Doutrina Protestante

 

A Bíblia é a única regra de fé. “Pois toda Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para educar na justiça” (2Tm 3,16).

Devemos crer apenas nas verdades contidas na Bíblia, sem necessidade de Tradição ou Igreja.

O crente, sozinho, iluminado pelo Espírito Santo, discerne nas Escrituras a doutrina da salvação. A Bíblia não precisa de intérpretes, porque ela interpreta a si mesma. Esta é uma verdade fundamental do protestantismo.

A doutrina protestante pode ser assim resumida:

1 – “Sola Scriptura”. Só a Bíblia, nada além da Bíblia. A Palavra de Deus escrita é a única regra de fé, prescindindo da Tradição Apostólica e do Magistério da Igreja.

2 – Livre Exame. Cada crente possui o poder de ler e interpretar autenticamente a palavra de Deus, sob iluminação direta do Espírito Santo.

De 1 e 2 decorre o dogma da “perspicuidade” ou clareza das Escrituras. A Bíblia é tão simples e sua interpretação tão fácil que qualquer pessoa pode entendê-la sem risco de erro.

Vamos analisar cuidadosamente cada um desses pontos.

“Sola Scriptura”

Em latim, “Sola Scriptura” quer dizer “Só a Bíblia” ou “a Bíblia apenas”. Os protestantes ensinam a suficiência material e formal das Escrituras Sagradas, ou seja, a Bíblia, sozinha, contém todas as verdades necessárias para a salvação, sem necessidade de Tradição ou Igreja para interpretá-la autenticamente.

Esta doutrina é obviamente falsa, pois vai contra a própria Escritura e a lógica mais elementar.

Primeiramente, vai contra a própria Escritura.

Não existe nenhuma passagem bíblica, um versículo ou fragmento de versículo, que ensine que só devemos crer naquilo que está escrito na Bíblia, excluindo Tradição e autoridade.

Há muitas passagens falando da Bíblia como útil, boa para ensinar, instruir, animar (cfr. Jo 5,39; Rm 15,4; 2Tm 3,16).

Mas não há nada no Livro Sagrado que se aproxime do ensinamento do “Sola Scriptura”.

 
E é aí que reside a fraqueza maior do dogma protestante, fraqueza que reduz a pó toda a argumentação e apologética de nossos irmãos separados: o “Sola Scriptura” é contraditório.

Raciocinemos um pouco para compreendermos como:

Regra de fé “Sola Scriptura”: Todas as regras de fé estão contidas na Bíblia, sem necessidade de Tradição e autoridade.

Logo, a regra de fé “Sola Scriptura” deve, por ela mesma, necessariamente, estar contida na Bíblia. Porém, se percorrermos a Escritura do início ao fim não encontraremos absolutamente nada.

A Bíblia não diz que tudo deve ser demonstrado “só com a Bíblia”. A regra de fé “Sola Scriptura” não se encontra nem no Antigo nem no Novo Testamento. Trata-se, como se vê, de um princípio intrinsecamente ilógico, contraditório em seus próprios termos!

Jesus nunca ordenou aos Apóstolos que escrevessem o Novo Testamento. Antes, mandou que pregassem o Evangelho:

“Ide, pois, fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei.” (Mt 28,19-20a)

Nenhum livro, seja do Antigo Testamento, seja do Novo Testamento (exceto o Apocalipse), reclama para si inspiração divina. A Bíblia não é sequer suficiente para sabermos quais são os livros que compõem… a própria Bíblia! Não há como determinar o cânone da Escritura usando apenas a Escritura!

“Em Ap 22,18 existe uma maldição para quem acrescenta algo à Bíblia”, respondem os nossos irmãos.

Devagar… Não é bem isso que está escrito em Ap 22,18:

“Declaro a todo aquele que escutar as palavras da profecia deste livro: se alguém acrescentar algo, Deus acrescentará sobre ele as pragas escritas neste livro.”

A maldição é para aqueles que acrescentam algo ao livro do Apocalipse.

De qualquer maneira, a Igreja não acrescentou nada. Apenas tornou explícitos, claros e inequívocos, os ensinamentos contidos na Escritura.

Se a exegese protestante é correta, então os próprios protestantes estão em maus lençóis, pois subtraíram sete livros da Bíblia, os deuterocanônicos (Judite, Tobias, 1o e 2o Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc), bem como trechos dos livros de Daniel e Ester escritos em grego:

“E se alguém tirar algo das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a parte da árvore da vida e da cidade santa, que estão escritas neste livro.” (Ap 22,19)

A Igreja Católica reconhece a suficiência material da Bíblia, mas ensina também que a Tradição Apostólica, ou seja, os ensinamentos transmitidos oralmente pelos Apóstolos, formam com a Escritura “um só todo”, “um só Sagrado depósito da Palavra de Deus”.

A Igreja Católica nega a suficiência formal das Escrituras (“Sola Scriptura”), afirmando que “o encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 100)

“Eu vos louvo porque em tudo vos lembrais de mim e guardais as tradições como eu as transmiti.” (1Cor 11,2; cfr. também 2Ts 2,15).

“Se tardar, porém, quero que saibas como deves proceder na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade.” (1Tm 3,15).

