Quando surgiram as primeiras Basilicas ?

De acordo com a história, as basílicas surgiram na Pérsia (atual Irã). Eram salas enormes, utilizadas para as audiências proferidas pelo rei, justamente por isso o nome de basileus (casa do rei). Devido à praticidade para reuniões e, por conseguinte, a capacidade em abarcar grande número de pessoas, estas salas foram copiadas pelos gregos. Contrariamente, na Grécia, as basílicas tornaram-se o lugar do encontro oficial de comerciantes mercantis e de autoridades políticas.

Mais adiante, foram os romanos que utilizaram da arquitetura basilical para construir os seus grandes fóruns, onde se administrava a justiça. Nas cidades importantes da Antiga Roma havia as Basílicas do Fórum Romano. Dentre elas se destacaram a Basílica de Júlia, dedicada a Júlio César em 46 a.C.; a Basílica de Emília, considerada um dos mais belos templos antigos, hoje só restam algumas partes e a Basílica de Constantino, reconhecida entre as últimas basílicas civis do fórum romano, erigida por Constantino I após obter a vitória sobre Magêncio, em 312 d.C. Essas basílicas compreendiam os tribunais civis e o local em que se organizava a administração burocrática do Império.

Com a assinatura do Edito de Milão, em 313 d.C., os cristãos deixam de ser perseguidos pelos romanos e ganham o título de religião lícita. Podiam, então, se reunir publicamente, o que antes faziam às escondidas. Em 380 d.C. o Cristianismo torna-se a religião oficial do Império e são muitos os que agora o procuram no intuito de se converter ao Evangelho e uma minoria com o interesse de assumir cargos públicos. Com o aumento do número de convertidos resta à Igreja adotar o estilo das antigas basílicas greco-romanas como arquitetura das novas Igrejas Cristãs. É o caminho paulatino das catacumbas às basílicas.

Etimologicamente a palavra “basílica” tem um caráter universal, mas é proveniente do antigo grego Βασιλική (basiliké) e significa casa do rei ou palácio dos imperadores orientais. No sentido teológico toda a arquitetura basilical deseja ser um resplendor simbólico de Deus no mundo. A Basílica almeja proclamar o Absoluto de Deus na primazia do humano. Ao mesmo tempo, ela não pode ser compreendida como um resquício dos tempos imperiais ou medievais da Igreja, mas, sobretudo como a manifestação da imagem sacral do mundo, das pessoas e da sociedade inteira sob a ótica de Deus.

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