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ENCONTRANDO A MISSA NA BÍBLIA!

25 set

A Missa é um culto bíblico num sentido ainda mais obvio. Pois é o culto que Jesus mandou celebrar na sua Última Ceia. Quando São Paulo escreveu aos coríntios, para corrigir abusos na maneira que estavam celebrando a Eucaristia, recordou a noite em que Jesus foi entregue. Vamos ler 1Cor 11,23-25.

Veja, São Paulo conta que Jesus ‘tomou o pão, dando graças, parti-o e disse: ‘Isto é o meu corpo’ e da mesma maneira ‘tomou o cálice … dizendo ‘Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue’. Recordou ainda as palavras de Jesus aos apóstolos : ‘Fazei isto em memória de mim’.

As primeiras descrições da Igreja no Novo Testamento são marcadamente ‘eucarísticas’. Mostram-nos a Igreja realizando o mandamento de Jesus na Última Ceia.

Vejamos At 2,42 = ‘perseverantes na doutrina (ensinamento) dos apóstolos’ e na fração do pão’. Vejamos At 20,7-11 = sermão – fração do pão. Vejamos Lc 24,25-32.35 = Proclamação da Palavra – fração do pão.

As primeiras celebrações eucarísticas seguiram a mesma estrutura de duas partes da nossa Missa atual: leitura do ‘ensino dos apóstolos’ seguida pela ‘fração do pão’. Então, na descrição mais antiga da vida da Igreja, vemos Palavra e Sacramento, Bíblia e Liturgia unidos. De fato, a Bíblia e a Missa foram unidas inseparavelmente para sempre por Jesus mesmo na noite da primeira Páscoa. São Lucas nos diz que ao ressuscitar, Jesus se encontrou com dois discípulos no caminho de Emaús (cf. Lc 24,13-35). Primeiro Jesus ‘proclama’ as Escrituras, ensinando como o Antigo Testamento se cumpre no Novo Testamento realizado no seu sangue. Depois Jesus oferece ação de graças por esta aliança no partir do pão.    Desde aquela noite, os cristãos se reúnem a cada domingo, o dia da ressurreição que nós conhecemos como o Dia do Senhor (At 20,7; Ap 1,10). Nessa assembleia abrimos as Escrituras e partimos o pão.

Vamos continuar a nossa busca de encontrar a Missa na Bíblia. No livro do Apocalipse nos deparamos com alguns símbolos de nossa liturgia: incenso, altar, oficiantes por vezes designados como sacerdotes, participantes que se prosternam, adoram, cantam a glória de Deus e de sua obra em Jesus Cristo por meio de hinos de caráter muito tradicional. O nosso Saudoso Papa São João Paulo II dizia: ‘… que a Missa é o céu na terra” e ele explicou que “a liturgia que celebramos na terra é misteriosa participação a liturgia celeste”. Assim, a nossa liturgia participa da liturgia celeste! Na missa, já estamos no céu. Dessa maneira, precisamos aprender a ver o Apocalipse como a Igreja o vê, ou seja, se queremos entender o sentido do Apocalipse, temos que aprender a lê-lo com uma imaginação sacramental. Podemos então perceber que os símbolos trazidos pelo Apocalipse estão em nossa liturgia: (HANN, 2002,p.107-108).

Missa dominical – 1,10

Candelabros 1,12; 2,5

Sumo sacerdote- 1,13

Paramentos 1,13; 4,4; 6,11; 7,9; 15,6; 19,13s

Sacerdotes 4,4; 11,15; 14,3; 19,4

Altar- 8,3-4; 11,1; 14,18

Celibato consagrado 14,4

Penitência caps.2 e 3

Incenso 5,8; 8,3-5

O livro 5,1

A hóstia eucarística 2,17

Taças (cálices) 15,7; 16;21,9

O sinal-da-cruz 7,3; 14,1; 22,4

O glória 15,3-4

O Aleluia 19,1.3.4.6

Corações ao alto 11,12

O “Santo, Santo, Santo” 4,8

O Amém 19,4 ; 22,20

O “Cordeiro de Deus” 5,6

Virgem Maria 12,1-6.13-17

Intercessão dos anjos e santos 5,8; 6,9-10; 8,3-4

Devoção a são Miguel 12,7

Antífona 4,8-11;5,9-14; 7,1-12; 18,1-8

Leituras das Escrituras 2-3; 5; 8,2-11

O Sacerdócio dos fiéis 1,6; 20,6

Catolicidade ou universalidade 7,9

Contemplação silenciosa 8,1

O banquete das núpcias do Cordeiro 19,9.17

Portanto, o Apocalipse trata de uma reflexão sobre o culto, e este culto é a antecipação do Fim, do Julgamento, do Reino que acontece na Santa Missa. Contudo, tanto o Apocalipse quanto a liturgia nos falam sobre o Fim, pois, o fim tem o seu nome: Jesus Cristo. E é a este que a Igreja clama incessantemente numa única voz; “Maranatá”, ou seja, “ Vem, Senhor Jesus!”. Nesta grande prece a Igreja clama o nome de Jesus e se prepara para a parusia.

