DOUTRINA ADVENTISTA

Em matéria doutrinal, os adventistas crêem em Deus uno e trino.

Aceitam Cristo como Deus e homem.

O homem seria mortal, mas a morte física não passaria de um “sono” das almas (heresia defendida por um certo Vigilâncio já no século IV; Santo Agostinho comentou que, quem defendia semelhante tese, não deveria chamar-se Vigilâncio, mas “Dormitâncio”…).

Os mortos, inconscientes, ignorariam por completo o que ocorre na terra. Todos os defuntos, bons e maus, permaneceriam nos seus túmulos até a ressurreição dos mortos.

Os santos receberiam o dom da imortalidade quando Cristo voltasse, ao passo que os ímpios seriam aniquilados. O batismo é conferido, por imersão, somente aos adultos; é, como nos batistas, mero símbolo da conversão realizada anteriormente.

Os adventistas do sétimo dia promovem campanhas em favor da higiene e da saúde do corpo. Chegam a distribuir livros de dietética e revistas de arte culinária ou de higiene. Tais impressos, às vezes, precedem os livros religiosos que oferecem.

A carne de porco, o álcool, o café, o chá, os produtos excitantes, os narcóticos estão banidos e o regime vegetariano é fortemente recomendado. Quem não se conforma com essas normas é excluído da comunidade, uma vez que não poderia obter a Vida Eterna.

O adventismo pretende apoiar as suas doutrinas na Sagrada Escritura, dando certa ênfase a proposições do Antigo Testamento que o cristianismo elucidou e reformulou.

Assim, a tese de que as almas adormecem pela morte e se tornam inconscientes na outra vida, equivale à crença judia no sheol, região subterrânea onde se encontrariam inconscientes os bons e os maus.

O Novo Testamento, ao contrário, ensina que o homem entra no seu destino definitivo logo após a morte; os bons verão a Deus face a face (cf. Fil 1,21-23; 2 Cor 5, 6-10).

O cálculo adventista da data do fim do mundo (1844), por sua vez, apóia-se em interpretações fantasiosas do livro de Daniel… Cristo não precisa de 163 anos para fazer o discernimento dos bons e dos maus (estamos em 2007).

O mundo ainda pode durar muitos séculos; o Senhor recusou-se expressamente a revelar aos Apóstolos a data do Juízo Final, mas quis incutir nos homens a vigilância, a fim de que possam, a qualquer momento, receber o Juiz de toda a humanidade (cf. Mt 25, 2; 24, 42.44; Mc 13, 32).

Por conseguinte, não é de se crer que a data do Juízo Final possa ser deduzida das Escrituras.

Quanto à observância do sábado, é preciso observar que os cristãos deslocaram já desde os primeiros séculos o repouso do sábado para o domingo, porque foi no dia posterior ao sábado que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos.

Os próprios Apóstolos o atestam (cfr. 1 Cor 16, 2; At 20, 7 e Apoc 1, 10).

Por fim, a proibição de certos alimentos também é vestígio do Antigo Testamento, ultrapassado pelo Novo, que recomenda sobriedade e mortificação, mas já não proíbe os alimentos que a Lei de Moisés interdizia por motivos de higiene e de pureza ritual.

Assim, por exemplo, o Senhor diz:

Não percebeis que tudo quanto vem de fora não pode contaminar o homem, porque não penetra no coração? (Mc 7, 18-19).

E São Paulo escreve:

Alguns impostores proíbem o uso de alimentos que o Senhor criou para que, com ação de graças, participem deles os fiéis e aqueles que conhecem a verdade. Porque tudo o que Deus criou é bom e não é para desprezar, contanto que se tome com ação de graças, pois é santificado pela Palavra de Deus e pela oração (1 Tim 4, 2-5).

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Publicado em Heresias, Protestantismo

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