler a Bíblia. E, depois, lêem na Bíblia que “A letra mata” (2 Cor. 3, 6).

 
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Publicado por em 19/03/2013 em Apologética, Bíblia, Protestantismo

 

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Refutando Acusações Protestantes

 VENERAÇÃO  DE  IMAGENS

ACUSAÇÃO DOS PROTESTANTES: <<Os católicos praticam a idolatria, fazendo e adorando imagens, o que Deus proíbe na Bíblia, dizendo : “Não farás para ti escultura alguma do que está nos céus, ou abaixo sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra” ( Ex 20,4 ).>>

RESPOSTA : “O mesmo Deus, no mesmo livro do Êxodo, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e coloca-los por cima da Arca da Aliança ( Ex 25,18-20 ). Manda-lhe, também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas  ( Num 21,8-9 ) . Manda, ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões ( I Reis 6,23-35 e 7,29 ), etc.” Deus proíbe apenas fazer imagens de deuses falsos, e adorá-los  –  como o faziam os vizinhos pagãos,  –   mas Ele não proíbe fazer outras imagens.

Eis o verdadeiro sentido desta proibição bíblica, no seu contexto : “Eu sou o Senhor teu Deus que te fez sair do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura alguma do que (daqueles falsos deuses, que na errada imaginação dos pagãos) está em cima nos céus, ou debaixo sobre a terra, ou nas águas, de baixo da terra. Não te prostrarás diante deles e não lhes prestarás culto, ( à imitação dos pagãos ),( Ex 20,2-5 ). Esta proibição, intencionada por Deus, repete-se em vários lugares da Bíblia, como por ex. “Não adores nenhum outro deus” ( Ex 34,14 ) ou “Não farás para ti deuses fundidos “ ( Ex. 34-17 ) .

            Assim, entendemos que o Deus que devemos adorar é o ÚNICO que existe. As imagens, como as fotos, são apenas lembranças, recordações que nos fazem continuar nossa luta cristã.

 BATISMO

ACUSAÇÃO DOS PROTESTANTES: <<O batismo dos católicos não  é válido ! Só os adultos que crêem podem receber validamente o batismo, que só vale por imersão ! >>

RESPOSTA :  “Onde estão as provas bíblicas para esta afirmativa? Eles não existem! Alguns textos falam de batismo por imersão. Outros textos bíblicos indicam o batismo feito por imposição. Em At 8,36-38  lemos sobre o batismo feito pelo diácono Filipe, no caminho entre Jerusalém e Gaza, onde não existe nenhum rio ou lagoa, em que seria possível batizá-lo por imersão.  Exemplos de passagens: At 9,18-19 relata o batismo de Saulo convertido numa casa de Damasco. Em Filipos (At 16,33) S. Paulo batizou o carcereiro.                Na “nova e Eterna Aliança” o batismo substituiu a circuncisão da Antiga Aliança”, como rito da entrada para o povo escolhido de Deus. Se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8º dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.  Conforme ordem de Jesus (Mt 28,18-20): “Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” Desta forma, como o próprio Cristo nos pediu, a Igreja Católica continua batizando a todos!

 

 CONFISSÃO

           

                        ACUSAÇÃO DOS PROTESTANTES: <<Os católicos confessam-se com os padres, que são pecadores, os crentes confessam-se somente com Deus,  pois lemos na Bíblia: “Quem pode perdoar os pecados, senão só Deus ?”(Mc 2,7). >>

RESPOSTA : “Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados, e até taxava de blasfemador, eram os orgulhosos escribas. Jesus , porém, lhes respondeu (Mc 2,10) : “Para que saibais que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados…”

Em uma das passagens, Cristo confia a Simão Pedro a Igreja, que hoje é chamada de Católica. Jesus disse que tudo o que Pedro ligasse ao céu, Ele (Jesus) também ligaria, e o que Pedro desligasse, Jesus também desligaria. Pedro hoje, é representado pelo nosso Papa, que também se faz presente na figura de nossos sacerdotes. Por isso contamos nossos erros aos nossos padres e eles ligam ou desligam ao céu, assim como foi a vontade de Jesus.

