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O PROTESTANTISMO E UMA CONTRADIÇÃO SEM SOLUÇÃO PARA PROTESTANTES E EVANGÉLICOS

27 ago

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Reconheço que todo homem e mulher podem e devem aderir a fé, crença ou credo que lhes pareçam mais favoráveis ou adequados. Não concordo com qualquer tentativa de cerceamento de liberdade religiosa. Não aceito também ofensas a honra e dignidade das pessoas. Manteremos o debate nas questões de fé e doutrina.

Introdução:

O protestantismo não aceita a Infalibilidade do Papa.

Os protestantes negam também que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade (I Tim 3.15).

Desta forma, a Igreja que pela Bíblia deveria ser ouvida(I Tim 3.15), é substituída pela interpretação privada da Bíblia que cada qual faz do seu próprio jeito.

Tragicamente, a leitura privada que deveria limitar-se ao exame das Escrituras sob a tutela da Igreja, acaba por se transformar literalmente em “interpretação” pessoal que é condenada pela própria Bíblia. “NENHUMA PROFECIA É DE INTERPRETAÇÃO PARTICULAR” (II Pe. I, 20).

Fazendo da Bíblia mãe da Igreja, quando em verdade ocorre o contrário, já que a Bíblia não caiu do céu e nem foi entregue por Jesus pessoalmente aos protestantes, todo ensino, doutrina e apontamento que se seguirão a partir dos erros iniciais só poderão produzir conclusões equivocadas e toda sorte de confusões.

Uma destas confusões que ao final acaba por ser uma das responsáveis pela ininterrupta divisão do protestantismo, é a questão da infalibilidade.

A infalibilidade:

É lógico e incontestável que se alguém condena a infalibilidade de qualquer tipo, não deveria esperar que os demais creiam nas suas próprias pregações, doutrinas ou ensinos. Se não há infalíveis, é lícito que todos desconfiem uns dos outros.

Ora, se não há infalíveis é porque todos erram quando pregam sobre fé e doutrina. Protestante algum deveria ficar irado quando é contestado ou desmentido.

Vamos tentar entender:

Quem crê que não há infalíveis, tem o dever de desconfiar daqueles que pregam que não há infalíveis. Pois todo aquele que diz que não há infalíveis, possivelmente pode estar equivocado quando diz que não há infalíveis.

Que lamentável e sinistra contradição. Um enigma que não pode ser resolvido !!!

ENTÃO, se não há infalíveis em matéria de fé e doutrina, quem diz, por exemplo, que o Papa Católico não é infalível, pode estar falhando ao expressar-se em matéria de fé e doutrina, já que este mesmo que condenou a infalibilidade papal não é infalível em suas pregações, e, portanto, pode estar enganado quando nega que o papa seja infalível.

Enganados ou não sobre a infalibilidade papal, crendo ou não crendo, o fato é que ninguém no protestantismo tem como saber ou descobrir sobre o tema, já que todos condenam a infalibilidade.

Contudo, se reconhecem que não existem infalíveis, não deveriam todos manter uma distância considerável de pregadores protestantes que não sendo infalíveis seriam tidos como possíveis homens que erram quando ensinam ?

Não fosse a própria Bíblia atestar que chegaria o dia em que os homens ávidos por novidades ajustariam mestres para si, causaria perplexidade e espanto que a grande maioria não consiga desgrudar destes mesmos pregadores.

Como explicar ? Todos descartam a infalibilidade de seus “professores” e ao mesmo tempo fazem destes pregadores seus mestres, doutores, sábios e gurus.

E não estamos falando somente de pregações bíblicas ou leitura de textos bíblicos. Estamos falando de livros, CDs, DVDs e material para estudo que é produzido e fabricado em larga escala por estes pregadores que todos reconhecem como NÃO SENDO INFALÍVEIS.

Só podemos concluir que na realidade ninguém creu no pregador quando ele disse que não há infalíveis em matéria de fé e doutrina.

Exatamente, porque ninguém acreditou nos pregadores protestantes quando aqueles disseram que não existem infalíveis, é que as pessoas com eles permaneceram, pois creram exatamente no contrário do que eles ensinaram.

Mas eis que surge então um novo problema com esta conclusão.

CHEGAMOS AO ÁPICE DA CONTRADIÇÃO !!!

O pastor ”infalível” deve merecer total crédito quando diz que não existem infalíveis (Mas se não há infalíveis, como e por que este pastor merece crédito ?).

