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A IGREJA É SANTA E CATÓLICA

19 nov

I. A Igreja é Mãe Educadora, Infalível e Sobrenatural

Isaias 35,8; 45,8; 54,13-17 – Essas profecias referem-se ao reino do Messias, a Igreja infalível que o Cristo edificaria, como sendo o “Caminho Santo” onde os seus filhos serão ensinados pelo Senhor. A Igreja é Mãe educadora de seus filhos. À Igreja, foi dado o dom de infabilidade quando ensina sobre Fé e Moral, onde seus filhos são ensinados na justiça diretamente por Deus. Este dom de infabilidade significa que a Igreja é preservada de ensinar errado, pelo poder do Espírito Santo (isso não significa que os líderes da Igreja não pecam!).

Salmo 2,8-9, 45,4-7 [44,5-8] – Deus Pai dá a Seu Filho todas as nações por herança, para governá-las com cetro de ferro, em justiça e verdade. É o que Ele faz por meio de Sua Igreja. E para essa Igreja ensinar a justiça e a verdade – literalmente “fundada sobre a justiça” (Isaías 54,13), ela deve ser dotada com um dom especial de Deus para não ensinar o erro, pois, “Lá se acham os tronos de justiça” (Salmo 122[121],5).

Isaías 2,2-3; Miquéias 4,1-3 – Mais profecias sobre o reino do Messias. Aqui foi profetizado que os povos, “todas as gentes”, reconheceriam que é deste reino que o Senhor ensinaria os Seus caminhos. Além de ter o dom de infabilidade, este reino é o local onde o próprio Senhor ensina a todas as nações: É dele que sai a doutrina e a lei. Este reino não pode ser outro, senão a Igreja edificada por Cristo, a Igreja Católica.

Isaías 9,6 – Isaías novamente descreve que o reino do Messias seria para sempre firmado e mantido, por Ele mesmo, pelo direito e pela justiça. De uma forma ou de outra, nós temos que procurar esta Igreja que ensina infalivelmente, só a verdade e a justiça, isenta de ensinar erro nas questões de Fé e Moral. E os resultados sempre serão um: Somente a Igreja Católica pode ser a Igreja infalível de Cristo.

Mateus 10,20; Lucas 12,12 – Jesus disse a Seus Apóstolos que não são eles que falam, mas o Espírito do Pai falando neles. Se o Espírito é quem fala e guia a Igreja, a Igreja não pode errar em matérias de Fé e Moral.

Mateus 16,18 – Jesus promete que as portas do Hades não prevalecerão contra a Igreja. Isso requer que a Igreja ensine infalivelmente. Se a Igreja não tivesse o dom da infabilidade, as portas do Hades (inferno) e o erro prevaleceriam. Também, desde que a Igreja Católica era a única Igreja que existiu até a Reforma, aqueles que seguem a reforma protestante chamam Cristo de mentiroso por estarem dizendo que as portas do inferno prevaleceram contra Sua Igreja.

Salmo 144,11-13 – O Reino de Deus é, certamente, glorioso e eterno. O Reino de Cristo não sucumbiria e nem se corromperia após os Apóstolos, ou este reino não seria eterno e muito menos, glorioso. Mas certamente “o Senhor é fiel em suas Palavras e santo em tudo o que faz”. Se a Igreja Católica não é a Igreja infalível e gloriosa que Cristo comprou com Seu próprio Sangue, qual outra Igreja seria ela? Uma Igreja “invisível”? Esta não existe.

Hebreus 11,33 – Paulo diz que este reino é inabalável. Qualquer um que queira seguir os verdadeiros ensinamentos de Jesus Cristo, tem que procurar uma Igreja que começou desde os Apóstolos e que subsista até o dia atual, ensinando a mesma sã doutrina durante estes 2.000 anos.

Mateus 16,19 – Para Jesus dar a Pedro e os Apóstolos (meros seres humanos) a autoridade para ligar no Céu o que eles ligarem na terra, requer que lhes outorgue autoridade também para ensinar infalivelmente. Isto é um dom do Espírito Santo e não tem nada a ver com a santidade da pessoa que recebeu o dom.

Mateus 18,17-18 – A Igreja (não a Escritura) é a autoridade final nas questões de Fé e Moral. Isso demanda infabilidade quando no ensinamento sobre fé e moral. Ela tem que ser prevenida do ensino errado em ordem para liderar seus membros para a completa salvação.

C.CIC, §184 – «Como os bispos realizam a sua missão de ensinar? – Os bispos, em comunhão com o papa, têm o dever de anunciar a todos, fielmente e com autoridade, o Evangelho, como testemunhas autênticas da fé apostólica, revestidos da autoridade de Cristo. Mediante o sentido sobrenatural da fé, o Povo de Deus adere indefectivelmente à fé sob a guia do Magistério vivo da Igreja.»

Romanos 14,17 – Paulo diz que o Reino de Deus (a Igreja) é justiça, paz e gozo no Espírito Santo. É o Espírito Santo mesmo que ensina a justiça por meio da Igreja.

Mateus 28,20 – Jesus prometeu que Ele estará permanentemente com a Igreja. Ora, Jesus não pode estar com a Igreja e mesmo tempo permitir que ela ensine a fé e moral erradamente.

Lucas 22,32 – Jesus orou por Pedro, para que sua fé não possa falhar. A oração de Jesus por Pedro é de perfeita eficácia, e isso permite que Pedro ensine a Fé e Moral sem erro (o que significa infabilidade).

João 11,51-52 – Alguns protestantes argumentam que pecadores não podem ter o poder para ensinar infalivelmente. Mas neste verso, Deus permite a Caifás profetizar infalivelmente, mesmo ele sendo mau e tendo conspirado a morte de Jesus. Deus permite aos pecadores ensinar infalivelmente, assim como Ele permite pecadores se tornarem santos. Como um amoroso Pai, Ele exalta Seus filhos, dando-lhes um mecanismo para conhecer e seguir a verdade sem nenhum erro.

