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O mistério do Santo Sudário

24 nov
 

O significado de “Sudário” vem do Latim Sudarium, o lenço com que se enxugava o suor do rosto e pano e com que se cobria o rosto dos mortos e também o lençol usado para envolver cadáveres ou mortalha. O tecido, firme e forte é um puro linho de cor amarelada, este foi utilizado para envolver o corpo de Jesus Cristo após sua crucificação, antes de ser levado ao Santo Sepulcro. Com uma espessura do tecido de cerca de 34/100 de milímetros, macio e fácil de dobrar e com peso avaliado em 2,450 Kg. Conservado em Turim há mais de 4 séculos, o Sudário é um pano retangular de 4,36 metros de comprimento e 1,10 metros de largura. No tecido encontramos manchas de sangue humano, com as marcas do flagelo e suplício sofridos por Jesus de Nazaré. Este pano é a comprovação da existência de Cristo e do das toturas sofridas.

As Marcas do Sofrimento

O sudário foi colocado no sentido longitudinal em torno do corpo torturado, o cadáver que deixou as duas marcas foi deitado sobre uma metade do lençol, o qual depois foi passado por cima da cabeça e estendido até os pés. As duas figuras humanas foram formadas por manchas de dois tipos e de cores diferentes.

Segundo o engenheiro Kenneth E. Stevenson e o Filósofo Gary R. Habermas, assim definiram o homem do Sudário: “a imagem é de um homem com barba e com mais ou menos 1,80m de altura. A idade é calculada em 30-35 anos e o peso em cerca de 80 Kg. É um homem bem constituído e musculoso”.

Na imagem, o rosto apresenta sinais bastante claros de muitos traumas: tumefações na testa, nas arcadas superciliares, nos zigomas, nas faces e no nariz, equimose no nível da omoplata esquerda e uma ferida no ombro direito; poderiam ser atribuídas ao transporte travessão da cruz (patibulum);os joelhos, especialmente o esquerdo, estão escoriados por quedas violentas; fios de sangue estão presentes em todo crânio, e são mais evidentes na nuca e na testa. São bem visíveis os antebraços e as mãos, cruzadas sobre o abdômem, a esquerda sobre a direita. No pulso esquerdo há uma grande mancha de sangue causada por uma ferida grave. Embora a mão direita esteja parcialmente ocultada pela outra, o fio de sangue que escorre pelo antebraço indica que também o seu pulso devia ter ferida semelhante. São lesões provocadas por grandes cravos. Os dedos, bem visíveis estão alongados. nota-se que os dedos polegares não aparecem; isto porque a lesão do nervo mediano, provocada pelos cravos fincados nos pulsos, obrigou os polegares a se contraírem e oporem-se a palma das mãos. No lado direito do tórax – no Sudário, é o lado esquerdo, nota-se uma grande ferida causada por uma ponta de lança. Nas duas figuras, na anterior e na posterior o sangue se coagulou em lesões lácero-contusas ensangüentadas de modo diferente, muitas vezes aos pares em sentido paralelo, causadas por chicotadas repetidas, foram produzidas por dois homens (carrascos) postados um de cada lado. O pé direito devia estar apoiado diretamente no madeiro da cruz; o esquerdo estava posto sobre o direito; ambos foram pregados juntos nessa posição, e assim os fixou a rigidez cadavérica.

A Busca da Comprovação da Veracidade do Santo Sudário
(laudo científico)

Foto com a inversão positivo-negativo

Em 1898, as fotografias tiradas do Sudário determinaram uma reviravolta no interesse e no conhecimento dele, até então considerado como simples objeto de devoção.

O Santo Sudário foi fotografado pela primeira vez por Secondo Pia revelando o aparecimento de um corpo humano, com grande surpresa, viu que a imagem da chapa era muito mais nítida e compreensível do que se via diretamente no sudário. Secondo Pia foi o primeiro homem a contemplar a figura de Jesus Cristo depois de dezenove séculos. O próprio afirma: “fechado em minha câmara escura e absorto em meu trabalho, senti uma emoção fortíssima, quando, durante a revelação, ví aparecer pela primeira vez, na chapa, o Sagrado Rosto, com clareza tal, que fiquei aturdido”.

Aquela primeira fotografia revelou esse segredo imprevisto e imprevisível e desde então se estuda o Sudário como um dos mistérios mais apaixonantes da antiguidade. Já com recursos mais aprimorados, em 1931, o Santo Sudário voltou a ser fotografado por Giuseppe Enrie. Pode-se estudar então os ferimentos do corpo de Cristo impressos no tecido. Entretanto, algo de muito curioso ocorreu.

Ao ser revelada a fotografia, apareceu no negativo a figura de um homem de frente e de costas. Esta foi a primeira inversão negativo-positivo de uma fotografia. As manchas de sangue são claramente positivas na chapa, imagens normais. Deu-se a impressão de que as marcas foram feitas por contato direto. O mais importante desse estudo é a revelação não somente da forma, mas da expressão, do conteúdo espiritual.

O rosto semita, que apesar das chagas tem um ar de majestade serena e com uma expressão de dever cumprido.Durante as averiguações em 1978, fizeram-se milhares de fotografias, com as técnicas mais modernas, e macrofotografias científicas, radiografias, termográficas, fotografias por transparências, etc.

