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O Evangelho Segundo São João

08 maio

O  Evangelho Segundo São João é o quarto e último evangelho. Na Bíblia vem depois de Lucas e antes dos Atos dos Apóstolos. Sua autoria é tradicionalmente atribuída a João, o “discípulo amado”, irmão de Tiago.

A frase do discípulo quem Jesus amou ou Discípulo amado é usada diversas vezes no Evangelho segundo São João, mas não é encontrado em nenhum dos outros evangelhos sobre Jesus. No Evangelho segundo João, é o Discípulo Amado quem pergunta a Jesus durante a última ceia quem é aquele que o trairá. Mais tarde na crucificação, Jesus diz a sua mãe “mulher, aqui está seu filho” e indica o Discípulo amado na interpretação mais comum. Ao Discípulo Amado diz, “está aqui sua mãe.” Quando Maria Madalena descobre o túmulo vazio, vai dizer ao Discípulo Amado e Simão Pedro. O Discípulo Amado é o primeiro a alcançar o túmulo vazio, mas Simão Pedro é o primeiro a entrar.

A maior parte dos seus relatos é inédita em relação aos outros três evangelhos, o que sugere que o autor tivesse conhecimento do conteúdo deles ao escrever seu livro. Mais da metade deste evangelho é dedicado a eventos da vida de Jesus Cristo e suas palavras durante seus últimos dias. O propósito de João foi inspirar nos leitores a fé em Jesus Cristo como o Filho de Deus. João também dá ênfase à total dependência humana em relação a Deus para a salvação.

A concepção desta obra obedece a uma linha de pensamento teológico coerente e unificadora. Face aos vários esquemas propostos, mostraremos as unidades do conjunto para deixar ver um pouco da sua riqueza e profundidade:

Prólogo (1,1-18): uma solene abertura, que anuncia as ideias mestras.

I. Manifestação de Jesus ao mundo (1,19-12,50), como Messias, Filho de Deus, através de sinais, discursos e encontros. Distinguem-se aqui cinco grandes secções:

1. Primeiro ciclo da manifestação de Jesus: 1,19-4,54. Semana inaugural.

2. Jesus revela a sua divindade: Ele é  Filho, igual ao Pai: 5,1-47

3. Jesus é  Pão da Vida: 6,1-71.

4. Jesus é  luz do mundo: grandes declarações messiânicas por ocasião das festas das Tendas e da Dedicação: 7,1-10,42.

5. Jesus é a vida do mundo: 11,1-12,50.

II. Revelação de Jesus aos seus (13,1-21,25): manifestação a todos como Messias e Filho de Deus através do “Grande Sinal”, por ocasião da sua Páscoa definitiva.

6. A Última Ceia: 13,1-17,26.

7. Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus: 18,1-20,29.

Epílogo (20,30-21,25): dupla conclusão. Aparição na Galileia.

Particularidades de João

João usa de um material especial para desenvolver seus escritos e possui bons conhecimentos históricos e topográficos. João não está preocupado em mostrar um Jesus “histórico” do ponto de vista moderno, mas seu interesse é levar o leitor, pelos olhos da fé, à raiz dos acontecimentos. Comparando as parábolas vivas e cheias de sinais dos sinóticos com os discursos profundamente teológicos de Jesus no evangelho de João mergulhamos numa realidade onde ele procura revelar as verdades mais secretas e divinas.

Enquanto os sinóticos proclamam o Reino de Deus ou o Reino dos Céus, no escrito joanino a grande revelação é o próprio Jesus, filho legítimo de Deus e ele mesmo Deus.

O quarto evangelho, a princípio tem a mesma estrutura dos evangelhos sinóticos.No entanto, destaca milagres ou aspectos da pregação de Jesus que não são relatados por eles: o início da vida pública de Jesus nas bodas de Cana; a ressurreição de Lázaro; o lava pés; a questão do paráclito; o longo discurso sobre o pão da vida que vem após a multiplicação dos pães; é o único a apresentar as três grandes festas judaicas; Jesus toma posse da fórmula “Eu sou”, que é própria de Deus. O evangelho segundo João é o evangelho mais puro, o mais radical, o mais teológico, com uma cristologia mais desenvolvida que se preocupa em apresentar a divindade de Cristo.

Isso pode ser percebido logo nas palavras iniciais de seu Evanegelho, o chamado Prólogo de São João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.”. Essa máxima teológica é uma das mais importantes de toda a Sagrada Escritura, pois é um dos fundamentos mais básicos de todo o Cristianismo: a certeza de que Jesus é Deus.

Outra característica é o simbolismo, que pertence à própria estrutura deste Evangelho, organizado para revelar tudo o que nele se relata: milagres, diálogos e discursos. Assim, os milagres são chamados “sinais”, porque revelam a identidade de Jesus, a sua glória, o seu ser divino e o seu poder salvador, como pão, luz, vida e ressurreição, em ordem a crer nele; outras vezes são “obras do Pai”, mas que o Filho também faz.

São João nos apresenta uma narrativa evangélica excepcional, repleta de uma profunda teologia. Na Liturgia, não é utilizado em nenhum dos chamados Anos Litúrgicos, mas é utilizado durante os três anos em celebrações festivas, no período quaresmal e em outras festas determinadas.

No evangelho escrito por João, Jesus faz diversas declarações sobre a sua pessoa, seu propósito e nos mostra claramente que ele é o caminho para a vida eterna.

Neste evangelho, Jesus declara que é o filho de Deus, que foi enviado por Deus para cumprir na cruz do calvário o plano de Deus para a salvação do homem.

Sobre a sua pessoa, Jesus fez sete declarações no Evangelho de João:

  • Eu sou o pão da vida;
  • Eu sou a luz do mundo;
  • Eu sou a porta das ovelhas;
  • Eu sou o Bom Pastor;
  • Eu sou a ressurreição e a vida;
  • Eu sou o caminho a verdade e a vida;
  • Eu sou a videira verdadeira.

Todas as declarações acima foram feitas para mostrar que não há outro caminho para nos levar até Deus, senão por Jesus Cristo.

No evangelho de João encontramos também um texto tido por muitos como o texto áureo da Bíblia. João 3:16 é um versículo de grande profundidade e faz uma espécie de resumo daquilo que Deus planejou para nós na pessoa de Jesus:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

Em seu livro “3:16 – A mensagem de Deus para a vida eterna”, o escritor americano Max Lucado, escreveu sobre este versículo:

Se você não sabe nada sobre Deus, comece por aqui. Se você acha que já sabe tudo sobre Deus, volte sempre para João 3:16. Todos nós precisamos deste lembrete. Afinal, a essência do problema humano é o coração, e o tratamento de Deus está escrito em João 3:16.

João 3.16 é simples o bastante para não discutirmos, é grande o bastante para não entendermos, mas é profundo o bastante para nos explicar o maior e mais sublime plano de Deus para as nossas vidas.

No evangelho de João algumas palavras ou frases importantes são empregadas com uma frequência muito grande. Alguns exemplos:

  • Crer;
  • Luz;
  • Palavra;
  • Amor;
  • Mundo;
  • Trevas;
  • Vida eterna;
  • Eu sou…
  • Entre outras.

O evangelho de João é belo, traz sossego para a alma e consolo aos nossos corações. É um livro de leitura agradável, aconselhador e estimula a nossa fé em Jesus Cristo, o filho de Deus.

Portanto, leia a Bíblia, leia este evangelho e encontre uma maravilhosa fonte do saber de Deus, revelado na pessoa de Jesus Cristo.

São João, rogai por nós!

 
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Publicado por em 08/05/2015 em Uncategorized

 

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