Lucas 10,16 – Esse mecanismo é o Magistério infalível da Igreja (e não a Escritura sozinha): o sucessor de Pedro (bispo de Roma, o Papa) e os bispos em comunhão com ele. “Quem vos ouve, a Mim ouve; e quem vos rejeita, a Mim rejeita.” Jesus é muito claro, os bispos da Igreja podem ensinar sim, sob a autoridade do sucessor de Pedro (o bispo de Roma), com a autoridade infalível de Cristo, e quem os rejeita, estão rejeitando a Jesus Cristo.

I e II Pedro – Por exemplo, Pedro negou Cristo, ele foi repreendido pelo seu notável bispo (Paulo), e ele ainda escreveu duas Epístolas infalíveis. Adiante, se Pedro pôde ensinar infalivelmente por escrito, por que ele também não ensinaria infalivelmente pregando, como o fez desde o dia de Pentecostes? E por que então seus sucessores não poderiam ensinar infalivelmente também?

Gênesis à Deuteronômio; Salmos; Romanos à Filêmon – Moisés cometeu um assassinato. Davi providenciou a morte de um homem para tomar a mulher dele. Paulo foi um tremendo perseguidor da Igreja e condenava os cristãos à morte. Mas eles ainda ensinaram infalivelmente. Deus usa-nos, seres humanos pecadores que somos, porque quando respondemos à Sua graça e mudamos nossa vida, nós damos a Deus maior glória e Sua presença é feita mais manifesta em nosso mundo pecaminoso, nos tornando santos em Seu Filho e nos guiando pelo Espírito Santo.

João 14,16 – Jesus promete que o Espírito Santo ficaria com a Igreja para sempre. O Espírito impede a Igreja de ensinar algum erro em questões de fé e moral. Isto é garantido porque a garantia vem de Deus mesmo, o qual não pode mentir.

João 14,26 – Jesus promete que o Espírito Santo ensinaria aos Seus Apóstolos, todas as coisas. Isto significa que a Igreja pode nos ensinar sobre as posições morais, como fertilização in vitro, manipulação de embriões humanos, clonagem, e outros assuntos que não estão endereçados na Bíblia, mas que são de extrema importância e necessários para a salvação. Deus não deixaria tão importantes assuntos a serem decididos por nós pecadores sem Sua divina assistência.

João 16,12 – Jesus tinha muitas coisas a dizer, mas os Apóstolos não podiam suportá-las naquele momento. Isto demonstra que a infalível doutrina de Cristo se desenvolve com o tempo, conforme o nosso entendimento. Toda a Revelação pública foi completada com a morte do último Apóstolo, mas a explicação de cada doutrina da Revelação de Deus desenvolve-se com o tempo, de modo que nossas mentes e nossos corações são capazes de compreendê-las. Deus ensina Seus filhos somente o quanto eles suportam, para o próprio bem deles.

João 16,13 – Jesus promete que o Espírito “guiará” a Igreja em toda a verdade. Nosso conhecimento da verdade desenvolve-se como o Espírito guia a Igreja, conforme nós suportamos as verdades espirituais. E isto acontece com o tempo. Para aceitarmos o que Jesus nos diz, que o Espírito Santo nos guiaria em toda a verdade, temos que olhar para uma Igreja que ensine infalivelmente, pois, tem que ter a assistência deste mesmo Espírito Divino, o qual não pode ensinar nada errado, mas somente as eternas verdades. Isto não se cumpre no protestantismo, onde cada comunidade ensina doutrinas diversas das outras sobre todas as questões. Há um caos sem fim nas questões doutrinárias e morais.

C.CIC, §185 – «Quando se exerce a infalibilidade do Magistério? – A infalibilidade se exerce quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio dos bispos em comunhão com o papa, sobretudo reunido num Concílio Ecumênico, proclamam com ato definitivo uma doutrina referente à fé ou à moral, e também quando o papa e os bispos, em seu Magistério ordinário, concordam em propor uma doutrina como definitiva. A esses ensinamentos todo fiel deve aderir com o obséquio da fé.»

Atos 15,1-2; Gálatas 2,1-2 – Ora! Ora! Paulo expondo o seu evangelho à autoridade máxima da Igreja, temendo que tivesse corrido em vão, 14 anos??? Paulo não somente reconhece o Magistério infalível da Igreja e a autoridade máxima de Pedro, como também que o evangelho que ele (Paulo) tinha que pregar, deveria estar em comunhão com o ensino infalível de Pedro. Por isso ele subiu à Jerusalém, para decidirem com os Apóstolos sobre a circuncisão ser necessária ou não. Como um bom servo e jamais rebelde, foi conferir o seu evangelho com os bispos da Igreja e submeter-se ao que seria decidido em um Concílio Infalível.

Atos 15,6-29 – Assim foram, Paulo e Barnabé, decidir sobre a questão da circuncisão no primeiro Concílio da Igreja. E após Pedro ter lançado o decreto na questão da circuncisão (7-12) todos acataram as ordens de Pedro. E os Apóstolos reconhecem que os seus ensinamentos, num Concílio Ecumênico, são guiados pelo Espírito Santo (27-28).

Atos 16,4-5 – Paulo ensina que devemos seguir as decisões que são tomadas num Concílio da Igreja. Assim é que somos “confirmadas na fé” verdadeira e doutrina santa de Cristo.

