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O Colapso do Protestantismo no Brasil

19 mar

Por mais que as estatísticas digam o contrário, estamos vendo um retorno paulatino do povo brasileiro às suas tradições católicas e um desmoronamento das Igrejas protestantes. O protestantismo clássico está entrando em colapso devido a duas ondas teológicas oriundas no universo protestante: a primeira onda é a chamada teologia da prosperidade e a segunda onda é a teologia da promessa por curas, milagres e prodígios.

A teologia da prosperidade é a mais alta heresia do cristianismo na contemporaneidade. Trata-se da ideia de exigir e esperar de Deus prosperidade material em troca da fidelidade às doações feitas às diversas Igrejas. Disse Jesus: “Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la” (Mt 10, 37.39). Perder a própria vida significa eliminar as tendências desordenadas que inclinam o homem ao pecado: o egoísmo, a avareza, o consumismo o desejo de ter sempre mais etc.

É importante nos lembrarmos da segunda tentação de Cristo no deserto: a tentação da riqueza e do poder. Afirmou satanás a Jesus: “tudo isso me pertence e dou a quem quiser: dar-te-ei caso te ajoelhares e me adorares (Lc 4, 1-13)” Cristo responde: “Vai-te Satanás! Pois está escrito adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás!”. Nenhum reino, nenhuma riqueza pode salvar o homem. A teologia da prosperidade ao invés de educar o povo à fraternidade mostra que a aspiração da riqueza é uma bênção e que devemos exigir e esperar de Deus riqueza, poder e prosperidade.

Como posso exigir algo que Deus explicitamente condena? O ideal cristão não é o acúmulo de riqueza, mas a partilha fraterna de todos os bens: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum” (At 4,32).

A decepção é tremenda quando se detecta que só há prosperidade para os líderes das Igrejas, a teologia da prosperidade se torna auto prosperidade e a corrupção moral se esconde por detrás do anúncio inocente da Palavra das Escrituras. Para justificar a teologia da prosperidade se manipula os textos Sagrados e o anúncio de versículos que enfatizam os dízimos são os mais utilizados nos cultos. Num frenesi absurdo se estimula as massas a entregar todos os seus bens por amor a Deus. E maliciosamente aquilo que foi dado a Deus é roubado para o patrimônio pessoal dos que governam as Igrejas. Muitos que buscavam a riqueza nos cultos tornaram-se mais pobres ainda e com um sentimento de desilusão e logro.

As vítimas dessa primeira onda descobrem que apesar de suas falhas a Igreja católica educa para a vida eterna e que a essência do cristianismo é a comunhão, a fraternidade, a solidariedade e a partilha tão bem trabalhados pela ortopráxis do catolicismo.

Percebendo que a teologia da prosperidade não mais seduz, surge uma segunda onda: a teologia da promessa de curas, milagres e prodígios. É muito interessante que o Estado brasileiro não consegue responder a demanda da população por saúde e bem-estar. Os hospitais, os centros de saúde estão lotados. A população não é bem atendida, não há como suprir todas as demandas, uma saúde cara, um tratamento desumano e, uma população cada dia mais enferma.

Diante do drama da população vem à promessa de curas, milagres e prodígios. As Igrejas midiáticas oferecem abertamente este produto à população enormemente carente. Nos cultos são suspensos cadeiras de rodas e muletas diante das câmeras e filas de testemunhos diante do microfone anunciam milagres que não são confirmados por laudos médicos confiáveis.

Nos Evangelhos Jesus não faz curas com o objetivo de fazer espetáculos, mas realiza curas e milagres com o objetivo pedagógico. Sempre faz um milagre para ensinar algo ao Povo. Jesus é a “Palavra que se fez carne (Jo 1,1s)”, o objetivo da Palavra é ensinar e não fazer um show pirotécnico.

No Evangelho de São João Jesus só realiza sete milagres em três anos de seu ministério: 1) As bodas de Caná (água transformada em vinho [Jo 2, 1-11]). Nesse milagre Jesus mostra que veio transformar a humanidade; 2) A cura do filho de um oficial (Jo 4,46-53) a humildade e a fé são instrumentos indispensáveis para a vida cristã; 3) A cura de um paralítico (Jo 5,1-18) é preciso seguir a Jesus: único caminho para o Pai; 4) A multiplicação dos pães e peixes (Jo 6,1-15) Jesus é o alimento, o Pão da Vida que nutre a fome de infinito; 5) Jesus caminha sobre as águas (Jo 6,16-21) a prova de fé de Pedro; 6) A cura de um cego de nascença (Jo 9, 1-12) Jesus é a luz da Vida e, 7) Ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-46) Jesus é a Ressurreição e a vida. Portanto, tornar uma Igreja uma fábrica de produzir milagres, sem nenhuma preocupação pedagógica, curas realizadas com um objetivo claro para chamar uma multidão de desesperados com o objetivo de arrecadação não é nada mais e nada menos que pirotecnia midiática, esta prática não condiz com a verdade do Evangelho.

