Catequese Litúrgica

 

“Quando se comete um abuso na Celebração da Sagrada Liturgia, verdadeiramente se realiza uma falsificação da Liturgia.” (Redemptionis Sacramentum)

 

As normas litúrgicas infelizmente não são ensinadas aos fieis na formação da catequese, principalmente aos crismandos. Se foca mais na parte doutrinal e se esquece da parte litúrgica: gestos corporais, momentos de ficar calado, momentos de falar, de se ajoelhar, de se inclinar a cabeça…etc. O católico não deve esperar que tenha curso de liturgia na paróquia, deve procurar saber o que deve ou não fazer na Missa.

ENTRADA (Sinal da Cruz e Saudação)

Chegando ao presbitério (local onde fica o altar), o Sacerdote, o Diácono e os Ministros saúdam o altar com inclinação profunda. Em seguida, o Sacerdote e o Diácono beijam o Altar e o Sacerdote, se oportuno, incensa a Cruz e o Altar (cf. IGMR 49).

Como foi dito, primeiro se incensa a cruz, depois ao redor do altar (muitos fazem o contrário).

Após beijar o altar e ter finalizado o canto de entrada, ele já faz o sinal da cruz e só depois faz a saudação aos fieis (cf. IGMR, 50).

ERRO: muitos padres após o beijo no altar fazem a saudação para depois fazerem o sinal da cruz. Entoam algum canto fazendo menção ao sinal da cruz, como por exemplo: Em nome do Pai, em nome do Filh em nome do Espírito Santo, estamos aqui…Para louvar e agradecer… Éum erro de liturgia.

O Sacerdote deve fazer o sinal da cruz junto com os fieis e só ele é quem diz:” Em Nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. E todos respondem: Amém.

ATO PENITENCIAL 

O Sacerdote convida para o ato penitencial, que, após breve pausa de silêncio, é rezado uma fórmula de confissão geral e concluída pela absolvição do sacerdote (que não possui a eficácia do sacramento da confissão).

Se no canto ou ato penitencial não conter o “Senhor, tende piedade de nós, Cristo, tende piedade de nós.” Deverá ser cantado ou recitado após a fórmula final penitencial (Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe nossos pecados… Amém) cf. IGMR 51).

Pois Ato penitencial é uma coisa e “Senhor, tende piedade” é outra. Porém podem ser recitados juntos, não fazendo se faz depois do Ato Penitencial. Como afirma o Missal (cf. IGMR 52).

Domingos, principalmente no tempo pascal, em lugar do ato penitencial o sacerdote pode fazer a aspersão da água benta. (cf. IGMR 51). Lembrando que deverá ser feita com o padre paramentando com casula, sem a pluvial. 

ERRO: se canta um canto penitencial que não tenha o “Senhor tende piedade, Cristo …” e ao final o padre reza a formula final e não se recita nem canta o “Senhor, Tende piedade” em seguida.

CANTO DE GLÓRIA (HINO DE LOUVOR)

Na nova edição do Missal (2002) que já esta valendo desde sua promulgação, mesmo sem ter ainda a tradução portuguesa. Se determina que “O texto deste hino não pode ser substituído por outro.”(IGMR 53).

ERRO: É cantado um Hino de Louvor comum, sem usar o texto oficial do Missal.

Pode-se cantar um Hino de Louvor comum, porém em seguida deve-se convidar aos fieis a recitarem o Glória do Missal. (que também vem nos folhetos que são usados no Brasil “O Domingo” ou outro). Pode-se cantar usando a letra oficial do Missal.

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO

O Evangelho seja Proclamado pelo Diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote, ou de quem estiver presidindo a celebração. (cf. IGMR 59)

ERRO: Alguns padres convidam seminaristas ou leigos em geral (o prefeito, deputado, advogado, Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão) para Proclamar o Evangelho.

A HOMILIA 

É obrigatória aos Domingos e festas de preceito. (IGMR 66)

E só quem pode fazer a homilia é um sacerdote, ocasionalmente um diácono. Nunca porém um leigo. (IGMR 66)

PROFISSÃO DE FÉ (CREDO)

Existe a fórmula longa, conhecida como Credo Niceno-Constantinopolitano e o “Símbolo dos Apóstolos” (cf. IGMR 67-68).

O primeiro é mais longo e difícil de ser decorado, porém o mais usado em Missas solenes, principalmente nas Basílicas e Catedrais. E o Símbolo dos Apóstolos é o mais conhecido, principalmente no Brasil, por ser mais breve e fácil de se decorar.

Nos dois credos existe um momento em que se deve fazer inclinação, recomenda-se que se faça com sinalização sonora utilizando a sineta (campainha) feito por algum acólito. Indicando o início e fim da inclinação.