II Coríntios 2,17 – O Magistério vivo da Igreja (o sucessor de Pedro e os bispos em comunhão com Ele, assistidos pelos presbíteros) ensina, por Cristo, a autêntica Palavra de Deus na Sua integridade, sem erros e nem heresias, tal como procede de Deus e sob os Seus olhares. Assim como os versos que vimos até aqui, este também aniquila todas as injúrias e acusações contra a Igreja de Cristo. Ou os protestantes reconhecem que há uma Igreja que prega a doutrina íntegra de Cristo, sem falsificar a Palavra de Deus, ou reconhecem que a própria Bíblia não é Palavra infalível de Deus.

Efésios 4,13-16 – Paulo indica que alcançar a unidade da fé e o conhecimento do Filho de Deus à natureza humana madura, é um processo que se desenvolve. Nós devemos crescer com o tempo, em cada caminho em Cristo. A doutrina (o que significa “ensino”) de Cristo é desenvolvida e explicada mais detalhadamente pela Igreja com o tempo, conforme nossas mentes são capazes de suportar e entender o seu conteúdo riquíssimo.

Colossenses 1,9-10 – Estes versos provam que a perfeita sabedoria, penetração espiritual e o conhecimento de Deus se desenvolvem com o tempo. Nós não suportaríamos receber a doutrina de Cristo de uma só vez. Os próprios Apóstolos ainda não suportavam a íntegra doutrina de Jesus Cristo (João 16,12.25).

I Coríntios 3,1-2 – Os Coríntios mesmo não suportavam todas as verdades espirituais da doutrina quando Paulo pregou a eles oralmente, e nem ainda estavam preparados para suportarem quando Paulo estava escrevendo esta carta.

II Coríntios 4,7 – Paulo diz claramente que o poder extraordinário que atua pelos apóstolos provém de Deus, e não deles mesmos.

II Coríntios 5,20 – Paulo diz que eles – os bispos – são “embaixadores” em Nome de Cristo, e que “é Deus mesmo que exortar por intermédio deles”. Somos exortados e ensinados diretamente por Deus (João 6,45), por intermédio do Magistério vivo da Igreja.

Gálatas 2,11-14 – Os anti-Papas, às vezes usam este verso para diminuir a evidência da autoridade de Pedro sobre a Igreja. Isto é um desencaminhamento total. Neste verso, Paulo não se opõe ao ensinamento de Pedro, mas à sua falha no vivê-lo. Infabilidade (ensinar sem erro) não significa impecabilidade (viver sem pecar). Pedro foi quem ensinou infalivelmente sobre a salvação dos gentios em Atos 10,11. Com essa repreensão, Paulo está realmente dizendo “Pedro, tu és nosso líder, tu ensinas infalivelmente, e tua conduta ainda é inconsistente com estes fatos. Tu deves ser íntegro em seu proceder, pois és o mais eminente exemplo que o fieis podem ter!”. O verso realmente sublinha – não diminui – a importância da liderança de Pedro na Igreja.

Efésios 3,9 – De fato, isto é um mistério escondido desde todos os séculos – que Deus manifesta Sua sabedoria por uma Igreja infalível a todos os povos.

Efésios 3,10 – A sabedoria de Deus é conhecida pela Igreja (não pela Escritura). Este é um verso incrível, por ele dizer-nos que a infinita sabedoria de Deus vem a nós por Sua Igreja. Para isso acontecer, a Igreja deve ser protegida do erro, ensinando infalivelmente a Fé e a Moral (ou ela não seria dotada com a sabedoria de Deus). Os protestantes devem se vergar e reconhecer que “Sola Scriptura” (somente a Escritura) não tem fundamento nenhum, pois, a própria Escritura aponta a Igreja como a autoridade pela qual devemos ser instruídos diretamente por Deus, sem falhas.

Efésios 3,4-5.7 – Paulo diz que é o Espírito Santo quem dá a compreensão do mistério cristão aos Apóstolos e Profetas. É pela graça do Espírito que somos ensinados infalivelmente e diretamente pelo Senhor Deus, através do Magistério da Igreja.

I Coríntios 2,7-13 – De fato, os líderes da Igreja pregam a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, mas revelada a eles pelo Espírito. Paulo explica que, o que os ministros ensinam, é ensinado, não pela sabedoria humana, mas pela sabedoria do Espírito. Os ministros são conduzidos pelo Espírito Santo a interpretar e entender as verdades espirituais que Deus lhes quer ensinar, com o tempo, pela Sagrada Tradição, Sagrado Magistério e Sagradas Escrituras.

Efésios 3,20-21 – A glória de Deus é manifestada na Igreja pelo poder do Espírito que trabalha em seus líderes. Como um Pai, Deus exalta Seus filhos aos cargos de liderança na Sua Igreja.

Efésios 5,23-27; Colossenses 1,18 – Cristo é a Cabeça da Igreja, Sua Esposa, pela qual Ele morreu para fazê-la santa, sem mácula e sem defeitos. A Igreja é submissa a Cristo. Isto significa que a Igreja não pode, mesmo se quisesse, ensinar o erro nas questões de fé e moral, quando exerce o Magistério infalível. Só há uma Igreja; Cristo tem uma só Esposa, e ela é infalível, incorrupta, isenta de todas as heresias e erros dos falsificadores da Palavra de Deus.

Efésios 5,25-27; I Coríntios 6,15 – A Igreja é a Esposa de Cristo, e não pode ser contaminada pelas heresias e erros que cada denominação protestante prega. Jesus só pode ter uma única Esposa, não várias, como o protestantismo quer dizer, cada uma mais contaminada de erros e heresias que a outra.

Encíclica Mystici Corporis, 65 – «Sem mancha alguma, brilha a santa madre Igreja nos sacramentos com que gera e sustenta os filhos; na fé que sempre conservou e conserva incontaminada; nas leis santíssimas que a todos impõe, nos conselhos evangélicos que dá; nos dons e graças celestes, pelos quais com inexaurível fecundidade produz legiões de mártires, virgens e confessores. Nem é sua culpa se alguns de seus membros sofrem de chagas ou doenças; por eles ora a Deus todos os dias: “Perdoai-nos as nossas dívidas” e incessantemente com fortaleza e ternura materna trabalha pela sua cura espiritual.»

