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MORMONISMO

31 out
O Mormonismo está ligado à pessoa de Joseph Smith, que nasceu em 23 de dezembro de 1805, no condado de Windsor, Estado de Vermont, nos Estados Unidos da América, fundador, profeta e primeiro presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.Quando ele tinha a idade de 10 anos, sua família mudou-se para Palmyra, Nova York. Quatro anos depois, ele experimentou sua primeira visão de Deus e de Jesus Cristo, que o instruiu a não se associar a nenhuma igreja existente, denunciando a falsidade de todas elas.

Por volta do ano de 1827, noutra visão, recebeu uma mensagem divina que havia sido escrita em placas de ouro, em hieróglifos. Segundo o próprio Smith, apareceu-lhe o “anjo” Moroni, que havia vivido naquela região há uns 1.400 anos. Seguindo o relato, o pai de Moroni, um profeta, havia gravado a história do seu povo nestas placas. Quando estavam a ponto de serem exterminados por seus inimigos, Moroni teria enterrado essas placas ao pé dum monte próximo do local onde hoje é Palmyra. Nesta visão, Moroni teria indicado a Smith o lugar onde as placas teriam sido escondidas e lhe deu umas pedras especiais, um certo tipo de lentes, chamadas de “Urim” e “Tumim”, com as quais Joseph Smith poderia decifrar e traduzir os dizeres dessas placas.

Smith traduziu e publicou (1830) o texto, recebendo o título de “O Livro de Mórmon”. Neste livro, ele conta a história religiosa de um povo antigo que viveu no continente Norte-americano e que ele descreve como descendentes dos antigos Hebreus.

Em 1830, Smith organizou a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e imediatamente começou a enviar missionários para outras localidades. Em virtude da conversão de um número muito grande de pessoas em Ohio, ele se mudou para Kirtland, Ohio, e construiu um templo.

DOUTRINA

PLURALIDADE DE DEUSESA Bíblia ensina que há um só Deus vivo e verdadeiro, e que além dEle não há outros deuses (Deuteronômio 6:4; Isaías 43:10, 11; 44:6, 8; 45:21, 22; 46:9; Marcos 12:29-34);

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que há muitos deuses, e que os seres humanos podem vir a ser deuses e deusas no Reino Celestial. Eles ensinam ainda que aqueles que alcançam a divindade teriam o que eles chamam de “filhos espirituais” que adorariam e orariam a eles, assim como nós adoramos e oramos a Deus Pai (o Livro de Abraão, 4:1-5:21 e A Perola de Grande Valor; Princípios do Evangelho, pp. 9, 11, 290).

DEUS O PAI

A Bíblia ensina que Deus é espírito (João 4:24; 1 Timóteo 6:15, 16), que não é um homem (Números 23:19; Oséias 11:9; Romanos 1:22, 23) e que sempre (eternamente) existiu como Deus — onipotente, onipresente e onisciente (Salmo 90:2; 139:7-10; Apocalipse 19:6; Malaquias 3:6);

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que Deus Pai foi um homem como nós, que progrediu até tornar-se um Deus e, mesmo nessa condição, continua a possuir um corpo de carne e osso: “O próprio Deus já foi como nós somos agora — ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes!” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, compilado por Joseph Fielding Smith, pp. 336);

Em Doutrina e Convênios (D&C) 130:22 é dito que: “o Pai tem um corpo de carne e ossos, tangível, como o do homem”;

Também a citação famosa de Lorenzo Snow, “Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser” (Regras de Fé de James Talmage, p. 389);

Ademais, afirmam que Deus é um ser progressivo;

Para completar, o mormonismo ensina que Deus tem um pai, um avô, e assim sucessivamente (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 365).

A PESSOA DE JESUS CRISTO

A Bíblia ensina que Jesus é o único e verdadeiro Filho de Deus; Ele tem sempre existido como Deus, e é co-eterno e co-igual com o Pai (João 1:1-14; 10:30; Colossenses 2:9). Ainda que nunca haja sido menos que Deus, no tempo indicado pôs de lado a glória que compartilhava com o Pai (João 17:4, 5; Filipenses 2:6-11) e foi feito “semelhante aos homens” para realizar a obra da nossa salvação. Sua encarnação (não confundir com “reencarnação”) se fez realidade quando foi sobrenaturalmente concebido pelo Espírito Santo e nasceu de uma virgem, chamada Maria (Mateus 1:18-23; Lucas 1:34, 35), conforme havia sido predito pelos profetas no Antigo Testamento (Isaías 7:14; 9:6; Mateus 2:6; Miquéias 5:2);Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que Jesus Cristo é nosso irmão mais velho, e que progrediu até chegar a ser um deus, havendo primeiro sido gerado como um “filho espiritual” por meio do Pai e de uma mãe celestial;

