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Resposta a Centro Apologético Cristão – CACP – Em defesa da Santa Eucaristia

31 out

Desmascarando a doutrina de Paulo Cristiano

Segundo o Sr. Paulo Cristiano do CACP, a doutrina Católica da Eucaristia trata-se de uma aberração teológica:

“A tradição da Igreja Católica, além de tropeçar nas metáforas e figuras da Bíblia na questão da eucaristia, que por si mesma já é uma aberração teológica, consegue embutir nela mais algumas heresias, como a ministração de apenas um só dos elementos aos fiéis — a hóstia. ” Artigo disponível em 04/03/2015: encontrado aqui.

O comentário acima parece curioso nem tanto pela imprecisão mas por ser feito por um protestante evangélico que professa a Sola Scriptura que, como sabido, adere à interpretação literal dos textos bíblicos. Como justificar então a interpretação não literal da passagem abaixo?

“Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram.
Este é o pão que desce do céu, para que quem dele comer não morra.
Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” (João 6:48-51)

Perguntavam os incrédulos ontem, e, ainda hoje perguntam: “Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer?” João 6: 52

Jesus lhes disse: “Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” João 6:53-56

Eis os comentários nos vários séculos dos santos e beatos sobre esta doutrina ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo e à qual o Sr. Paulo Cristiano chama de heresia:

Santo Tomás de Aquino: “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens”.

São Pedro Julião Eymard: “Jesus está em cada hóstia consagrada e, se esta for partida, ficará Ele todo inteiro sob cada partícula. Em vez de dividi-lo, a fração da hóstia O multiplica”.

São João Crisóstomo: “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-nos do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno”.

São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem na perfeição, e os imperfeitos, para chegarem à perfeição”.

São Cirilo: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente”.

Beato João Paulo II: “Este pão é Jesus. Alimentar-nos dele significa receber a própria vida de Deus, abrindo-nos à lógica do amor e da partilha”.

Santo Afonso de Ligório: “Sem a Missa, a terra já teria sido aniquilada, há muito tempo, por causa dos pecados dos homens”.

São João Maria Vianney: “O alimento da alma é o Corpo e o Sangue de Deus!…Oh! Formoso alimento! A alma não se pode alimentar senão de Deus. Só Deus pode bastar-lhe. Só Deus pode saciá-la. Fora de Deus não há nada que possa saciar-lhe a fome”.

São Lourenço: “Nenhuma língua humana pode exprimir os frutos de graças, que atrai o oferecimento do Santo Sacrifício da Missa”.

São Bernardino de Sena: “O dar-se Jesus Cristo a nós como alimento foi o último grau de amor. Deu-se a nós para unir-se totalmente conosco como se une o alimento diário com quem o toma”.

Santo Agostinho: “O Senhor Jesus queria que aqueles cujos olhos foram mantidos para reconhecê-lo, reconhecê-lo no partir do pão [Lucas 24:16,30-35]. Os fiéis sabem o que eu estou dizendo que eles conhecem a Cristo na fração do pão. Pois nem todo pão, mas apenas aquele que recebe a bênção de Cristo, TORNA-SE CORPO DE CRISTO.” (Sermões 234, 2)”

O Concílio

“Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de TRANSUBSTANCIAÇÃO [can. 2].” (Concílio de Trento Capítulo 4)

Cap. 4. — A Transubstanciação (Sessão XIII)

877. Uma vez, porém, que Cristo Nosso Redentor disse que aquilo que oferecia sob a espécie de pão era verdadeiramente o seu corpo (Mt 26, 26; Mc 14, 22 ss; Lc 22, 19 ss; l Cor 11, 24 ss.), sempre houve na Igreja de Deus esta mesma persuasão, que agora este santo Concilio passa a declarar: Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de transubstanciação [can. 2].

Resta ao Sr. Paulo Cristiano retroceder ou fazer como fizeram alguns depois de terem ouvido as duras palavras de Jesus:

“Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele.

Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?” João 6:66,67

Então Sr. Paulo Cristiano?

Quereis vós também retirar-vos?

E você que nos lê? O que escolherá?

A Doutrina da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (1Tm 3,15) ou doutrinas de homens?

Façamos como Pedro que é tão desvalorizado pelos doutores desta época:

“Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. ” João 6: 68

Sobre estes mestres que condenam a doutrina católica falando do que não conhecem e seus seguidores está escrito:

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;

E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. 2 Timóteo 4:3,4

Limitamos o debate às questões de fé e doutrina. Repudiamos ofensas, zombarias e ataques pessoais. Também não admitimos cerceamento religioso e ataques a honra e dignidade das pessoas.

Autor: A.Silva com a colaboração de V.de Carvalho – Livre divulgação mencionando-se os autores

 
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Publicado por em 31/10/2015 em Uncategorized

 

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