 
1 comentário

Publicado por em 25/09/2015 em Uncategorized

 

Uma resposta para “ENCONTRANDO A MISSA NA BÍBLIA!

  1. Dani A.

    26/10/2015 at 5:00 pm

    Resposta a Centro Apologético Cristão – CACP – Em defesa da Santa Eucaristia

    Desmascarando a doutrina de Paulo Cristiano

    Segundo o Sr. Paulo Cristiano do CACP, a doutrina Católica da Eucaristia trata-se de uma aberração teológica:

    “A tradição da Igreja Católica, além de tropeçar nas metáforas e figuras da Bíblia na questão da eucaristia, que por si mesma já é uma aberração teológica, consegue embutir nela mais algumas heresias, como a ministração de apenas um só dos elementos aos fiéis — a hóstia. ” Artigo disponível em 04/03/2015: encontrado aqui.

    O comentário acima parece curioso nem tanto pela imprecisão mas por ser feito por um protestante evangélico que professa a Sola Scriptura que, como sabido, adere à interpretação literal dos textos bíblicos. Como justificar então a interpretação não literal da passagem abaixo?

    “Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram.
    Este é o pão que desce do céu, para que quem dele comer não morra.
    Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” (João 6:48-51)

    Perguntavam os incrédulos ontem, e, ainda hoje perguntam: “Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer?” João 6: 52

    Jesus lhes disse: “Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” João 6:53-56

    Eis os comentários nos vários séculos dos santos e beatos sobre esta doutrina ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo e à qual o Sr. Paulo Cristiano chama de heresia:

    Santo Tomás de Aquino: “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens”.

    São Pedro Julião Eymard: “Jesus está em cada hóstia consagrada e, se esta for partida, ficará Ele todo inteiro sob cada partícula. Em vez de dividi-lo, a fração da hóstia O multiplica”.

    São João Crisóstomo: “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-nos do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno”.

    São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem na perfeição, e os imperfeitos, para chegarem à perfeição”.

    São Cirilo: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente”.

    Beato João Paulo II: “Este pão é Jesus. Alimentar-nos dele significa receber a própria vida de Deus, abrindo-nos à lógica do amor e da partilha”.

    Santo Afonso de Ligório: “Sem a Missa, a terra já teria sido aniquilada, há muito tempo, por causa dos pecados dos homens”.

    São João Maria Vianney: “O alimento da alma é o Corpo e o Sangue de Deus!…Oh! Formoso alimento! A alma não se pode alimentar senão de Deus. Só Deus pode bastar-lhe. Só Deus pode saciá-la. Fora de Deus não há nada que possa saciar-lhe a fome”.

    São Lourenço: “Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa”.

    São Bernardino de Sena: “O dar-se Jesus Cristo a nós como alimento foi o último grau de amor. Deu-se a nós para unir-se totalmente conosco como se une o alimento diário com quem o toma”.

    Santo Agostinho: “O Senhor Jesus queria que aqueles cujos olhos foram mantidos para reconhecê-lo, reconhecê-lo no partir do pão [Lucas 24:16,30-35]. Os fiéis sabem o que eu estou dizendo que eles conhecem a Cristo na fração do pão. Pois nem todo pão, mas apenas aquele que recebe a bênção de Cristo, TORNA-SE CORPO DE CRISTO.” (Sermões 234, 2)”

    O Concílio

    “Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de TRANSUBSTANCIAÇÃO [can. 2].” (Concílio de Trento Capítulo 4)

    Cap. 4. — A Transubstanciação (Sessão XIII)

    877. Uma vez, porém, que Cristo Nosso Redentor disse que aquilo que oferecia sob a espécie de pão era verdadeiramente o seu corpo (Mt 26, 26; Mc 14, 22 ss; Lc 22, 19 ss; l Cor 11, 24 ss.), sempre houve na Igreja de Deus esta mesma persuasão, que agora este santo Concilio passa a declarar: Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de transubstanciação [can. 2].

    Resta ao Sr. Paulo Cristiano retroceder ou fazer como fizeram alguns depois de terem ouvido as duras palavras de Jesus:

    “Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele.

    Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?” João 6:66,67

    Então Sr. Paulo Cristiano?

    Quereis vós também retirar-vos?

    E você que nos lê? O que escolherá?

    A Doutrina da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (1Tm 3,15) ou doutrinas de homens?

    Façamos como Pedro que é tão desvalorizado pelos doutores desta época:

    “Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. ” João 6: 68

    Sobre estes mestres que condenam a doutrina católica falando do que não conhecem e seus seguidores está escrito:

    “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

    E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. 2 Timóteo 4:3,4

    Limitamos o debate às questões de fé e doutrina. Repudiamos ofensas, zombarias e ataques pessoais. Também não admitimos cerceamento religioso e ataques a honra e dignidade das pessoas.

    Autor: A.Silva com a colaboração de V.de Carvalho – Livre divulgação mencionando-se os autores

     

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