 COMUNHÃO

ACUSAÇÃO DOS PROTESTANTES: <<Por que os católicos comungam somente sob a espécie do Pão, e os protestantes sob espécie de Pão e Vinho, como Jesus fez na última ceia ? >>

RESPOSTA:A Comunhão sob uma ou duas espécies não constitui essencial diferença já que em cada pedacinho de pão e em cada gota de vinho consagrado recebemos Jesus inteiro, vivo e ressuscitado; como consta claramente de suas palavras ( Jo 6, 51-56)”:

51Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo. 52A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne? 53Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 55Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.”.

            Claro, não é um pouquinho de carne ou sangue que recebemos na santa Comunhão, mas o “EU” de Jesus: a Pessoa do Filho de Deus Encarnado – nosso Salvador.

Por isso os primeiros cristãos costumavam levar aos encarcerados pela fé, somente o pão consagrado; e os doentes que não conseguem engolir um pedacinho da hóstia consagrada, a Igreja recomenda administrar algumas gotas do vinho consagrado. E em grupos, menores e bem preparados,  pode-se administrar a Santa Comunhão sob duas espécies. O que mais importa é a viva fé, humildade diante deste Santíssimo Sacramento do Amor !

E continuamos a comungar, pois  seguimos estas palavras do Santo Evangelho: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” ( Jo 6,53).

A  BÍBLIA   –   A ÚNICA FONTE DA FÉ ?

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OBJEÇÃO : Para os protestantes a Bíblia é a única fonte da fé e da revelação divina, enquanto os católicos reconhecem 3 fontes : “A Bíblia, a tradição apostólica e o magistério da Igreja”. Quem tem razão?

RESPOSTA :  a Igreja Católica discorda. Vejamos a ordem em que as coisas aconteceram:

1º) Jesus escolheu, autorizou e enviou os Apóstolos, sob a presidência de Pedro, a evangelizar todos os povos [“Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, ensinar todos os povos (...) ensinando-os a observar tudo o que vos mandei ”. (Mt 28,18-20)], estabelecendo-se assim o Magistério da Igreja.

2º ) Este ensinamento, oral e pelas cartas, foi transmitido pelos Apóstolos (como Tradição Apostólica) aos bispos e presbíteros por eles escolhidos e consagrados [ II Ts 2,15: “Conservai as tradições que aprendestes ou por nossas palavras ou por nossa carta”]. Outros exemplos:  Mt 1,5: II Tim 2,12, I Pd 5,1-2.

3º) Somente depois de mais de 2 séculos o Papa reunido com os Bispos em Concílio e declarou uma parte destes escritos da Tradição como Cânon de Livros Sagrados ou Sagrada Escritura, ou seja, pertencente à Bíblia: reservando-se o direito e a obrigação de vigiar sobre sua autêntica interpretação, de acordo com a Tradição Apostólica. Na Bíblia podemos ver fato semelhante em At 15,6-29, quando Pedro esteve reunido com os Apóstolos e presbíteros em Jerusalém (conforme faz o Vaticano,  Magistério da Igreja) para resolver questões ligadas às vontades de Deus.

 

 BÍBLIA   –   E  SEITAS

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            PERGUNTA : A Bíblia aprova as seitas ou as condena ?

RESPOSTA :            para o povo da Nova Aliança previu Deus o mesmo regime de um só governo, vejamos a profecia de Daniel (Dan 2,44): “No tempo desses reis ( do império Romano), o Deus do céu suscitará um reino que jamais será destruído… e subsistirá para sempre”. Este governo é a Igreja Católica, confiada por Jesus a  Pedro, e governada até hoje por seus sucessores, os Papas.

Em todos os livros Sagrados não  encontraremos uma só frase favorável à divisão da Igreja de Cristo em seitas autônomas! Pelo contrário,  lemos no Evangelho de Jo 11,51-52 o oráculo divino: “Jesus deveria morrer pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos”. Lamentavelmente, as seitas promovem o contrário : a divisão daqueles que seguem a Deus!