Afirma que Deus o Pai teve relações sexuais com Maria para que pudesse gerar Jesus fisicamente: “Quando a virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o havia gerado à sua semelhança. Ele não foi gerado pelo Espírito Santo… Jesus, nosso irmão mais velho, foi gerado na carne pelo mesmo indivíduo que se achava no jardim do Éden e que é o nosso Pai celestial”. (Revista de Discursos, vol. I, pp. 50 e 51 e Princípios do Evangelho, pp. 9, 15, 16, 54, 57).

A doutrina mórmon afirma que Jesus e Lúcifer são irmãos e que ambos apresentaram um plano de salvação para a humanidade, sendo que o Pai agradou-se do de Jesus e não do de Lúcifer (Princípios do Evangelho, pp. 9, 15, 16, 54, 57).

Jesus era casado com várias mulheres: “Jesus Cristo foi polígamo: Maria e Marta, as irmãs de Lázaro, eram suas esposas pluralistas, e Maria Madalena era outra. Também a festa nupcial de Caná da Galiléia, onde Jesus transformou água em vinho, realizou-se por ocasião de um dos seus casamentos” (Brigham Young, Wife no. 19, 384).

A TRINDADE

A Bíblia ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são deuses separados, e sim Pessoas distintas de um só Deus Triúno. Em todo o Novo Testamento o Filho e o Espírito Santo, bem como o Pai são identificados separadamente como Deus, e agem como Deus (Filho: Marcos 2:5-12; João 20:28; Filipenses 2:10, 11; Espírito Santo: Atos 5:3, 4; 2 Coríntios 3: 17, 18; 13:14); mas, ao mesmo tempo, a Bíblia ensina que existe um só Deus, e que os três são manifestações distintas do mesmo e único Deus (veja novamente o ponto no 1);Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses separados (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, pp. 361-362; Mormon Doctrine, pp. 576, 577).

O PECADO ORIGINAL

A Bíblia ensina que a queda do homem foi um grande mal, e que através disso o pecado entrou no mundo, pondo todos os seres humanos debaixo da condenação e da morte. Assim, todos os seres humanos nascem com uma natureza pecaminosa, e serão julgados pelos pecados que cometem, individualmente (Ezequiel 18:1-20; Romanos 5:12-21);

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que o pecado de Adão era “um passo necessário no plano da vida e uma grande bênção para toda a humanidade” (Princípios do Evangelho, p. 31; Doutrinas de Salvação, Vol. 1, pp. 114, 11; Livro de Mórmon, 2 Néfi 2:25);

Afirmam que Deus deu ao homem dois mandamentos: 1) multiplicar-se e povoar a terra; 2) não comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal: “Se não quebrassem o segundo mandamento não poderiam cumprir o primeiro, pois permaneceriam imortais e neste estado não teriam filhos” (Mórmon Doctrine pp. 268 e 269).

A MORTE EXPIATORIA DE CRISTO

A Bíblia ensina que a obra redentora de Cristo é, antes de mais nada, a solução provida por Deus para o problema do pecado da humanidade. Por haver tomado os pecados pessoais de todos os homens — passado, presente e futuro — em Seu próprio corpo na cruz (1 Pedro 2:24), Cristo, como o prometido Cordeiro de Deus sem mancha, cumpriu totalmente as exigências da Justiça Divina, para que todos aqueles que pela fé O receberem possam ser perdoados, restaurados à comunhão com Deus e desfrutar de vida eterna com Ele para todo sempre (2 Coríntios 5:21; Apocalipse 21:1-4);Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que a obra redentora de Cristo apenas garante o que ela chama de “salvação geral”, que consiste no fato das pessoas serem ressuscitadas — acontecendo para todos, indiferente de terem aceitado Jesus Cristo pela fé. Para eles, a obra redentora não é suficiente em si mesma para dar a vida eterna. Em vez disso, seria preciso acrescentar as nossas boas obras (Princípios do Evangelho, pp. 69, 291-292; Regras de Fé; pp. 86, 88-89);

Afirma que aqueles que rejeitam a obra de Cristo são beneficiados.

