Sheol, Seio de Abraão, Inferno e Reino dos Céus

 Bem meus irmãos.

Esse é um tema bem delicado, pois há uma serie de interpretações, crenças e descrenças sobre o assunto, há aqueles que acreditam no “Céu e Inferno” de uma forma Literal e outros que acreditam apenas no figurativo, ou seja, nem a Alma do Justo vai para os Céus e nem a Alma do ímpio vai para o Inferno.

A Igreja Católica pronunciou “Céu e Inferno” como dogma de fé, pois assim evita qualquer tipo de heresia dentro do próprio Catolicismo a respeito dessa crença, e como diz Santa Faustina “A maioria das Almas que estão no inferno são daqueles que não acreditavam na existência dele”. Porém meus irmãos “Céu e Inferno” são reais.

O que realmente é complicado nessa crença são os termos usados na Bíblia como (Sheol morada dos mortos) e (Sei de Abraão) que por algumas vezes são mencionados nas Escrituras canônicas e apócrifas tanto pelos Hebreus quanto pelos Cristãos. Então vamos tentar nesse tópico esclarecer esses termos da melhor forma possível.

Vamos começar com a “Morada dos Mortos”.

Esse termo começou a ser usado pelos Hebreus primitivos, temos que entender o fato de que o povo Hebreu ainda estava sofrendo uma formação religiosa, ou seja, a Religião segundo o Deus de Abraão estava em seu inicio onde vários conceitos ainda precisavam de informações e interpretações, também devemos lembrar que o povo Hebreu ainda estava influenciado por um conceito material fora dos laços espirituais; Uma das primeiras vezes que o termo “Morada dos Mortos” foi usado pelos Hebreus foi nessa passagem.

“32. e, abrindo sua boca, os devorou com toda a sua família, todos os seus bens e todos os homens de Coré. 33. Desceram vivos à morada dos mortos, eles e tudo o que possuíam; cobriu-os a terra, e desapareceram da assembléia. 34. Todo o Israel que estava ao redor deles, ouvindo o grito que soltaram, fugiu, dizendo: Cuidemos que a terra não nos engula também a nós!” (Número capítulo 16)

Vamos então entender a visão daquele povo se formando para uma religião segundo Moises, eles viram a terra se fendendo e engolindo os homens de Coré, aquilo ficou gravado na mente daquele povo.

Então nasceu a doutrina da “Morada dos Mortos” que consiste na crença de um lugar subterrâneo onde tanto o justo como o ímpio seriam tragados após se desencarnar, devemos entender que por muitos séculos entre os Hebreus a morte era vista como algo totalmente mórbido e deprimente, em varias situações eles acreditavam que a morte tanto para o justo como para o ímpio era um castigo divino, ou seja, uma morte por enfermidade crônica, em batalha ou inesperada acontecia por desobediência a Deus.

Esse era o entendimento da morte naquele momento, jamais podemos julgar isso como algo errôneo no conceito doutrinal, pois os conceitos divinos foram se formando e sendo conhecidas ao longo dos séculos e nesse longo tempo muitas coisas que não eram conhecidas foram sendo reveladas aos poucos, sendo que a visão do destino da Alma após a morte ainda era algo meio que obscuro para os Hebreus até aquele momento, por causa disso havia tais conceito errôneos sobre “Morada dos Mortos”, porém Deus não leva em consideração o tempo da ignorância.

Bem eu vou apresentar uma imagem que retrata totalmente a visão dos Hebreus a respeito do “Sheol” até aquele momento posterior a saída do Egito.

 

Observando essa ilustração conseguimos entender qual era a visão dos Hebreus a respeito da morte, por essa razão é muito fácil encontrar textos no (AT) onde o autor escreve “não é na morada dos mortos que de louvarei senhor”.

Exemplo:

“18. Com efeito, não é a morada dos mortos que vos louvará, nem a morte que vos celebrará. O que desce à sepultura não espera mais em vossa bondade. 19. Quem está vivo, somente quem está vivo pode louvar-vos, como eu o faço hoje. O pai dá a conhecer a seus filhos vossa fidelidade, diante da casa do Senhor” (Isaias capítulo 38)

Observem as palavras e a visão sobre a morte.

Esse texto se refere a uma enfermidade do Rei Ezequias profetizada por Isaias no qual Ezequias iria durar pouco tempo de vida, então após ele ter clamado, Deus lhe concedeu mais 15 anos em sua vida, então Ezequias faz essa oração onde ele agradece a Deus e nessa oração ele diz:

Não é na “Morada dos Mortos” que eu te louvarei.

