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A Doutrina da Igreja Católica se tornou light ?

18 jan
“Senhor, eu não sou digno que entreis em minha morada. Dizei uma só palavra e serei salvo.”
O Papa Bento XVI em sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis, manifestou toda sua preocupação com a Eucaristia.
E um dos pontos que ele coloca em evidência é a ligação entre os outros Sacramentos e a Eucaristia.
Como bem sabemos o pecado nos afasta da face de Deus, pois é uma ofensa ao Senhor. E Cristo se oferece, em cada celebração, como sacrifício vivo de reconciliação entre o Pai e sua criatura.
Então, como podemos receber o corpo e o sangue de Cristo indevidamente, sem estarmos preparados para esta comunhão de amor?
Constatamos – é certo – que, no nosso tempo, os fiéis se encontram imersos numa cultura que tende a cancelar o sentido do pecado, favorecendo um estado de espírito superficial que leva a esquecer a necessidade de estar na graça de Deus para se aproximar dignamente da comunhão sacramental. Na realidade, a perda da consciência do pecado engloba também uma certa superficialidade na compreensão do próprio amor de Deus. Disse sua santidade.É fundamental estarmos atentos a esta realidade de superficialidade do pecado.
Muitos querem acreditar que a Doutrina da Igreja Católica se tornou light, que certos tipos de pecado estão ultrapassados, que muitas coisas são arcaicas, velhas e sem sentido pelo nosso tempo (século XXI), etc.
Mas isto não é verdade.
Os Mandamentos da Lei de Deus continuam os mesmos, e eles que nos direcionam para a santidade.
É difícil acreditar que alguém que se diz católico passa tanto tempo – talvez meses ou anos – sem uma confissão, e entra na fila da comunhão com a maior naturalidade, como algo tranqüilo. E que tem a coragem de dizer que não precisa de se confessar, pois fala de seus pecados diretamente a Deus, sem intermediário.

O Papa, no documento, exortou bispos e sacerdotes na retomada da prática da confissão individual.
De reorientar os fiéis para esta necessidade de se colocarem diante do sacerdote, daquele a quem Cristo deu autoridade para perdoar os pecados:
Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos. (Jo 20, 23) Somos chamados por Cristo a uma conversão sincera, a mergulhar no mistério do amor misericordioso do Pai, e buscarmos a mesma atitude do filho pródigo que primeiro reconheceu a vida de escravidão que vivia e, num ato de humildade, retornou à casa paterna, reconhecendo a sua indignidade de filho:
Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado de teu filho. (Lc 15, 21)
Que cada um examine a si mesmo, e assim como desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, como e bebe a sua própria condenação. (I Cor 11, 28-29)
 
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Publicado por em 18/01/2013 em Catolicismo

 

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