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O que é a Bíblia?

16 fev

Antes mesmo de abrir a Bíblia para iniciar o estudo do seu conteúdo, nos deparamos com algumas perguntas básicas : O que é a Bíblia ? Será que seu material não está ultrapassado? A Bíblia pode ser considerado um livro infalível, onde não se acha erro ? Como a Bíblia adquiriu a sua forma atual ? Quem é o responsável pelo conteúdo da Bíblia ?.
Há, diferentes respostas para essas questões, convenhamos . Mas, objetivamente – o que é a Bíblia ?

A palavra Bíblia – vem do vocábulo grego – “Ta Bíblia” – e quer significar – “Os livros” – pois de fato – a Bíblia é uma coleção de tradições religiosas – (experiências religiosas feitas pelo homem) e tidas como SAGRADAS, primeiramente, pela comunidade judaica e depois pelos fiéis da comunidade cristã , seguidores de Jesus Cristo. Capítulos e versículos – Os livros bíblicos são subdivididos em capítulos e versículos. Essa divisão não existia originariamente. As divisões em capítulos data da Idade média e deve-se a Stephan Langton, falecido em 1228. . A divisão em versículos cabe à iniciativa de Robert Estienne, em 1559. Algumas vezes pode existir diferença de capítulos e versículos entre algumas Bíblias. Isso se deve às traduções. No livro de Jeremias, a Bíblia grega traz as matérias numa ordem que diverge da Biblia hebraica.

O IDIOMA ORIGINAL – Na prática a pessoa lê a Bíblia já traduzida pois, os idiomas originais em que a bíblia foi escrita hoje já não são falados. Convém saber algo sobre o texto original. Os livros do Antigo Testamento – foram escritos originalmente no idioma do antigo povo de Judá e Israel – o idioma hebraico. Alguns capítulos de Daniel – ( Dn 2,4b-7,28) e alguns documentos citados em Esdras ( Esd 4,8-6,187,12-26) constam em idioma aramaico, que é um língua irmã do hebraico e língua administrativa do Império Persa ( séc 6-4- AC , falada ainda no tempo de Cristo.

No início da idade média, o texto hebraico-aramaico foi cuidadosamente copiado e revisado por especialistas, chamados “masoretas”- (massorá = tradição) . O texto masorético (sigla Tm) é o que se usa hoje na sinagoga e nos estudos bíblicos. O Novo Testamento foi escrito na língua da maioria dos cristãos do primeiro século, o grego popular , também conhecido como “koiné” – (comum)..

O “koiné” sofreu fortes influências do aramaico, do hebraico e de outras línguas semíticas. Por isso, o grego do NT está cheio de semitismos, isto é, expressões ou construções traduzidas literalmente das línguas semíticas. Um exemplo de semitismo é o termo “carne” que deveria ser traduzido por “ser humano”, instância humana, natureza humana, família, ou coisa semelhante -mas foi traduzido do hebreu “basar”, que significa corpo humano, sem ênfase para as paixões corporais, sexuais , etc. A tradução bíblica chamada de Septuaginta- Quando Alxandre Magno conquistou o antigo império persa – (inclusive a Palestina) a língua administrativa, cultural e comercial se tornou o grego. Muitos judeus, não apenas na Diáspora, fora da Palestina, como também na própria Palestina, passaram a falar o grego. Em Alexandria no Egito, foi o local onde a colônia judaica mais assimilou a cultura helenística. Nessa cidade, os judeus, incentivados pelo rei egípcio Ptolomeu II, começaram a traduzir a Bíblia para a língua grega. A lenda atribui a tradução a setenta sábios, de onde o seu nome – Septuaginta, ou LXX. A tradução dos LXX foi utilizada por Paulo, Estevão, Barnabé, Lucas, Marcos, etc. Por isso, os estudiosos da Bíblia valorizam hoje aquela tradução.

A VULGATA

No século 4DC, o imperador Constantino converteu-se ao cristianismo, e em 390DC o imperador Teodósio proclamou o cristianismo religião oficial do Império Romano, tornando-se a religião da massa popular – na Itália, Espanha,, França, na África setentrional, onde se falava o latim. Depois de diversas traduções parciais feitas na Itália e na África do Norte o teólogo romano São Jerônimo, no séc 4 , fez a pedido do Papa, uma tradução integral do latim, – a Vulgata (de vulgus = povão).. Essa tradução foi utilizada pela Igreja Ocidental (latina) e oficializada pelo Concílio de Trento, por volta de 1600. O Conc Vaticano II publicou a Nova Vulgata, que, na realidade, corrige muitas vezes o texto de Jerônimo de modo bastante radical, de acordo com os recentes estudos críticos. Por isso não convém dizer que a tradução de Jerônimo é o texto oficial da Igreja, mas sim a Nova Vulgata.

Fontes extra-bíbicas – As fontes extra-bíblicas são fundamentais para a reconstrução da história de Israel, uma vez que essa história se desenvolveu em contínua relação com os povos e acontecimentos do Oriente Médio, como sabemos. Pretender estudar e conhecer hoje a história de Israel , bem como o material bíblico, sem considerar as fontes extra-bíblicas – revela-se umcontra-senso. Nesse sentido a ciência arqueológica merece uma menção especial. Os trabalhos dos arqueólogos tiverem como finalidade muitas vezes, sobretudo nos inícios , encontrar objetos e textos. Atualmente a investigação arqueológica tem se debruçado sobre os restos materiais que permitam compreender não só o modo de vida daqueles povos , como também sua evolução cultural.

Além disso devemos considerar também a fé como um outro ingrediente de auxílio. Lembre-se de que uma atitude de fé sobrenatural – é condição absoluta para penetrar o sentido dessa leitura.

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Publicado por em 16/02/2012 em Bíblia, Curso Bíblico

 

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