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Maio – Mês de Maria

04 maio
Dedicar o mês de maio a Maria é uma prova de que nossa Mãe do Céu tem uma presença viva e forte no meio do povo. Muitas demonstrações de amor e carinho à Mãe de Jesus, e nossa também, como reza do Rosário, romarias, promessas, seus títulos como nome próprio, movimentos marianos, ladainhas, jaculatórias, consagrações, coroações, uso de medalhas, veneração de quadros e imagens de Maria, etc…
Tudo isto demonstra que Maria faz parte e tem um papel importante junto a Deus. É a mãe de Deus Filho e nela podemos confiar.
A Bíblia é a primeira fonte na catequese sobre Maria, porém não nos dá muito detalhes sobre sua vida. É que os evangelhos foram escritos com a finalidade de apresentar o Reino de Deus e o seguimento de Jesus Cristo.A Senhora de pé ao lado do Crucificado, Senhora da Gruta de Belém, Senhora que acompanha Cristo a caminho do calvário, já o acompanhou e carregou a caminho do exílio para o Egito. A Senhora das bodas no casamento de Caná, na Galiléia, que pediu o primeiro milagre, é a Senhora que refaz o caminho aflito à procura de Jesus no templo de Jerusalém. A Senhora do SIM ao anjo Gabriel, a Senhora do “Magnificat”, um cântico de louvor, de fé, esperança, coragem. A Senhora que corre para ajudar a prima Isabel, grávida em idade avançada, de João, o Batista, é a jovem mãe grávida, Maria de Nazaré, temerosa com a reação de José, a quem estava prometida como esposa. A Senhora Mãe entregue a JoãoEvangelista por Jesus que morre. É a Senhora da Ave Maria, da Salve Rainha…É a Senhora Aparecida, em Guadalupe, Lourdes, Fátima… É a Senhora de mil nomes, é a Senhora de Maio, mês da Mães, de Maria Mãe. Ave doce Senhora. Querida Mãe. Maria!
Maria é conhecida em todo o mundo, por vários títulos, em virtude de suas aparições em determinados locais, no entanto se trata da mesma Mãe de Jesus.

Ao longo do mês de maio a Tradição Católica apresenta a figura de Maria como expoente de devoção e culto.

No Novo Testamento estão às bases do culto e da veneração a Maria, sobretudo no evangelho de São Lucas.

Esse culto “marial” aparece, por exemplo, quando uma mulher, do meio da multidão, ergue a voz para proclamar um elogio à mãe de Jesus:

“Felizes, as entranhas que trouxeram e os seios que te a amamentaram!”

E Jesus responde: “felizes,antes os que ouvem a palavra de Deus e a observam” (Lc 11, 27-28).

Daí se conclui a dedicação e inclinação de Maria a ser serva da palavra, que ela mesma soube acolher e viver.

O louvor pronunciado inicialmente por Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc 1, 42), evoca o caráter da predileção do Pai em relação a virgem.

Já no inicio da vida da Igreja apostólica, encontramos no mesmo evangelho de Lucas uma rica doutrina, em perspectivas mais belas: Ave cheia de graça (Lc 1, 28) é a saudação portanto, que define a singularidade da alma de Maria, exaltando sua condição de escolhida, predileta e sacrário da ação amorosa de Deus no seu ser.

Segundo este relato entendemo-la como a virgem intacta (Lc 1, 27-34), pois que no seu seio puríssimo e virginal foi gerado o Cristo, verbo de Deus,
isto é, o salvador do mundo, por obra e graça do Espírito Santo.

Sua maternidade divina (Lc 1, 31-33), é escolha e fruto da pura intervenção milagrosa de Deus que a elegeu para ser a mãe do seu Filho (Lc 1, 35b),
desposada pelo Espírito Santo (Lc 1, 35a).

Ela é então a cheia de graça.

Maria é a obediente “serva do Senhor” (Lc 1, 38), é para nós os cristãos da ultima hora o modelo insuperável de discípula e missionária do seu filho, é o exemplo daqueles que crêem (Lc 145).

Assim, quando vemos os sofrimentos da humanidade e as lutas de tantos irmãos e irmãs, vemos Maria presente consolando-os, pois ela é também a mãe das dores (Lc 2, 35b)

A excelência do que a graça de Deus realizou em Maria, cantada por ela mesma no Magnificat, confirma para sempre a verdade de que ela é “a bendita entre todas as mulheres e a proclamada bem-aventurada por todas as gerações”, ou seja, por toda a posteridade.

Dessas riquezas do Novo Testamento, embora apresentadas de modo resumido, não menos rico e profundo, vale ter presente também algumas passagens do evangelho que muito nos ensinam: nas Bodas de Cana Jo 2, 1-11, Maria participa revelando sua máxima atenção à Nova Aliança que se realiza em Cristo Jesus, o único salvador da humanidade. Por isso, ela diz “fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5), marcando a indicação que gera o coração dos verdadeiros discípulos e discípulas.

Sua presença de mãe dolorosa no alto do calvário Jo 19, 25-27, escutando obediente a indicação de Jesus, seu Filho amado, ao dizer “Mulher, eis ai o teu filho”, “Filho eis ai a tua mãe”, ela se torna a imagem da comunhão e a certeza de que nesta, está a nossa força e o cominho verdadeiro para o coração de Deus.

São muitos os textos que podem nos ajudar a compreender a grandeza de Mãe do verbo encarnado, filha predileta do Pai, esposa do Espírito Santo e modelo de discípula.

O fundamento da veneração que aparece no Novo Testamento desenvolveu-se nos primeiros séculos da vida da Igreja de forma gradativa e sempre crescente:
na liturgia e na devoção popular.

A importância de Maria na vida da Igreja vai se confirmar pelas proclamações dogmáticas que aconteceram no decorrer dos séculos.

Na tentativa de falar do mistério de Cristo, o Concilio de Éfeso, já em 431, afirmara que aquele que nasceu de Maria era verdadeiramente Filho de Deus, concedendo a Maria o titulo de THEOTOKOS, isto é, Maria é a mãe de Deus.

Ela é a virgem mãe de Deus (concilio Lateranense); é a Imaculada (Pio IX); a elevada ao Céu em corpo e alma (Pio XII).

O concilio Vaticano II confirma a doutrina “marial” dos concílios e as proclamações dogmáticas, referindo-se a perfeita relação de Maria com Cristo,
apresenta-a como modelo de Igreja.

Abre também novas perspectivas, interpretando a relação da esperança, realizada em Maria, em conformidade com a esperança da Igreja, enquanto alcança o ideal de santidade mais profundo e mais alto para a humanidade.

Assim, sentimos a partir daqui, que o amor e a devoção do nosso povo pela santíssima Mãe de Deus fundamentam-se na descoberta dos cristãos de que a destinação incomensurável, recebida por ela, está agora à disposição de todo homem e de toda mulher.

Vigem Maria rogai por nós!

 
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Publicado por em 04/05/2013 em Mariologia

 

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