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E SE A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE FOSSE CRISTÃ…

24 nov

teologiaprosperidadeMuitos, a procura de riqueza e melhora de vida, buscam supostas igrejas chamadas Universal, Mundial ou doutros nomes; todavia, uma pergunta é inevitável: tais denominações são realmente cristãs?

Ora, o Evangelho é bem claro: não podeis servir a Deus e ao dinheiro (“Nemo potest duobus dominis servire: aut enim unum odio habebit et alterum diliget, aut unum sustinebit et alterum contemnet; non potestis Deo servire et mammonae” – Mt 6,24). Não obstante, muitos acreditam buscar a Deus, buscando o dinheiro. Ora, colocar o foco no dinheiro é buscar um deus que não é o Deus. Aquele que serve a Deus, busca a Deus e aquele que busca a Deus serve a Deus; da mesma forma, aquele que busca ao dinheiro é ao dinheiro que serve e se serve ao dinheiro não serve a Deus.

Se a teologia da prosperidade fosse cristã, seus seguidores buscariam mais propiciar a inclusão e o enriquecimento dos miseráveis do que enriquecerem eles próprios. Se fosse cristã, os seguidores de tais pastores iriam ao encontro dos moradores de rua, buscariam propiciar-lhes uma melhora de vida e os mendigos nas ruas tornar-se-iam uma memória de um passado longínquo. Ora, no parágrafo anterior, já foi visto que não cumpre o Evangelho servir a Deus e ao dinheiro, pois quem serve ao dinheiro não serve a Deus.

Ademais, Jesus Cristo foi bem claro: quem quiser seguir-me, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me (“Si quis vult post me venire, abneget semetipsum et tollat crucem suam cotidie et sequatur me” – Lc 9,23). Observe que na teologia da prosperidade, o convite dos falsos pastores não é de negar a si mesmo, mas de buscar a si mesmo, buscando a prosperidade. Ali também, os falsos pastores não incentivam a tomar a própria cruz, mas a ordenar que a cruz se afaste, a repreender o sofrimento e, portanto, livrar-se da cruz. Portanto, não segue a Cristo aquele que segue aos próprios anseios.

Ora, sabendo que para seguir a Cristo é necessário negar a si mesmo e tomar a sua cruz – tendo em vista que, na teologia da prosperidade, não se nega a si mesmo nem se toma a cruz – logo, o seguidor da teologia da prosperidade não segue a Cristo. Ora, isso é evidente para os cristãos, pois os cristãos sabem que Cristo é Deus e Deus não é servido por aqueles que servem ao dinheiro. E não se seguindo a Cristo sem que se tome a Cruz, sendo Jesus Cristo Deus; então, o adepto à teologia da prosperidade não segue a Deus.

Pela teologia da prosperidade, Jesus Cristo não teria derrubado as bancas dos que faziam comércio na Sinagoga. Por Jesus Cristo, os homens não venderiam sucesso nem a proposta de riquezas em seus templos. Fica, pois, um alerta: como o Demônio tentou Jesus com a Bíblia, no deserto; há muitos templos em que ele tenta cristãos usando também a Bíblia.

Saibam, amados irmãos e irmãs, que a Palavra de Deus tem habitado os corações dos cristãos muito antes de Ela ser compilada na Bíblia, o que só ocorreu por volta do ano 300 depois de Cristo. A Igreja é a Esposa de Cristo e, sendo a Esposa é também o Corpo de Cristo. Ora, o Corpo de Cristo não sumiu por trezentos anos, ao contrário: nesse tempo expandiu-se, cumprindo a missão de ir por todo mundo e levar o Evangelho a toda criatura. Ora, sabendo que a Bíblia não havia sido escrita ainda e que o Evangelho era levado a toda criatura, fica evidente que o Evangelho era vivido e ensinado antes mesmo de ser escrito!

Não obstante, o orgulho entrou no coração do homem e o homem se esqueceu de todas essas coisas, buscando suas próprias interpretações, sendo tentado a querer ser o conhecedor do Bem e do Mal… E, assim, muitos homens tornaram a comer do fruto da árvore proibida. O resultado: multiplicaram-se os templos que se diziam cristãos, mas não tinha comunhão entre si, o Evangelho foi caindo em descrédito em muitos lugares e muitos homens passaram se declararem ateus e agnósticos; a Bíblia passou a ser um livro de múltiplas interpretações e cada vez menos as pessoas passaram a ouvir os ensinamentos dos Apóstolos; muitos passaram a não se sentirem mais filhos de Maria e, de fato, deixavam de sê-lo, pois já não comungavam no Corpo de Cristo. A Eucaristia ficou distante de muitos. Ao interpretar indiscriminadamente a Bíblia, o homem se colocou como senhor de si próprio e Deus deixou de ter espaço em seu coração.

Mas o olhar de Deus paira sobre nós. E você, o que fará?

 
 

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