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Missa Não é Show

06 mar

” “O canto e a música desempenham sua função de sinais de
maneira tanto mais significativa por ‘estarem intimamente
ligados à ação litúrgica’, segundo três critérios principais: a beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos momentos previstos e o caráter solene da celebração. Participam assim da finalidade das palavras e das ações litúrgicas: a glória de Deus e  santificação dos fiéis”
(Catecismo da Igreja Católica, n. 1157). Não pretendo fazer aqui um tratado de liturgia, apenas darei
algumas dicas sobre a postura do ministério de música em animações litúrgicas, especialmente nas Celebrações Eucarísticas.
Na Santa M issa, o presidente é o sacerdote; portanto, antes de toda e qualquer celebração, converse com o padre e exponha o que o ministério preparou em unidade com a equipe de liturgia ou até veja com o sacerdote se ele tem alguma sugestão, ou algo especial que ele deseje para aquela celebração. Sei de toda a complexidade e até das diferentes interpretações sobre a liturgia que alguns padres dão; em todo o caso, vale a máxima: “Quem obedece não peca”. Portanto, consulte-o e obedeça-lhe. Se você tiver conhecimento o bastante sobre o assunto e abertura com o sacerdote, poderá defender sua opinião; o diálogo nos faz crescer. Mas converse em outro momento, não poucos minutos antes do início da celebração. Na  Celebração Eucarística, a música deve contribuir para o engrandecimento e a profundidade dos momentos litúrgicos; por isso, cada canção precisa se encaixar com o momento certo e acompanhar os  tempos litúrgicos.
Santa Missa não é show! Não chame a atenção do povo para si ou para seu grupo musical, nem para os milhares de arranjos vocais e instrumentais. Na Eucaristia, Jesus é o centro. Não desvie a atenção das pessoas com “caras e bocas” durante a interpretação de uma música, nem na execução de um solo instrumental. Tampouco converse durante a Celebração Eucarística, escolha antecipadamente as músicas e seus respectivos tons. Se houver extrema necessidade de algum diálogo, faça-o da forma mais discreta possível. Nada mais desagradável do que um ministério se entreolhando com ar desesperado, de: “Qual a próxima música?” ou “Qual o tom?”. Não use, durante a Missa, roupas com cores fortes ou estampadas, a não ser que você seja convocado de surpresa e não tenha condições de se trocar. Também não use, de jeito nenhum, roupas sem mangas, decotadas, transparentes ou bermudas durante a Celebração Eucarística.
Escolha os cânticos de acordo com as leituras e o tempo litúrgico. Não se pode cantar os “hits”, a não ser  que se encaixem com o tema da celebração. Peça aos músicos que toquem de forma harmônica e com um volume que favoreça a oração. Já vi muitas vezes sacerdotes e até bispos serem “martirizados” pelo alto volume dos instrumentos, inclusive da bateria, montados a menos de um metro de seus ouvidos, em palcos pequenos e também em igrejas pequenas.
Não use a harmonia mais complicada que você sabe tocar. Nas celebrações, precisamos ajudar o povo a
rezar as canções. Acordes muito dissonantes não são os mais indicados nessas ocasiões. Cuidado para não fazer das M issas uma “válvula de escape” para seu desejo de tocar no “Free Jazz Festival” ou no barzinho mais “out” de sua cidade. O desejo de brilhar de alguns ministros de música fazem com que esqueçam que o povo precisa cantar. E os lindos arranjos vocais e instrumentais impedem o povo de cantar. Então o que a assembléia faz? Assiste, fica olhando e ouvindo o ministério cantar e não participa. Uma grande falha que vem acontecendo ultimamente são nos salmos cantados nas Missas, salmos que deveriam ter melodias simples e cantar-se apenas o que está na Palavra. “lá, lás”, “chananás” “oh, oh” e afins não fazem parte da palavra. Imagine se o sacerdote proclamando o Evangelho e lá no meio ele resolve: “Lá, lá, lá”! Isto não é a Palavra de Deus, portanto não deve ser feito. Assim no salmo não se deve acrescentar nada além daquilo que a Palavra no Livro dos Salmos nos pede. Ensaie com os fiéis antes da Missa. Ensine-lhes os cânticos novos e motive-os a rezar com eles. Algumas fórmulas da Santa Missa, como o “Cordeiro de Deus”, não podem ser modificadas. Estude liturgia! Em liturgia não dá para improvisar. Não queira ser um ministro de música “garçom”, que apenas serve aos outros o banquete. Participe ativamente de cada momento da Celebração, sente-se à mesa. Você também é um “feliz convidado para a Ceia do Senhor”. Se você é animador de música na liturgia, não multiplique as palavras. Não queira fazer uma homilia a cada música, nem queira roubar o papel do comentarista, do padre e muito menos, em hipotese alguma o papel de DEUS! Ele é o centro… “

 
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Publicado por em 06/03/2016 em Uncategorized

 

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