É importante salientar que a massa humana de desesperados que vai a busca de milagres e prodígios nas Igrejas midiáticas, mais uma vez se decepciona com a falácia, o engodo a farsa do show pirotécnico. O milagre que sempre se busca nunca chega, percebe-se que o milagre é dado a uma pequena fração de pessoas, que muitas vezes recebe uma côngrua pelo teatro, um universo de dramas humanos se converte num universo de decepção.

A Igreja católica só reconhece um milagre oficialmente quando um comitê de médicos especialistas, depois de estudar profundamente o caso, chega à conclusão que não há explicação científica para o fenômeno. Deus só realiza milagres para educar o povo de Deus e um milagre é sempre algo que supera a capacidade humana, é um modo extraordinário de cura, isto é, fato excepcional que supera os meios convencionais.

Muitas Igrejas sérias e líderes religiosos comprometidos com o Evangelho assistem no palco da vida esses tristes episódios. Ficam perplexos diante dessas duas ondas teológicas que eclodem no universo protestante e que fazem o protestantismo no Brasil entrar num profundo colapso. Caso o grande reformador Lutero vislumbrasse o quadro atual ele buscaria uma nova Reforma, não na Igreja Católica, mas nas diversas Igrejas protestantes.

 
1 comentário

Publicado por em 19/03/2013 em Apologética, Protestantismo

 

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Uma resposta para “O Colapso do Protestantismo no Brasil

  1. Dani e Bel

    28/03/2013 at 4:09 pm

    Como escolher uma denominação na Babel Protestante ?

    O que tragicamente faz um católico que não estuda a doutrina da Igreja ?

    Para onde caminha o católico que tem por hábito criticar os dogmas da Igreja ?

    Qual é o destino do católico que “discorda” de Pedro ou que acha que a Igreja precisa “ampliar” seus conceitos ?

    E se depois de tanta “sabedoria” revelada pela falta de estudo e críticas infundadas este católico fizesse a opção de escolher uma denominação protestante ?

    Como escolher ? São milhares de denominações só no Brasil. E todas divergem umas das outras. Nenhuma delas concorda integralmente com outra em matéria de fé e doutrina. Algumas são escandalosamente divergentes de outras.

    Jesus Cristo é o mesmo hoje, ontem e eternamente. Portanto, Jesus é alguém imutável. Ele só tem uma só opinião para cada tema.

    Infelizmente, estas comunidades ditas cristãs possuem diversas e divergentes opiniões sobre cada tema e mesmo quem está aparentemente certo não permanece firme para sempre e não raras vezes estes mesmos deixam-se levar por novidades de toda ordem e por caprichos humanos.

    Os que guardam o sábado acusam de hereges aqueles que observam o domingo. E vice-versa. Os que não batizam acusam de hereges aqueles que batizam e vice-versa. Os que aceitam divórcios e uniões homoafetivas são massacrados por aqueles que são contrários e vice-versa.

    Pensemos, por exemplo, em uma denominação que abraça a teologia da prosperidade.

    Mas outros protestantes dizem que estas denominações são heréticas. Dizem outros vários protestantes que tais organizações são consideradas como seitas. Dizem ainda que a Bíblia condena tal prática e que estes pregadores arderão no fogo do inferno.

    Então deixemos as seitas e nos concentremos nas denominações mais tradicionais que condenam a mesma teologia da prosperidade. Mas então vem uma outra situação. Ao ligar a TV, não é difícil encontrar um pastor dizendo que aqueles que não pregam tal teologia são trouxas.

    Outros ensinam ainda que como filhos do Rei, o crente deve ter tudo do bom e do melhor e portanto aqueles que pregam um evangelho de sacrifício e de cruz não estão sintonizados com a palavra de DEUS.

    Uma outra denominação cujo líder prega em favor do aborto é duramente criticada pelos seguidores da maior parte das outras denominações.