A BÍBLIA

A preservação providencial, por parte de Deus, do texto bíblico tem sido maravilhosamente confirmada pela Arqueologia e pela História, a exemplo da descoberta dos Rolos do Mar Morto;

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que a Bíblia foi adulterada, tem perdido muitas de suas verdades e que não contém o Evangelho em toda a sua plenitude (Doutrinas de Salvação, Vol. 3, pp. 190, 191; Livro de Mórmon,1 Néfi 13:26-29; Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 12).

Os 10 Mandamentos nos foram dados para mostrar que somos incapazes e incompetentes para cumprir os desígnios da perfeita e santa Justiça de Deus por nossos próprios esforços, evidenciando nossa fraqueza e nos fazendo reconhecer que somos inteiramente dependentes dEle (Romanos 3:20; 5:20; 7:7, 8; Gálatas 3:19).Os sacrifícios do Antigo Testamento apontavam para a provisão graciosa do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29; Hebreus 9:11-14; 10:1-14). Não podemos contribuir praticamente em nada para a nossa salvação porque, sem Cristo, somos espiritualmente “mortos em nossos pecados” (Efésios 2:1, 5); um novo coração, o qual deseja obedecer às leis de Deus, é resultado concreto da salvação (entretanto, é correto que, sem evidências de mudança na conduta, o testemunho de fé em Cristo do indivíduo pode muito bem ser questionado; salvação pela graça somente através da fé não significa que nós podemos viver como “nos der na cabeça” — Romanos 6:1);

Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que todo homem receberá a salvação, referindo-se a ela como sendo nada mais que “uma conexão inseparável do corpo e do espírito, propiciada pela expiação e ressurreição do Salvador” (Princípios do Evangelho, p. 359).

Mas, para obter a salvação “máxima”, que eles chamam de exaltação e que significaria “morar na presença de Deus”, a única possibilidade é se a pessoa perseverar “em fidelidade, guardando todos os mandamentos do Senhor até o fim de sua vida terrena” (Princípios do Evangelho, p. 292). As obras seriam requisitos para se poder “morar na presença de Deus” (Terceira Regra de Fé; Doutrinas de Salvação, Vol. 2, p. 5).

A IGREJA PRIMITIVA CAIU EM APOSTASIA TOTAL

A Bíblia ensina que a Igreja verdadeira foi divinamente estabelecida por Jesus e por isso nunca pôde, nem jamais poderá desaparecer da terra (Mateus 16:18; João 17:11; 1 Coríntios 3:11). Os cristãos genuínos admitem que tem havido tempos de corrupção e apostasia dentro da Igreja, mas crêem também que sempre tem existido, pela vontade de Deus, um remanescente de pessoas que guardam e propagam os princípios fundamentais da verdadeira doutrina de Cristo contida no Evangelho.Ao contrário, a Igreja Mórmon ensina que houve uma grande e total apostasia na igreja estabelecida por Jesus Cristo proporcionada pelos apóstolos que não ensinaram todo o evangelho de Cristo; este estado de apostasia “ainda prevalece, exceto para aqueles que se voltarem para um conhecimento do evangelho restaurado pela Igreja Mórmon” (Mormon Doctrine, p. 44; Princípios do Evangelho, pp. 100-101; Doutrinas de Salvação, Vol. 3, pp. 269-275).

POLIGAMIA

A Bíblia ensina que o casamento deve ser monogâmico (Gênesis 2.24);

Esta é uma das doutrinas básicas da religião Mórmon. Joseph Smith teve 48 mulheres.

Ele afirma que recebeu essa ordem do próprio Deus: “E, novamente, no tocante à lei do sacerdócio, se um homem desposar um virgem, e desejar desposar outra, e a primeira o consentir, e se ele desposar a segunda e elas forem virgens, e não tiverem comprometido a nenhum outro homem, então ele será justificado; não estará cometendo adultério. E se dez virgens lhe forem das por esta lei, ele não está cometendo adultério” (Doutrina e Convênios, Seção 132.61-62, p. 24);

Afirma ainda: “E que minha serva Emma Smith, receba todas as que foram dadas ao meu servo José e que são virtuosas e puras perante mim” (Idem p. 24).

O HOMEM

Eleva o homem ao nível de Deus e rebaixa Deus ao nível do homem ao afirmar: “O homem estava no princípio com Deus” . Exalta a queda do homem. Diz ter sido além de uma oportunidade para “abrirem os olhos”, um direito a terem descendência.

 
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Publicado por em 31/10/2011 em Heresias, Mórmon

 

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