VENERAÇÃO E NÃO ADORAÇÃO








     “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48): “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão“. 

A Santíssima Virgem “é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja.
 Com efeito desde remotíssimos tempos, a bem-aventurada Virgem é venerada sob o título de ‘Mãe de Deus’, sob cuja proteção os fiéis se refugiam suplicantes em todos os seus perigos e necessidades (…) 
Este culto (…) embora inteiramente singular, difere essencialmente do culto de adoração que se presta ao Verbo encanado e igualmente ao Pai e ao Espírito Santo, mas o favorece poderosamente“;
 este culto encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus e na oração Mariana, tal como o Santo Rosário, “resumo de todo o Evangelho.

 
Ao cultuar  Maria, podemos nos ajoelhar e rezar a ela, pois ajoelhar-se nem sempre quer dizer adorar, mas venerar, mostrar respeito, como vemos o gesto de Abigail diante de Davi:
 
 
 
“QUANDO ABIGAIL AVISTOU DAVI, DESCEU PRONTAMENTE DO JUMENTO E PROSTROU-SE COM O ROSTO POR TERRA DIANTE DELE.”
I SM 25,23
 
 
 
Os Judeus tinham uma veneração pela Arca da Aliança (I Cron 15,28), pois sabiam que nela estava a Palavra de Deus, os dez mandamentos, e um pouco do maná, pão do céu (Hb 9,4) , e consideravam a Arca como um ponto de ligação entre eles e Deus (EX. 25, 18-22), (II Cron 6,41).
 
Do mesmo modo, veneravam o Templo de Jerusalém (I Re 8, 10-11).
 
Ora, Maria, para os cristãos, é a Arca da nova Aliança (Apoc 11,19), já que teve em seu ventre o Verbo (Jo 1, 1), a Palavra de Deus, e o Maná, o Pão vivo (Jo 6,35), Jesus, descido do céu (Jo 6,38), e como não devemos venerá-la?
 
Maria foi e é o Templo perfeito da Trindade (Lc1,35) e como não respeitá-la e amá-la?
 
Os judeus veneravam uma caixa de madeira revestida de ouro (Hb 9,4), (II Cron 6,41) que continha as tábuas da Lei, nós veneramos Maria, que conteve o Criador do Universo, que deu sua carne e seu sangue, para o Todo-Poderoso.
 
Se os judeus tremiam e temiam o poder da Arca (Num 10,35), quanto mais nós não devemos venerar e honrar uma mulher revestida do poder de Deus (Lc1,35), (Lc1,41), (Apo 12 1-2)?
 
 
 Nenhuma mulher será igual a Maria, pois nenhuma será como ela, Filha, Mãe e Esposa de Deus (Lc1,35).
 
Assim ao olhar as imagens (Num 21 8-9) de Maria e orarmos diante delas, nos dirigimos não à imagem e sim àquela que a imagem representa, assim como os israelitas oravam a Deus diante da Arca (Num 7,89), que tinha imagens de anjos ( querubins) (Ex 25,18-22) e oraram diante da serpente de bronze (Num 21 8-9).
 
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