Por outro lado, o pastor que não é infalível, não merece confiança quando diz que não há infalíveis na face da terra (Mas se o pastor não merece crédito por que acreditar quando ele prega que não existem infalíveis ?).

Não tem jeito. Para não ser contraditório e não condenar a si próprio, e, especialmente para poder condenar a INFALIBILIDADE PAPAL, um pregador no meio protestante que pretenda fazer carreira, necessariamente, deverá excluir-se do conceito que ensina aos demais quando diz que não há um só homem infalível na terra em matéria de fé e doutrina.

Quem prega que não há infalíveis em matéria de fé e doutrina, automaticamente, assume que ele próprio é o único infalível na face da terra. Pois para que acreditem nele quando diz que não existem infalíveis, ele tem que ser alguém confiável, portanto, o único infalível.

E exatamente porque todos se julgam infalíveis e condenam apenas a infalibilidade nos demais, é que existem tantas brigas, tantas divisões, tantas igrejas divergentes entre si e tanta gente chamando e sendo chamada de herege no meio protestante.

Podemos entender agora a frase famosa do pai dos protestantes e evangélicos Martinho Lutero:

“O meu juízo e o juízo de DEUS são a mesma coisa. Quem não crê como eu está destinado ao inferno(Martinho Lutero).”

Cada protestante é “infalível” para si próprio.

E quanto mais estudo bíblico por conta própria e sem a tutela da verdadeira igreja, novos “mestres” e pseudos sábios e professores surgirão de todos os cantos.

E todos estes novos pregadores e “infalíveis” condenarão as doutrinas uns dos outros e por força das contendas que surgirão, novas denominações serão criadas sob a regência de novos “infalíveis”.

Por via de consequência, os novos “infalíveis” iniciarão novos estudos e tantos outros cursos e seminários ou convenções e palestras e novos “mestres” serão produzidos e então estes também condenarão as doutrinas uns dos outros e por vezes condenarão as doutrinas dos seus próprios mentores.

E assim o ciclo viciado e vicioso iniciado por Martinho Lutero não tem fim.

E não por acaso, uma decoreba bíblica após 06 meses já recomenda que o crente protestante ou evangélico condene a Igreja Católica com os seus 2.000 anos de história.

Com uma Biblia debaixo do braço, o novo assíduo “leitor” e “intérprete” da vontade de DEUS aponta o dedo para os católicos e muitas vezes até mesmo para os seus próprios pares e já determina o que é heresia ou aquilo que não é. Ele mesmo estabelece quem são os hereges. Ele define ainda quem são os salvos. Quem são os “ungidos” intocáveis. Quem vai e quem não vai para o inferno.

Após alguns meses de doutrinamento recebido por mestres igualmente “infalíveis”, ele já está “pronto” para ignorar a doutrina dos grandes padres e dos santos e atribuir a si próprio o dom da infalibilidade que nega aos demais, de modo que todo aquele que não crê como ele estará “condenado” ao inferno, tal como Lutero sentenciou cinco séculos atrás.

Ao final, não suportando instrução ou correção de qualquer tipo, ele também acaba discordando dos seus antigos mestres e mentores e muda de denominação ou funda a sua própria que passa a ser a “Única” e “Verdadeira” Igreja de Jesus Cristo.

E qual é a consequência imediata das intermináveis divisões protestantes a partir do surgimento de tantos “sábios” ?

A mensagem evangélica vai sendo cada vez mais fragmentada e os ensinamentos de Jesus são cada vez mais substituídos por ensinos meramente humanos.

Só não enxerga quem não quer. Tem Jesus para todos os gostos. É nítido o esfacelamento da mensagem apostólica e a introdução de ensinamentos humanos a partir das intermináveis divisões do protestantismo.

Mas será que alguém acredita que o protestante ficará incomodado com todas estas contradições ?

Logo virá um “infalível” protestante e dirá que infalível é a Bíblia e assim o problema “estará” resolvido. Pronto.

Dirão alguns deles: “Leia a Bíblia que você não tem como errar !!!”

Uma resposta desta só pode ser fruto da total falta de compromisso com a verdade.

É justamente porque todo mundo está “lendo” a Bíblia que surgem a cada dia mais e mais doutrinas estranhas ao evangelho.

E o problema não é a Bíblia. O problema é a leitura que cada qual faz e os achismos e “interpretações” pessoais que são extraídos a partir de conclusões meramente humanas.