Vejamos ainda outras passagens bíblicas do Novo Testamento sobre as seitas : At 20,28-31,  II Pd 2,1s, Gal 1,7-9 Rom 16,17-18, Tt 3,10-11, II Tim 4,3-6.

 

 PECADORES NA IGREJA CATÓLICA    

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ACUSAÇÃO : Na Igreja Católica há tantos pecadores: assassinos, ladrões, viciados, etc., por isso ela não pode ser a verdadeira Igreja de Cristo ?

RESPOSTA : Cristo veio para os pecadores, conforme podemos ver em Ez 33,11: “Não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva”. Se analisarmos, a casa de Deus Pai (a Igreja) é o Hospital da Alma. A Igreja é o lugar onde aqueles que pecam estão buscando a LUZ, e aqueles que já encontraram o caminho da luz têm ajudando e buscando aqueles que ainda não a encontraram.

 

 

 

 VIRGINDADE DE MARIA  

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            OBJEÇÃO : Os católicos ensinam que Maria ficou sempre virgem. Porém, em vários lugares da Bíblia (por ex. Mc 3,31-32) lemos de irmãos de Jesus. Portanto Maria devia ter outros filhos, além de Jesus!

RESPOSTA : Na linguagem bíblica, “irmão” é freqüentemente usado em lugar de primo, sobrinho, tio, parente. Por ex. em Gen 11,27-31 consta claramente que Ló era filho de Aran – irmão de Abraão, portanto seu sobrinho.

Como fiel observador da Lei de Moisés, Jesus não podia, na hora de sua morte na cruz, confiar sua Mãe a João Apóstolo (Jo 19,26) mas devia a tê-la confiado ao filho mais idoso dela, se ela de fato os tivesse concebido.

Consequentemente, os “Irmãos” (primos, parentes) de Jesus, tão freqüentemente mencionados nos escritos do Novo Testamento, nunca são chamados filhos de Maria, nem filhos de José, confirmando a tradição apostólica. Até os Muçulmanos, nos seus livros sagrados, veneram a Mãe de Jesus como Virgem.

 

 

 VENERAÇÃO À MARIA E AOS SANTOS

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            ACUSAÇÃO : Esta veneração e intercessão é contrária  ao ensinamento da Bíblia que diz: (Lc 4,8) “Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás” e em (I Tim 2,5) “Há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Homem”.

RESPOSTA : a ) Os católico distinguem claramente entre culto de adoração. Adoração somente a Deus. Veneração, – que implica apenas: respeito, admiração, amor, etc., como se costuma demonstrar aos pais virtuosos, ou heróis da pátria ou a Igreja, erguendo em honra deles monumentos, e dando seus nomes a cidades, montanhas, praças, ruas, etc. Até o próprio Deus venera os nomes dos santos patriarcas, permitindo na Bíblia ser denominado “o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó” ( Ex 3,6 ).

Em Lc 1,48, vemos claramente a importância de Maria: “Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada…”.

Sobre a Intercessão, a própria Bíblia aplica o título de “mediador” também a Moisés (Dt 5,5): “Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós”.

E São Paulo, na mesma carta em que declara Jesus como único mediador entre Deus e homens, indica também mediador “secundário” ( I Tm 2,15 ) : “Recomenda que se façam preces, orações, súplicas e ações de graças por todos os homens…”Pois, fazer orações por outros, é de fato , ser intercessor e mediador entre Deus e os outros. Portanto, as palavras de S. Paulo: “Há um só mediador entre Deus e homens, Jesus Cristo, Homem”, a tradição apostólica as entendia desta maneira : Jesus Cristo é único Mediador (primeiro) que nos mereceu todas as graças e a salvação eterna, pela sua vida, morte e ressurreição. Só ele nos dar dos seus méritos, sem recorrer a nenhum outro mediador.

