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PALAVRAS DE USO MAIS FREQÜENTE NA BÍBLIA

04 dez

O nome Iahweh (que significa “ele é” – Ex 3,12-15) ou Javé pode aparecer na forma abreviada “Iah”, “Iahu”, “Iô”, “Ieho”. “Hallelu-Iah” (aleluia) significa “louvai a Iah”.

“Adonai” significa “Senhor”. Os Israelitas, quando encontravam na Bíblia o nome “Iahweh”, não o pronunciavam, dizendo em seu lugar “Adonai”.

Outro nome de Deus é “El”, significando apenas Deus e não o seu nome próprio. Aparece comumente na forma “Elohim”.

Outro nome de Deus é “Shaddai”, traduzido por “Todo-Poderoso”. Designa o Deus que habita nas montanhas ou nos campos.

A palavra Abbá, em aramaico, a língua falada por Jesus, significa “paizinho, meu pai, papai”. É com esta palavra de carinho que Jesus normalmente tratava o Pai. No AT, Deus é chamado de Pai em diversas ocasiões (Sl 89,27; Eclo 23,1-4; Is 63,16;64,7; Jr 3,4) mas nunca com esta palavra familiar. Empregada na oração cristã, mostra que o clima dela é o de total confiança e de intimidade.

O nome “Jesus” – em hebraico “Yeshu’a” – é uma forma tardia do nome “Josué”, e significa “Javé é a salvação”, ou seja, em Jesus Deus salva o seu povo.

“Cristo” é a tradução grega do hebraico “Messias”, e significa “ungido”.

Jesus era chamado de “Nazareno” porque tinha vivido e crescido na cidade de Nazaré, na Galiléia, norte da Palestina. A cidadezinha de Nazaré nunca é citada no AT.

Para os cristãos, o peixe simbolizava Jesus porque as letras iniciais da sentença: “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador” formavam em grego a palavra “peixe”.

A palavra espírito em hebraico significa vento, hálito, sopro de vida; pode ser também o jeito da pessoa, sua consciência, seu entusiasmo ou dinamismo. Também chamam-se espíritos certas realidades invisíveis, boas ou más, que agem no mundo. O Espírito de Deus é sua ação, sua força, seu dinamismo.

Em Jo 14 a 16 o Espírito Santo é denominado paráclito, que significa ajudante, protetor, advogado.

A palavra “igreja” significa “reunião”, “assembléia”. No AT designa a comunidade de Israel. No NT, a comunidade dos seguidores de Jesus.

Na Bíblia, os anjos, e principalmente o “Anjo de Iahweh”, são um modo de personificar a ação do próprio Deus. A palavra anjo significa “enviado”, “mensageiro”.

“Satanás” é uma palavra hebraica (Satan) que significa “adversário”, “acusador”. Satânica é toda ação que produz adversidade e acusação infundada.

“Diabo”, do grego “diábolos”, é aquele que provoca dúvida e divisão. É diabólica toda ação que introduz dúvidas ou faz com que as pessoas se dividam.

Demônio não é o mesmo que Diabo ou Satanás. Para os antigos, era uma realidade que agia internamente na pessoa, fazendo-a descobrir alguma coisa sobre si própria.

O nome Belzebu, em hebraico “Baal-zebub”, não é nome do demônio, e sim uma caçoada irônica dirigida ao deus Baal, chamando-o de “senhor das moscas”.

Leviatã, na mitologia fenícia, é o monstro do caos primitivo que foi vencido por Javé por ocasião da criação e da passagem do mar Vermelho. É nome atribuído ao crocodilo, um dos símbolos do Egito.

“Xeol” (= mansão dos mortos) era o nome dado pelos Israelitas para a moradia subterrânea dos mortos. O latim traduziu a palavra por “infernus”, de onde veio o português “inferno”. O inferno como castigo final e definitivo dos maus só aparece no NT, mas não com esse nome. Fala-se de lugar de choro e ranger de dentes, escuridão, exclusão da felicidade eterna, fogo que nunca se apaga, geena.

“Baal” significa “senhor, proprietário, marido”. Era o deus cananeu do trovão e da chuva, possuidor do solo, ao qual traz fertilidade.

“Astate” ou “Aserá” era a companheira de Baal. É a deusa cananéia do amor e da fecundidade.

“Adão” significa literalmente “de terra vermelha”. Na maior parte das vezes em que aparece na Bíblia não é nome próprio, mas designa “um homem, um ser humano, a humanidade”.
“Eva” significa “viva” ou “aquela que dá vida”. É por isso que Adão lhe deu esse nome, “por ser a mãe de todos os que vivem”(Gn 3,20).

Éden não significa paraíso, mas deserto. O jardim de Gn 2,8 foi plantado no deserto, isto é, um jardim em Éden. Um jardim num lugar deserto era o ideal de felicidade de quem vivia em lugares áridos.

Parábola é uma história verossímil, tirada da vida comum, para com ela apontar uma realidade mais profunda. Veja, por exemplo, a série de parábolas em Mt 13.

Metáfora é o modo de falar de uma realidade através de outra. É o único modo de falarmos da divindade e do transcendente.

Alegoria (esta palavra vem do grego e significa “dizer as coisas de outra forma”) é um modo figurado de falar de uma realidade, onde cada coisa corresponde a outra. Veja Mt 25,31-46.

