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Porta dos Fundos, a porta da latrina do humor brasileiro

23 jan
O humor é algo maravilhoso e é mais uma característica que torna o ser humano algo fascinante. Provocar a alegria em alguém não é fácil, e muitos dramaturgos e atores concordam que este gênero não é para qualquer um, sendo inclusive mais difícil que outros como o drama e o suspense. Mas o humor, assim como tudo, pode ser usado de várias formas. E quando não é bem usado, ofende mais que diverte.

O brasileiro é muito bem servido de humoristas, aliás, se nos falta avanço tecnológico, sobra criatividade quando o assunto é humor. Nunca devemos nada para ninguém quando o assunto é humor, talvez pelo sofrimento de nosso povo não faltem motivos para rir da própria desgraça e alfinetar os políticos que deveriam fazer aquilo que são pagos para fazer, ou ainda rir das inusitadas ocasiões do dia-a-dia, seja nas grandes cidades ou no interior.
Nossos humoristas fizeram e fazem história, e muitos são aqueles dos quais nunca esqueceremos, como, Grande Otelo, Oscarito, Jô Soares, Agildo Ribeiro, Mazzaropi, Barnabé, Tom Cavalcanti, o mago Chico Anysio, Os Trapalhões, Costinha, Ronald Golias, Ary Toledo, a galera do Casseta & Planeta, entre tantos outros que fazem a alegria de nossa terra.
Piadas do cotidiano, piadas políticas, que, aliás, vem sendo lamentavelmente proibidas no país, até mesmo os desbocados tiveram seu espaço na história do humor brasileiro. Todo humor é uma brincadeira, até quando é uma crítica. É fácil identificar um bom humor já que ele não é ofensivo. Pois como sempre ouvi desde criança, brincadeira é quando todos se divertem, quando se ofende alguém não é mais brincadeira, mas agressão.
Mas até mesmo o humor tem seus limites, que infelizmente são desrespeitados por algumas pessoas que preferem fazer algo ofensivo do que humor, são aqueles que se lançam pelo humor negro ou se apóiam em zombarias gratuitas a religiões para alavancar seu sucesso.
Neste tempo de politicamente correto, onde fazer piada pode lhe colocar na cadeia, muito se limitou o leque do humor que antes era feito. Hoje piadas com deficientes, negros, gays, políticos, entre outros, é quase um pedido para receber um processo. Mesmo que não seja nada ofensivo, o risco é grande, e muitos preferem não arriscar.
Mas enquanto alguns são quase intocáveis, outros não. É o caso dos cristãos, que vem sofrendo ofensas e escárnios sucessivamente. Tudo em nome da liberdade de expressão e travestidos de humor. Nestes tempos em que vivemos, muitas coisas são protegidas das piadas sem graça, já outras não. E infelizmente poucas pessoas percebem o perigo disso.
Hoje o maior exemplo disso em nosso país é um canal do YouTube intitulado Porta dos Fundos, que foi criado por uma trupe de humoristas e toda semana lançam 2 vídeos. A ideia seria ótima se parte da estratégia para alavancar o sucesso do grupo não fosse o ataque e o escárnio aos cristãos.
O grupo, desde o início vem utilizando de deboches e piadas de péssimo gosto para atacar os cristãos e suas práticas. Algo muito lamentável para quem se pretende fazer humor, já que um bom humorista fica reconhecido pela sua capacidade de fazer comédia e não a quantidade de polêmicas que levantou ou ofensas que proferiu.
O grupo agravou sua agressão religiosa em 2013 onde lançou vídeos extremamente ofensivos contra os cristãos, mas foi recentemente que chegou ao seu ápice. Aproveitando-se de uma das principais festas religiosa para os cristãos, o grupo lançou o vídeo “Especial de Natal”, onde em cerca de 16 minutos, zomba e desmerece de forma vil e desrespeitosa a fé de milhões de brasileiros onde escarnece diretamente a figura central de fé de todo cristão, o próprio Jesus Cristo.
Não é de hoje que existe o debate sobre os limites do humor. Este não é um assunto novo mas que foi novamente levantado graças a seguidas ofensas que este e outros humoristas fazem a determinados grupos. Mas especificamente a questão do humor com religiões é um assunto que chama mais atenção quando se trata do Porta dos Fundos. Ainda em 2013, este grupo sofreu uma de suas maiores críticas em rede nacional de um dos humoristas mais respeitados deste país a respeito do uso ofensivo de religiões para fazer humor.
 A questão, como muito bem colocou Renato Aragão, inclusive impedindo que o representante do Porta dos Fundos se manifestasse não é o uso da religião no humor, mas fazer isso de forma agressiva e ofensiva. Para quem pretende ser reconhecido pelo humor, o Porta dos Fundos está fazendo tudo errado.
Não vou aqui me desdobrar explicando onde o Porta dos Fundos foram ofensivos, incluindo a violação do código penal que trata da intolerância religiosa, tudo isso foi muito bem feito, como o artigo de Yago Matins Porta dos Fundos: Humor, Crime eImpunidade, onde mostra magistralmente os problemas morais e jurídicos deste grupo.
Muito menos vou aqui discutir a capacidade humorística do grupo, aliás, gosto é algo que cada um tem o seu. Da mesma forma que existe aqueles que sabem admirar uma bela música ou um bom vinho, tem quem prefira muito funk regado a cerveja barata.
Minha questão é a crescente onda de ataques a cristãos que se agravam a cada dia em todo mundo. Se aqui o ódio gratuito vem sendo destilado contra os cristãos por meio de palavras ou zombarias pelo YouTube, em muitas partes do globo a onda de ataques a cristãos incluem bombas e metralhadoras.
Poucos dias depois do Porta dos Fundos lançar seu vídeo debochando dos cristãos, no dia de Natal, cerca de 37 cristãos foram mortos em três atentados contra cristãos em Bagdá, no Iraque. Em um dos atentados, um carro bomba explodiu próximo a uma igreja durante a missa de natal, matando cerca de 26 pessoas.
Ataques como este não são exceção, ao contrário, são cotidianos em regiões como África, Ásia e Oriente Médio. São cerca de cem mil pessoas mortas por ano em todo mundo pelo simples fato de serem cristãos e infelizmente a tendência é aumentar, já que a mídia se silencia e não divulga tais fatos. Mas ainda mais preocupante é a indiferença dos próprios cristãos diante de tão lamentáveis notícias.
Somos uma sociedade onde a grande maioria se declara como cristãos, mas parece sermos apenas cristãos de IBGE. As vezes me pergunto se seríamos tão cristãos se a perseguição aqui fosse tão agressiva como em outras partes, como no Iraque, Nigéria ou Costa do Marfim, onde cristãos preferem não comemorar certas festas religiosas para não despertar o ódio contra sua fé. Afinal, que tipo de cristãos somos que permitimos ver nossa fé zombada todos os dias na TV por personagens como o Félix, da novela Amor à vida que utiliza passagens bíblicas para seus trocadilhos de zombaria?
O Porta dos Fundos precisam responder na justiça pelos seus ataques gratuitos a toda cristandade, a impunidade deste grupo irá embasar o agravamento e o aparecimento de novos ataques como este e quem sabe até piores.
 
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Publicado por em 23/01/2014 em Mídia

 

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