Esclarecendo o sabado

Normalmente quem gosta de atacar a Igreja com este tema sobre o sabado sao os adventistas do Setimo Dia e outras seitas que possuem tendencias judaizantes, mais que eles muitas vezes caem num erro de ver apenas o Antigo Testamento se esquecendo que os Apostolos juntamente com os primeiros cristaos comemoravam o Dia do Senhor no Domingo, era o dia de comumgar o pão como nos catolicos fazemos hoje.Estes protestantes confundem a Lei do AT, que era uma preparacao para o que havia de vir, como Jesus mesmo disse, que veio não para mudar a Lei, mais para aperfeiçoar, Jesus nao veio para tirar o sabado e o dia do descanso mais veio atraves de sua morte e ressurreição dar aos cristaos um Novo dia de celebrar, o dia da vitoria, o dia em que o Senhor venceu a morte e nos liberou do pecado.

Estes protestantes confundem a lei cerimonial dos judeus, lei essa preparatória para a Lei de Cristo, com uma Lei Moral que deve ser sempre seguida. Guardar, como o fazem os judeus, o sábado é seguir uma lei judaica sem seguir as outras (sacrifícios de animais, proibições de certas comidas, impurezas rituais, etc).

Devemos sim guardar as leis morais do Antigo Testamento, que nos proíbem matar, roubar, cometer adultério, fornicação, incesto, etc. Mas não podemos nem devemos guardar as leis cerimoniais, que eram apenas preparação para o que veio em Cristo.

O sábado era apenas uma figura do domingo, uma sombra do que veio depois, assim como os sacrifícios de bichos no Templo dos judeus eram figura do Sacrifício de Cristo na Cruz e a proibição de certas comidas era figura da proibição do pecado aos cristãos.

Os cristãos guardam o dia de Domingo (Domingo vem do latim “Dominus, “Senhor”), o Dia do Senhor, e não o sábado dos judeus. Este dia é guardado porque foi nele que Cristo ressuscitou, nele que Cristo recriou o mundo após haver passado o sábado libertando os justos presos no Inferno (Mt 28,1; Mc 16,2; 16,9; Lc 24,1; Jo 20,1). Cristo é o Senhor do Sábado, maior que o sábado e com poder de modificá-lo à vontade (Mc 2,28).

Foi também no domingo que o Senhor apareceu aos discípulos pela primeira vez (Jo 20,19) e no domingo seguinte, oito dias depois, a São Tomé (Jo 20,26).

O primeiro dia da semana judaica, posterior ao sábado, quando Cristo ressuscitou, tornou-se o dia de culto dos cristãos ou o dia do Senhor. No ano de 57/58, por exemplo, em Trôade, na Ásia Menor, os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana, conforme At 20, 7, para celebrar a Eucaristia. Em 1Cor 16, 2, S. Paulo recomenda aos fiéis a coleta em favor dos pobres no primeiro dia da semana – o que supõe uma assembléia religiosa realizada naquele dia.

Foi igualmente no domingo que São João recebeu o livro do Apocalipse (Ap 1,10).O Domingo é o dia dedicado à glorificação do Senhor vitorioso sobre a morte, tomou adequadamente o nome de “Kyriaké heméra”, dia do Senhor (ou, propriamente, dia imperial), como se depreende de Ap 1, 10: “Fui arrebatado em espírito no dia do Senhor”. O grego “Kyriaké heméra” deu em latim “Dominica dies”, donde, em português, domiga ou domingo. São João Evangelista já usa a nova denominação cristã, “Domingo” – “Dia do Senhor”, em lugar do judaico “primeiro dia da semana”, ou do romano “dia do sol”, – testemunhando de que já naquela época os cristãos celebravam este dia,chamando de “dia do Senhor – Ressuscitado”

Pode-se crer que a celebração do domingo tenha tido origem na própria Igreja-mãe de Jerusalém, pois os apóstolos estavam reunidos no 50o. dia (Pentecostes), que era domingo, quando receberam o Espírito Santo (At 2, 1-3). Este quis se comunicar não num sábado, como Cristo também não quis ressuscitar num sábado, mas no dia seguinte, domingo. O dia da ‘santificação’ de sua Igreja foi o domingo e não o sábado.

O sábado era usado não para a reunião dos cristãos, mas sim para ir procurar os judeus e evangelizá-los, levando-os a conhecer Nosso Senhor Jesus Cristo (At 13,14; At 13,42; At 13,44; At 17:2). Isto é mais ou menos como quando os cristãos vão a algum lugar onde haja uma reunião de alguma falsa religião para buscar converter os que foram enganados por falsos pastores. Evidentemente os cristãos não deixavam de ir à Missa para participar de reuniões de oração dos judeus!, mas sim iam a estas reuniões para convertê-los e, no dia seguinte, à Missa.