O Símbolo é outro meio de significar uma coisa que seria impossível exprimir de outro modo. O Apocalipse de João é todo escrito em linguagem simbólica, que não pode ser entendida ao pé da letra.

Profeta é aquele que fala em nome de Deus. Por isso o profeta sempre introduz o que vai anunciar com as palavras: “Assim diz Javé…” Os profetas pedem a conversão, e isso significa mudar de rumo, deixando de viver segundo os projetos da injustiça para viver segundo o projeto de Deus, que se funda na justiça.

Apóstolo significa “enviado”, “mensageiro”. Jesus deu esse nome aos discípulos que lhe eram mais chegado e que continuaram sua obra.

Discípulo quer dizer seguidor, aprendiz.

Diácono quer dizer servidor.

“Domingo”, em latim “dies dominica”, significa o “dia do Senhor”. Os cristãos o tomaram como dia santo, no qual se celebra a ressurreição do Senhor Jesus.

Querigma, palavra que significa “proclamação”, era o anúncio fundamental dos primeiros seguidores de Jesus para provocar a conversão dos ouvintes.

Benção significa “bem-dição”, bem-dizer, isto é, desejar e praticar o bem em favor dos outros. Maldição é o contrário: desejar e praticar o mal.

A palavra hebraica pecado – hatta’ – significa “errar o alvo”. O homem erra o alvo quando vive ou faz coisas contrárias ao projeto de Deus. A injustiça é a fonte do pecado.

Glória, em hebraico, corresponde à nossa palavra peso: é o valor bem pesado e avaliado, a importância.

O termo “Hosana” não é um louvor, e sim uma fórmula de súplica. Significa “Salva, por favor”. Atualmente é usada na liturgia como aclamação de louvor.

Maranata, literalmente “Maran athá”, são duas palavras aramaicas que significam: “Senhor nosso, vem”. Aparece no fim de toda a Bíblia: “Amém! Vem, Senhor Jesus!”(Ap 22,20).

Shalom diz mais que o nosso termo paz: é bem-estar completo, satisfação, harmonia – tudo o que é fruto da benção de Deus.

Amém é a palavra hebraica usada no templo e nas sinagogas no fim das orações. Significa: “é certo”, ou “não há dúvida sobre isso”.

A palavra caridade é usada sempre no sentido de amor, não de esmola.

Carisma é uma palavra grega que significa dom, graça. No NT, carismas são os dons que o Espírito Santo distribui na comunidade em vista do bem comum.

Centurião era o chefe de um pelotão de cem soldados, a menor divisão da infantaria romana. Veja, por exemplo, Mt 8,5-13; Jo 4,46-54; Mc 15,39.

A Legião romana contava, no tempo dos imperadores romanos, 6.000 pedestres, 120 cavaleiros, mais as esquadras técnicas e as tropas especiais. Confira Mc 5,9. 15.

O Sinédrio era a suprema instância jurídica do tempo do NT. Era formado por 71 membros: anciãos, sumos sacerdotes e doutores da Lei. Seu presidente era o sumo sacerdote em função.

Sinagoga, ou casa de oração, eram as casas de reunião que apareceram a partir do exílio na Babilônia. A sobrevivência do judaísmo deveu-se à existência das sinagogas, que substituíram o templo. Todos os sábados os judeus se reuniam na sinagoga para rezar, ouvir e comentar os textos bíblicos. Nela todo judeu adulto podia tomar a palavra.

Os anciãos eram os representantes da classe rica, em geral grandes proprietários de terras e imóveis urbanos. Junto com os sumos sacerdotes detinham o poder político e econômico.

Os sumos sacerdotes depostos conservavam seu título e continuavam membros do Sinédrio. O sumo sacerdote era escolhido dentre 4 famílias sacerdotais.

Os doutores da Lei, ou escribas, eram as pessoas mais cultas, entendidas em jurisprudência e interpretação da Bíblia. No Sinédrio, representavam a ideologia dominante.

Fariseus, os “separados”, eram um partido leigo muito próximo ao povo. Distinguiam-se pela intransigência e rígida observância da Lei. Eram piedosos, estudiosos, observantes e mestres da Lei. Acreditavam na vida eterna e valorizavam a tradição de seus antepassados. Eram estimados pelo povo.

Os levitas eram uma espécie de sacerdotes de ordem inferior.

Os saduceus eram o grupo econômico e político dominante na época de Jesus. A ele pertenciam os sacerdotes. Era materialistas, e não aceitavam a ressureição. Eram amis conservadores que os fariseus e deles se distinguiam por doutrinas e práticas. Não acreditavam em anjos, demônios, ressurreição dos mortos.

Os herodianos eram os defensores da dominação romana na Palestina. Estavam a serviço de Herodes e eram os mais ferrenhos perseguidores de movimentos subversivos.

Os zelotes eram membros do partido judaico do tempo de Jesus que se opunha à dominação romana por julgá-la incompatível com a soberania do Deus de Israel.

Os sicários, assim chamados porque carregavam um punhal, eram um movimento subversivo caracterizado por atentados violentos.

Os essênios eram uma facção do clero de Jerusalém que se afastou para as montanhas a fim de encarnar uma vivência genuína da fé judaica.

Os cobradores de impostos, ou publicanos, eram os coletores de tributos e taxas destinados ao império romano. Por essa razão, os cobradores eram odiados pelo povo.

 
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Publicado por em 04/12/2013 em Bíblia

 

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