A Assunção de Maria

 

 

Na Sagrada Escritura

Alguns autores descobrem na passagem de Ap 12,1 um dos fundamentos para a doutrina da Assunção: “Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida como o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” Esta Mulher, muitos acreditam serem a Virgem Maria.

Nesta visão, João (escritor do livro do Apocalipse) viu Maria no céu. Mas o que poderia significar essa visão? Que Maria pertence à esfera do celeste, do divino. E ao lembrar das diversas aparições e manifestações de Nossa Senhora ao longo da história, podemos perceber como Maria desde o céu segue cuidando dos seus filhos.

O Papa Pio XII para definir o dogma recolhe a Tradição da Igreja e algumas passagens bíblicas (Gn 3,15; Rm 5; 6; lCor 15,21-26; 54-57). Uma ideia fundamental está presente em sua interpretação: a união total de Maria a Cristo. Como Maria participa em toda a sua luta, certamente participa em sua vitória. A participação de Maria não seria completa sem a sua glorificação corporal:

“Parece quase que impossível contemplar aquela que concebeu, deu à luz, alimentou com o seu leite, a Cristo, e o teve nos braços e apertou contra o peito, estivesse agora, depois da vida terrestre, separada dele, se não quanto à alma, ao menos quanto ao corpo. O nosso Redentor é também filho de Maria; e como observador perfeitíssimo da lei divina não podia deixar de honrar a sua Mãe amantíssima logo depois do Eterno Pai. E podendo ele adorná-la com tamanha honra, preservando-a da corrupção do sepulcro, deve crer-se que realmente o fez.” (Papa Pio XII,Munificetissimus Deus)

Na Tradição da Igreja

São João Paulo II em uma bonita catequese sobre a Assunção de Maria nos fala que já no primeiro milênio encontram-se escritos de autores sagrados sobre essa realidade.

Alguns testemunhos encontram-se em Santo Ambrósio, Santo Epifânio e Timóteo de Jerusalém. São Germano de Constantinopla (733) coloca nos lábios de Jesus estas palavras:  “É preciso que onde estou Eu, também tu estejas, Mãe inseparável de teu Filho…”.

Segundo os Padres da Igreja, outro argumento que fundamenta o privilégio da Assunção pode-se deduzir da participação de Maria na redenção. São João Damasceno fala sobre essa relação: “Era necessário que aquela que vira o seu Filho sobre a cruz e recebera em pleno coração a espada da dor… contemplasse este Filho sentado à direita do Pai”.

Além destes testemunhos podemos perceber presente na tradição aquela máxima Lex orandi lex credendi, a lei da oração é a lei da fé. No século VI, já acontecia, em Jerusalém, a festa da Dormição (Trânsito) de Nossa Senhora e por volta do ano 600, começou a ser celebrada também em Constantinopla. No Ocidente, no final do século VII, começa a ser celebrada em Roma, patrocinada pelo Papa S. Sérgio I. Durante o século VIII e IX se estende por todo o Ocidente.

Conclusão: uma Mãe intercedendo no céu por seus filhos

Ao aprofundarmos um pouco sobre a Assunção nos vem à mente e ao coração uma certeza: temos junto do Pai, além de Cristo, Nossa Senhora, que com coração de Mãe certamente está intercedendo por todos nós e não descansará enquanto não ver todos os seus filhos junto ao seu Filho.

Maria abriu o caminho para nós e com sua Assunção nos lembra do nosso destino: o céu, a glória de Deus, a nossa felicidade plena e para sempre. Vivamos essa vida na terra com visão de eternidade, que todos os nossos atos encurte cada vez mais o caminho para que nos encontremos um dia com Ela.

Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

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