O sacramento do Batismo na Bíblia

Que é o Batismo?

É um sacramento da Nova Lei, que Jesus Cristo instituiu para nos fazer cristãos, filhos de Deus e da Igreja.

Como é que o Batismo produz esses efeitos?

Pelo “renascimento” e “regeneração espiritual” (João III, 5; Tito III, 5-7), que perdoa opecado original e outros, se houver, comunicando à alma a graça santificante (Efésios V, 26-27).

Há pecado original?

Sim. Além dos pecados pessoais que cada um pode cometer após chegar ao uso da razão, há o pecado original com o qual já nascemos. É o que afirma a Bíblia.

Nela lemos que o pecado de um só homem (Adão) fez pecadores a todos nós (Romanos V, 19; V, 12-14). Ou seja, por seu pecado, Adão perdeu a graça divina para si e para seus descendentes.

Então o pecado original atinge a todos?

Sim, exceto a Virgem Maria (Gênesis III, 15; Lucas I, 28), todos contraímos o pecado original (Romanos V, 12-14), e isso desde a nossa concepção (Salmo L, 7; Romanos V, 15).

Então o Batismo é necessário para todos?

Sim. Foi o que Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou: “Quem não renascer pela água e pelo Espírito Santo, não entrará no reino dos céus” (João III, 5).

“Quem”, não exclui ninguém, não põe limite de idade: inclui as criancinhas. Mas, para os adultos há uma condição: o ato de fé prévio.

De fato, o Divino Mestre, ao falar do Batismo dos adultos, afirmou: “Quem crer e for batizado, será salvo, quem não crer [e não poderá ser batizado], será condenado”(Marcos XVI, 16).

Quais as razões dessa exigência?

É que o Batismo requer nos que o recebem, disposições adequadas para produzir o seu efeito. Assim, o adulto que o recebe, deve afastar qualquer obstáculo à graça, como seria a recusa de crer. Deve, pois, fazer um ato explícito de fé nas principais verdades reveladas por Deus, antes de ser batizado. Deve ainda arrepender-se sinceramente de todos seus pecados.

E as crianças?

As crianças sem uso da razão, não podendo opôr à praça qualquer qualquer obstáculo, estão na melhor das disposições espirituais para receber o Batismo.

Não se deve esperar que cresçam para pedir o Batismo?

Não. Como não se espera que peçam o alimento ou as vacinas. Assim, apenas nascidas para a vida natural, devem as crianças receber o Batismo pelo qual renascem para a vida sobrenatural da graça. É matéria de pecado mortal privá-las de tão grande e necessário benefício. É impedi-las de irem a Jesus (Marcos X, 14).

Mas Jesus não disse, refererindo-se aos pequeninos: “Deles é o reino de Deus” (Marcos X, 14)?

Sim. Mas no versículo seguinte diz: “Quem não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará”. Portanto, a necessidade do Batismo para crianças e para adultos, é a mesma. Nosso Senhor quis também dizer que as crinças estão sempre preparadas para receber a graça do Batismo, que as habilita para o Reino dos Céus.

Como é que se batiza?

O rito do Batismo, reduzido ao essencial, consiste em se derramar água natural na cabeça da pessoa que se batiza, ao mesmo tempo em que se pronunciam as palavras que Jesus ordenou: “Eu te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”(Mateus XXVIII, 19). Não se diz “Amém”, no fim.

E quem é que batiza?

Em caso de emergência (perigo de morte), qualquer pessoa pode (e deve) batizar, usando o essencial da forma, como acima ficou dito.

Fora desse caso, o Batismo é ministrado pelo pároco ou diácono, usando um rito mais amplo em que, além do essencial, há bençãos, orações, exorcismos e unções sagradas (que visam realçar o significado do sacramento).

E o Batismo nos rios e por imersão? Que pensar?

É esse um outro erro dos protestantes: julgar que o Batismo tem que ser nos rios, e por imersão. Parece que confundem o Batismo de Cristo – que é sacramento de regeneração – com o de João Batista, que era mero rito de penitência ou conversão (Mateus III, 11; Atos XI, 16; João I, 29-34).

Mas essa conclusão é falsa:

  1. Porque a Bíblia não afirma que João imergia pessoas nas águas. Muito menos o fez com Cristo. O costume dos hebreus era antes o das abluções rituais (Marcos VII, 4; João II, 6).
  2. Porque em nenhum dos seis casos de batismos cristãos feitos pelos Apóstolos e registrados na Sagrada Escritura consta que tenham sido feitos em rios. Pelo contrário!

Onde estão na Bíblia esses batismos?

Estão nos Atos dos Apóstolos. O primeiro está em Atos II, 41: cerca de três mil pessoas foram batizadas no dia de Pentecostes em Jerusalém, onde não há rio. O segundo está em Atos VIII, 36-38: é o batismo do servo da rainha da Etiópia, em uma fonte na qual havia “alguma água” (no original). O terceiro está em Atos IX, 11-18: é o batismo de Saulo no interior de uma casa em Damasco. O quarto está em Atos X, 47: é o batismo de um grupo de gentios em Cesaréia “com água de batismo”. O quinto está em Atos XVI, 33-35: é o batismo do carcereiro de Filipo, em uma cadeia à meia noite. O sexto está em Atos XIX, 3-5: é o batismo de um grupo de ex-discípulos de João Batista em Éfeso, em que, como sempre, não há menção de rio.

Portanto, a maneira mais conforme a Bíblia, de se administrar o Batismo cristão, é aablução, como o faz a Igreja Católica, e não a de imersão, como fazem certos protestantes.

E basta o Batismo para a pessoa salvar-se?

Sim, para os que não chegam ao uso da razão. Não, para os outros, que devem crer as verdades da fé e praticar os Mandamentos da Lei de Deus (Mateus XXVIII, 19; XIX, 17).

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