A Verdade sobre o processo de Galileu Galilei

Galileu Galilei (1564-1642)

 

Sabe-se muito pouco nas escolas e universidades sobre a vida de Galileu Galilei, suas premissas e o motivo pelo qual a Santa Inquisição o interrogou. Tal hiato concede margem para que alguns ateus e outros hereges lancem mão de violentos ataques, acusando a Santa Inquisição de terrível erro e catastrófico resultado. Escuta-se também, sempre em tom de ironia, que ninguém poderia questionar a Igreja sem cair nas malhas da Inquisição; o que é verdadeiramente falso ao que veremos a seguir.

Inicialmente temos de entender o que era a Inquisição, qual foi seu papel e em que ela revolucionou para poder formular qualquer juízo sobre o caso de Galileu. Para isso, usaremos do mesmo processo que os historiadores ateus gostam de utilizar: a desconstrução. E desconstruir implica a apresentação de contra-provas, algo muito positivista (empírico, que necessita de provas) que, por incrível que pareça, os historiadores atuais que tanto clamam o sentimento, a subjetividade histórica e a crítica ainda não abandonaram. Mas sobre o último fato, nada mais ocorre do que uma inútil redundância que somente consome o tempo dos estudantes, dado que tal reflexão filosófica não leva a nada senão a teorias esdrúxulas e devaneios; somente a isto!
Ora, se existe algo em que a Inquisição permaneceu fiel fora a etimologia de seu próprio nome: Inquirir; e este era seu papel principal, buscando compreender os pensamentos dos quase-sempre hereges que tentavam enganar as almas e tira-las, em movimentos por vezes maciços, do caminho do céu. Somente inquirir e demonstrar o caminho da verdade.
Em comparação com o antigo método que constituia verdadeiro primitivismo, a Inquisição era o paraíso, sendo por vezes aclamada por aqueles que eram presos pela Inquisição Secular, como tão bem fica demonstrado em livros e relatos de época. Não tenho o menor medo de proferir a seguinte afirmação: A Inquisição Secular era algo mais próximo do inferno que algum acusado poderia chegar.
E já que lembramos da Inquisição Secular, aproveitemos o ensejo e falemos sobre o que era ela, de modo que não passe por despercebida mas que também não se aprofunde ao ponto de se esgotar matéria sobre o assunto, dado que trataremos da Inquisição do estado mais tarde. Continuando, o método antigo para julgar-se civilmente os crimes e seus acusados era simples e ineficiente: Geralmente tomava-se os acusados e os colocavam à nadar em rios caudalosos ou a boiar sobre barris de madeira, ou ainda, a disputar espécies de “duelos”, sendo que ao final, aquele (s) que sobrevivesse (m) era por proteção divina e por isso inocente. É evidente que este verdadeiro “teste” da presença de Deus quase nunca dava certo. Tal modo de julgar ainda não era a maneira de julgar da Inquisição Secular, inquisição esta que já era presente em quase todos os países europeus antes da iniciativa da Santa Inquisição (da Igreja Católica); sua metodologia consistia na tortura dos acusados a fim de extrair dos mesmos uma possível confissão do crime cometido.
Tal inquisição fora iniciativa dos estados, e, sem querer cair em maniqueísmos dos quais já me acusam, pode-se dizer que foram iniciativas cujo fulcro era bom e idôneo. Então, por que tal afirmativa? Ora, sabemos que as coroas ainda possuiam ligação com a Igreja e desejam imprimir zelo no combate a infidelidade religiosa e à heresia; contudo, com a cooptação deste modelo que visava não só julgamento de crimes religiosos, mas também de crimes seculares, logo se abriu uma enorme lacuna judiciária em que a metodologia para se extrair os relatos criminais era a simples tortura.
