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Como conseguiremos os frutos da Missa?

30 abr
Trecho tirado do Livro A EUCARISTIA de Tihámer Toth – Editora Formatto
O que for a tua Missa, assim será a tua fé.
É freqüente escutar: “Vou à Missa com freqüência e não sinto os seus efeitos”. A resposta é que não se prepara bem ou não participa convenientemente.
Devemos ir à Missa com devida preparação, igual como à vida terrena de Jesus foi a grande preparação para o sacrifício do Calvário.
Não é de se admirar, que não tire proveito espiritual, se vai para a Igreja sem pensamentos sérios, sem concentração, chegando em cima da hora, talvez depois de iniciada a celebração.
Por este motivo – também por educação – é prudente não chegarmos atrasados, mas minutos antes, assim teremos tempo de meditar sobre o acontecimento incomparável em que vamos tomar parte.
O fruto da assistência à Missa depende em grande parte desta fé. Se a tivermos, nossa devoção será fervorosa, a nossa atenção fixa, o nosso coração abrasado de amor. Caso contrário, a nossa alma permanecerá fria como a pedra do altar, que não sente sobre si o corpo do Senhor.
A pureza da alma é condição para a boa preparação. Quanto mais puro estivermos ao participar do sacrifício de Cristo imaculado, tanto mais intensamente nos uniremos a Ele e receberemos graças abundantes. Os fiéis assistem à mesma Missa, mas os frutos são diferentes para cada um.
Dez pessoas vão à mesma fonte com cântaros diferentes. Embora a fonte ofereça a todos a mesma abundância de água, contudo o que tem o cântaro cheio de terra, não levará nenhuma água.
A preparação inclui a participação ativa. Muitos fiéis não tiram proveito algum da Missa, porque se limitam a apenas em ouvir e depois voltar para a casa com o dever cumprido.
Muitos estão sentados em silêncio, como compete a pessoas educadas, olham para o altar, para o sacerdote, para o teto da Igreja, para os vizinhos e observam se estão vestidos elegantemente.
Quando todos se levantam, acompanham sem saber o motivo, na Consagração estão distraídos e no fim, levantam-se e deixam o recinto. Saem sem terem um só pensamento de devoção, sem o mais leve vislumbre do acontecimento sublime, do qual foram espectadores.
Estes me fazem lembrar dos soldados romanos que guardavam a cruz; desenrolava-se diante deles o mais grandioso drama da história universal, e eles não suspeitavam de nada, continuavam tranqüilamente jogando dados.
A falta não está na má vontade – pois neste caso não iriam à Missa – mas em um defeito doloroso, não conhecem as riquezas da cerimônia, não sabem seguir os atos do celebrante. Se conhecessem os significados de cada parte da Missa, ficariam admirados do proveito que conseguiriam e da emoção espiritual que sentiriam por participarem da Santa Missa. Alcançariam graças abundantes.
Na Epístola aos Efésios, o Apóstolo São Paulo, fala da largura e do comprimento, da altura e da profundidade do amor de Deus (Cf. Ef 3, 18).
Vemos e experimentamos de diversas formas o amor de Deus, mas nunca sentimos com maior intensidade a largura, comprimento, altura e profundidade como na Missa. A assistência à Missa com piedade e retidão, nos obriga a uma vida de sacrifícios em nossa vida cotidiana. Não basta, pois estarmos passivos na Missa.
A Missa não é só do celebrante; não é um ato teatral contemplada no palco, também não é uma prática de devoção que o homem cumpre aos Domingos.
A Missa e a vida devem se fundir. Precisamos regar a árida terra da vida cotidiana com a farta torrente de graças que jorram da Missa.
Quem desta maneira se une à Missa, rende a Deus a maior homenagem e alcança para a alma, os mais preciosos favores.
Proclama com os lábios, mas também com toda alma os louvores deste hino:
“Ó Vós que estais no altar sob as espécies de pão, sob a brancura da hóstia imaculada, Deus altíssimo, admiravelmente oculto! Embora não possa vos ver com os olhos do corpo, vos adoro em verdade, vos confesso com meu Criador e meu Deus e afirmo que sois o meu Senhor. Por este Corpo bendito que adoramos aqui, por este Sangue bendito diante do qual nos prostramos, vos suplico meu Deus, que tenhais piedade da minha alma, que perdoeis os meus pecados”.
O QUE FOR A TUA MISSA, ASSIM SERÁ A TUA FÉ.
O QUE FOR A TUA MISSA, ASSIM SERÁ A TUA MORAL.
O QUE FOR A TUA VIDA NESTE MUNDO, ASSIM TAMBÉM SERÁ NO CÉU, POR TODA A ETERNIDADE.
 
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Publicado por em 30/04/2015 em Uncategorized

 

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