I Timóteo 3,15 – Paulo diz que a Igreja (não a Escritura) é a coluna e o sustentáculo da verdade. Mas para a Igreja ser a coluna e fundamento da verdade, ela tem que ser protegida de ensinar algum erro; ela tem que ser – literalmente – infalível. E não só isso. A Igreja tem que ser instruída e guiada por Deus, que não pode mentir jamais. Ela também tem que ser a Igreja Católica, a única que proclama ter a autoridade de ensino de Cristo e o dom de infabilidade, e da qual os ensinamentos sobre a fé e moral não têm mudado por 2.000 anos. Deus nos ama tanto que Ele nos presenteou com uma Igreja que ensina infalivelmente a verdade, ou melhor, Ele mesmo nos ensina por meio dela, para que então tenhamos a plena compreensão dos verdadeiros ensinamentos que Ele quer nos dar para nossa própria salvação.

I Tessalonicenses 5,21 – Paulo manda-nos testar tudo. Mas nós temos que ter alguma coisa contra o que testar. Isso requer um infalível guia que esteja disponível para nós, e esse guia visível é a Igreja Católica, de quem os ensinamentos sobre fé e moral jamais têm sido mudados. Nenhuma comunidade protestante diz ter o dom de infabilidade e autoridade de ensino e ser coluna e fundamento da verdade. Isto nos obriga a olhar para a Igreja Católica como sendo a única Igreja que Jesus Cristo instituiu.

Mateus 13,11; Marcos 4,11.34; Lucas 8,10 – Quando os Apóstolos perguntaram a Jesus do porque ensinava em parábolas ao povo, eis que Jesus abertamente declarou que o mistério do reino é revelado a eles (ao Magistério da Igreja), mas aos de fora não. Por isso, não é tão difícil compreender que foi da vontade do Senhor que a Sua Sabedoria e o mistério do Seu Reino sejam conhecidos pela Sua Igreja (não pela Escritura sozinha), tornando-a coluna o sustentáculo da verdade, com o dom da infabilidade, para ensinar aos Seus filhos o que é certo e o que é errado, para a sua salvação.

I João 4,6 – João escreve que “quem conhece a Deus ‘ouvi-nos’” (aos bispos e sucessores dos Apóstolos). Depois Ele escreve “É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro.”. João não diz “lendo a Bíblia é a maneira para conhecer a verdade do erro.”. Se ouvindo a meros seres humanos ajuda-nos a discernir a verdade do erro, Deus teria que dotar esses Seus escolhidos a serem líderes da Igreja, com o dom especial de infabilidade, de modo que fossem impedidos de ensinar o erro.

Mateus à Apocalipse – Nós temos que notar que nem todas as doutrinas cristãs estão explícitas nas Escrituras (por exemplo, o dogma da Santíssima Trindade). Entretanto, a infabilidade e liderança de Pedro são fortemente provadas pelas passagens mostradas até aqui. Os cristãos não-católicos deveriam perguntar a si mesmos, por que eles aceitam alguns dos ensinamentos da Igreja, por exemplo, sobre as Três Pessoas da Trindade, as duas naturezas de Cristo em uma divina Pessoa, e o cânon das Escrituras do Novo Testamento (todos definidos pela Igreja Católica), mas não outros ensinamentos, como a Eucaristia, os Sacramentos da salvação, justificação, Purgatório (todas doutrinas explícitas), Maria e os Santos?

II. A Igreja é Visível e Una

Mateus 5,14 – Jesus diz que uma cidade situada numa montanha não pode ser escondida, e isto é em referencia à Igreja. A Igreja não é uma presença invisível, cosmo-espiritual, atmosférica (como dizem muitos protestantes); mas um único, visível e universal Corpo de Cristo. A Igreja é uma extensão da Encarnação.

Mateus 12,25; Marcos 3,25; Lucas 11,17 – Jesus diz que um reino dividido contra si mesmo não pode subsistir e será destruído. Isso descreve o protestantismo e seus milhares de denominações que continuam a se multiplicar a cada ano. Também temos que notar que a Igreja Católica deve ser vista como a Igreja de Cristo, o reino que se iniciou há dois mil anos atrás e que jamais será destruído (Daniel 2,44; 7,14).

Mateus 16,18 – Jesus diz “Eu edificarei ‘minha Igreja’” (não, minhas igrejas). Há uma só Igreja edificada sobre uma só rocha com uma só autoridade de ensino; não muitas diferentes denominações edificadas sobre várias opiniões e sugestões pastorais diversas umas das outras.

Mateus 16,19; 18,18 – Jesus deu aos Apóstolos a autoridade de ligar e desligar. Mas essa autoridade requer uma Igreja visível, porque “ligar e desligar” são atos visíveis. A Igreja não pode ser invisível e deve haver unidade de fé, ou ela não poderia ligar e desligar.

João 10,16 – Jesus diz que só pode haver um único rebanho e um único pastor. Isso não pode significar várias denominações e vários pastores, todos ensinando doutrinas diferentes. Aqueles que estão fora do aprisco devem ser trazidos para dentro da única Igreja que é o único aprisco do Bom Pastor, e que é pastoreada por este único Pastor, através do sucessor de Pedro, o Papa, único pastor visível para o único rebanho visível.