Devemos entender que o ato de louvar também se refere ao ato de agradecer, ou seja, o Rei Ezequias estava agradecendo a Deus louvando-o por ter lhe concedido mais 15 anos de vida e não o deixado morrer enfermo, Ezequias não falou que na morada dos mortos ele não louvaria a Deus por não existir e sim por que a morte dele seria por meio de uma enfermidade (no qual para eles era um castigo divino).

Como alguém pode louvar a Deus pelo fato de ter morrido enfermo sem a graça divina? (segundo a concepção deles na época). Na verdade Ezequias estaria lamentando na morada dos mortos o fato ocorrido.

Bem essa visão sobre a “Morada dos Mortos” se estendeu até o Exílio Babilônico com algumas interpretações contraditórias, porém todas com o mesmo conceito que passou a mudar durante o Exílio Babilônico onde se adquiriu o conhecimento de que jamais o Justo e o Ímpio teriam a mesma sorte na vida espiritual (Após a Morte).

Muitos estudiosos admitem que fora nesse período que o Livro de (Jó) foi aceito pelos Hebreus reformulando muitos conceitos sobre a vida espiritual, conceitos ainda desconhecido, porém revelados a Humanidade.

Prestem à atenção nas palavras desse texto do Livro de (Jó).

“13. Passam os dias na alegria, e descem tranqüilamente à região dos mortos (JÓ capítulo 21)

Observem como o Livro de (Jó) traz uma visão menos tenebrosa sobre a “Morada dos Mortos” em que o Justo teria como sorte um lugar de paz dentro da Morada dos Mortos.

Quando os Hebreus voltam do Exílio Babilônico eles já voltam com novo conhecimento, então surge a revelação sobre o “Seio de Abraão”.

O “Seio de Abraão” é a crença e um lugar fora do Paraíso de Deus (pois o paraíso ficou fechado até a redenção da Cruz), porém fora do tormento infernal, é um lugar onde as Almas dos Justos encontravam o repouso divino e também esperavam a redenção de Jesus Cristo na Cruz para assim entrar no Paraíso de Deus. (pois a sorte do justo não poderia ser a mesma sorte do ímpio). Também é revelado que a “Morada dos Mortos” passa a ser um plano espiritual totalmente fora do plano material como eles acreditavam anteriormente (que a morada dos mortos ficavam no subterrâneo da terra).

Devemos lembrar que o Paraíso de Deus fora fechado depois da queda de Adão e guardado com Querubins armados no Reino de Deus.

Paraíso Fechado:

Gênesis 3

“23. O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado. 24. E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida (Gênesis capítulo 3)   

Nessa nova visão foi também formada a Idéia dos três céus no qual São Paulo diz ter sido arrebatado e visto o Paraíso de Deus elevado no terceiro céu.

“2. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei; Deus o sabe. 3. E sei que esse homem – se no corpo ou se fora do corpo, não sei; Deus o sabe – 4. foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir” (II Coríntios capítulo 12)

Então a crença estava formada e a Visão era:

 

  • Primeiro Céu: A atmosfera terrestre.
  • Segundo Céu: Onde se encontrava o Seio de Abraão.     
  • Terceiro Céu: Onde fora elevado o Paraíso de Deus.    

Todos esses conceitos separados por um Abismo do chamamos de inferno (onde se encontra a Alma dos ímpios). Esse conceito foi totalmente retratado por Jesus Cristo na parábola do Rico e do Lazaro.

“22. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. 24. Gritou, então: – Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. 25. Abraão, porém, replicou: – Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. 26. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá” (Lucas capítulo 16)

Essa visão totalmente ilustrada nessa imagem.

 

Em nenhum desses estados espirituais se encontra a doutrina herética da “Mortalidade da Alma”, em todos os casos a Alma se encontra viva e bem consciente de seu estado.

Com a Revelação do “Seio de Abraão” os homens de Deus passaram a pregar e transmitir que o Ímpio teria como sorte depois da morte o inferno, o Justo seria recebido pelos patriarcas Hebreus (Abraão, Isaque e Jacó) em um lugar de paz fora do Paraíso aguardando a redenção de Jesus Cristo na Cruz, os dois lugares separados por um abismo.

Observem como os Livros posteriores ao Exílio Babilônico nos transmite essa Idéia.