    Por outro lado, imaginemos alguém procurando conselho no rádio de pilhas onde existem um grande número de programas protestantes. No rádio é possível encontrar pastores pregando uma tal de confissão positiva. Dizia um pastor que o crente que fica doente é porque não tem fé ou está possuído pelo demônio.

    Segundo este pregador, o protestante tem que determinar em nome de Jesus e seja lá qual for a doença esta mesma tem que bater em retirada.

    Triunfalista demais ! Não é difícil encontrar um bom número de protestantes que condena esta abordagem.

    Mudando o rádio de estação é possível escutar um outro pregador dizendo que o protestante tem que tomar posição diante de DEUS e assumir sua condição de rei e sacerdote.

    Mas não foi exatamente isto que Judas Iscariotes fez ? Não foi Judas que tomou posição diante do DEUS vivo ?

    Confuso com tantas informações o claudicante cristão resolve sair de casa. Passando pela rua nota um templo protestante próximo de onde reside. Percebe que o culto irá começar. Todos cantam e parecem bem felizes.

    Quando começa a pregação o pastor afirma que o problema do povo evangélico é que ele não toma posse de sua benção.

    Como assim ? Dizia este mesmo pregador que se o crente não exige de DEUS a sua vitória e posição no reino, este mesmo DEUS não pode agir do modo que se espera.

    Ele nunca tinha ouvido que DEUS “não pode” isto ou aquilo. Pensava que DEUS podia todas as coisas. E pode mesmo.

    E nunca tinha ouvido que alguém pode “exigir” de DEUS o cumprimento de determinada promessa. Pensava que o homem é devedor e não credor de DEUS. O próprio filho de DEUS nada pediu ao pai em proveito próprio.

    Sabe o que alguém indeciso resolve fazer ?

    Decide ser um cristão primitivo. Será Luterano e assim questiona-se: “Afinal de contas, não foi Lutero que começou tudo ?”

    Façamos aqui algumas observações adicionais:

    Para não fugir a regra, não há consenso de espécie alguma entre protestante sobre o que seria cristianismo primitivo.

    Parte dos sectários diz que o cristianismo primitivo antecede até mesmo a fundação da Igreja Católica que, segundo estes tais protestantes teria sido mera criação de Constantino com direito a placa de inauguração, festa com jantar de gala, inscrição no CNPJ e possivelmente registro de um contrato social na junta comercial de Roma com a designação de diretores, bispos, papas e sócios.

    Sobre estes que acreditam em tudo que dizem contra Igreja Católica e dão crédito a tudo que lhes contam os lobos devoradores está escrito: “…darão crédito às fábulas.”

    Para outro grupo, o cristianismo primitivo vai e volta conforme a época. Para estes as promessas de Jesus de que as portas do inferno não prevalecerão contra sua Igreja não estão se cumprindo e o altíssimo DEUS teria necessitado de Lutero para consertar os “desmandos” do catolicismo e o aparente fracasso de Jesus.

    Para estes a referida promessa de Jesus é válida somente para a “Igreja invisível protestante” que para variar não está na Bíblia mas vale assim mesmo, pois para o protestante só precisa estar na Bíblia aquilo que ele deseja cobrar dos demais.

    “Visões” de pastores, “Igreja invisível”, “Bater palmas”, “Culto das princesas”, “Unção da Vassoura”, “Unção da Meia”, “Unção da vaca”, “Teologia da Prosperidade”, “Troca de anjos”, “Transferência de Unção”, “Música Golspel”, “Unção do helicóptero”, dízimos extorsivos e pagos em dinheiro, tudo isto não precisa estar na Bíblia e tudo para o protestante “representa” a igreja primitiva.

    Para estes o cristianismo primitivo teria durado até a “fundação da Igreja Católica por Constantino” e depois teria ficado 1.200 anos completamente ausente e então finalmente, um “santo” e “enviado” por DEUS chamado Martinho Lutero teria trazido de volta o cristianismo as suas “verdadeiras” raízes que pelo jeito incluem todas as doutrinas que acima mencionamos. Será ???

    Não consigo ver os cristãos primitivos pregando a favor do aborto ou dizendo que ajudar os pobres desvia recursos da Igreja ou ainda pedindo bízimos e trízimos.

    O fato é que para a maior parte dos protestantes, Jesus parece ter esperado 1.500 anos para edificar sua igreja visível(na verdade são milhares) sobre Lutero, já que a Igreja Católica sempre teria sido a “Babilônia” e com isto concorda a maior parte dos protestantes, especialmente aqueles que se dizem membros da “una e convergente” Igreja Evangélica Brasileira onde as únicas coisas certas são: que todos repudiam o catolicismo, que todos discordam entre si e que todos se dizem certos e inspirados pelo Espírito Santo.