Além disso, o testemunho histórico é claro: os cristãos sofreram inúmeras perseguições por parte dos imperadores pagãos de Roma por se recusarem a desistir do domingo, Dia do Senhor.

Muitíssimos são os testemunhos neste sentido também fora da Bíblia. Dentre eles citaremos a Epístola de Barnabé, escrita antes do Livro do Apocalipse (esta Epístola foi escrita no ano 74 d.C., menos de 40 anos após a Ressurreição, enquanto o Apocalipse foi escrito dezesseis anos depois): “Guardamos o oitavo dia (domingo) com alegria, o dia em que Jesus levantou-se dos mortos” (Barnabé 15,6-8). Este testemunho não é único: centenas de textos escritos por cristãos, como Barnabé, e não cristãos (como Plínio, governador de Bitínia, que no ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 96 escreveu a Trajano manifestando a sua surpresa com os cristãos, que se reuniam no domingo), mostram que, como escreveu Santo Inácio, Bispo de Antioquia, aos Magnésios em 107, disse: “Se aqueles que viveram segundo os velhos usos chegassem à novidade da esperança, não deveriam de modo algum guardar o sábado, mas sim o domingo, em que também nossa vida teve sua origem por Cristo e por Sua morte.”

Agora, um outro problema. Qual é o sétimo dia? A palavra ‘sábado’ não exprime o dia determinado da semana, mas, em hebraico, quer dizer: cessação, repouso (shabath). Quando deve ser este dia de repouso? Deus nunca determinou. O que ele quer é que, após seis dias, o sétimo lhe seja consagrado. Quase todos os biblistas estão de acordo com os cientistas, de que os sete dias da criação, não eram sete dias de 24 horas, mas sete dias, épocas, de milhares de anos. E não existe povo ou cultura, que possa historicamente provar, qual dia da semana era o 1o dia. O “Sábado” bíblico, na língua hebraica,está relacionado com “descanso” e com “sétimo” dia. Daí a intenção do Autor da Bíblia era: ordenar à humanidade que trabalhasse durante seis dias e descansasse no sétimo, dedicando-o em sua honra. Por isso a Igreja Católica respeita os muçulmanos que celebram “o sétimo dia do descanso” na nossa Sexta-feira; como também os judeus que o celebram no sábado.

Enquanto os cristãos, desde primeiro século, escolheram para o dia do descanso, o dia histórico de domingo, o dia da nova criação em honra do “novo Adão, Ressuscitado” – Jesus Cristo

Examinemos agora um pouco a história: desde o século II, há depoimentos que atestam a celebração do domingo tal como foi instituída pelos apóstolos, conscientes do significado da ressurreição de Cristo. Assim Santo Inácio de Antioquia (+110, aproximadamente) escrevia aos Magnésios: “Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas, chegaram à nova esperança, não observando mais o sábado, mas vivendo segundo o dia do Senhor, dia em que nossa vida se levantou mediante Cristo e sua morte” (9, 1)

O Catecismo dos Apóstolos, chamado de ‘Didaqué’, escrito no primeiro século de nossa era, também prescreve, em seu artigo XIV: “Reúnam-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro.”

Em meados do século II, encontra-se o famoso depoimento de S. Jusitino, escrito entre 153 e 155: “No dia dito do sol, todos aqueles dos nossos que habitam as cidades ou os campos, se reunam num mesmo lugar. Lêem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas… Quando a oração está terminada, são trazidos e vinho e água… Nós nos reunimos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia, aquele em que Deus transformou as trevas e a matéria para criar o mundo, e também porque Jesus Cristo Salvador, ressuscitou dos mortos nesse dia mesmo” (I Apologia 67, 3. 7).

Nessa passagem, S. Justino atesta a celebração da Eucaristia no domingo. Chama-o “dia do sol” porque se dirige a pagãos; faz questão, porém, de lembrar que tal designação é de origem alheia, não cristã: “no dia dito do sol”.

Quanto à Constantino existem muitas alegações falsas sobre ele, primeiro que ele foi imperador de Roma e não papa. Também não foi ele que instituiu a guarda do domingo, pois os cristãos já o guardavam como demostra a Bíblia e os antigos testemunhos cristãos (como, por ex., o de São Justino mártir, Santo Inácio de Antioquia, Didaqué, epístola de Barnabé etc.); o máximo que Constantino fez foi transformar o domingo em feriado imperial uma vez que tinha decretado o fim das perseguições contra os cristãos em 313 acabando com dois seculos e meio de perseguicao contra os cristaos.

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