A Igreja, não a Bíblia, é a coluna e o fundamento da verdade.

É a própria Bíblia que o diz!

As tradições humanas condenadas por Jesus em Mc 7,7 não possuem qualquer relação com a Tradição Apostólica que conservamos. São invenções farisaicas que perverteram o sentido mais profundo da Lei de Deus.

 

Livre Exame

A Bíblia ensina claramente que nenhuma Escritura é de interpretação pessoal:

“Pois, antes de tudo, deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal, porque jamais uma profecia se proferiu por vontade humana, mas foi pelo impulso do Espírito Santo que homens falaram da parte de Deus.” (2Pd 1,20).

O mesmo Apóstolo cita alguns infelizes que praticavam o livre exame com as cartas de Paulo:

“E crede que a paciência do Senhor é para nossa salvação, como também nosso amado irmão Paulo escreveu segundo a sabedoria que lhe foi dada. É o que ele faz em todas as epístolas em que vem a tratar do assunto. Nelas há alguns pontos de difícil inteligência, que homens ignorantes e sem firmeza deturpam, não menos que as demais Escrituras, para sua própria perdição.” (2Pd 3,15s)

A Bíblia não deve ser interpretada segundo a nossa vontade ou estado de espírito.

Se existem milhares de denominações protestantes no mundo é porque existem milhares de interpretações diferentes da Bíblia, saídas da mente dos fundadores e dos pastores dessas igrejas supostamente “evangélicas”.

Obviamente o Espírito Santo, que é comunhão e unidade, nada tem a ver com tamanha confusão…

Além disso é bom lembrar que várias verdades de fé, como a Trindade e a união das naturezas divina e humana em Jesus, cridas pelos protestantes, não podem ser deduzidas via “Sola Scriptura”.

 

O diabo é um dos que se servem da Bíblia para contradizer a vontade de Deus.

Basta ler o relato das tentações para notar que o inimigo do gênero humano é um amante do livre exame, conhecendo as Escrituras “de trás para frente” (cfr. Lc 4,1-13).

“Jesus ainda fez muitos outros sinais na presença dos discípulos, mas não foram escritos neste livro. Estes porém foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.” (Jo 20,30s).

A Bíblia é a Palavra de Deus escrita, inspirada por Deus, merecedora de toda a nossa reverência e amor. Precisamos ler mais a Bíblia, conhecê-la melhor para crescermos na fé e na caridade.

Conhecendo as Escrituras, seremos capazes de responder as acusações tolas e infundadas daqueles que lêem a Bíblia mas não a compreendem.

A Bíblia deve ser lida como foi escrita: dentro da experiência de vida do povo de Deus, da Igreja que discerniu o seu cânone.

Jamais fora da Igreja, nunca contra a Igreja.

Se a Bíblia fosse tão clara como acham os protestantes, não haveria divergências em sua interpretação nem existiriam milhares de seitas divididas umas contra as outras.

Mas a Bíblia não é tão clara (cfr. 2Pd 3,16) e para compreendê-la precisamos da ajuda de nossos pastores, do Magistério do Sucessor de Pedro e dos bispos em comunhão com ele.

 
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Publicado em Apologética, Protestantismo
3 comentários em “Doutrina Protestante
  1. Anderson disse:

    Havia uma denominação protestante com 1.000 seguidores. Um dia o pastor da denominação começou a pregar a teologia da prosperidade. Parte do grupo revoltou-se e logo começaram brigas e debates em torno daquela pregação. Um grupo que discordou veementemente do pastor resolveu sair da denominação. Este grupo perfazia um total de 200 membros dissidentes. Estes acusavam o pastor de pregar contra a palavra de DEUS.Destes 200 membros dissidentes, 10 abriram novas denominações. Os outros 190 restantes dividiram-se por outras denominações já existentes. Vamos dar um exemplo de como ficaram as divisões a partir da denominação que tinha inicialmente 1.000 membros:

    800 seguidores permaneceram na denominação do pastor que começou a pregar a teologia da prosperidade.

    Dos 200 ex seguidores agora dissidentes,10 deixaram a denominação e fundaram mais 10 novas igrejas protestantes.

    Estas 10 novas denominações adotaram linhas diferentes.Uma abraçou Lutero, uma abraçou Calvino, uma abraçou Wesley, uma tornou-se batista, uma virou pentecostal, uma virou neo pentecostal, uma abraçou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma outra permitiu que mulheres fossem pregadoras, uma começou a pregar o evangelho judaizante e uma última adotou a confissão positiva…

    Os outros 190 ex seguidores dividiram-se em outras denominações já existentes, sendo que:

    20 foram para uma denominação que batizava e repudiava o divórcio.
    30 foram para uma denominação que também repudiava o divórcio, mas não batizava.
    40 foram para uma denominação que batizava, repudiava o divórcio, mas que praticava o evangelho judaizante condenado pelas demais.
    10 foram para um denominação cujo pregador líder era favorável ao aborto.