Por zelo da Santa Igreja, os crimes religiosos (heresias, bruxarias e etc.) que até então não eram dissociados dos crimes comuns (roubos, assassinatos e etc.), passaram a ser julgados por uma Inquisição própria a fim de prevenir que tais métodos viessem a engrossar a fileira dos inocentes que eram mortos. Desde cedo ficou muito claro a todos que a tortura não conseguia extrai a verdade, dado que sob persuasão por meio da dor qualquer acusado (a) professa as mais deslavadas mentiras a fim de que pare a sessão de tortura. Isso ja se sabia e era muito evidente; não era possível que tal fato não fosse manifesto em um contexto avançado como o medieval. Mas vejam, consideram (claro, os ignorantes) que a Idade Média era tão primitiva que não conseguiria perceber isto; consideram que ela era tão bruta e desprovida de sapiência que não veria a decrepitude destes métodos a ponto de utiliza-los em processos da Inquisição, que, como o próprio nome diz, somente inquiriam os acusados e tentavam aliviar sua penas. Pobres pensadores…
Se existiram estruturas fixas que hipoteticamente trairiam a natureza nômade do tribunal, não passavam de “escritórios” ou “juizados” centrais que necessitavam de ampla estrutura que não poderia deixar de ser fixa, ao que ocorre por exemplo em prédios da Espanha que até o presente momento estão de pé. A natureza dos tribunais, que fique claro, era temporária, convocada somente em períodos esporádicos e regiões determinadas. Os processos consistiam em modernas defesas com advogados (garantidos a ambas as partes, mesmo com a falta de divisas de algum) e refinada apuração dos fatos. Quem julgava não poderia deixar de ter cursado alguma matéria de direito, sendo que a grande maioria era Mestre ou Doutor, ou seja, de especial mérito para que exercesse tais cargos. Existia um tempo de indulgência em que o auto-detrator, aquele que se acusava de heresia por motivos de arrependimento, quase sempre era absolvido; senão, quando condenado, recebia penas menores do que na Inquisição Secular, ou seja, geralmente era condenado a usar hábitos perpétuos, realizar peregrinações, ou ser executado simbolicamente o que se chamava de execução em efígie (um boneco era executado no lugar do réu, para demonstrar de maneira simbólica o ato de execução) ao que após a execução o réu era simplesmente liberto. E não nos enganemos, pois, a grande maioria dos julgamentos era executada em efígie por diversos motivos: morte do acusado, desaparecimento do mesmo (fuga do processo), embargos em penas e etc.
Mas, e Galileu como se insere nesta história? Galileu Galilei, nascido italiano em Pisa e falecido em Florença, era um Físico, Matemático, Astrônomo e Filósofo. Aperfeiçoou vários instrumentos de navegação e astronomia, tais quais o telescópio (que na verdade fora inventado pelo mesmo) e a bússola militar. Era amigo pessoal do sapientíssimo papa Urbano VIII.
Virgínia, ou Irmã Maria Celeste, filha de
Galileu.
No que tange à vida pessoal do supracitado cientista, nada apontava para uma ortodoxia católica: Galileu gerou três filhos fora do casamento com uma senhora chamada Marina Gamba (Virgínia em 1600, Lívia em 1601 e Vincenzo em 1606). Das duas filhas, encaminhadas ao Convento San Matteo em Arcetre, uma permaneceu em estado perpétudo de santidade, enquanto a irmã apontava vocação matrimonial. Vincenzo fora legitimado e permaneceu em vida proba. (Artigo sobre Galileu Galilei. Wikipédia em http://en.wikipedia.org/wiki/Galileo_Galilei#Early_life. Acessado em 03 Março de 2011)  Contudo, é indubitável o fato da catolicidade permanecer na família de Galileu, dado que até o presente momento, depois de séculos de toda esta história, ela é Católica e permanece fiel ao que a Igreja ensina com toda sua sabedoria de Mater. Embora Galileu tenha pecado algumas vezes, a Igreja acolheu e continua acolhendo maternalmente sua família até o presente momento, fato indubitável.
O geocentrismo não era uma verdade de fé, um dogma estabelecido pela igreja. De fato a bíblia induzia a se pensar que a terra era o centro do mundo, contudo, com a mais livre interpretação teológica pode-se aferir que no sentido de que o homem é a mais perfeita criação de Deus colocada na terra, desta maneira, pela singularidade do habitante desta e das belezas da criação de Deus, importava ao homem definí-lo simbolicamente como centro do universo.  Em termos astronômicos a conversa é diferente, pois, Galileu não conseguira provar que a terra era o centro do universo, confirmando a tese de Copérnico e inserindo uma discussão que mais decai para confrontação religiosa do que explicação científica. São Belarmino, o mesmo que advertiu Galilei de suas afirmações perigosas, sem provas, afirmava ao padre Foscarino em 1616 por meio de uma missiva que só acreditara no geocentrismo com algum tipo de comprovação:
“Em terceiro lugar, eu digo que se houvesse uma demonstração verdadeira de que o Sol está no centro do Mundo e a Terra no terceiro Céu, e que o Sol não circula a Terra mas a Terra circula o Sol, então, teria-se de proceder com grande cuidado em explicar as Escrituras, na qual aparece o contrário. E diria antes que nós não as entendemos do que, o que é demonstrado é falso. Mas, eu não acreditarei que exista tal demonstração até que esta me seja mostrada”.²
Ainda:
“Uma coisa é provar que se salvam as aparências supondo que o Sol está no centro do Mundo e que a Terra está no Céu; outra coisa é demonstrar que na verdade o Sol está no centro do Mundo e a Terra no Céu. Creio que a primeira demonstração pode ser dada; mas duvido muito da segunda; e, em caso de simples dúvida, vós não deveis abandonar a Escritura tal como ela foi exposta pelos Santos Padres. . .”³
Modelo tridimensional do Sistema Geocêntrico.
