Celibato

Etimologia: Latim Caelibatus, Vida Solteira

Definição: É não estar casado e em serviço a Igreja, um compromisso de não casar-se. A Igreja faz distinção entre o Celibato de leigos e o celibato eclesial. Em ambos os casos se escolhe livremente, por razões religiosas, o não casar-se.

A Igreja sempre teve o celibato em grande estima já que o Próprio Senhor Jesus Cristo foi Celibatario. Ele é o modelo da perfeição humana. Ha quem se opõe pensando que não podemos imitá-LO. Estes estao equivocados. A verdade é que Jesus Cristo sendo Deus, assumiu verdadeiramente a natureza humana sendo igual a nós em tudo menos no pecado. Ele nos dá a graça para viver, mesmo sendo homens, seu amor sobrenatural. Jesus disse:

” Quem puder entender que entenda “.

Jesus claramente recomendou o celibato como entrega radical de amor pelo Reino dos Céus.

Mateus 19:Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda.

São Paulo era celibatario e incentivava a seguir esta forma de vida:

Quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor.O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa.A mesma diferença existe com a mulher solteira ou a virgem. Aquela que não é casada cuida das coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a casada cuida das coisas do mundo, procurando agradar ao marido.

Digo isto para vosso proveito, não para vos estender um laço, mas para vos ensinar o que melhor convém, o que vos poderá unir ao Senhor sem partilha. Se alguém julga que é inconveniente para a sua filha ultrapassar a idade de casar-se e que é seu dever casá-la, faça-o como quiser: não há falta alguma em fazê-la casar-se.

Mas aquele que, sem nenhum constrangimento e com perfeita liberdade de escolha, tiver tomado no seu coração a decisão de guardar a sua filha virgem, procede bem. Em suma, aquele que casa a sua filha faz bem; e aquele que não a casa, faz ainda melhor.A mulher está ligada ao marido enquanto ele viver. Mas, se morrer o marido, ela fica livre e poderá casar-se com quem quiser, contanto que seja no Senhor. Contudo, na minha opinião, ela será mais feliz se permanecer como está. E creio que também eu tenho o Espírito de Deus. (I Corintios 7: 32-40)

O celibato leigo ja era praticada já na Igreja Primitiva. Aos homens celibatarios eram chamandos ” os continentes” e as mulheres “virgens”. Também eram conhecidos como ascéticos.

O Celibato eclesial foi um desenvolvimento logico aos ensinamentos de Cristo sobre a continencia. (Mateus 19: 10-12). É um dos conselhos evangelicos.

Nos começos da vida religioda se encontram a pratica do celibato voluntário pelo Reino de Deus. O celibato era uma das caracteristicas dos primeiros ermitaos e um requisito nas primeiras fundações monásticas baixo. Sao Pachomius (c. 290-346).

O Papa Calixto II, no Concilio de Latrão, em 1123 promulgou o celibato como requisito para todo o clero do rito romano. ( Os maronitas e os armenios, sendo catolicos orientais, aceitam homens casados para a ordenação sacerdotal, mais nao permitem que contraiam matrimonio aos que ja foram ordenados.).

O Concilio Vaticano II chama ao celibato ” esse dom precioso da graça divina dada a alguns pelo Pai para que se dediquem com mais facilidade somente a Deus com um coração indivisivel em virgindade ao celibato. Este meio perfeito para o amor do Reino do céu tem sido sempre considerada em grande estima pela Igreja como um sinal e um estimulo de amor e como uma fonte singular de fertilidade espiritual no mundo.” (Constituição da Igreja, 42).

Tambem digo que o celibato é o primeiro dos conselhos evangelicos a serem postos em pratica pelos religiosos e digo que ” é um simbolo especial dos beneficios celestiais, e para os religiosos é uma forma efetiva de dedicar-se com todo o coração ao divino serviço e aos trabalhos do apostolado” (decreto sobre a Renovação da Vida Religiosa,12).

Celibatarios e Casados se complementam

O Padre Cantalamessa, pregador do Papa advoga por uma consciente integracao dos carismas do celibato e do matrimonio, de maneira que os casados e os celibatarios não vivam rigidamente separados um dos outros, senão de forma que se ajudem e exortem mutualmente a crescer. Disse:
< Não é certo que se isolem do outro sexo ou das familias, para quem não esta casado, sera sempre e necessariamente uma insidia e uma obscura ameaça. Pode ser se nao tem produzido ainda uma aceitação livre,alegre e definitiva da propria vocação, mais isto tambéms e aplica a quem esta casado>.

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Ante as criticas contra o celibato

Um artigo em Miami Herald comentava que o famoso boxeador Mohamad Ali,para estar em melhor forma, se mantinha em abstinência sexual por periodos de até um ano. É de notar que, enquanto o mundo admira este compromisso feito pelo esporte, critica como “anti-natural” o celibato sacerdotal, optado pelo Reino dos Céus. Me parece então que o que se critica nao é bem o celibato senao o fato de haver alguns que tomem um compromisso tao sério com Deus. Pelo boxe todos aceitam, mas se é por Deus se considera um perigoso fanatismo para a mente.

É normal que um homem mundano, que vive dominado pelas paixões, veja o celibato como uma repressão e até um perigo. Mas o Celibato vivido santamente é uma doação total de nosso amor por Deus e por todos. Sem fé e sem graça não se pode viver o celibato, e sem estas tãopouco se deve ser sacerdote.

Mitos
1- O celibato é o causador de abuso sexual

O Celibato não tem relação causal com nenhum tipo de abuso e nem adição sexual. O fato é que os abusos sexual igualmente ocorre entre os homens casados. (Jenkins, priest and Pedophilia). Na população em geral, a maioria dos abusadores são homens heterosexuais que abusam de crianças. também existem mulheres que abusam de menores.

O perfil do abusador sexual de menores não é de um adulto normal atraido eroticamente por crianças por causa de abstinência. ( Fred Berlin, “Compulsives Sexual Behaviors”in addiction and compulsion Behaviors [Boston:NCBC, 1998); Patrick J. Carnes, “Sexuais Compulsion: Challenge for Church leaders” in addicion and compulsion, Dale O’Leary, “Homosexuality and Abuse”).

2- Se permitissem o matrimonio dos sacerdotes se evitariam que estes cometam abusos sexuais.

Não é maior a incidencia de abusos sexual por celibatarios como quer fazer a imprensa. Quem cometem estes delitos não são aptos nem para ser sacerdotes e nem para ser casados. Que mulher gostaria de casar-se com um homem se sabe que é um abusador sexual?

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