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Por que Cristo é o Cordeiro?

04 fev
Na Quinta-feira Santa, Jesus Cristo nos deixou instituído o “sacramento admirável”: de seu Corpo e de seu Sangue (Corpus Christi). É o maior presente que Jesus nos deixou: sua presença viva entre nós, todo seu ser de Homem e todo seu ser de Deus, para ser alimento de nossa vida espiritual, para nos unir a Ele.
Esse maravilhoso presente nos deu o Senhor horas antes de morrer, durante a Última Ceia. Os eventos daquela noite e da Sexta-feira Santa entristecem a alegria deste Presente que nos deixou o Senhor.
Vejamos que relação há entre o que sucedeu na Quinta-feira Santa e na Sexta-feira Santa, e por que da Festa de Corpus Christi na qual a Igreja recorda e celebra o Sacramento do Corpo de Cristo.
No Antigo Testamento são descritos diferentes tipos de sacrifícios, entre estes, o sacrifício de reparação dos pecados do povo, nos quais se sacrificavam um cordeiro.
Aconteceu, então, que quando Deus decidiu liberar seu povo cativo dos egípcios, ordenou aos Hebreus imolar pela família um cordeiro “O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras” (Ex. 12,5), indicando-lhes que marcasse com o sangue do cordeiro sacrificado o umbral da porta de suas casas para que quando o Anjo exterminador passa-se naquela noite para ferir os primogênitos egípcios não os ferisse.
Desde este momento, o sangue do cordeiro tem para os israelitas um valor redentor.
É assim como, essa primeira Quinta-feira Santa da história celebrava com seus Apóstolos a Páscoa judia, isto é, a comemoração da libertação do Egito. Nessa Cena Pascal se comia, igual àquela noite antes de sair do Egito, um cordeiro sacrificado. Porém, ocorreu algo imprevisto: Jesus, depois de comer a ceia pascal, substitui o cordeiro pascal por Si mesmo. Ele se entrega como “verdadeiro Cordeiro Pascal”, para ser sacrificado na Cruz no dia seguinte.

Isso é o que significam as palavras do Sacerdote quando, apresentando a Hóstia Consagrada diz: “Este é o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo”.

Essa palavra as disse antes São João Batista, ao identificar Jesus como o Messias às margens do Jordão: “João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (cf. João 1, 29).
Porém há mais: no Antigo Testamento havia outro tipo de sacrifício: os sacrifícios da aliança. A Aliança entre Yavé e seu povo, pela qual este se comprometia cumprir o pedido de Deus, selada mediante um rito de sangue. Assim disse Moises aos israelitas, uma vez feita a Aliança: “Eis aqui o sangue do pacto que o Senhor tem feito convosco no tocante a todas estas coisas” (Ex. 24, 8).

Essa era a “Antiga Aliança”. Porém, na Última Ceia, ao apresentar o cálice de vinho, Jesus disse: “Este é o cálice da Nova Aliança, a qual se sela com meu Sangue”. (Já não era sangue de animais, mas o Sangue
do Filho de Deus que sela a Nova Aliança).

Estava anunciando o Senhor sua morte no dia seguinte, o verdadeiro Cordeiro sacrificado na Cruz e seu Sangue derramado, com o qual selaria a Nova Aliança.

O Corpo entregue e seu Sangue derramado faz da morte de Cristo um sacrifício singular: sacrifício de
aliança que substitui a Antiga Aliança do Sinai por esta Nova Aliança, na qual o Cordeiro é Cristo, e na qual não se derrama sangue de animais, mas nada menos que o Sangue do Filho de Deus.

E todo esse sacrifício de Jesus, para nossa redenção: tudo isto por mim e para mim. E esta Aliança Nova é perfeita, posto que Jesus nos redime de nossos pecados e nos assegura para sempre o acesso a Deus e a possibilidade de viver unidos a Ele, mediante ao recebimento de seu Corpo e de seu Sangue na Comunhão, Sacramento de salvação que nos deixou instituído na primeira Quinta-feira Santa da história e que com razão a Igreja celebra novamente na Festa de Corpus Christi.

O significado deste “Mistério de Fé” que é a presença real de Jesus Cristo na Hóstia Consagrada é o sentido do sacrifício de Cristo na Cruz.Tal como anunciou ao apresentar o Cálice na Última Ceia: seu Sangue, derramado por nos para perdoar nossos pecados; Seu Corpo entregue por nos. E esse Corpo e esse Sangue, os mesmos da Cruz, estão presentes no Pão e no Vinho consagrados, cada vez que o Sacerdote diz: “façam isto em minha memória”,
pronuncia as mesma palavras de Cristo na Última Ceia.

Oh infalível
mistério! Oh mistério de nossa fé!

O minsterio do Corpo e do Sangue de Cristo é um mistério de Amor. É o Presente maior que nos foi dado: Deus Pai nos entrega seu Filho para nos redimir do pecado, para pagar nosso resgate. Que preço para nos resgatar! A Vida de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, entregue na Cruz.

E essa entrega do Filho de Deus pos nos os seres humanos, se remova em cada Eucaristia. Assim, em cada Santa Missa celebrada em qualquer parte do mundo temos sua Presença Real e Viva no meio de nós, para que o reconhecer e adorar na Hóstia Consagrada, e para ser alimento de nossa vida espiritual quando o recebemos na Sagrada Comunhão.

Oh Presente
infinito! Oh Presente de Amor

 
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Publicado por em 04/02/2013 em Eucaristia, Missa

 

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