Até então estava em voga o sistema ptolomaico ou sistema geocêntrico, que definia a terra como centro do universo e a imutabilidade do sistema; contudo, tal teoria estava sendo gradativamente abandonada tendo em vista o desenvolvimentos de outras mais coerentes com a observação do espaço, mas algo em comum em todas era a não-comprovação de que era o sol o centro do universo. As assertivas de Galileu iam muito mais longe do que somente afirmar que o sol era o centro do universos sem provas concretas, tal qual Giordano Bruno, para tanto a vigilância da igreja não deveria cessar:
Por sua vez, a prudente vigilância das especulações do sistema copernicano pela Igreja fazia-se necessária, dado o significado religioso e mágico que lhe era atribuído pelos filósofos herméticos, como comenta Eliade: “um resultado extremamente surpreendente da pesquisa contemporânea […] foi a descoberta da função importante que a magia e o esoterismo hermético exercera, não só durante a Renascença italiana, mas também como fator de influência no triunfo da nova astronomia de Copérnico, ou seja, da teoria heliocêntrica do sistema solar. […] O fato de Giordano Bruno ter recebido entusiasticamente as descobertas de Copérnico não se deveu em primeiro lugar à sua importância científica e filosófica, mas ao fato de ter ele compreendido o profundo significado religioso e mágico do heliocentrismo. Enquanto estava na Inglaterra, Bruno profetizou a volta iminente da religião oculta dos antigos egípcios, conforme expressa em Asclepios, um texto hermético famoso. Bruno se sentia superior a Copérnico, porque, enquanto o último via sua teoria exclusivamente do ponto de vista matemático, o primeiro podia interpretar o diagrama celestial de Copérnico como um hieróglifo dos mistérios divinos”.4
Galileu não só objetava alguns fatos heréticos, mas suas missivas estavam imbuídas de construções cujo bojo era místico e a-científico. Vejamos:
Galileu, por sua vez, desde suas primeiras obras, interessava-se pelas perspectivas renovadoras do atomismo em física. Sua obra Il saggiatore (O ensaiador), publicada no final de 1623, oferecia uma teoria corpuscular de todos os fenômenos perceptíveis, exceto os do som, aos quais estava reservada uma interpretação de caráter ondulatório. Mas, de resto, o mundo dos sentidos era visto como um intenso movimento de partículas de matéria. Galileu formulava a hipótese de uma teoria corpuscular da luz, como ele já havia feito e fazia ainda para a natureza do calor e a estrutura dos sólidos e dos fluidos. O termo filosófico átomos era reservado somente para a luz. O calor e as partículas dos outros elementos, ou dos corpos, eram designados de várias formas: “partículas ígneas”, “minima ígneos”, “minima sutilíssimos”, “ minima quant”.