    Lutero foi na visão dos protestantes indispensável. E mesmo que tenha chamado o Senhor Jesus de bêbado e adúltero, continua sendo alguém que merece crédito e tem boa parte de suas teorias reproduzidas.

    Porém, ao mesmo tempo que é considerado um “escolhido” por DEUS, todos continuam reformando a igreja do “ungido” e “escolhido” do Senhor a partir da fundação de novas e incontáveis denominações.

    Não faz sentido algum, mas ninguém no protestantismo está preocupado com isto. E, corroborando a máxima protestante de que nada precisa ter nexo, muitos daqueles que fizeram de Lutero alguém imprescindível, dizem que a Igreja Luterana incorpora muitos dos ritos e costumes católicos e por isto deve ser rejeitada.

    Funciona mais ou menos assim: “Amo Lutero, mas não gosto da Igreja Luterana.”

    Não por acaso, hoje escutamos por aí: “Amo Jesus. Mas Igreja não salva ninguém ou não serve para nada.”

    Isto é dito desta maneira tão e somente para encobrir: “Amo Jesus mas odeio a igreja que ele fundou.”

    É como se DEUS tivesse feito uma “reforma” incompleta e Lutero ao mesmo tempo que é um herói é alguém que não fez tudo que deveria ter feito.

    Naturalmente, a “admiração” e o título de “ungido” decorrem do fato de que o herege afrontou o catolicismo. É isto que conta.

    Ele afrontou a Igreja e seu Papa. E assim sendo, se nos dias alguém chutar a santa católica, por exemplo, mesmo que pertença ou tenha pertencido a uma denominação que todos condenam como herética, o seu ato servirá como referência e este mesmo que praticou a violência será tido como um herói e merecerá artigos e textos que nas entrelinhas engrandecerão o eventual ato de ofensa ou deliquência.

    Se por um lado Lutero é herói por sua infame agressão contra a Igreja Católica, o título tácito de incompetente que justifica a abertura de novas denominações vem do fato de que ninguém no protestantismo deseja seguir integralmente doutrina alheia quando julga que tem uma ligação direta com o Espírito Santo.

    Amar ou odiar Lutero, assim como amar ou odiar Calvino será decidido em cada situação ou ocorrência.

    Quem copia o Sola Fide e o Sola Scriptura de Lutero, o rejeita logo a seguir nos sacramentos e na devoção a Virgem Maria.

    Quem copia Calvino, finge não saber que o mesmo chamou de ignorantes e loucos aqueles que atribuíram filhos carnais a José e Maria.

    São estes mesmos que escolhendo o que desejam seguir de Lutero e Calvino também escolhem o que querem seguir e o que querem rejeitar no evangelho.

    Cobram a palavra purgatório na Bíblia, mas não cobram o bater de palmas ou a “visão” dos pastores para a inauguração de novas denominações.

    Afirmam que Maria teve outros filhos além de Jesus, ainda que as Escrituras em parte alguma digam que Jesus e Maria tiveram outros filhos. E dizem que o texto é “claro”.

    No entanto quando os textos claros de verdade não lhes favorecem, partem para achismos e traduções obscuras e/ou falsificadas.

    É o caso de Pedro ser a Pedra. E são também os casos em que Jesus concede a Pedro o poder de ligar e desligar na terra, ou ainda quando Jesus diz a Pedro: “…apascenta minhas ovelhas…” , ou, “…confirma teus irmãos na fé…”

    Quando é necessário são literais e quando é necessário não são tão literais assim.

    Cobram o batismo de crianças com textos claros e ignoram o texto claro em que Jesus diz que seu corpo é verdadeiramente comida e seu sangue é verdadeiramente bebida.

    Vale sempre o que cada crente quiser que seja tido como doutrina. A doutrina de cada crente é a doutrina “verdadeira”.

    Retomando o tema…Como escolher uma denominação protestante ?

    Talvez o indeciso deva tornar-se Calvinista! Mas então um grupo lhe ensina que Calvino era um herege por acreditar na predestinação dos eleitos. Alguns protestantes chegam a dizer que o tal do Calvino teria traído o grande escolhido por DEUS que era Lutero…

    Nesta hora Lutero volta a ser o grande “escolhido” e “enviado”.

