Comunhão dos Santos na Igreja Primitiva

Os “primitivos” cristãos tinham plena certeza da realidade viva e abençoada em que já viviam os santos logo após a morte – nada tendo a ver com as malfazejas teses de que eles estariam inconscientes; bem como, reconheciam a superbíssima dignidade as quais eles foram elevados. Escreve S. Clemente (séc. I): <<“Os que suportaram com confiança, herdaram glória e honra; foram exaltados, e Deus os inscreveu no seu memorial pelos séculos dos séculos. Amém” (S. Clemente de Roma, aos Coríntios, n. 45.8)>>[PATRÍSTICA, PADRES APOSTÓLICOS – Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, O pastor de Hermas, Carta de Barnabé, Pápias, Didaqué, 2a. edição, Editora Paulus, SP, 1995, p. 56].

Os mesmos igualmente confiavam na perenidade do amor que havia entre todos os filhos de Deus (dos céus e da terra); pois o vínculo da caridade nunca se rompe. Orígenes, pelo ano 250 d.C., afirmava que: <virtudes nesta vida são definitivamente aperfeiçoadas no além. Ora, a mais valiosa de todas é a caridade; esta, portanto, na outra vida é ainda mais ardente do que na vida presente. Por conseguinte, os santos exercem seu amor sobre os irmãos na terra, mediante a intercessão dirigida a Deus em favor das necessidades destes peregrinos>> [CUNHA, E., Imagens e Santos (um esclarecimento para o povo), 1a. edição, AM Edições, SP, 1993, p. 56].

Não à-toa, Sto. Inácio, já no ano 107 d.C., – na iminência de seu martírio – escreveu: << “Meu espírito se sacrifica por vós, não somente
agora, mas também quando eu chegar a Deus” (Santo Inácio de Antioquia, tralianos, n. 13,3)>> [PATRÍSTICA, PADRES APOSTÓLICOS – Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, O pastor de Hermas, Carta de Barnabé, Pápias, Didaqué, 2a. edição, Editora Paulus, SP, 1995, p. 101].

Assim como a nuvem acompanhara o povo de Deus na peregrinação pelo deserto; simirlamente, há uma “nuvem de testetumnhas ao nosso redor” (Hb12,1) que não cessa de vibrar e exaltar de alegria como a nossa vitória sobre o mal. Como disse Nosso Senhor: “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos que não preciam
de arrependimento” (Lc 15,7).

Bibliografia

– BÍBLIA DE JERUSALÉM, Editora Paulus, SP, 1996.
– CUNHA, E., Imagens e Santos (um esclarecimento para o povo), 1a. edição, AM Edições, SP, 1993.
– PATRÍSTICA, PADRES APOSTÓLICOS – Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Policarpo de Esmirna, O pastor de Hermas, Carta de Barnabé, Pápias, Didaqué, 2a. edição, Editora Paulus, SP, 1995.

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