Questionar o Concílio Vaticano II?

Antes de adentrar em minha opinião, esclareço que sou Católico Apostólico Romano e por isto, creio em um só Deus, criador do céu, da terra e de todas as coisas (visíveis e invisíveis).

Deus este que gerou Jesus, seu único filho concebido pelo poder do Espírito Santo e nascido da virgem Maria. Para mim, Jesus foi crucificado, morto e sepultado, tendo três dias depois ressucitado e subido aos céus. Hoje Jesus se encontra sentado à direita de Deus, onde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio na santa e infalível Igreja Católica, a única igreja de Cristo.

Todavia, há um bom tempo tenho percebido diversos exageros e equívocos em vários católicos. Muitos deles embasados em interpretações distorcidas do (ao meu ver questionável) Concílio Vaticano II.

Alguns tolos sedentos por encontrar alguma falha em meu raciocínio argumentarão:

Como você ousa questionar o Concílio Vaticano II?

Você mesmo não disse que a Igreja Católica é infalível?

Você não está indo contra a sua fé?

Abaixem as armas. Não é assim.

Em resumo, “concílio” é um esforço comum da Igreja, para a sua própria preservação, defesa, guarda ou clareza da Fé. Em momentos de necessidade, as autoridades eclesiásticas convocam um concílio chamando os bispos pertinentes ao determinado território. Nele são decididos os temas, as diretrizes e as ações a serem tomadas.

Os concílios católicos são nomeados de acordo com o local onde ele ocorreu. Já a numeração indica a quantidade de concílios que se deram em tal localidade. Vaticano II indica que o concílio ocorreu na cidade-Estado do Vaticano, e o número dois indica que foi o segundo concílio realizado nesta localidade.

O Concílio Vaticano II não foi proclamado com notas de infalibilidade, portanto, está sim sujeito à equívocos.

Ressalto ainda que o Concílio Vaticano II foi proposto. E não imposto. O que é proposto não é obrigado aceitar. Já os Dogmas, estes sim são impostos.

No Concílio Vaticano II foram propostas diversas diretrizes para “atualizar a Igreja Católica”, introduzindo um modelo protestante, pentecostal, o que, lamentavelmente trouxe um processo de esvaziamento e até mesmo destruição da Igreja.

Foi nele que surgiram os nefastos “Teólogos” da libertação (também apropriadamente chamados de agentes da Escravidão Marxista ou teólogos da escravidão Stalinista).

Ao contrário dos “carismáticos”, tenho plena consciência do significado da santa missa. A realização da comunhão vai muito mais além do que “comer aquela pão redondinho”. É o ato em que se comunga o corpo de Cristo em Sua memória. Este é o momento para refletirmos sobre o sacrifício de Jesus.

Ora, como um cristão pode refletir sobre alguma coisa para a Santa Eucaristia se há junto ao altar uma banda de músicos ensaiando um sem número de músicas horrorosas que impedem a reza de todos os presentes?

Há um exagero nesta cantoria, sendo em vários casos a música ou a coreografia da música mais importante do que a adoração, contemplação e o cumprimento dos deveres Católicos durante a Santa Missa.

Outro dia vi na televisão um católico vendendo um DVD de uma Nossa Senhora do Marrom Glacê.

Devia ser excomungado, este imbecil.

A renovação carismática conseguiu trazer para a Igreja Católica tudo aquilo que os pentecostais, os evangélicos, os crentes tem de pior.

Evangélico em geral é tão insuportável quanto vendedor de Herbalife e operador de telemaketing.

Os “carismáticos” católicos estão no mesmo caminho.

A “comunidade” Canção Nova chega ao absurdo de fazer uma não menos absurda “oração de cura através da aeróbica”.

Há um gritante mercantilismo, exibição teatral, e culto à pessoas sem o menor preparo intelectual.

Em uma rápida leitura dos livros publicados pelos “carismáticos”, já percebemos a pobreza intelectual de seus sacerdotes-artistas.

Aprende-se com as palavras do Pe. Jonas Abib a mesma coisa que se aprende com uma música do humorista Tiririca.

Trata-se de uma constante imbecilização dos fiéis.

A cada semana eles são obrigados a aprender a coreografia e a cantar músicas diferentes, todas elas com melodias fracas e mensagens duvidosas, algumas até incompreensíveis.

Substitui-se a oração por uma cantoria acompanhada de balançar de braços feito macacos, entregues à vaidade do sacerdote pentecostal que celebra a show-missa.

Canta-se cada vez mais, porém, do outro lado, reza-se menos.

Não se deve bater palmas, pular, gritar ou comprar um livro ou DVD para a Santíssima Trindade.

Basta se inclinar e ajoelhar em sinal de respeito, temor e adoração.

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Publicado em Vaticano II

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