    Os outros 100 membros dissidentes dividiram-se ainda por diversas igrejas, sendo que parte tornou-se luterana, parte tornou-se calvinista, parte tornou-se batista e um outro grupo resolveu adotar igrejolas neo pentecostais favoráveis a unção do zoológico ou a unção do leão ou ainda a adoração da Arca da Aliança.
    Finalmente, um grupo ainda pequeno resolveu abraçar o grupo conhecido como “sem igrejas”.

    2- Quais são as nossas dúvidas ?

    1)Qual destes grupos reteve a sã doutrina dos apóstolos ?

    2)Qual destes grupos pratica o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo ?

    3)Qual destes grupos deve ser considerado como herege ?

    4)Todos estão salvos ?

    5)Estando todos salvos, independentemente de denominação e do Cristo que cada grupo segue em cada igreja, poderíamos dizer que o importante para a salvação é tão e somente o rótulo protestante ?
    Então por que o protestante diz que placa de igreja não salva ninguém ? Claro que salva. Bastou levantar o dedo na denominação protestante que todos já são irmãos em cristo, mesmo que sejam Cristos diferentes e todos estão salvos.

    6)Se todos estão salvos, por que brigaram e se dividiram ?Por que ao invés de brigarem não estavam louvando a DEUS pela “salvação” de todos ?

    7)Se todos estão salvos, por que precisam agrupar-se e criar igrejas se tais circunstâncias não influem na salvação de quem quer que seja ?

    8)Qual destes grupos representa a igreja primitiva ?Qual destes grupos representa a igreja dos apóstolos ?

    9)Se todos estão salvos e salvação não pode ser perdida, e se uns chamam aos outros de hereges, razão pela qual se dividiram, podemos dizer que heresia não condena ninguém ao inferno ?

    10)Se heresia não leva ninguém ao inferno, podemos dizer que não faz diferença o Cristo que se prega ou o Cristo que se pretende seguir ?

    11)Se heresia não condena ninguém e a salvação está restrita aos grupos protestantes, ainda que escandalosamente divergentes entre si, podemos dizer que o importante para a salvação é tão e somente levantar o dedo em qualquer denominação protestante e “aceitar” Jesus ?

    12)Se todos estão salvos a partir do “aceitar” Jesus, por que precisam de pastores, templos, cultos, pregações, dvd’s, música Gospel, dízimos ? O que pode ser mais importante do que a salvação ?

    13)Se a salvação não pode ser perdida, estando todos os grupos protestantes salvos, independentemente do cristianismo que abraçaram, que diferença faz pagar ou não dízimos ? Escutar ou não música Gospel ? Alguém fica mais ou menos salvo se praticar ou não todas estas coisas ?

    14)Se os “sem igreja” estão salvos tal como os que frequentam denominações, podemos dizer que igrejas protestantes não servem para nada ? Pois todos os grupos se dizem salvos, incluindo os “sem igreja”.

    15)Considerando o exemplo acima, qual destes grupos ou denominações está interpretando corretamente a Bíblia ?

    16)Se nem todos estão interpretando corretamente a Bíblia, quais destes grupos que está de fato sendo assistindo pelo Espírito Santo ?Quantos Espíritos Santos existem? Pode um mesmo Espírito Santo dar a cada denominação ou cada crente teologias e direções diferentes ?

    17)Se alguns membros permaneceram com o pregador da teologia da prosperidade, outros dele fugiram, e estes mesmos que se foram também não permaneceram unidos, pergunta-se onde está na Bíblia a permissão para cada grupo tomar a decisão que tomou ?
    Onde está na Bíblia a permissão para se trocar de denominação ?Onde está na Bíblia a permissão para permanecer na denominação ?Quem está certo ?Onde está na Bíblia a quantidade de vezes que cada crente pode mudar de denominação ?Onde está na Bíblia que alguém insatisfeito pode fundar uma nova denominação ?

    18)Se todos os grupos citados em nosso exemplo estão corretos em suas interpretações bíblicas e doutrinas, e, considerando que “placa” de igreja não salva ninguém, assim dito pelos protestantes, pergunta-se por que brigam tanto e fundam tantas denominações ? Não é o protestante que menospreza a igreja ? Por que fundam tantas igrejas se eles mesmo dizem que igreja não salva ninguém ? E se todos estão salvos e todas as interpretações estão corretas por que brigam e por que se dividem ?

    Autor: V.De Carvalho

  2. (Anderson) disse:

    AS SEITAS QUE MILITAM CONTRA O CATOLICISMO
    Alguns grupos que se auto intitulam como protestantes demonstram comportamentos típicos de seitas e entre seus objetivos destaca-se o ódio e preconceito contra o catolicismo que, sendo sua principal vítima é constantemente atacado com calúnias e fatos não registrados pela história.
    Na verdade ninguém sabe se de fato são protestantes porquanto suas doutrinas misturam uma série de crenças e práticas de outras religiões e a grande maioria ignora o contexto da reforma protestante do século XVI. Uns atacam os outros de hereges e todos ao mesmo tempo se dizem salvos, eleitos e inspirados pelo Espírito Santo.
    Espero que fique claro que a grande parte dos protestantes, especialmente os históricos, não assumem tais comportamentos e um bom número deles nutre sentimentos de carinho e respeito em relação a doutrina católica e ao povo católico.
    Estas seitas desenvolvem um doutrinamento que torna o fiel, normalmente chamado de crente, como uma espécie de soldado pronto para repetir frases feitas e espalhar toda a sorte de inverdades contra o catolicismo.
    O contexto a seguir destina-se especialmente aos católicos, mas serviria também para os protestantes que buscam com sinceridade a verdade e a observâncias ao preceitos divinos e que de certa forma também são vítimas ou confundidos com estas seitas agressivas.
    COMO SE DÁ O DOUTRINAMENTO ?
    O crente é retirado do contexto social. Nada de família, amigos ou lazer. Sem futebol, praia, cinema ou reuniões sociais com pessoas não protestantes. Quanto mais trabalhos na denominação melhor. Tudo que é de fora é considerado obra do diabo ou do “mundo”.
    Ele recebe o nome obreiro e perde o contato com o mundo e já não pode confrontar idéias ou conceitos.
    Ele é levado a acreditar que está fazendo a Obra de DEUS. Mas não está. Está fazendo tão e somente a obra do doutrinador de sua seita.
    Ele se fecha para o mundo e passa a viver apenas o que a denominação lhe ensina e seu isolamento é amparado por textos bíblicos pinçados do contexto, tais como: “A Bíblia ensina que não podemos nos tornar cúmplices das obras más”, “Não podemos nos por a mesa com os escarnecedores”.
    Ora, Jesus Cristo comia com os pecadores e por isto causava escândalos. É ele mesmo quem disse: “Acaso não são os doentes que precisam de médico ?” A caridade católica não faz acepção de pessoas. O católico deve estar pronto para ir a qualquer lugar e prestar assistência a quem precisa. E ao contrário destes sectários, não perguntamos o famoso “você aceita Jesus”, mas acolhemos quem está em dificuldades, sem indagarmos de que religião é o nosso próximo.
    Alguns líderes mais audaciosos costumam dizer que assistência aos mais necessitados é problema dos governos. E outros, sem quaisquer escrúpulos, chegam a dizer que a Bíblia não dá autorização a ninguém para suprir materialmente os mais desfavorecidos. Cuidado com os lobos !
    Todos conhecemos o conselho de Jesus: “A verdadeira religião é visitar órfãos e viúvas.” Trazendo para os atuais dias, podemos dizer que a verdadeira religião é visitar os mais carentes e necessitados. Prestar-lhes assistência. O próprio senhor nos disse: “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber…”
    Contudo, o crente que não pode assistir materialmente os mais necessitados, deve adquirir livros, DVDs e CDs de seus líderes ou de outros que são produzidos pelas gráficas e gravadoras dos próprios doutrinadores.
    Outro dia um destes pregadores da prosperidade condenou quem faz dívidas para adquirir bens domésticos. Disse ele que “cristão” não faz dívida. Logo a seguir ofereceu seus produtos em parcelas no cartão de crédito.
    O doutrinamento funciona ainda com as repetições de certos chavões, os quais proferidos e escutados por milhares de vezes tornam-se “verdades” absolutas para os frequentadores destas denominações.
    Vários deles são conhecidos: “Nós somos o povo de DEUS….”, “Porque os mariólatras…”, “A idolatria da Igreja Católica…..”, “Não devemos nos submeter aos homens como fazem os papistas, mas apenas a Jesus……”, “O catolicismo ensina que se deve adorar Maria e os santos”, “Não aceito julgamento de homens. É DEUS quem vai me julgar.”
    Este último jargão esconde um enorme orgulho disfarçado de pretensa humildade e que na verdade permite ao crente esquivar-se da confissão dos pecados ao sacerdote. Ora, se os apóstolos receberam poder para reter ou perdoar pecados, é lógico que para tal é preciso que alguém lhes confesse os pecados.
    O fato é que depois de escutar tais expressões por tantas vezes, o mau protestante acredita que apenas ele e seus pares pertencem ao povo de DEUS. Ora, Jesus foi muito claro. “…sua mãe e seus irmãos são todos aqueles que lhe dão ouvidos e praticam…” Ou seja, pertencem a sua família aqueles que lhe escutam e agem. E nós, católicos em grande parte, escutamos e agimos. E o que será daqueles que não deram de comer ou beber a Jesus Cristo ?
    Creio que a maioria dos protestantes age com sinceridade, e ainda imagino que um bom número de denominações não se enquadra nesta vertente. Também creio que grande parte dos pregadores, talvez a maioria, não se encaixa no contexto que propus.
    Por questão de justiça, me vejo obrigado a dizer que se nem todo aquele que concorda conosco é bom, também é verdade que nem todos os que discordam de nós são maus. O fato de alguém aderir ao protestantismo ou discordar da doutrina católica não lhe torna alguém que mereça nossa repugnância. Discordar ou concordar são direitos legítimos.
    Retomando: O doutrinamento de um membro de seita ainda se dá da seguinte maneira:
    Quando vai iniciar uma campanha financeira para arrecadar fundos, o doutrinador antecipa em “ato profético”, por exemplo, que será vítima de calúnias, difamações, intrigas e fofocas na internet ou na mídia. Naturalmente, quando o crente se depara com as críticas da sociedade em relação ao seu líder já está convencido de que aquilo é obra do diabo. Diz o doutrinador que o diabo está incomodado porque eles estão fazendo a “obra de DEUS.” E desta forma, o mesmo doutrinador conclama seus seguidores aos mais espúrios desafios para “afrontar” o diabo.
    Para finalizar e com o objetivo de alertar os católicos, destaco aqui as principais características destas seitas:
    1)RELIGIÃO – Quando acuados, os doutrinadores que passam a vida dizendo que religião não serve para nada, gritam que estão sendo vítimas de perseguição religiosa. Isto mesmo. Perseguição religiosa para alguém que não crê em religião;
    2)MARIA – João Batista estremeceu de alegria quando ouviu a saudação de Maria. Estes maus protestantes se enfurecem. Isabel ficou cheia do Espírito Santo quando ouviu a vóz de Maria. O mau protestante chega a espumar de raiva. O anjo do Senhor disse a Maria que ela era plena de graça. O mau protestante diz que Maria foi barriga de aluguel. Alguns sectários promovem ataques às imagens de Maria e dos santos. Não raras vezes nos deparamos com o noticiário que dá conta de ataques às Igrejas Católicas ou mesmo templos de outras religiões;
    3)PROFECIAS – Estas seitas costumam fazer profecias que não se cumprem e seus “profetas” permanecem gozando de prestígio e respeito nas suas denominações e afins. É o caso daqueles que disseram ser o Papa João Paulo II a besta do apocalipse e o caso daqueles que disseram que Jesus retornaria no ano de 2007;
    4)FIM DO MUNDO – Constantemente estas seitas e seus membros enfatizam que o fim do mundo está próximo e assim conseguem que seus fiéis fiquem indiferentes as questões sociais para mergulharem com profundidade nos projetos de “salvação” das denominações e que normalmente envolvem doações financeiras;
    5)ESTATÍSTICAS E MÍDIA – Embora acusem uns aos outros de hereges, quando o assunto é estatística estas seitas dão pouca importância ao Cristo que se prega em outras denominações. Para fins de pressão e propaganda, costumam repetir que o “Povo de DEUS” já representa determinado percentual da população brasileira ou que tantas milhões de pessoas no Brasil já estão salvas porquanto “aceitaram” Jesus em templo protestante. É como se as pessoas fossem salvas pelo rótulo e não pelo cristianismo que praticam;
    6)TÍTULOS – Os líderes destas seitas costumam atribuir a si próprios títulos pomposos como apóstolos, patriarcas, missionários ou bispos, entre outros. Não estamos dizendo que todos que desfilam com tais títulos são membros ou donos de seitas, mas todos donos ou membros de seitas utilizam-se destes títulos para exercerem controle, liderança e submissão de seus súditos.
    7)OBRAS – Estas seitas costumam desprezar as obras, especialmente aquelas que visam assistir aos mais desfavorecidos. Lógico. Se alguém supre a necessidade alheia com seus recursos, evidentemente que estes mesmos recursos faltarão aos projetos dos doutrinadores.
    Para desistimular o crente a assistir quem quer que seja, estes líderes espalham acusações mentirosas contra o catolicismo, especialmente a máxima de que se ensina na Igreja Católica que Jesus não é necessário para a salvação, mas apenas a realização de boas obras;
    8)EXPRESSÕES – Estas seitas e seus sectários tem expressões que lhes são próprias. Em debates contra católicos e mesmo entre afins, expressões como “biblicamente correto”, “De acordo com a palavra” e “Porque a palavra diz…”, são mais do que conhecidas e repetidas aos quatro ventos.
    Contra os católicos as expressões mais repetidas são: “Católicos leiam a Bíblia” ou “Falta conhecimento bíblico ao povo católico” ;
    9)JARGÕES – Estes protestantes costumam decorar capítulos e versículos da Bíblia e cita-los fora de contexto. Isto não só impressiona os mais débeis, bem como parece ser uma sentença terminativa para quem lhes dá atenção.
    Os textos mais citados são: “Tudo posso naquele que me fortalece”, “Em todas as coisas somos mais do que vencedores”, “DEUS vai me restituir tudo que me foi tomado”, “Só me calo diante de DEUS”, “DEUS É FIÉL”, e, talvez o principal que é dirigido aos católicos: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
    10)ESCÂNDALOS – Uma das principais características das seitas é utilizar dois pesos e duas medidas em seus julgamentos . Quando há um escândalo ou uma notícia sobre homens católicos, toda a sorte de acusações é lançada sobre a Santa Igreja. Expressões como pedófilos, assassinos, antro, romanistas, sistema podre, idólatras, mariólatras, entre tantas outras, são repetidas exaustivamente.
    Registra-se o fato de que estatísticamente existem mais casos de pedofilia entre pastores protestantes do que no clero católico. Nem por isto iremos dizer que o protestantismo é uma religião que favorece a pedofilia. Pelo contrário. Por certo o protestantismo combate a pedofilia. Não temos dúvida disto. Os pedófilos são doentes e religião para estes por certo é apenas um meio de acessar crianças indefesas. Os pedófilos devem ser tratados com o rigor da lei, sejam católicos ou não.
    Entretanto, quando um homem evangélico se vê envolvido em qualquer confusão, os julgamentos proferidos por seus membros e sectários encontram outros tipos de confissões:
    “Ai de quem toca no ungido do Senhor” ,“Deixa que ele está fazendo a obra de DEUS”, “Não toca no escolhido por DEUS”, “A emissora de TV tal tem ódio dos evangélicos”, “O diabo está com raiva porque estamos fazendo a obra de DEUS.”