Todos fazem a leitura da mesma Bíblia. E todos se dizem assistidos pelo Espírito Santo. E as doutrinas assumidas por cada protestante ou por cada denominação divergem umas das outras e não raras vezes umas fazem oposições ferozes a outras tantas. Mas todos se dizem certos ao mesmo tempo.

De certa forma, tudo isto explica o notório crescimento do grupo dos sem Igreja de natureza evangélica. Provavelmente, este grupo concluiu que é mais seguro confiar na leitura bíblica privada do que ouvir pregações de outros protestantes.

E assim, mesmo reconhecendo que existe honra e sinceridade na maior parte dos protestantes, e, isto é fato, pensamos ter provado que o protestantismo esbarra necessariamente nas doutrinas ensinadas por homens.

Embora possamos reconhecer ainda os esforços de grande parte dos protestantes, como todos ao mesmo tempo assumem que podem ser intérpretes “infalíveis” da Bíblia, não há como evitar os falsos ensinos ou como identificar com facilidade e com antecedência os falsos mestres, pois mesmo que alguém diga em alto e bom som:

CUIDADO COM O LOBO !

OU,

OLHA O CÃO GULOSO !

Como acreditar neste ou naquele se não existem infalíveis ?

E como criticar a “interpretação” bíblica da AVE DE RAPINA que se comporta como infalível, se o outro que pretende lhe condenar também se vê da mesma forma e julga que sua interpretação bíblica é isenta de erros ? Por que a sua “interpretação” e não a dele ?

Falando aos católicos que abandonaram a Igreja.

Prezados católicos que abandonaram a sã doutrina pelos ensinamentos de homens: O momento é grave.

Escutem o que nos ensinaram os grandes padres e os grandes santos.

“Assim como há um só Deus, um só Cristo, um só Espírito Santo, assim também há uma só verdade divinamente revelada; uma só Fé divina que é o princípio da salvação do homem e o fundamento de toda a justificação, a Fé pela qual o justo vive e sem a qual é impossível agradar a Deus e chegar à comunhão dos Seus filhos. Há uma só Igreja una, verdadeira, santa e católica que é a Igreja Apostólica Romana. Há uma só cátedra fundada sobre Pedro pela palavra do Senhor, fora da qual não podemos encontrar nem a verdadeira Fé, nem a salvação eterna. Todo aquele que não tiver a Igreja como mãe não pode ter a Deus como pai, e quem quer que abandone a cátedra de Pedro sobre a qual a Igreja foi fundada confia falsamente que está na Igreja de Cristo. Na verdade, não pode haver crime maior e mancha mais repugnante do que se opor a Cristo, do que dividir a Igreja gerada e comprada pelo Seu Sangue, do que esquecer o amor evangélico e combater com o furor da discórdia hostil a harmonia do povo de Deus.”
(Pio IX, Singulari Quidem)

“A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época(Chesterton)”.

São João Crisóstomo (350-407), doutor da Igreja; Patriarca de Constantinopla:“Não te afaste da Igreja: Nada é mais forte do que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece”.

Contemplando este mistério da Igreja, São Pio X dizia:
“Os reinos e os impérios desmontaram; os povos que a glória de seus nomes assim como sua civilização os havia tornado célebres, desapareceram. Viram–se nações que, atingidas pela decrepitude, se desagregaram por si mesmas. A igreja, porém, é imortal por natureza, jamais o laço que a une ao seu celeste Esposo se romperá e, em consequência, a velhice não pode atingi-la; ela permanece exuberante da juventude, sempre transbordante dessa força com a qual ela nasceu do coração transpassado de Cristo morto sobre a Cruz”. (Encíclica Lucunda Sane).

Católicos, voltem para a casa. Voltem a religião de vossos pais.

A paz de Nosso Senhor Jesus Cristo e o amor de Maria.

Autor: A.Silva com a colaboração de V.De Carvalho – Livre divulgação mencionando-se os autores

 
2 Comentários

Publicado por em 27/08/2013 em Protestantismo

 

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2 Respostas para “O PROTESTANTISMO E UMA CONTRADIÇÃO SEM SOLUÇÃO PARA PROTESTANTES E EVANGÉLICOS

  1. Jose Mauricio

    28/08/2013 at 11:01 am

    Incrivel como quadrilhas de malfeitores agem livremente sob autodenominacao de Evangelicos,! Basta. Providencias ja.

     
  2. Isayas

    02/09/2013 at 9:32 am

    Praticamente todas as seitas protestante se comportam como em qualquer terreiro espírita, com baixa de entidades, supostos exorcismos e parecidos, além de se acusarem uns aos outros de hereges.

     

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