    E mais uma vez não fazendo sentido algum, como é possível que um protestante acate as teorias de Lutero, especialmente o Sola Scriptura e o Sola Fide, achando que o mesmo era membro de uma seita ou talvez ex sacerdote da Igreja de Constantino ?

    Nada faz sentido. Vale apenas o que o protestante quer. E ele mesmo nem se importa de praticar as doutrinas de um suposto sacerdote da igreja falsa, ou, Babilônia, ou ainda igreja de Constantino.

    O eternamente indeciso e ávido por novidades decide ser pentecostal e quando manifesta o seu desejo, os protestantes históricos lhe dizem que estes grupos carismáticos nada tem de protestantes e que estes mesmos copiaram doutrinas oriundas da América do Norte e todos seriam traidores dos princípios defendidos pelos grandes reformadores, especialmente Lutero e Calvino.

    Nesta hora, Lutero e Calvino voltam a ser amigos e todos os protestantes os tem por Inspiração. E assim, Constantino desaparece tão rápido como apareceu. Mas deixa pra lá ! Não vamos insistir em entender aquilo que é inexplicável por si só.

    Então acrescentam os Metodistas e Episcopais que os tais pentecostais praticam heresias de toda ordem.

    E os Mórmons, Testemunhas de Jeová e Adventistas ? O que dizer deles ? Todos os demais grupos lhes condenam e por sua vez estes três grupos se condenam entre si e os três grupos condenam os demais grupos protestantes.

    Que Babel este protestantismo né ?

    Exausto, o desesperado cristão faz a opção de ouvir música Gospel.Pensa ele: “Quem sabe tenho alguma inspiração louvando a DEUS ?”

    Quando julga que terá alguns momentos de reflexão que lhe ajudariam tomar uma decisão adequada, eis que lhe vem um amigo da “igreja” que defende o aborto e lhe diz: “Estás louco ?”

    “Como assim ?” pergunta o confuso e indeciso crente. E responde o amigo “Você não sabia que 99% dos cantores Gospel estão com demônios ? Meu líder nos disse isto. E ele é uma benção”

    Este atormentado cristão declina imediatamente da música Gospel e decide que irá conhecer a igreja anglicana. Pensa ele: “Deve ser boa ! Já me disseram que é cheia de unção.”

    Então começa a pesquisar em sites protestantes sobre a Igreja Anglicana e encontra mais contras do que prós. Lê inclusive que tudo começou porque um rei desejava cometer adultério e não teria obtido a permissão da Igreja Católica para casar-se outra vez.

    E os protestantes da reforma e todos os demais que vieram depois condenavam como herética a dita Igreja Anglicana que segundo eles adota entre outras coisas muitos dos ritos do catolicismo.

    Bom, diante de tudo isto, pensa que só lhe resta ser neopentecostal. Pensa que talvez deva aderir ao pastor que usa chapéu ou àquele que trata seus súditos por patrocinadores. Quem eram os “patrocinadores” dos apóstolos da Igreja Primitiva ?

    Quem sabe deva ele ingressar na tal da “igreja” da Lagoinha ? Soube este “profeta” que lá tem um avivamento forte. Parece que tem uma tal de unção do Leão ! Pensa ele: “Se é Leão, deve ser tremendo !”

    Nem é preciso dizer o que todos os outros grupos protestantes disseram a respeito destes últimos líderes citados.

    E a unção do Zoológico ? “Dizem que nesta igreja a poder de DEUS se manifesta tremendamente.”

    Mas logo veio o vizinho batista para desestimulá-lo. “Meu amigo, esta unção do Zoológico é obra de Satanás. A Bíblia não fala nada a respeito disto. Quando se viu tal manifestação entre os apóstolos ? “

    E a unção da Vaca ? A unção da meia ? A unção da Vassoura ? A adoração da arca da aliança ? E aquele pastor da transferência de unção ? E aquele pastor da benção do helicóptero ? E aquele culto das princesas ? E o batismo em parque de diversões ? E o pastor que enrola cobra no pescoço ? E a troca de anjo ?

    Melhor parar por aí. A verdade é que só existe consenso entre protestantes quando o negócio é atacar e difamar a Igreja Católica.

    Curiosamente e tragicamente, quem grita “Só a Bíblia”, tem que sair da Bíblia para poder decidir tudo que questionamos.

    Quem impõe “Só a Bíblia” para os outros, é sempre o primeiro a esquivar-se do “Só a Bíblia para explicar sua própria doutrina e suas escolhas”.

    Afinal, qual denominação protestante um crente indeciso ou um católico ignorante e atrás de novidades deveria procurar ?

