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A Eucaristia: presença real ou simbólica de Cristo?

03 out

Muitos Católicos e não-católicos pensam que a Igreja Católica inventou a doutrina da transubstanciação. Transubstanciação significa que o pão e vinho apresentados no altar na Missa, tornam-se o Corpo e Sangue de Cristo, pela força do Espírito Santo, na consagração. A consagração é o momento em que o padre chama a presença do Espírito Santo para mudar o pão e vinho no  Corpo e Sangue de Cristo. Entretanto, o Corpo e Sangue mantém a aparência de pão e vinho. A Igreja Católica acredita que a Eucaristia é a Presença Real de Cristo Jesus, corpo, sangue, alma e divindade. As Igrejas Ortodoxas e a maioria das outras Igrejas do Oriente assim também acreditam. Porém a grande maioria das denominações Protestantes têm interpretado a presença de Cristo na celebração do Senhor ou Eucaristia como sendo uma presença unicamente espiritual, ou simbólica, ou não-real.

Uma leitura atenta aos escritos dos primeiros cristãos, facilmente comprovará que toda a Igreja, ou seja, os cristãos, pregavam a presença Real de Jesus Cristo na Eucaristia. Isto assombra muita gente, mas é o relato de séculos de História. Até o ano 500 depois de Cristo, nenhum cristão negou a Presença Real de Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia. Não existem debates até esta data. Após esta data, movidos por impulsos humanos, alguns negaram – como fazem hoje os protestantes – a Presença Real, defendida pela própria Palavra de Deus Escrita: A Bíblia.

Peço a Deus que este texto apologético traga as luzes do alto sobre os católicos que estão afastados da Eucaristia, fazendo com que reconheçam o Mestre no Sagrado Sacramento do altar. Que todos se deixem levar pelo Amor de Deus, pela Fé que tem fielmente sido transmitida por dois mil anos. Peço que o Espírito Santo conceda a nós a Fé para crer em Nosso Senhor Jesus Cristo no Sacramento do altar, e que nos motive a receber Jesus na Missa e a visitá-lo no sacrário. Ele está pacientemente esperando por nós, porque ele nos ama e deseja que nós venhamos para a Casa do Pai.

Vamos aprofundar os textos seguintes que nos ajudam a perceber a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

A promessa: João 6,22-70; = mastigar

A realização: Lucas 22,14-20; Mateus 26,26-28; Marcos 14,22-24

Atualização: 1Cor 11,23-25.

Importante: 1Cor 11,26-30 (diakrinon); 1Cor 10,16

Considerações finais: Na Última Ceia, Jesus foi muito claro: “Isto é o meu corpo”. “Isto é o meu sangue” (Mt 26,26-28). Ele não falou de “símbolo”, nem de “sinal”, nem de “lembrança”. Mas de sua presença realmente no pão e vinho consagrados (na Hóstia). São Paulo atesta a presença do Senhor na Eucaristia quando afirma: “O cálice de benção, que bebemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?” (1Cor 10,16). “Pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo como e bebe a própria condenação” (1Cor 11,29).

Naquele memorável discurso sobre a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum, que São João relatou com detalhes no capítulo 6 do seu Evangelho, Jesus disse: “Eu sou o Pão vivo que desceu do céu…Quem comer deste Pão viverá eternamente; e o Pão que eu darei é a minha carne para a salvação do mundo…O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia… Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida.” (Jo 6,54s).

Não há como interpretar de modo diferente estas palavras, senão admitindo a presença real e maravilhosa de Jesus na Hóstia sagrada. Lamentavelmente a Cruz e a Eucaristia foram e continuam a ser “pedra de tropeço” para os que não creem, mas Jesus exigiu até o fim esta fé. Quando os Apóstolos também queriam duvidar do mistério da Eucaristia, ele disse-lhes: “Também vós quereis ir embora?” (Jo 6,67).

Ao que Pedro responde na fé, não pela inteligência: “Senhor, a quem iremos, só Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68). Nunca Jesus exigiu tanto a fé dos Apóstolos como neste momento.

E, se exigiu tanto, sem dar maiores esclarecimentos como sempre fazia, é porque os discípulos tinham entendido muito bem do que se tratava, bem como o povo que o deixou dizendo: “Estas palavras são insuportáveis? Quem as pode escutar?” (Jo 6,60).

 
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Publicado por em 03/10/2015 em Uncategorized

 

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