Enquanto a V. Maria e os Santos intercedem por nós pecadores, como mediadores secundários, por meio de Jesus, recorrendo a seus méritos e sua mediação. Por isso, cada oração litúrgica termina : “Por nosso Senhor Jesus Cristo…”

Assim, Jesus intercede junto a DEUS PAI. Os Santos e Maria intercedem por nós junto a Jesus. E nós intercedemos por nossos amigos em orações, pedindo aos Santos e ao próprio Jesus que intercedam por nós junto a Deus Pai.

PURGATÓRIO

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            OBJEÇÃO : Os católicos acreditam na existência do purgatório, mas a bíblia não fala dele!

 

RESPOSTA: Os que morrem na graça e amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do Céu.  A Igreja denomina Purgatório sendo esta purificação final dos eleitos que é completamente distinta do castigo dos condenados. Podemos, conforme 2 Macabeus 12, 41 – 46, rezar com muita confiança para que Deus santifique e purifique as almas de nossos irmãos já mortos e os conduza à glória da vida eterna:  41Bendisseram, pois, a mão do justo juiz, o Senhor, que faz aparecer as coisas ocultas,42e puseram-se em oração, para implorar-lhe o perdão completo do pecado cometido. O nobre Judas falou à multidão, exortando-a a evitar qualquer transgressão, ao ver diante dos olhos o mal que havia sucedido aos que foram mortos por causa dos pecados. 43Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, 44porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. 45Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, 46era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.”  Então, o que podemos fazer pelos nossos mortos e pelas almas do Purgatório? Podemos rezar, fazer caridade, rezar o terço, mandar rezar uma missa tendo em mente estas intenções, conforme a passagem acima.

 SANTIFICAÇÃO DO SÁBADO OU DOMINGO ?

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OBJEÇÃO : A Bíblia ordena (Ex 20,8s): “Lembrem-te de santificar o dia de Sábado”. Por que , então, os católicos guardam o Domingo ?

 

RESPOSTA: Em Mc 2,27-28 afirma Jesus : “O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso o Filho do Homem é Senhor também do sábado.” Sendo, pois, Senhor do sábado, Jesus transferiu a santificação deste dia para o Domingo, o dia da Ressurreição e da vinda do Espírito Santo à Igreja da Nova e Eterna Aliança, como atesta a tradição cristã. (Mc 16,9 e At 2,1).

 

Podemos ver provas indiretas da santificação do Domingo já no tempo dos Apóstolos achamo-las em At 20-7: “No primeiro dias da semana (domingo), estando nós reunidos para a fração do pão (santa missa), Paulo falava…”

No Último livro da Bíblia, no Ap 1,10 São João Evangelista já usa nova denominação cristã, “Domingo” - “Dia do Senhor”, em lugar do judaico “primeiro dia da semana”, ou romano “dia do sol”, – testemunhando de que já naquela época os cristãos celebravam este dia, chamando-o “Dia do Senhor – Ressuscitado”.

             O “Sábado” bíblico, na língua hebraica, está relacionada com “descanso” e com sétimo dia. Os cristãos, desde o primeiro século, escolheram para o dia do descanso, o dia histórico de domingo, o dia da Ressurreição de Jesus Cristo.

 

PAGAMENTO PELOS BATIZADOS  E CASAMENTOS

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            OBJEÇÃO: Porque os padres católicos cobram pelos batizados, casamentos e Missas, quando lemos na Bíblia, (Mt 10,8), “Dai de graça o que de graça recebeste”?

 

RESPOSTA: Neste trecho de São Mateus, Jesus ordena: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios. Dai de graça o que de graça recebestes”.

 

A cobrança não é obrigatória. Caso a pessoa não tenha como contribuir, esta pode marcar missas e batizados sem que seja pago nenhum centavo, porém há de observar que o que é arrecadado visa manter a igreja que é de todos. A cobrança não é contrária à Bíblia que diz: “O que é catequizado na palavra, reparta de todos os bens com o que catequiza” ( Gal 6,6 ).

 

 

 
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Publicado por em 09/03/2013 em Apologética

 

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