João 17,11.20-21 – Jesus reza para que Seus seguidores possam perfeitamente serem um, como Ele é Um com o Pai. A unidade de Jesus com o Pai é perfeita. E essa unidade que Ele pede, não pode ser menos que perfeita. Assim, a unidade pela qual Jesus pede não pode significar a variedade de divisões do cristianismo que tem se resultado desde a Reforma Protestante. A perfeita unidade de fé só há na Igreja Católica. Os que se rebelam dentro da Igreja, já estão se desligando da unidade, mas eles mesmos não podem quebrar a unidade, que Jesus conquistou para Sua Igreja, por se afastarem dela ou não estarem em comunhão com o que ela ensina.

João 17,9-26 – A oração de Jesus, é claro, é de perfeita eficácia, como evidenciado pela milagrosa unidade da Igreja Católica durando os seus 2.000 anos de história.

João 17,21 – Jesus afirma que a unidade visível da Igreja seria um sinal que mostraria ao mundo que Ele foi enviado por Deus. Este é um verso extremamente importante. Jesus nos diz que a unidade da Igreja é o que Lhe dá testemunho e a realidade de quem Ele é, e o que Ele veio fazer por nós. Há uma única Igreja que é unida universalmente, e esta é a Igreja Católica. Somente a unidade da Igreja Católica realmente testemunha a realidade de que Jesus Cristo foi enviado pelo Pai.

João 17,22-23 – E não somente isto. Jesus deu aos Apóstolos, a glória que recebeu do Pai, para que a Igreja tenha uma perfeita unidade. Esta glória que os Apóstolos receberam de Jesus, não é nada menos que a autoridade de ensino e disciplina, para confirmar o povo de Deus na única doutrina santa e íntegra de Jesus. Jesus também se refere ao tesouro infinito de Seu próprio Corpo e Sangue, que Ele confiou a Sua Igreja, para serem distribuídos aos Seus seguidores, pelos seus sacerdotes e assim, serem um só Corpo de Cristo, pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

I Coríntios 10,16-17; 12,13.20; Romanos 12,5; Efésios 5,29-32 – Pelo sacramento do Batismo, a Igreja é chamada a formar o Corpo de Jesus Cristo, e sendo consumada essa união como o Seu Corpo pelo Sacramento da Eucaristia, onde a Igreja encontra a sua unidade corporal e universal com todos os seus filhos que participam deste mesmo Sacramento ao redor do mundo; todos unidos em Cristo. Uma vez que os protestantes não possuem e não aceitam este sacramento da unidade corporal da Igreja de Cristo, nós devemos reconhecer que nenhuma das milhares de denominações protestantes pode ser o único Corpo de Cristo, a Igreja; e consequentemente, olharemos para a Igreja Católica como sendo o Corpo de Cristo.

C.CIC, §161 – « Por que a Igreja é una? – A Igreja é una porque tem origem e modelo a unidade na Trindade das Pessoas de um só Deus: como fundador e chefe, Jesus, que restabelece a unidade de todos os povos num só corpo; como alma, o Espírito Santo, que une todos os fiéis na comunhão em Cristo. Ela tem uma só fé, uma só vida sacramental, uma única sucessão apostólica, uma comum esperança e a mesma caridade.»

Romanos 15,5 – Paulo diz que os cristãos devem viver em harmonia uns com os outros. Mas isso só pode acontecer se houver uma Igreja com um único ensino, o qual, os fieis deveriam aceitá-lo e não seguir as heresias e erros dos que causam divisões. Isso só pode acontecer pela caridade do Espírito Santo que reside na Igreja.

Romanos 16,17 – Paulo nos alerta para evitar aqueles que criam dissensões (divisões) e escândalos contra a doutrina. Isto inclui aqueles que se afastam da Igreja e criam uma denominação após outra, ou mesmo espalhando seus erros dentro da Igreja para tentar confundir os fieis. Nós precisamos evitar seus ensinamentos e seguir o verdadeiro ensinamento da Igreja, repreendendo-os com caridade para abrir-lhes os olhos da verdadeira fé.

I Coríntios 1,10 – Paulo suplica-nos para não haver dissensões e discórdias entre nós cristãos, mas para sermos de uma mesma mente e o mesmo julgamento. Como os pastores protestantes dizem que eles são todos do mesmo pensamento e o mesmo julgamento nas questões de fé e moral?

Efésios 1,22-23; 5,23-32; Colossenses 1,18-24 – Novamente, a Igreja não significa unidade “invisível”, porque Paulo chamou-a de Corpo (não alma) de Cristo. Corpos são visíveis, e almas são invisíveis.

Efésios 4,11-14 – Deus dá aos membros da Igreja uma variedade de dons de acordo que alcancem a unidade da fé. Esta unidade é encontrada somente na Igreja Católica. Atualmente tem surgido muitas denominações protestantes que se dizem ser cheias dos dons do Espírito. Por que eles não possuem a unidade entre si?

Efésios 4,3-5 – Nós devemos conservar a unidade do Espírito, com uma só fé, num só Corpo, pois, há um só Senhor. Isso requer unidade doutrinal, não 30 mil denominações diferentes. Essa unidade universal na caridade do Espírito, de uma só Fé, com um só Batismo, num só Corpo, só se torna real na Igreja Católica.

Filipenses 1,27 – Paulo manda-nos que permaneçamos em um só espírito, lutando unanimemente pela fé do Evangelho. Não como no protestantismo, cada denominação pregando um evangelho diferente.

Filipenses 2,2 – Paulo pede para que os cristãos sejam de acordo uns com outros e unidos de uma mesma mente. Contudo, os mais de 30 mil denominações protestantes diferentes são unidos na fé?

Colossenses 1,18 – Cristo é a Cabeça do único Corpo, a Igreja. Ele não é a Cabeça de vários corpos ou partidos.

I Timóteo 6,4 – Paulo alerta sobre aqueles que buscam contendas e disputas de palavras. Deve haver uma autoridade universal de Cristo para a qual podemos apelar e diferenciarmos a verdadeira doutrina e evitar os erros e heresias que os rebeldes espalham.