    11)PROTESTANTISMO HISTÓRICO – Estas seitas pouco sabem ou nada sabem de Lutero, Calvino e cia. Estas seitas se dizem protestante, mas desconhecem todo o contexto da reforma. Elas se caracterizam por misturar várias doutrinas. Usam parte de Lutero, em especial o “Só a Bíblia “ e o “Só a fé” , partes da doutrina de Calvino, ignorando este reformador quanto a necessidade de igreja para a salvação e quanto a virgindade perpétua de Maria, e, agregam ainda doutrinas orientais, tais como a confissão positiva ou a teoria da determinação, elementos das religiões africanas desenvolvidos em seus cultos evangélicos de cura interior, libertação e descarrego, elementos do judaísmo com a ênfase no velho testamento e algumas denominações com a prática do evangelho judaizante, e ainda, as doutrinas humanas de seus falsos mestres e/ou as doutrinas pessoais de cada crente que julga poder interpretar a Bíblia pessoalmente com a assistência do Espírito Santo, muito embora a mesma Bíblia o proíba de faze-lo(Pedro);
    12)CONSTANTINO – Uma das características destas seitas é a ênfase de que teria sido Constantino fundador da Igreja Católica. Nota-se que os protestantes históricos não fazem tal afirmação e por isto mesmo se consideram católicos reformados.
    O que não consegue explicar o mau protestante é como ele abraça as teses de Lutero que seria tão e somente um sacerdote da igreja de Constantino. Este mau protestante toma a igreja Católica por criação humana e sua pretensa reforma por criação divina. É o ápice da contradição.
    Como é possível a estas seitas abraçarem o Sola Scriptura e o Sola Fide de Lutero que seria membro da Igreja de Constantino ?
    Pior ainda fazem os que alegam pertencer a Igreja primitiva ou que dizem que antes de Lutero já havia outros grupos. Estes desconhecem que Lutero desaprovava tais grupos e não se dão conta não ser possível a Igreja Primitiva gritar “Só a Bíblia” em uma época que não existia Bíblia.
    13)PASSADO CATÓLICO – Chama a atenção de qualquer pessoa de bom senso que os crimes praticados por homens católicos parecem alcançar efeitos perpétuos no tempo e no espaço. Uma situação ocorrida 500 anos atrás parece aproveitar os homens católicos de hoje.
    Os inimigos da igreja continuam espumando de raiva e literalmente babando quando falam da inquisição ou de outras situações.
    Estas seitas e seus membros engrossam o coro constituído por outros inimigos da Igreja Católica e fazem parecer que os crimes atribuídos a um determinado sacerdote séculos atrás, são delitos praticados pelo clero atual e por todos fiéis católicos espalhados mundo afora.
    É como se todos aqueles criminosos que se diziam católicos ainda estivessem por aqui ou como se todos os católicos atuais, incluindo o clero, apoiassem os crimes por eles cometidos e de alguma forma todos nós devêssemos pagar pelos pecados e delitos alheios.
    Os crimes praticados por outras religiões na atualidade não recebem tanta indignação quanto os crimes praticados por católicos cinco séculos atrás.
    Os crimes praticados no passado pelos sistemas totalitários e outros praticados por sistemas de governos na atualidade parecem não ter a menor importância quando se sabe que nos anos de 1418 ou 1523 um determinado sacerdote católico cometeu adultério ou praticou algum ato de corrupção.
    Se nos dias atuais um ditador qualquer ordenar a execução de um ativista de direitos humanos ou um adversário político isto parece não afetar a atual sociedade. Repetidas vezes assistimos a indiferença até mesmo dos governantes atuais e pseudo religiosos com as perseguições políticas ou religiosas em países de regimes totalitários.
    Os próprios crimes dos principais reformadores e mesmo as citações de Lutero contra Cristo são ignoradas por estes maus protestantes.
    No caso da pedofilia, percebe-se nitidamente pessoas quase que torcendo por novas ocorrências tão e somente para poderem atacar o catolicismo. Estes “indignados” pouco se importam com os sofrimentos das crianças ou de suas famílias.
    Estes sectários que gostam de esconder os erros atuais de seus líderes dizendo: “Olha para Jesus”, quando fazem referência aos sacerdotes católicos costumam não agir com a mesma complacência.
    É curioso que os crimes atuais praticados por membros ou dirigentes vivos destas seitas são rapidamente minimizados ou mesmo esquecidos.
    Registra-se o fato de que a Santa Igreja é inerrante. Nunca erra. Nunca ensina errado. Nunca comete crimes de qualquer espécie. Quem comete crimes são os homens que podem ou não ser ou se dizerem ser católicos.
    Diferente dos maus protestantes que varrem suas sujeiras para debaixo do tapete, dizemos em bom som: “O perdão não substitui a justiça.”
    Em minha modesta opinião, a pedofilia deve ser combatida como uma praga e uma doença nojenta, sendo irrelevante a religião do criminoso e deve causar indignação em toda a sociedade e não apenas quando os autores deste crime abominável forem sacerdotes católicos.
    14)DÍZIMOS E OFERTAS – Estas seitas dão ênfase às contribuições financeiras e desafios que envolvem sempre campanhas de arrecadações. Como seus líderes estão sempre dando destaque a proximidade do fim do mundo, os fiéis são convocados para adesão aos projetos que teriam por objetivo “pregar” o palavra de DEUS mundo afora. Os doutrinadores costumam definir o engajamento dos fiéis nos projetos das seitas como uma espécie de Ministério para o qual cada um é chamado de forma particular a participar da “obra de DEUS”.
    15)SALVAÇÃO – Utilizando expressões que são repetidas rotineiramente e que acabam sendo cristalizadas nas mentes dos fiéis como verdades absolutas, os líderes costumam fazer referências aos membros das próprias seitas que lideram como “POVO DE DEUS”, “POVO ELEITO”, “RAÇA ELEITA”, entre outras expressões.
    16)CRÍTICAS AO CATOLICISMO – As seitas não se entendem. Isto é fato. Uns acusam outros de hereges e qualquer divergência em uma das denominações já sugere o início de uma nova seita. Mesmo nas críticas ao catolicismo as seitas divergem entre si e opinam de formas diferentes dependendo do momento ou conjuntura. Por vezes atacam a Igreja Católica como arcaica, dogmática e ultrapassada. Em outras situações, lhe acusam de ter deturpado o evangelho e introduzido profissões de fé e costumes não praticados nos tempos remotos do cristianismo. Uma hora a Igreja Católica é taxada de moderna pela suposta introdução de novidades e outra hora é chamada de arcaica pela manutenção de credos e hábitos que não se modificam.
