AS FESTAS NO ANTIGO TESTAMENTO

“Três vezes por ano celebrarás uma festa em minha honra.
Observarás a festa dos Ázimos: durante sete dias, no mês das espigas, como o fixei, comerás pães sem fermento (foi nesse mês que saíste do Egito). Não se apresentará ninguém diante de mim com as mãos vazias.

Depois haverá a festa da Ceifa, das primícias do teu trabalho, do que semeaste nos campos; e a festa da Colheita, no fim do ano, quando recolheres nos campos os frutos do teu trabalho.
Três vezes por ano, todo indivíduo do sexo masculino se apresentará diante do Senhor Javé.”
(Ex 23,14-17)

Observamos no Novo Testamento citações diversas das festas dos judeus. A festa da Páscoa (Cf. Lc 2, 41 e Jo 2,13) na qual foi selada a Aliança eterna com o Sangue do Cordeiro de Deus – a festa dos Tabernáculos (cf. Jo 7,2) e a festa de Pentecostes (At 2,2; At 20,16 e I Cor 16,8).

Mas afinal… o que significavam estas festas para o povo judeu do Antigo Testamento? O que eles celebravam? As festas para os israelitas não se limitavam a uma comemoração. Eram o centro do culto prestado a Deus. O livro do êxodo relaciona três (cf. EX 23,14-17) e todas elas são festas de peregrinação:

A festa dos Ázimos (Páscoa)
A festa da ceifa e das primícias (Tabernáculos)
A festa da colheita (Pentecostes)

Duas destas festas são de origem rural: a de Pentecostes e a dos Tabernáculos. Em todas as festas, israel celebra Deus como Senhor da História, ligando a memória do passado com a esperança do futuro. Vamos conferir um pouco mais de todas elas.

A FESTA DA PÁSCOA

QUAL SEU SIGNIFICADO?

A Páscoa era especialmente significativa pois está ligada à lembrança da libertação do Egito (cf. Ex 11-12-36). Um dia em que se recordava que Deus fez perecer os primogênitos dos egípcios, poupando e libertando o seu povo.

COMO SE CELEBRAVA A PÁSCOA?

A ceia pascal se realizava segundo um ritual fixo, em toda família hebréia. começava com uma oração – a bênção do cálice(o primeiro dos quatro cálices de vinho que eram passados pela mesa durante a cerimônia); a seguir, cada comensal tomava ervas e as umedecia na água salgada (cf. Mat 26,23). O chefe da família tomava um dos três pães ázimos, partia-o e o colocava de lado. Depois, em resposta à pergunta do comensal mais jovem, contava a história da primeira Páscoa e entoava os Salmos 113-114. Enchia-se um segundo cálice (cf. Lc 22,17) que era bebido e passado de mão em mão.

Antes da Ceia propriamente dita, todos lavavam as mãos (e foi provavelmente a esta altura que Jesus lavou os pés dos discípulos, Jo 13,4-12), fazia-se uma oração de agradecimento e partia-se o pão. Repartiam-se ervas amargas umedecidas num molho (Jesus se aproveitou disso para oferecer o bocado a Judas, Jo 13,26) e chegava-se assim ao momento culinante da cerimônia: a consumação do cordeiro assado.

SIGNIFICADO DOS ELEMENTOS DA FESTA

O CORDEIRO ou o CABRITO PASCAL falam da proteção e da providência de Deus em favor de seu povo, Israel aaseu primogênito.

As ERVAS AMARGAS recordam ao povoos sofrimentos suportados no Egito.

O PÃO ACHATADO SEM FERMENTO lembra a pressa da partida (não havia tempo para empregar o fermento e aaesperar que o pão fermentasse.

A PÁSCOA DO CORDEIRO DE DEUS

Foi logo depois que Jesus instituiu a ceia do Senhor, a Eucaristia, partindo o pão antes posto de lado e fazendo circular o terceiro cálice de vinho, o ‘cálice da bênção”, dizendo: “Este é o meu corpo… este é o meu sangue” (Mt 26,26.28). O rito terminava com o canto da segunda parte do Hallel (sl 115-118) e do Grande Hallel 9sl 136) e com a consumação de um último cálice de vinho.

O contexto da Páscoa em que foi instituída a ceia do Senhor, revela seu significado. Jesus considera-se a si memso como o Cordeito Pascal, oferecido em sacrifício para a libertação do povo. O vinho fala de sua morte e da nova aliança por ele confirmada em seu Sangue, reconcilicando-nos com Deus.

A celebração da Eucaristia “fazei isto em memória de mim (Lc 22,19)” – comemora e renova o que Jesus fez por nós, até seu retorno.

A FESTA DOS TABERNÁCULOS

A Festa dos Tabernáculos celebravam o fim das colheitas frutíferas. Era a festa mais alegre e popular. Para celebrá-la, cada família devia construir, nos arredores de Jerusalém, uma cabana de folhagens, na qual passavam a noite, no período da colheita.

O evangelista João narra a participação de Jesus em uma destas festas: “Aproximava-se a festa dos judeus chamada dos Tabernáculos (…) Lá pelo meio da festa, Jesus subiu ao templo e pôs-se a ensinar.” (Jo 7,2.14)

A FESTA DE PENTECOSTES

A festa de Pentecostes era – e ainda o é hoje – celebrada 50 dias após a Páscoa. O livro do êxodo a denomina “festa da colheita” (Ex 23,16) ou das “semanas” (Ex 34,22) por ser celebrada sete semanas após o primeiro golpe de foice na seara.

PENTECOSTES DOS APÓSTOLOS

O Espírito Santo desceu sobre os apóstolos no dia de PENTECOSTES. Com a vinda do Espírito Santo – evidenciada pela transformação interior e por sinais que todos podiam ver e ouvir a espera chega ao fim. Os apóstolos e os discípulos tornam-se a nova Igreja, cheios de vida e de energia e incrivelmente diferentes dos indivíduos temerosos que eram.

“Cada um os ouvia falar na própria língua” (At 2,6): os judeus convertidos presentes rovinham de muitos países, embora todos falassem ou o grego ou um dos dialetos aramaicos. Noramalmente, deveriam sentir algujma dificuldade em entender o sotaque galileu dos apóstolos; no entanto, cada um os ouve com surpresa falar na própria língua. A maldição de Babel (cf. Gn 110 é invertida de modo espetacular.

OUTRAS FESTAS

Além destas três grandes festas citadas acima, existiam outras, como:

– HANUKÁ: Nesta festa, acende-se um candelabro de oito braços para lembrar que, depois da purificação do Templo, na época dos Macabeus, foi aceso novamente o candelabro. Era a festa da inauguração do segundo Templo (II sec A.C.)
– PURIM: Por Ester ter impedido, na Pérsia, o assassinato em massa dos judeus (cf. o livro de Ester), estes celebram a festa popular do Purim, em que as crianças saem mascaradas e recebem presentes.
– DIA DAS EXPIAÇÕES: Celebrado cinco dias antes da festa dos Tabernáculos. Durante 24 horas o povo se abstinha de qualquer alimento e se reunia no Templo, onde o Sumo Sacerdote realizava, solenemente, o rito de expiação pelas suas faltas e pelas de todo o povo.
– ROSH HASHANA: é a festa do Ano novo, celebrada dez dias antes da festa da expiação. É também uma festa austera.
– DEDICAÇÃO: Realizada para celebrar o aniversário da purificação do Templo, após a vitória de Judas Macabeu em 164a.C.

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