II Timóteo 2,14 – Evitar discussões de palavras, que traz a ruína dos ouvintes. Dois mil anos de unidade doutrinal é um sinal da Igreja de Cristo. Essa unidade só há na Igreja Católica.

II Timóteo 4,3 – Isto é um alerta no que diz em seguirmos nossos próprios desejos e não os ensinamentos de Deus. Seguir a Cristo não é uma lanchonete onde nós escolhemos e pegamos o que queremos e desprezamos o que não gostamos. Nós devemos nos humilhar e aceitar todos os ensinamentos de Cristo que Ele nos dá por Sua Igreja.

Apocalipse 7,9 – O Reino Celeste é cheio daquela gente de todas as nações e de todas as tribos, povos e línguas. Isto é “católico”, o que significa universal.

I Pedro 3,8 – Pedro encarrega-nos de ter a unidade de um só espírito. Isso é impossível, a não ser que tenha uma autoridade central de ensinamento dado a nós por Deus. A Igreja é “católica” também por abarcar toda a doutrina íntegra de Jesus Cristo, e não apenas partes dela.

Gênesis 12,2-3 – Desde Abrão, Deus disse que todas as famílias da terra seriam abençoadas. Essa unidade familiar se cumpre somente na Igreja Católica, nela somos “concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (Efésios 2,19).

Daniel 7,14 – Daniel profetizou que todos os povos, nações e línguas serviriam o reino do Filho do Homem. Novamente, essa catolicidade é encontrada somente na Igreja Católica.

I Coríntios 14,33 – Deus não pode ser o autor da confusão protestante. Somente a Una, Santa, Católica e Apostólica Igreja, proclama e prova ser a única Igreja de Cristo.

C.CIC, §32 – «De que modo a fé da Igreja é uma só? – A Igreja, embora formada por pessoas diferentes língua, cultura e ritos, professa, com voz unânime, a única fé recebida de um só Senhor e transmitida pela única Tradição Apostólica. Professa um só Deus Pai, Filho e Espírito Santo – e mostra um só caminho de salvação. Portanto, nós cremos, com um só coração e com uma só alma, em tudo o que está contido na Palavra de Deus, transmitida ou escrita, e é proposto pela Igreja como divinamente revelado.»

Salmo 46,4 [45,5]; 48,2 [47,3]; 52,8 [51,10]; 74,2 [73,2];78,68 [77,68]; 87,3 [86,3]; 125,1 [124,1]; Isaías 18,7; 24,23; Abdias 1,17; Miquéias 4,7; Zacarias 8,3; 13,1; I Timóteo 3,15; Hebreus 10,21; 12,22; I Pedro 4,17; Apocalipse 14,1; 21,9.14 – A seguintes palavras empregadas pela Sagrada Escritura: “Monte Sião”, “Casa de Deus”, “Cidade de Deus”, “Esposa do Cordeiro”, a “Nova Jerusalém” são todas metáforas para a Igreja que Jesus comprou com o Seu próprio Sangue (Atos 20,28).

III. A Igreja é Hierárquica

Mateus 16,18; 18,18 – Jesus usa a palavra “ecclesia” apenas duas vezes nas Escrituras do Novo Testamento, o que demonstra que a intenção de Jesus é de uma Igreja visível, unificada, hierárquica e autoritária.

Atos 20,17.28 – Paulo refere-se a ambos, os anciãos ou sacerdotes (“presbyteroi”) e os bispos (“episkopoi”) da Igreja. Ambos são ordenados líderes, exercendo o sacerdócio ministerial de Cristo, dentro da estrutura hierárquica da Igreja.

I Coríntios 12,28 – Deus mesmo aponta as várias posições de autoridade dentro da Igreja. Como um Pai amoroso, Deus dá aos Seus filhos a liberdade e autoridade para atuar com caridade e justiça para realizar Seu trabalho de salvação.

Êxodo 18,24-26 – Moisés exerceu, com liberdade, a autoridade que tinha recebido de Deus para colocar chefes sobre o povo de Deus. Vemos uma grande hierarquia e, consequentemente, uma prefiguração da hierarquia da Igreja de Deus na Nova Aliança.

Efésios 4,11 – A Igreja é hierárquica e incluem-se apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, e doutores, todos encarregados à construção do Corpo de Cristo a Igreja. A Igreja não é uma entidade invisível dentro de uma fundação invisível, exercendo atos invisíveis.

Filipenses 1,1 – Paulo endereça os bispos e os diáconos da Igreja. Eles todos podem seguir sua inquebrantável linhagem de volta até aos Apóstolos.

I Timóteo 3,1; Tito 1,7 – A Igreja de Cristo tem bispos (“episkopoi”) que são sucessores diretos dos Apóstolos. Os bispos podem seguir a autoridade conferida neles de volta até aos Apóstolos.

I Timóteo 5,17; Tito 1,5; Tiago 5,14 – A Igreja de Cristo também tem presbíteros (“presbyteroi”) que estão sob a autoridade dos bispos.

I Timóteo 3,8 – A Igreja de Cristo também têm diáconos (“diakonoi”). Assim, a Igreja de Jesus Cristo têm uma autoridade hierárquica – bispos, presbíteros e diáconos, todos eles podem seguir sua linhagem de volta até Pedro e os Apóstolos.

CIC, §179 – «Por que Cristo instituiu a hierarquia eclesiástica? – Cristo instituiu a hierarquia eclesiástica com a missão de apascentar o povo de Deus no seu nome, e por isso lhe deu autoridade. Ela é formada pelos ministros sagrados: bispos, presbíteros, diáconos. Graças ao sacramento da Ordem, os bispos e os presbíteros agem, no exercício de seu ministério, em nome e na pessoa de Cristo Cabeça; os diáconos servem o povo de Deus na diaconia (serviço) da palavra, da liturgia, da caridade.»