    Que tal a Igreja das células ?

    Diz para si mesmo o camaleão religioso: “A história da Igreja não começou assim com as comunidades reunidas em casas ? “

    ”Aliás, que igreja começou em células Senhor troca troca de “igrejas” ?

    A Igreja de Constantino ? A de Lutero ? A de Calvino ? A Batista ? A Bola de Neve ou Cuspe de Cristo ?

    Prossegue o cambaleante caçador de novidades : “Tem até patriarca nesta Igreja das células !”

    Porém, mais uma vez, este sujeito sem rumo encontra todo o tipo de opinião sobre esta vertente no meio protestante. Encontra quem é a favor e quem é contra. Muito mais contrários do que favoráveis.

    E o evangelho judaizante ? Será que é bom ?

    Mais uma vez não é possível encontrar consenso entre os protestantes. Pode-se perceber partidários e opositores do evangelho judaizante em todos os cantos.

    O protestantismo é assim mesmo. Nada é o que deveria ser. E tudo que parece ser não é.

    Finalmente, cansado de tanto procurar, encontra o Movimento dos Sem Igreja. Trata-se de um movimento supostamente evangélico. Seriam cristãos evangélicos sem templo e que estariam fartos de tantas heresias no meio evangélico/protestante.

    Parte dos partidários deste movimento ensina que através de um estudo bíblico sério e regular pode-se caminhar com pernas próprias.

    Evidentemente que não servem pernas católicas. A máxima só vale para quem já fez o favor de “aceitar” a Jesus em um templo protestante.

    Nisto os protestantes ainda que não saibam têm razão. Católico sem a Igreja não consegue caminhar mesmo.

    “Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. o Espírito não segue um membro amputado.(Santo Agostinho)”

    E como todos se portam como “infalíveis”, não há possibilidade alguma de que ocorra algum tipo de unidade entre protestantes.

    Ninguém se pergunta como é possível que alguém no protestantismo seja “infalível” na interpretação da Bíblia se todos condenam a infalibilidade ?

    E se todos discordam uns dos outros, isto não é prova que a infalibilidade de fato não está com o protestantismo ?

    Na verdade, cada crente é “infalível” para si mesmo. Cada crente é uma espécie de Papa.

    Quando discordam, logo surge uma nova denominação sob a regência de um novo papa “infalível”.

    Cada crente é apto para julgar todos os demais. Ele é quem decide sobre a doutrina que ele próprio deve seguir e pregar.

    Ele é quem determina quem é ou não herege, quem está salvo e quem está condenado.

    Ele decide quem é idólatra e quem é adorador.

    A únicas certezas que o “infalível” protestante tem é que ele está certo e salvo e que a Igreja Católica é a Babilônia.

    Ele “pertence” ao Povo de DEUS e todos os protestantes que discordam dele, inclusive os que lhe acusam de heresias e aqueles a quem ele chama de hereges, uma vez que surgem as estatísticas e pesquisas, juntos integram o “Povo Santo” e todos são “Irmãos em Cristo”.

    Nesta hora, o pastor que prega a heresia de Ário, negando o Senhor Jesus é “irmão em Cristo” dos que confessam o mesmo Jesus. E tanto uns quanto os outros são “Irmãos em Cristo” do líder que prega a favor do aborto ou daquele que condena quem ajuda os pobres.

    Quem prega a favor da prosperidade é “irmão em Cristo” daquele que prega contra a prosperidade e quem acusa os cantores Gospel de terem demônios é aceito como “irmão em Cristo” pelos próprios acusados e vice-versa.

    Para explicar tanta distorção, recentemente um destes líderes da prosperidade disse em alto e bom som que existem “Diferentes vertentes teológicas no meio protestante”. Em outras palavras, cada qual entenda a Bíblia do seu jeito ou cada qual fabrique o Jesus que mais lhe convém.

    Ninguém se pergunta, por exemplo, quando um protestante tem o direito de deixar a sua denominação para aderir a outra ou fundar a sua própria ?

    E aqueles que se mantiveram com o pregador ? Qual deles está salvo ?

    Aquele que deixou a denominação porque não concordou com a pregação a partir da leitura individual que fez ? Ou aquele que se mantém fiel à denominação ? Ou ainda aquele que fundou uma nova denominação ?

    Todos estão salvos ? Então por que brigam ?

    Quantas vezes o crente pode mudar de denominação ?