    17)PATRULHAMENTO – Os sectários controlam uns aos outros. Um líquido amarelado no copo pode sugerir consumo de álcool e merecer a repreensão do líder ou de outro membro da seita. Constantemente estes sectários referem-se aos católicos como aqueles que “bebem, fumam e dançam.” Assumem a postura de que o desapego a estas coisas indica certeza de salvação.
    18)APELIDOS – Os santos católicos são constantemente ignorados até mesmo como exemplo de bons cristãos. Pelo contrário, recebem destes sectários apelidos de toda ordem. São Sebastião é tião, São Jorge é jorginho e a Santíssima Virgem é chamada de deusa do catolicismo ou deusa pagã. Estes sectários que gostam de dar nomes bíblicos aos filhos jamais usam Pedro para os filhos homens ou Maria para as filhas mulheres. Já vi quem dissesse que um determinado pregador da prosperidade fez mais pelo ser humano do que Madre Teresa de Calcutá.
    19)POLÊMICAS – As seitas polemizam sobre “rezar” ou “orar”. Polemizam sobre “adorar” ou “venerar”. Vivem basicamente do anti catolicismo. Se temos papa eles contestam. Se temos santos eles condenam. Se há celibato eles gritam. Se temos a Eucaristia eles dizem tratar-se de uma mera “bolachinha”. Se recitamos o Pai Nosso eles protestam. Se não batemos palmas somos frios. E se sairmos em procissão somos idólatras. O essencial é a guerra contra o catolicismo. Não importa o que façamos pois sempre seremos os maus.
    20)IGREJA – Os membros destas seitas repetem constantemente: “Placa de Igreja não salva ninguém.” Menosprezam a Igreja, muito embora a Bíblia indique justamente o contrário. Em Timóteo é possível percebermos que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. Ou seja, sem a Igreja a verdade não se sustenta. Estas seitas ignoram até mesmo os reformadores, entre os quais Calvino que dizia ser a Igreja essencial a salvação do homem. Diga-se de passagem, Calvino só não soube dizer que igreja seria esta. Talvez não pudesse dizer. Talvez não quisesse. E estes protestantes que condenam a Igreja, tudo que mais sabem fazer é fundar mais e mais “igrejas” a cada dia.
    21)INTERPRETAÇÕES – Estas seitas costumam usar a interpretação literal para cobrar doutrinas católicas. Seriam, por exemplo, os casos do purgatório e da Assunção de Maria. Quando confrontadas, procuram esquivar-se da mesma interpretação literal que antes lhes servia. Seriam os casos da edificação da Igreja sobre Pedro e da Bem Aventurança de Maria, por exemplo, onde o que está escrito repentinamente deixa ser o que está escrito.
    Se verifica o mesmo em relação as tradições que foram recomendadas por São Paulo e a orientação explícita de que a fé sem obras é morta no evangelho de Tiago.
    A mesma interpretação literal antes usada para interrogar os católicos, deixa de ser aplicada ao Pai Nosso e também na Eucaristia onde Jesus diz que a sua carne é verdadeiramente comida e seu sangue verdadeiramente bebida. Para estes protestantes o verdadeiramente de Jesus é o “relativamente” de seus líderes.
    Em determinadas ocasiões usam Lutero e dele fazem um “enviado” e um grande “reformador”. Indagados por que não permaneceram com Lutero e por que permanecem reformando o que DEUS já teria “reformado”, esquivam-se apontando defeitos no “escolhido” por DEUS. Pelo jeito DEUS enganou-se ou será que Lutero não foi levantado por DEUS ?
    Acatam Lutero no Sola Scriptura e no Sola Fide, mas o ignoram na devoção a Virgem Maria e nos sacramentos, por exemplo.
    O mesmo fazem em relação a Calvino e a outros reformadores. E quando necessário, utilizam-se do grego, aramaico ou hebraico para justificarem suas práticas ou para condenarem o catolicismo e mesmo os seus pares.
    Além disto, promovem a constante substituição da Bíblia por literaturas diversas escritas por líderes carismáticos. É grande a profusão de livros produzidos pelos líderes destas seitas e DVDs ou CDs com “pregações” e “estudos”.
    E depois de toda esta salada doutrinária, dizem ainda a Bíblia é de fácil compreensão. Dizem seus líderes que qualquer um pode ler a Bíblia.
    É como se todos os sectários e membros destas seitas fossem conhecedores de grego, aramaico, hebraico, Lutero, Calvino, Wesley e ainda lhes fosse possível de quebra aplicar uma regra por eles criadas e por eles seguidas de quando usar ou descartar a interpretação literal.
    Contudo, quaisquer que sejam os critérios adotados para cada momento, nada é provado pela Bíblia que juram defender.
    Em resumo, estas seitas usam quaisquer critérios para justificarem seus costumes e hábitos desprezando qualquer ordenamento lógico ou histórico. Na direção oposta, não necessariamente usarão os mesmos critérios para classificar seus opositores como hereges.
    Vale sempre o que cada seita, líder ou sectário quiser que seja aceito como doutrina.
    22)ASSÉDIO – Um aspecto muito importante é o assédio das seitas aos católicos. É como se não fossemos cristãos. Mesmo que digamos a um deles bem alto que Jesus Cristo é o Senhor, ainda assim estes sectários irão tentar nos convencer de que devemos aderir ao protestantismo e “aceitar” Jesus. O católico deve ficar atento com o assédio sutil destas seitas que normalmente se dá da seguinte maneira:
    Protestante: “Posso falar um minutinho com o senhor ?”
    Católico: “Sim”
    Protestante: “O Senhor crê em DEUS ?”
    Católico: “Sim”
    Protestante: “O senhor crê na Bíblia ?”
    Católico: “Sim”
    Protestante: “O senhor concorda que a Bíblia é a verdade ?” Nesse ponto o católico será doutrinado e muitas vezes convencido.

