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O “Espírito Santo” protestante é esquizofrênico?

13 nov

Sempre que um protestante interpreta algum trecho da Sagrada Escritura afirma ser guiado pelo Espírito Santo. E é por isso quem se a interpretação do pastor conflita com a do fiel ou de outro pastor, logo surge uma nova “igreja”, dizendo-se portadora da verdade – sendo que a primitiva, de onde esta se originou, também afirmava o mesmo. Mais de 40.000 verdades umas contra as outras??!! O “Espírito Santo” protestante é esquizofrênico? Para a Igreja Católica, única fundada por Cristo, a leitura da Bíblia deve conformar-se com a interpretação do Magistério. “Ninguém pode compreender a Sagrada Escritura se não tiver alguém que o preceda e lhe mostre o caminho.” (São Jerônimo) O Espírito Santo que inspirou a Bíblia ilumina os Bispos e o Papa, pastores da Sua Igreja, para o correto entendimento da doutrina naquela contida: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.” (2 Pe 1,20) Sobre os textos da Bíblia, ela mesmo diz que em certos trechos das cartas de São Paulo “há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras.” (2 Pe 3.16) Para evitar essas interpretações pessoais – já se disse que cada protestante é seu próprio papa, dado que afirmam, pelo livre-exame da Bíblia, ter a interpretação correta, a qual se diferencia das de outros que sustentam igualmente terem sido inspirados ou iluminados pelo Espírito Santo –, Cristo Jesus fundou uma Igreja sobre os Apóstolos, ordenando-lhes: “Ide e ensinai todos os povos” (Mt 28,20). Prometeu também a eles e seus sucessores, os Bispos em comunhão com o Papa: “Quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10,16); “o Espírito Santo vos ensinará todas as coisas” (Jo 14,26); e “ficará eternamente convosco” (v. 16). Para quem pretendia ter como regra de fé somente a Bíblia, como Lutero, parece que ele não foi fiel nem ao menos à sua própria tese teológica, à sua própria heresia!

A diferença entre os erros protestantes e a verdade católica não para por aí. Do livre-exame e da Sola Scriptura luteranos saem verdadeiros absurdos, alguns dos quais contrários ao ensino do próprio Lutero, mas defendidos pelos seus continuadores na heresia: negação do culto às imagens, rejeição do culto dos santos e da Virgem, caráter meramente simbólico da Eucaristia – Lutero defendia uma presença real (deturpada, mas real) –, crença de que o Papa é a Besta do Apocalipse etc. Isso que não estamos falando do antagonismo notório entre as visões culturais protestante (especialmente a calvinista) e católica, suas noções em filosofia e antropologia, totalmente incompatíveis com o pensamento da Igreja.

Assim, uma reforma de Lutero dentro da Igreja só seria possível se não houvesse em sua obra e pregação erros teológicos manifestos. O erro de Martinho Lutero não foi fazer a Reforma fora da Igreja, mas pretender reformar a doutrina revelada por Cristo.

“De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebemos, seja ele excomungado!” (Gl 1,7-9)

 
 

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