“7. antes que a poeira retorne à terra para se tornar o que era; e antes que o sopro de vida retorne a Deus que o deu (Eclesiastes capítulo 12)

“1. Mas as almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento os tocará. 2. Aparentemente estão mortos aos olhos dos insensatos: seu desenlace é julgado como uma desgraça. 3. E sua morte como uma destruição, quando na verdade estão na paz! 4. Se aos olhos dos homens suportaram uma correção, a esperança deles era portadora de imortalidade” (Sabedoria capítulo 3)

“17 depois de nossa morte Abraão, Isaac e Jacó vai receber-nos, e todos os nossos antepassados nos louvarei” (IV Macabeus capítulo 13)

Flavio Josefo confirma a doutrina da imortalidade da Alma e a visão do Seio de Abraão, local onde o povo de Deus era recebido pelos patriarcas depois de sua morte física; o grande historiador Judeu se utiliza do Livro dos Macabeus e a história dos sete irmãos martirizados junto de sua mãe.

Segundo Flavio Josefo, os sete irmãos Macabeus martirizados junto com sua mãe, após seus martírios foram recebidos pelos patriarcas e vivem com Deus.

“Pois que tendes, meus filhos, a mesma fé, mostrai a mesma resolução. Como tendo diante dos olhos tais objetos, vossa piedade poderia não sair vitoriosa dos tormentos que vos são preparados? Tais as palavras dessa mulher forte que ninguém jamais poderia deixar de louvar; e elas (palavras) fizeram tal impressão no espírito desses sete irmãos, tão dignos de tê-la por mãe, que, tendo todos morrido para não faltar ao que deviam a Deus, vivem agora com ele, na companhia de Abraão, de Isaque, de jacó e dos outros patriarcas (Flavio Josefo História dos Hebreus, Livro único capítulo 14)

Agora vem a pergunta: o que aconteceu com o “Seio de Abraão”?

Resposta: Após a redenção da Cruz Jesus Cristo ele também foi pregar aos mortos.

“5. Eles darão conta àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos. 6. Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito (I Pedro capítulo 4)          

Isso é levou com sigo todos Justos que aguardavam no “Seio de Abraão” a redenção da Cruz e a abertura do caminho no Paraíso de Deus.

Existem alguns hereges pregando por ai que o inferno não é literal, e que o tormento da Alma é deixar de Existir.

Vamos ver o que Jesus Cristo diz a respeito disso:

“28. Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena (Mateus capítulo 10)     

Observem que nem Deus se colocar a disposição de aniquilar a Alma, até por que toda Alma é um germe divino, ele joga essa Alma no fogo do inferno a deixando apenas em Ruínas e não a Destruído inteiramente.

“47. Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo, 48. onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga. 49. Porque todo homem será salgado pelo fogo (Marcos capítulo 9)

Observem que o ímpio será jogado no inferno em um fogo que não se apaga e onde nem os vermes morrem, ainda será salgado pelo fogo, ou seja, o sal é um elemento que preservar um alimento da corrupção, sendo assim Jesus Cristo está afirmando que a Alma no inferno jamais deixará de existir.

Devemos relatar também que Isaias deixa bem claro que o inferno fica no mais profundo do Abismo na morada dos mortos.

“14. Subirei sobre as nuvens mais altas e me tornarei igual ao Altíssimo. 15. E, entretanto, eis que foste precipitado à morada dos mortos, ao mais profundo abismo (Isaias capítulo 14)  

Bem terminarei minha matéria com uma pequena pergunta aos hereges que não acreditam na existência da Morada dos Mortos, Seio de Abraão, Reino dos Céus e principalmente no Inferno. (Pois acreditam que tudo seja apenas uma ficção).

O que será jogado eternamente no lago de fogo após o Juízo Final?

“14. A morte e a morada subterrânea foram lançadas no tanque de fogo. A segunda morte é esta: o tanque de fogo. 15. Todo o que não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado ao fogo” (Apocalipse capítulo 20)    

Será jogado algo que não existe?

 

Autor: Cris Macabeus.

 

Referencias bibliográficas:

Bíblia versão dos Monges de Maredsous (Bélgica) editora Ave Maria.

História dos Hebreus de Flavio Josefo.

Livro de IV Macabeus encontrado no cânon Bíblico ortodoxo.    

Fonte: http://macabeus.rede.comunidades.net/index.php?pagina=1622789828_11

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