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Quando começou a devoção mariana?

08 nov

 

A resposta é imediata e segura: a devoção à Maria Santíssima começou com o próprio cristianismo.

Observemos os fatos. Entremos na Casa de Nazaré, a casa das nossas origens e das nossas primeiras memórias. Eis o que encontramos: o Anjo São Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Deus te salve, cheia de graça, o Senhor é contigo!” (Lc 1, 28).

Com estas palavras, que vêm do Céu, começa a devoção mariana. Quem pode negar a evidência deste fato? E quando Maria, única conhecedora do anúncio do Anjo, se apresenta à Santa Isabel, depois da longa viagem da Galileia até a Judeia, acontece outro fato singular. Santa Isabel ouve a saudação e percebe que o menino ‘salta’ de alegria no seio, enquanto o Espírito Santo lhe inspira palavras de rara beleza e profundo significado: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde a mim esta dita que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? Porque logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino exultou de alegria no meu ventre. E bem-aventurada tu, que creste, porque se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas.” (Lc 1, 42-45). É a segunda expressão de devoção mariana registrada no Evangelho.

Vamos até a narração do Natal. O Evangelho de São Lucas refere: “E depois que os anjos se retiraram deles para o céu, os pastores diziam entre si: vamos até Belém, e vejamos o que é que lá sucedeu, e o que é que o Senhor nos manifestou. E foram com grande pressa; e encontraram Maria e José, e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16).

Imaginemos que os pastores, após terem ajoelhado diante do Menino, a seguir tenham lançado um olhar à Mãe e tenham sussurrado alguma palavra. É legítimo pensar que os pastores tenham exclamado: “Feliz és tu, Mãe deste Menino?!” Era uma expressão de devoção mariana.

Passemos ao evangelista São Mateus, que narra a chegada dos Reis Magos em Belém e usa estas palavras textuais: “Eis que a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Vendo novamente a estrela, ficaram possuídos de grandíssima alegria. E, entrando na casa, encontraram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram”. (Mt 2, 9-11).

Podemos, sem muito esforço, imaginar a grande emoção dos Reis Magos, os quais, após uma longa e aventurosa viagem, tiveram a alegria de ver o Menino tão esperado e desejado! Não nos afastamos da verdade dos fatos, se imaginarmos também que eles, depois da adoração do Menino, tenham olhado para a Santíssima Virgem e lhe dirigido palavras de admiração. Também esta é devoção mariana, percebida nas entrelinhas do Evangelho!

 

Nas bodas de Caná. Conhecemos toda a encantadora história da festa das bodas, na qual Maria Santíssima intervém, ao mesmo tempo com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o exato suceder-se dos fatos certamente aproximaram-se de Maria Imaculada e disseram: “Jesus escutou-te! Fala-lhe de nós e pede uma bênção para as nossas famílias!”. Também estas eram autênticas flores de devoção mariana. E os noivos não retomariam com Maria o discurso das bodas e da água transformada em vinho? Certamente teriam dito à Virgem Mãe: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!”

Assim começou a devoção mariana. E continuou nos séculos, sem interrupção.

A verdade histórica é: Maria Santíssima, a partir das palavras empenhadas, pronunciadas pelo Arcanjo São Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração.

E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Nosso Senhor Jesus Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria Santíssima para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora da Sagrada Escritura, mas totalmente dentro dela.

 
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Publicado por em 08/11/2013 em Mariologia

 

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