Êxodos 28,1; 19,6 – Mostra os três ofícios sacerdotais do Antigo Testamento; (1) Sumo sacerdote – Aarão (Ex 28,1); (2) Sacerdotes ministeriais – filhos de Aarão (Ex 19,6; 28,1); e (3) Sacerdotes universais – todos os israelitas (Ex 19,6). O sacerdócio do Novo Testamento também possui três ofícios: (1) Sumo Sacerdote – Jesus Cristo (Heb 3,1); (2) Sacerdotes ministeriais – os bispos e sacerdotes ordenados (Rom 15,16; I Tim 3,1.8; 5,17; Tito 1,7); e (3) Sacerdotes universais – todos os cristão batizados (I Pd 2,5.9; Ap 1,6).

C.CIC, 325-326 – «De quantos graus se compõe o sacramento da Ordem? – Compõe-se de três graus, que são insubstituíveis para a estrutura orgânica da Igreja: o episcopado, o presbiterado e o diaconato.»

IV. Controvérsias dentro da Igreja

a) Escândalos de membros da Igreja

Mateus 13,24-30; 18,7 – Sempre têm existido escândalos na Igreja, assim como eles têm existido fora da Igreja. Escândalos são inevitáveis, mas ai daqueles que os causa. Isso não deveria nos fazer perder a esperança na Igreja. O mistério do plano de Deus abarca o trigo e o joio para estarem lado a lado na Igreja até o fim dos tempos.

Mateus 13,47-50 – O plano de Deus é de que a Igreja (o reino dos céus) é a rede que apanha peixes de todos os tipos, bons e maus. Deus revelou-nos isso para que nós não fiquemos desencorajados pelos membros da Igreja que são infiéis.

Mateus 16,18 – Não importa como é pecadora a conduta que os membros tenham, Jesus prometeu que as portas da morte não prevalecerão contra a Igreja. O joio que o inimigo semeou no meio do trigo e que causam os escândalos, não pode afetar a Igreja em si, mas somente balançar a fé de muitos de seus membros que são ignorantes.

Mateus 23,2-3 – Jesus reconhece a autoridade de ensino dos escribas e fariseus, mesmo eles sendo pecadores e não seguirem o que eles mesmos ensinam. Nós vemos que a maldade dos fariseus não minimizava sua autoridade de ensinamento, pois eles sentaram na “cathedra” de Moisés.

Mateus 26,70-72; Marcos 14,68-70; Lucas 22,57; João 18,25-27 – Pedro negou Cristo três vezes, ele ainda foi escolhido para ser o líder da Igreja, e ensinou e escreveu infalivelmente.

Marcos 14,45 – Judas foi infiel por trair a Jesus, o Filho de Deus. Mas o seu apostolado continuou autêntico e os Apóstolos elegeram um sucessor para ocupar o seu cargo; e isto não enfraqueceu a Igreja.

João 14,8-9 – Filipe tinha uma firme fé em Jesus. Nem por isso deixou de ser um Apóstolo, e logo depois de Pentecostes vemos que pregou infalivelmente na cidade de Samaria (Atos 8,5-40), e dali por diante, seguido por prodígios e milagres.

João 20,24-25 – O Apóstolo Tomé estava sem fé, infiel, negando a acreditar na ressurreição de Jesus. Ele ainda ensinou infalivelmente na Índia e também forma, juntamente com os outros 11, o fundamento da Igreja.

Romanos 3,3-4 – A infidelidade dos membros não anula a fidelidade de Deus e a ação do Espírito Santo na Igreja.

Efésios 5,25-27 – Assim como Jesus Cristo tem duas naturezas, uma humana e uma divina; a Igreja, Sua Esposa, é também de ambas, humana e divina. Ela é a Esposa Santa e sem mancha de Cristo, com membros humanos pecadores.

Encíclica Mystici Corporis, §64 – «E se às vezes na Igreja se vê algo em que se manifesta a fraqueza humana, isso não deve atribuir-se a sua constituição jurídica, mas àquela lamentável inclinação do homem para o mal, que seu divino Fundador às vezes permite até nos membros mais altos do seu corpo místico para provar a virtude das ovelhas e dos pastores e para que em todos cresçam os méritos da fé cristã. Cristo, como acima dissemos, não quis excluir da sua Igreja os pecadores; portanto se alguns de seus membros estão espiritualmente enfermos, não é isso razão para diminuirmos nosso amor para com ela, mas antes para aumentarmos a nossa compaixão para com os seus membros.»

I Timóteo 5,19-20 – Paulo reconhece que os presbíteros da Igreja podem ser infiéis.

II Timóteo 2,13 – E mesmo se nós formos infiéis, Deus permanece fiel, porque Ele não poder negar-Se a Si mesmo, pois, Deus é incapaz de mentir.

II Timóteo 2,20 – Numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro, alguns para uso nobre, alguns para o uso vil.

Jeremias 24 – O plano de Deus inclui ambos os figos, os bons e os maus. Os bons figos serão recompensados, e os maus figos serão descartados.

b) Membros rebeldes

Atos 20,29-30; II Pedro 2,1 – Paulo e Pedro disseram que se infiltrariam lobos cruéis, falsos doutores na Igreja para tentar derrubá-la, espalhar heresias e tentar arrebatar o rebanho, confundindo os fieis. Isso não pode enfraquecer a nossa fé, mas antes, devemos ser mais zelosos em conhecer e seguir os ensinamentos verdadeiros do Magistério vivo da Igreja: do sucessor de Pedro, o Papa, e dos bispos em comunhão com ele.