    A resposta do católico a pergunta do protestante naturalmente é sim. Lógico que o católico crê na Bíblia.

    Então o protestante diz, por exemplo: “O senhor diz crer na bíblia. Portanto, o senhor concorda que tudo aquilo que está fora da Bíblia não deve merecer crédito ?”

    Resposta de um católico sem instrução: “Sim. O que está fora da Bíblia tem que ser rejeitado.” O católico está pronto para questionar a fé católica e o magistério da Santa Igreja.

    Prossegue o protestante: “O senhor poderia me mostrar pela Bíblia onde está escrito que Maria é medianeira ?” Ou então: “O senhor poderia me mostrar na Bíblia onde está escrito que Maria foi assunta ao céu ?”

    O católico não instruído e que concordou com o protestante começa a se enrolar. A resposta católica a pergunta protestante deveria ser:

    Católico: “Creio sim na Bíblia. Creio tanto que sigo o magistério da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade. E dessa forma, não questiono seus dogmas e confissões de fé. Não duvido, não divido e não careço de provas. Creio de todo o meu coração.”

    E o católico deveria perguntar ao protestante:

    “Onde está na sua Bíblia que própria Bíblia é a única fonte de revelação ? Onde está na sua Bíblia a definição do Canon ? Onde está na sua Bíblia a definição dos livros inspirados ? Onde está na sua Bíblia a definição de Lutero como grande reformador ? Onde está na sua Bíblia que devemos praticar o “Sola Scriptura” ? Onde está na sua Bíblia a definição da Bíblia protestante como a Bíblia correta ? Onde está na sua Bíblia a definição de João Ferreira de Almeida como tradutor insuspeito ? Onde está na sua Bíblia que o senhor é infalível ou mereça ser ouvido ?”

    Infelizmente, grande parte dos católicos desconhece que o depósito integral da fé católica constitui-se de Sagradas Escrituras,Tradição Apostólica e o magistério da Igreja. Por isso alguns católicos acabam aceitando os argumentos infantis e dúbios destes maus protestantes.

    Não estamos obrigados a provar nada pela Bíblia. São os protestantes que estão obrigados. Foram eles que acataram Lutero homem. Nós católicos cremos na Igreja, coluna e sustentáculo da verdade(Timóteo).

    Creio ter contribuído para que os católicos fiquem atentos quanto aos discursos destas seitas que militam contra a Igreja Católica.
    Autor: A.Silva com a colaboração de V.De Carvalho– Livre divulgação mencionando-se o autor

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