    O fato é que com apenas 06 meses de Bíblia o “super mestre” protestante julga que já pode contestar a Igreja Católica de 2000 anos, todos seus concílios, toda a sua doutrina e todos os seus duzentos e tantos papas.

    E por vezes com pouco mais de 06 meses de decoreba bíblica e doutrinamento exaustivo, o novo super crente já se sente em condições de contestar seus próprios pares protestantes.

    Cada crente é uma espécie de teólogo de si mesmo. E os mais arrojados fundam suas próprias denominação e para tal dizem que tiveram uma “visão” e neste caso não há necessidade de provar nada pela Bíblia.

    Apesar das brigas e divisões e das acusações constantes de heresias que uns fazem aos outros, quando atacados por alguém de fora, logo se unem e expressões do tipo são logo ouvidas:

    “Não toca no ungido do Senhor”
    “Deixa que ele está fazendo a Obra de DEUS”.
    “Ai de quem tocar no servo de DEUS !”

    E você católico inseguro ? O que irá fazer ? Abraçará a auto suficiência protestante ?

    Não se engane. Quem diz que não precisa de padre para confessar os seus pecados está apenas demonstrando sua arrogância. Se Jesus deu aos apóstolos o poder de reter ou perdoar pecados, é evidente ser indispensável que alguém lhes confesse os pecados.

    São Leão Magno (400-461), Papa e doutor da Igreja:“Quem se aparta da confissão da verdade, muda de caminho e o percurso inteiro se torna afastamento. Tanto mais próximo da morte estará quanto mais distante da luz católica.”
    Católico, não entre na falsa humildade protestante que diz “só me confesso a DEUS”.

    “A Igreja é o mundo reconciliado”. (Santo Agostinho – Sermão 96,7,9)“Quem não crer que a Igreja lhe perdoa os pecados, a esses não lhe serão perdoados os pecados”.

    Só há salvação na Igreja que detém a confissão e a penitência. A Igreja que cuida da alma e dos pecados de seus filhos.
    “Sabe porque os consultórios de psiquiatras estão cheios porque os Confessionários estão vazios.” [João Paulo II].

    Saiba católico desinformado:

    “Portanto, a Igreja Católica é a única que retém o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; esta, o domicílio da fé; o templo de DEUS. Quem quer que não entre nela ou não saia daqui é um alienado em termos de esperança de vida e salvação… Porque, , ao contrário disso, todos os vários grupos de hereges têm confiança de que são os Cristãos, e pensam que a Igreja Católica é deles. Que se saiba que a verdadeira Igreja é na qual há confissão e penitência, e que cuida de maneira salutar dos pecados e das mágoas aos quais os fracos na carne estão sujeitos”.
    Lactantius, As Instituições Divinas, 304 A.D..

    Católico, não faça de Jesus um mentiroso ao imaginar que DEUS precisou de Lutero para alguma coisa. Jesus não mente e você não é protestante para escolher o que pretende seguir ou não do evangelho.

    “SE VOCÊ ACREDITA NO QUE LHE AGRADA NOS EVANGELHOS E REJEITA O QUE NÃO GOSTA, NÃO É NOS EVANGELHOS QUE VOCÊ CRÊ, MAS EM VOCÊ.(SANTO AGOSTINHO)”

    O abandono consciente da Igreja Católica será trágico para você meu amigo católico.

    “Os heréticos condenam-se a si mesmos já que por própria opção abandonam a Igreja, um abandono que, sendo consciente, torna-se sua condenação .”São Jerônimo Comentários acerca de Titus, 3,10 386 A.D.

    Se você ainda está em dúvida, não faça como os protestantes que nunca leram as obras de Lutero. Procure por elas e veja a pessoa do fundador do protestantismo.

    Fundador do protestantismo: Lutero:
    “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.
    “Eu estou, da manhã à noite, desocupado e bêbado. Você me pergunta por que eu bebo tanto, por que eu falo tão galhardamente e por que eu como tão frequentemente? É para pregar uma peça ao diabo que se pôs a me atormentar”. É bebendo, comendo, rindo, nessa situação, e cada vez mais, e até mesmo cometendo algum pecado, à guisa de desafio e desprezo por Satanás, procurando tirar os pensamentos sugeridos pelo diabo com o auxílio de outros pensamentos, como, por exemplo, pensando numa linda moça, na avareza ou na embriaguês, caso contrário ficarei muito raivoso.” (Lutero). (Marie Carré, Jai choisi lunité – D.P.F., 1973, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi , Daniel Raffard de Brienne 1983).”