I Coríntios 11,19 – O Espírito Santo nos previne, por meio do Apóstolo, que deveria haver heresias para que aqueles que são verdadeiros virtuosos e aprovados na fé se manifestem a favor da verdadeira e santa doutrina de Cristo. Já o Senhor Jesus Cristo nos disse que veio trazer a separação (Lucas 12,51). Assim, desde agora, já são desmascarados e separados os cabritos das ovelhas. Aquele que não segui a doutrina de Cristo é exterminado do meio povo (Atos 3,23). É este o motivo de tantas denominações sendo criadas, uma após outra, foras das pastagens do Aprisco do Bom Pastor.

Romanos 16,17; Tito 3,10-11 – O Apóstolo nos recomenda desconfiar dos que causam divisões apartando-se da doutrina de Jesus Cristo e manda que evitemo-los, “visto que esses tais são perversos que, perseverando nos seus pecados, se condenam a si próprios.”

II Coríntios 11,13-15.26; Gálatas 2,4; Judas 1,4.20 – Aqui Paulo e Judas dizem que naquele tempo, já na Igreja primitiva, haviam se introduzido esses falsos apóstolos e salsos irmão. Isso não é motivo para também nós nos rebelarmos e sair fundando denominações após outras. Isto se chama Protestantismo. Não devemos seguir esses falsos doutores e apóstolos, verdadeiros falsificadores da palavra de Deus (II Coríntios 2,17), rebeldes ao Magistério vivo da Igreja; renegando ao Senhor Jesus Cristo e Sua doutrina, inventam para si próprio, um outro Jesus, diferente Daquele que a Igreja Católica tem pregado desde os doze Apóstolos (II Coríntios 11,4).

Apocalipse 2,9-10.13-16.20-25; 3,9-11 – O Senhor nos exorta a não seguir esses falsos doutores que espalham suas heresias por toda a parte, doutrinas perversas de satanás. E manda-nos guardar íntegra a verdadeira doutrina de Sua Igreja até o fim, para então recebermos o prêmio da vida eterna.

c) Os gloriosos templos da Igreja Católica

I Reis 6,7-8 – O Senhor manda-nos construir elaborados e belos lugares de culto. Alguns não-católicos pensam que isso é uma controvérsia e o dinheiro deveria ser dado aos pobres; mesmo não havendo nenhuma organização que faça mais pelos pobres do mundo que a Igreja Católica. A Igreja Católica constrói os templos com beleza porque neles ela serve à celebração da glória de Deus (Efésios 1,11), o Santo Sacrifício de Cristo (a Missa), e Cristo Rei continua com Sua real presença nas Sagradas Hóstias que são guardadas nos sacrários para ser adorado também após a celebração da Santa Missa. Deus deve ser honrado não somente em nosso interior, mas também com o exterior.

Mateus 26,8-9; Marcos 14,4-5; João 12,4-5 – Comentários negativos a respeito da beleza da igreja são como os discípulos – em especial Judas traidor – reclamando da mulher que ungiu a cabeça e os pés de Jesus com óleo que custava muito dinheiro. Jesus deseja que nós O honremos com nossos melhores presentes, não por Ele, mas por nós mesmos, de modo que demonstremos o nosso respeito e amor para com Ele.

Mateus 26,10-11 – Jesus diz que nós temos os dois deveres, honrar a Deus e dar aos pobres – uma vida equilibrada de reverência e caridade.

Isaías 60,5-9.16-17 – As críticas dos protestantes contra as riquezas que são usadas na construção dos templos da Igreja Católica são sem sentido. Porque isso foi profetizado. Se fôssemos levar em conta essa crítica dos protestantes, teríamos de aceitar que Isaias foi um falso profeta, e que não se cumpre na Igreja de Cristo, a Católica, a profecia a quem é dirigida todo o capítulo 60.

Mateus 10,24-25 – Mais ainda. Os católicos não têm que ficar vergonhosos ou anexados por essas críticas, mesmo que com isso, os protestantes abram a boca para dize que a besta, meretriz, prostituta ou a babilônia do Apocalipse, se refere à Igreja Católica (por ela ter riquezas materiais: os seus gloriosos templos), ao contrário, devem é se alegrar no Senhor por estarem sendo humilhados pelos homens, assim como o Divino Mestre foi. Jesus disse claramente que Sua Igreja seria muito mais atacada do que Ele. Os protestantes são os verdadeiros descendentes dos fariseus e boca do dragão que ataca a Igreja de Jesus (Apocalipse 12,15-17).

† † †

«Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens.» (Tito 3,8)

«Afastamos de nós todo procedimento fingido e vergonhoso. Não andamos com astúcia, nem falsificamos a palavra de Deus. Pela manifestação da verdade nós nos recomendamos à consciência de todos os homens, diante de Deus.

Se o nosso Evangelho ainda estiver encoberto, está encoberto para aqueles que se perdem, para os incrédulos, cujas inteligências o deus deste mundo obcecou a tal ponto que não percebem a luz do Evangelho, onde resplandece a glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

De fato, não nos pregamos, a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor.

Quanto a nós, consideramo-nos servos vossos por amor de Jesus. Porque Deus que disse: Das trevas brilhe a luz, é também aquele que fez brilhar a sua luz em nossos corações, para que irradiássemos o conhecimento do esplendor de Deus, que se reflete na face de Cristo. Porém, temos este tesouro em vasos de barro, para que transpareça claramente que este poder extraordinário provém de Deus e não de nós.» (II Coríntios 4,2-7)

«Guardai-vos, pois, de recusar ouvir Aquele que fala. Porque, se não escaparam do castigo aqueles que Dele se desviaram, quando lhes falava na terra, muito menos escaparemos nós, se O repelirmos, quando nos fala desde o céu.» (Hebreus 12,15)

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

diz Jesus Cristo (João 8,32).

“Contra a verdade não temos poder algum” (II Coríntios 13,8).

 
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Publicado por em 19/11/2013 em Apologética, Catolicismo

 

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