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A cadeira presidencial e o ambão

15 mar

 

1. A cadeira presidencial

Talvez algum de vós esteja a pensar assim: porquê falar acerca da cadeira presidencial. Terá ela uma importância ? Penso que sim, pois trata-se de um sinal que ajuda a descobrir as funções daquele que preside à assembleia em nome de Cristo e com a sua autoridade, como diz o missal: A cadeira do sacerdote celebrante deve significar a sua função de presidente da assembleia e guia da oração.

Reparem naquelas palavras: deve significar. Quer dizer que tal significação pode não ser notada. Isso acontece quando a cadeira é insignificante, ou quando não está colocada onde lhe pertence.

Em primeiro lugar, para ser significativa a cadeira presidencial deve distinguir-se, pela sua qualidade artística, de todas as outras que existem na igreja; isto quer dizer que ela deve ser a mais bela e a mais artística de todas. Em segundo lugar, ela deve ser única; isso não acontece quando, por exemplo, dos dois lados da cadeira do presidente se encontram outras duas iguais a ela, destinadas a dois acólitos; se as cadeiras do presidente e dos acólitos forem iguais, pode pensar-se que as funções deles também são iguais, o que não é verdade. Em terceiro lugar, a cadeira presidencial deve estar bem situada, o que nem sempre é fácil: O lugar mais indicado é ao fundo do presbitério, de frente para o povo, a não ser que a arquitectura da igreja ou outras circunstâncias o não permitam: por exemplo, se viesse a ficar demasiado distante e tornasse difícil a comunicação entre o sacerdote e a assembleia dos fiéis.

A melhor maneira de dar àquela cadeira todo o relevo que ela merece, é ver, com os olhos da fé, naquele que nela se senta, o próprio Senhor Jesus Cristo. De facto, o presidente é um sinal. Sinal de Cristo, o único verdadeiro presidente de cada assembleia litúrgica. Esta é também a razão pela qual, na cadeira do presidente, só ele se deve sentar.

2. O ambão

Aqui está uma palavra que não é corrente na nossa língua. Não admira. “Ambão” é um termo derivado da língua grega, na qual quer dizer lugar para onde se sobe. Os ambões antigos tinham sempre degraus. O ambão é o lugar da proclamação da Palavra de Deus. A elevação que lhe corresponde facilita a transmissão da palavra e a visibilidade do leitor, que são duas coisas importantes. A maior parte das igrejas não possuem ambão, mas sim uma estante das leituras, o que não é a mesma coisa: O lugar das leituras deve ser um ambão estável e não uma simples estante móvel.

É do ambão que se proclamam as leituras e o salmo responsorial. Pode também fazer-se do ambão a homilia e a oração dos fiéis. Mas não se devem fazer do ambão os comentários e introduções às leituras, nem dirigir daí o canto da assembleia. A dignidade da palavra de Deus é tão grande que merece um lugar que lhe seja reservado.

Para realçar a importância do ambão, convém adorná-lo com sobriedade, colocando junto dele algumas flores. Mas não devem ser tantas que desviem para elas a atenção dos fiéis que escutam a Palavra de Deus. É que esta Palavra é muito mais importante do que as flores. E tudo o que possa diminuir ou desviar a atenção dos fiéis durante a proclamação da Palavra, presta um mau serviço litúrgico.

Para que as leituras sejam bem ouvidas por todos, a igreja deve estar devidamente sonorizada. E para que os leitores possam ver bem o texto dessas leituras, deve haver luz suficiente no ambão. Embora sejam os leitores que devem ter o cuidado de verificar, antes da missa, se o leccionário está aberto na página certa, não fica mal aos acólitos lembrar-lhes isso, se eles se esquecerem de o fazer.

Quando, na celebração da missa dominical, o segundo leitor acaba de proclamar a sua leitura, um dos acólitos vai ao ambão, tira o leccionário e guarda-o, para que o diácono ou o presbítero que vai ler o evangelho, possa colocar o evangeliário na estante do ambão.

3. Os assentos para os ministros

No presbitério devem colocar-se apenas os assentos que sejam necessários para os acólitos ou outros ministros. Se houver assentos a mais, devem ser retirados. Esses assentos devem ser simples e discretos. Devem estar colocados no lugar mais conveniente, donde os ministros possam desempenhar as funções que lhes estão distribuídas.

Quando um acólito está sentado, não deve estar de qualquer maneira, a olhar para todos os lados, mas atento e sossegado. Se um acólito não estiver tranquilo, toda a gente olha para ele, e muitas pessoas vão ficar também desatentas, sobretudo as crianças. Ora, um acólito, não deve nunca ser responsável pela falta de atenção de ninguém. Se o fosse de propósito, estaria a prestar um mau serviço à assembleia cristã.

4. A credência

A credência é uma mesa, que está no presbitério, e que serve para aí colocar as coisas que são precisas para a missa, antes de se levarem ao altar: o cálice, o corporal, o sanguinho, a patena e as píxides com o pão para a comunhão, as galhetas com o vinho e a água, a bandeja e ainda o que for necessário para lavar as mãos.

5. A reserva da Santíssima Eucaristia

Em todas as igrejas deveria haver uma capela destinada à reserva da Santíssima Eucaristia. Acontece, porém, que nem sempre existe. Em muitas igrejas o sacrário está também situado no presbitério.

Não é o ideal, porque tira espaço ao presbitério, que deveria ser o mais amplo possível, e perturba os ministros durante a celebração. Muitos não sabem como hão-de fazer cada vez que passam diante do sacrário com a Santíssima Eucaristia.

Quando se entra na igreja, sempre se deve genuflectir com um joelho diante do sacrário do Santíssimo. Se o sacrário estiver no presbitério, todos os que tomam parte na procissão de entrada da missa genuflectem ao chegarem junto do altar, e no fim da missa antes de se retirarem.

Durante a missa, quando se passa diante do sacrário, os acólitos devem apenas fazer uma inclinação do corpo. Para a fazer devem parar. É muito feio inclinar a cabeça ou o corpo quando se vai a caminhar.

 
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Publicado por em 15/03/2016 em Uncategorized

 

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