    O que dizem os defensores da fé católica sobre a Igreja ?

    S. Cipriano (+258): “Julga conservar a fé aquele que não conserva esta unidade recomendada por Paulo? Confia estar na Igreja aquele que abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?” (Sobre a Unidade da Igreja cap. 4).
    S. Cipriano: “se alguém tivesse escapado (do dilúvio) fora da arca de Noé, então poderíamos admitir que quem abandona a Igreja pode escapar da condenação.”

    Orígenes escrevia: “…se alguém quer salvar-se, venha a esta casa, para que possa consegui-lo… Que ninguém se engane a si mesmo: fora desta casa, isto é, fora da Igreja, ninguém se salva.”

    Papa Inocencio III (1198-1216):
    “Com nossos corações cremos e com nossos lábios confessamos só uma Igreja, não aquela dos hereges, senão a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, fora da qual achamos que não há salvação “(Denzinger 792).

    Quarto Concilio de Letrán (1215):
    “Há só uma Igreja Universal dos fiéis, fora da qual ninguém esta a salvo.”

    Papa Bonifacio VIII, Bula Unam Sanctam (1302):
    “Nós declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário para a salvação de toda criatura humana o estar submetida ao Romano Pontífice.”

    “Assim como há um só Deus, um só Cristo, um só Espírito Santo, assim também há uma só verdade divinamente revelada; uma só Fé divina que é o princípio da salvação do homem e o fundamento de toda a justificação, a Fé pela qual o justo vive e sem a qual é impossível agradar a Deus e chegar à comunhão dos Seus filhos. Há uma só Igreja una, verdadeira, santa e católica que é a Igreja Apostólica Romana. Há uma só cátedra fundada sobre Pedro pela palavra do Senhor, fora da qual não podemos encontrar nem a verdadeira Fé, nem a salvação eterna. Todo aquele que não tiver a Igreja como mãe não pode ter a Deus como pai, e quem quer que abandone a cátedra de Pedro sobre a qual a Igreja foi fundada confia falsamente que está na Igreja de Cristo. Na verdade, não pode haver crime maior e mancha mais repugnante do que se opor a Cristo, do que dividir a Igreja gerada e comprada pelo Seu Sangue, do que esquecer o amor evangélico e combater com o furor da discórdia hostil a harmonia do povo de Deus.”
    (Pio IX, Singulari Quidem)

    Católico não fuja à perseguição e combata o bom combate.

    Santo Hilário de Poitiers (367): ”Foi sempre privilégio da Igreja vencer quando é ferida, progredir quando é abandonada, crescer em ciência quando é atacada”.

    Católico não se envergonhe de sua fé e nem se intimide com os adeptos da religião do livro.
    “Toma cuidado com o homem de um só livro(São Tomás de Aquino).”

    O que é a Igreja Católica ?

    “A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época(Chesterton)”.

    São Cipriano (†258) – Bispo de Cartago:“A Esposa de Cristo não pode adulterar, é fiel e casta. Aquele que se separa dela saiba que se junta com uma adúltera, e que as promessas da Igreja já não o alcança. Aquele que abandona a Igreja não espere que Jesus Cristo o recompense, é um estranho, um proscrito, um inimigo. Não pode ter Deus por Pai no céu quem não tem a Igreja por mãe na terra”.

    São João Crisóstomo (350-407), doutor da Igreja; Patriarca de Constantinopla:“Não te afaste da Igreja: Nada é mais forte do que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece”.

    Contemplando este mistério da Igreja, São Pio X dizia:

    “Os reinos e os impérios desmontaram; os povos que a glória de seus nomes assim como sua civilização os havia tornado célebres, desapareceram. Viram–se nações que, atingidas pela decrepitude, se desagregaram por si mesmas. A igreja, porém, é imortal por natureza, jamais o laço que a une ao seu celeste Esposo se romperá e, em consequência, a velhice não pode atingi-la; ela permanece exuberante da juventude, sempre transbordante dessa força com a qual ela nasceu do coração transpassado de Cristo morto sobre a Cruz”. (Encíclica Lucunda Sane).

    Aceitamos que todo homem e mulher devem aderir a fé que lhes pareça mais adequada. Repudiamos qualquer tentativa de cerceamento a liberdade de culto. Reprovamos ainda ofensas a dignidade e honra das pessoas. Discordar ou concordar são direitos legítimos.

    Autor: A. Silva com a colaboração de V. de Carvalho. Livre divulgação mencionando-se o autor.

     

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