Galileu alinhava-se ao atomismo grego, defendendo uma posição que concorda com o fragmento de Demócrito “por convenção é o doce, por convenção é o frio, por convenção a cor; na realidade, só existem átomos e vazio” [o que a ciência considera hoje como matéria e anti-matéria, ou seja, para cada matéria positiva existe uma outra negativa que em união eliminam-se]. Galileu distinguia entre as “qualidades secundárias”, a saber, cores, odores, sabores, sons etc., que só possuiriam uma existência assegurada pela subjetividade perceptiva, não sendo mais do que “nomes”, e as “qualidades primárias”, a saber, forma, figura, número, contato e movimento…”. Segundo, Galileu, a percepção da cor, do odor, do sabor, chamados acidentes da matéria, se daria mediante a aplicação de partículas mínimas “substancias” a nossos sentidos, que, segundo a diversidade dos contatos e das diferentes conformações dessas partículas mínimas, lisas ou rugosas, duras ou macias, e segundo sejam poucas, ou numerosas, nos estimulam e penetram de diversas maneiras.5 6 [complementos nossos]
Cor, Odor e Sabor na época de Galileu (Séc. XVII) eram termos-chaves designativos em relação à heresia nominalista, ligados intrisecamente ao Milagre Eucarístico. Para ficar mais claro o dito, vejamos ainda outra parte da matéria descrita acima:
Traduzir na gramática da física do Saggiatore o dogma eucarístico significava contradizer o Concílio de Trento que estabeleceu a permanência milagrosa da cor, sabor, odor e dos outros acidentes sensíveis do pão e do vinho após a consagração, que transforma toda a sua substância em Corpo e Sangue de Cristo. Interpretar esses acidentes como quer o Saggiatore, isto é, com as “partículas mínimas” de substância, significava que mesmo após a consagração, seriam partículas da substância do pão eucarístico queproduziriam essas sensações. Restariam assim, partículas de substância do pão na Hóstia consagrada, o que é um erro condenado pelo Concílio de Trento.
Galileu ante ao Tribunal da Inquisição
A atitude do Papa Urbano VIII, amigo pessoal de Galileu, fora admoestar várias vezes por diversas cartas e convocações pessoais, em relação à afirmativas tão perigosas sobre a questão dos estudos. Inclusive, criou-se uma comissão especial, algo raríssimo e convocado somente em questões de extrema gravidade, para investigar o embasamento teológico e científico de Galileu e tecer um juízo por sobre ele. Acabou que a condenação de Heresia Inquisitorial – disciplinar, não teológica – fora expedida, não porque ele não tivesse negado diante do tribunal, o que ele fez por diversas vezes com muito ardor; mas porque ele realmente traiu (este foi o motivo principal da condenação) o Tribunal depois de várias negações formais, tornando-se reticente. Cumpriu sua pena de prisão perpétua em domicílio, na sua casa em Arcetri.
Saiba-se que a Igreja possuia o máximo interesse pela astronomia, ao que ela estava párea com Galileu Galilei em sua formulações e possuia conhecimentos que até então não indicavam a terra como centro do universo, embora se desconfiasse da verossimilhança desta teoria; os Jesuítas desempenhavam com máxima excelência sua pesquisas, sendo que até décadas atrás os mesmos revolucionaram a ciência com as descobertas em torno do espectro, proporcionando a possibilidade da medição da eqüidistância entre a terra e os astros por meio da avaliação da luz dos objetos. Somente como uma das provas de que a Igreja confrontava dados verídicos com sistemas tradicionais, a fim de sempre permanecer a verdade manifesta, vejamos a assertiva: “[…]o padre jesuíta Orazio Grassi situou corretamente a posição dos cometas ou, quando reconhecera oficialmente as descobertas do Siderius Nuncius (1610) e das manchas solares.”7
Cônego da Igreja Católica: Nicolau
Copérnico, desenvolveu teorias matématicas
sobre o geocentrismo.
Fica evidente e claro que Galileu Galilei fora tomado como mártir de uma época de transição do período medieval para o Moderno, servindo como base para as críticas contra a Igreja. O mesmo Galileu por muitas vezes se denunciou, deixando escapar várias frases em que dizia não mais decair para sua pretensão inicial de falar sobre a materialidade da luz. Em discussão com um catedrático chamado Fortuniu Liceti, da faculdade de Medicina e Filosofia da Universidade de Bolonha, eis o que afirma Galileu em relação aos seus pensamentos primeiros: “Admira-me que o senhor afirme, por uma alusão feita pelo filósofo Lagalla, que eu haja considerado a luz como sendo uma coisa material corpórea.”8
Não admira a nós que após provar tamanha rebeldia às faculdades idôneas e a Deus, Galilei tenha tornado a falar, após seu julgamento com o esclarecimento de seu caso, a seguinte frase: “E pur, si muove!”, (E todavia, move-se!). Queria ele permanecer em sua teoria decrépita e herética…
Mas o Papa João Paulo II pediu perdão pelo caso de Galileu? Não. Ele de fato pediu perdão por alguma vez os filhos da Igreja poderem ter errado. Mas a Igreja não peca e não pode errar, pois ela possuia a assistência do Espírito Santo; é ela a esposa de Cristo. Não existem contestações reais e verdadeiras contra seus dogmas, sempre poderão ser refutadas todas as críticas pois ela não erra assim como seu progenitor não errou. É simples.