Muitíssimas outras fotografias foram feitas em 1988 durante a retirada de tecido para o exame com o carbono radioativo C14.

Sangue humano no tecido

Os responsáveis pelos estudos de sangue no Sudário são John Heller e Baima Bollone, que comprovaram a presença de hemoglobina, ferro, proteínas, porfirina, albumina e sangue tipo AB, fator RH positivo na trama do Linho.

Esta comprovação anula a hipótese de que a imagem possa ter sido feita por um artista, pois nem mesmo o mais perfeccionista dos pintores plásticos seria capaz de utilizar pelo menos 5 litros de sangue humano e, à pinceladas, constituir a imagem que é vista no Sudário.

Além disso, o linho possui diversas camadas, e o estudo do sangue existente nas fibras comprova ter sido este absorvido pelo contato, pois nem todas as camadas estão impregnadas. Isto seria impossível de conseguir se fosse uma fraude.

Análise com Microscópio

Em 1973, nomeou-se uma comissão para autenticar as fotografias tiradas em 1969; participava da comissão também um cientista protestante suíço, Max Frei Sulzer, perito em microvestígios e criminólogo de fama internacional, fundador e durante vinte e cinco anos diretor do serviço científico da polícia de Zurique.

Ele encontrou no sudário notável quantidade de pó atmosférico muito fino e tirou doze amostras de pó, usando fitas adesivas especiais, que podiam retirar os microvestígios do tecido sem danificá-lo.

As espécies de pólen identificadas no Sudário por Max Frei Sulzer são 58; 17 delas se encontram na França ou na Itália. Três quartos são de plantas na Palestina, sendo muitas delas típicas e freqüentes em Jerusalém e arredores. Isso comprova que o Sudário estivera em Jerusalém. Toda a coleção das amostras de Max Sulzer se encontra nos Estados Unidos desde 1988.

Uma Moeda de Pilatos

Graças a elaboração tridimensional, notaram-se dois objetos arredondados postos sobre as pálpebras (costume da época). Logo se supôs que poderia tratar-se de pequenas moedas. A confirmação veio dos estudos aprofundados de Francis L. Filas, docente na Loyola University de Chicago.

Ele identificou a moeda que esteve sobre o olho direito do Homem do Sudário como um lepton, precisamente como um dilepton lituus, cunhado sob Pôncio Pilatos entre 29 e 32 d.C.

Com a técnica da sobreposição em luz polarizada, foram contados 74 pontos de congruência entre a moeda de Pilatos e a imagem sobre o olho direito. Como comparação, pode-se considerar que, para identidade de duas impressões digitais são suficientes 14 pontos coincidentes em sobreposição.

Incêndio

Em 1532, sofreu um incêndio, o qual causou queimaduras que percorrem todo o lençol. Estava dobrado duas vezes no sentido da largura e quatro vezes no sentido do comprimento, formando 48 sobreposições. estava guardado num relicário revestido de prata, da qual fundida, caíram gotas que queimaram em um dos cantos as várias camadas do tecido. Quando foi desdobrado, viu-se que estava danificado de modo simétrico.

Além disso, a água usada para apagar o incêndio e esfriar a caixa incandescente deixou muitos halos (marcas) na forma de losango, as quais circunscrevem as zonas que permaneceram enxutas.

Os triângulos claros são os remendos dos pontos queimados completamente, feitos pelas Irmãs Clarissas de Chambéry.

Reflexões

O Sudário não é uma falsificação. Com nenhuma técnica se poderia fabricar na Idade Média (como alguns afirmam) alguma coisa semelhante, nem hoje, com toda técnica moderna.

Esse pano tem as características de um tecido funerário hebraico do século I, proveniente da área palestinense.

Esse Homem sofreu uma crucifixão romana do século I, com particularidades desconhecidas na Idade Média, mas em sintonia com as descobertas histórico-arqueológicas posteriores.

Esse corpo sofreu os tormentos descritos nos evangelhos, também nas particularidades personalizadas.

O sangue humano se coagulou sobre a pele ferida e passou para o tecido, com modalidades irreproduzíveis com pincel.

Esse cadáver, posto no lençol cerca de duas horas depois da morte, permaneceu por 30 a 36 horas sem sinais de putrefação.

Essa imagem em negativo não é pintura, nem estampa, nem chamuscadura. É uma projeção do corpo, a qual codificou em sí, a informação tridimensional e é como se houvera sido impressa no tecido por um fenômeno fotorradiante. Esse lençol não tem sinais de deslocamentos; ele se afrouxou e se abaixou porque ficou vazio.

A questão do Sudário se torna uma questão aberta- dizia o escritor Ítalo A. Chiusano- O ônus da prova compete aos cientistas. Caberá a eles, explicar-nos todas as questões: dos pólens, da tridimensionalidade, da imagem em negativo, das coincidências históricas e arqueológicas, das moedas de Pôncio Pilatos sobre os olhos do cadáver, da ausência de decomposição, da impossibilidade de que a imagem tenha sido pintada, etc.

(“A verdade sobre o Sudário” Stevenson, K. e Habermas, G. Tradução: Ferreira, Isabel Fontes Leal -São Paulo, Paulinas, 1983, 3! edição / “0 Sudário de Turim” Hei ler, John H. Tradução: Fonseca, Thea Rio de Janeiro, José Olympio, 1985)

 
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Publicado por em 24/11/2013 em Santo Sudário

 

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