O erro em sí não pode advir daquele que é a perfeição, a perfeição é plena em valores, por isso, não admite o que lhe é estranho ou signo de defeito. Portanto, não há mau em afirmar que a tentativa de pedir perdão em nome dos membros pôs em causa a Infabilidade desta (Igreja Católica). Existiu uma séria confusão entre inquisidores que eventualmente podem ter errado em algum outro caso, que não o de Galileu (a exemplo do caso de Joana D’Arc) com a Igreja em um todo, o que é deveras um absurdo quando se leva em conta analogias cotidianas, como, por exemplo, o caso do médico que errou e levou um paciente a morte (ao que não seria necessário considerar a medicina falha, confundindo um erro humano com toda a matéria científica).
Sobre isto, vale a explicação:
Talvez João Paulo II tenha se expressado mal, e tenha se referido aos homens pecadores que faziam parte do corpo da Igreja no passado. Mesmo assim, haveria um erro nisso: pode-se pedir que Deus perdoe pecados de outrem, mas não se pode pedir pessoalmente perdão dos pecados de outros, como se fossem nossos. Pode-se pedir para que Deus tenha misericórdia dos pecados do próximo. Mas não o perdão como se nós fossemos os responsáveis dos pecados alheios. Porque uma condição essencial ao perdão é o sincero arrependimento, e não adianta um terceiro pedir perdão, sendo que a condição essencial reside na própria pessoa pecadora, e se manifesta no próprio ato de pedido de perdão com arrependimento e firme propósito. Nessa linha, esperamos que o Papa Urbano VIII, que promoveu Galileu, juntamente com seu grupo de politiqueiros engajados da Academia dos Lincei, como locomotiva da revolução científica anti-tomista, anti-católica, tenha se arrependido e tenha sido perdoado por Deus. (Carta: A Condenação de Galileu. Instituto Montfort. Acessado em 03 Março de 2011 em: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20080220163128&lang=bra)
Eis, em matéria de história, a chocante verdade sobre o caso Galileu que tantos utilizam como arma; falsa arma. Por via da ignorância desviam muitos por casos como este, em que condenam a Igreja como trucidadora de almas. Peremptoriamente podemos afirmar que os ínfimos casos de erros da inquisição não se comparam às Guerras Mundiais, à execuções da Inquisição Protestante (como de um Inquisitor somente que se orgulhava de ter lido a bíblia mais de 50 vezes e tinha levado ao fogo mais de 20000 hereges), à regimes políticos.
________
¹ – O artigo na Wikipédia do Brasil não traça o perfil correto de Galileu, ao que não é recomendado sua leitura.
² – Carta do Cardeal São Roberto Bellarmino ao padre Foscarini, 12 de abril de 1615. (Acessado em 01 Abril de 2011) em: http://galileoandeinstein.physics.virginia.edu/lectures/gal_life.htm.
³ – Carta do Cardeal São Roberto Bellarmino ao padre Foscarini, 12 de abril de 1615; apud DUHEM, P. Salvar os fenômenos: ensaio sobre a noção de teoria física de Platão a Galileo. Trad. Martins, R. A. Cadernos de História e Filosofia da Ciência. Campinas, Supl. 3, p. 98, 1984. Do original: Essai sur la notion de theorie physique de Platon a Galilée.
4 – ELIADE, M. Ocultismo, bruxaria e correntes culturais: ensaios em religiões comparadas. Belo Horizonte, Interlivros, 1979, p. 63; apud YATES, Frances A. Giordano Bruno and the hermetic tradition. Chicago, 1964.
5 – Sassonia, Rogério – “O que defendia Galileu?” MONTFORT Associação Cultural http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=ciencia&artigo=galileu (Online, 03/03/2011 às 22:13h)
6 – Ídem, apud GALILEI, G. Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo ptolomaico e copernicano. Tradução, introdução e notas de Pablo Rubén Mariconda, São Paulo, Discurso Editorial, 2001.
7 – Sassonia, Rogério – “O que defendia Galileu?” MONTFORT Associação Cultural http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=ciencia&artigo=galileu (Online, 03/03/2011 às 22:13h)
8 – Carta de Galileu a F. Liceti, 25 de agosto de 1640; apud REDONDI, P. Galileu Herético. São Paulo, Companhia das Letras, 1991, p. 373.
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