Tal ato praticamente não se faz no Brasil. É uma sugestão do missal.

ERRO: Muitos padres inventam credos diferentes como, por exemplo: “Credes na Igreja una, santa, católica e apostólica?” Resposta cantada: “Creio Senhor, mais aumentai minha fé”. O missal não da essa liberdade, apesar de ser uma expressão bonita.

RECOMENDAÇÃO: Que os padres iniciem a prática da inclinação na parte indicada do credo, por devoção e tradição.

ORAÇÃO UNIVERSAL 

“Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e, exercendo a sua função sacerdotal…” (IGMR, 69)

Além do Lecionário pode-se recorrer a livros litúrgicos aprovados pela Santa Sé, tendo orações especificas, como edições de Portugal.

OFERTÓRIO

São levadas as oferendas (pão e vinho) ao Altar Eucarístico. Colocando-se nele o Corporal, o Purificatório, o Missal e o Cálice, a não ser que se prepare na credência.

As oferendas podem ser preparadas na credência e dela levar diretamente ao altar entregando ao Diácono ou o Sacerdote. O Missal ainda da outra opção que é entrar em procissão com elas até o altar e entregar para o Sacerdote ou Diácono. Lembrando de modo respeitoso sempre (Cf. IGMR 73,75).

Também nesse momento são recebidos os dinheiros ou donativos oferecidos pelos fiéis (cf. IGMR 73b).

ERRO: Algumas paróquias no momento em que o padre recita a fórmula de agradecimentos dos dons “abençoai Senhor essas oferendas…”, as pessoas que ajudaram a recolher o dinheiro (ofertas) eleva a cestinha em direção do altar. Muita gente ainda pensa que oferenda é o dinheiro. Oferendas são apenas o pão e vinho que serão consagrados pelo Presidente da Santa Missa.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA

ERRO: Durante a elevação do Cálice e do Pão (hóstia) não se deve ter intervenções musicais, deve-se manter o silêncio, sendo quebrado pelo som da sineta com as 2 elevações e a genuflexão do Sacerdote.

DOXOLOGIA FINAL

“A Doxologia final da Oração Eucarística é proferida somente pelo Sacerdote Celebrante principal e, se preferir, junto com os demais concelebrantes, não porém, pelos fiéis.” (IGMR,236).

ERRO: Alguns padres convidam a comunidade a recitar junto com ele o “Por Cristo, Com Cristo, e em Cristo”. Tal fórmula é restrita apenas ao presidente da celebração. O Missal indica onde o Celebrante pode falar junto com os fieis e partes onde só ele que pode, porque é função de quem preside.

ORAÇÃO DO SENHOR (PAI-NOSSO)

Pode ser cantado ou recitado. Devendo ser usado o texto oficial que contém no Missal.

“O celebrante principal, de mãos unidas, diz a exortação que precede a oração do Senhor e, com as mãos estendidas, reza a oração do Senhor com os demais concelebrantes, também de mãos estendidas e com todo o povo.” (IGMR 237).

ERRO: Em algumas paróquias se canta letras diferentes do texto oficial da Oração do Senhor, mesclando cânticos com a oração correta. Uma que se acostumou muito no Brasil foi: “Pai, ó Pai, meu pai do céu… ” ou “E o pão da unidade…” ; entre outras. Onde todos ficam de mãos dadas, fazendo uma coreografia de “vai e vem” finalizando elevando os braços. Está prática não é o que orienta a Igreja e o Missal.

E ao final da oração do Pai Nosso na Missa, não se diz Amém. 

RITO DA PAZ 

Momento em que o celebrante diz: “Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos, eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja, dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.”(Missal Romano; Ordinário da Missa; Oração da Paz) .

E logo em seguida o celebrante convida a todos a e cumprimentarem (podendo reservar para o fim da Missa).

ERRO 1: muitos recitam junto com o padre, o que é errado. Pois é reservado exclusivamente ao Sacerdote.

ERRO 2: muitos saem de seus lugares e vão cumprimentar amigos, parentes fora do local em que se encontra. Criando um alvoroço, dando a atender que é permitido. O padre pode antes orientar a todos indicando um comprimento singelo e a quem esteja próximo. Não se canta neste momento, para que possamos recitar com fé o Cordeiro de Deus.

COMUNHÃO

ERRO: muitos não se inclinam antes de comungar e pegam erroneamente a hóstia das mãos do padre ou do Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. Se for comungar na mão que espere que se coloque sobre ela, ou que comungue diretamente na boca, como orienta a tradição da Igreja.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO

AVISOS DA COMUNIDADE

BÊNÇÃO FINAL 

“Se for usada a oração sobre o povo ou a fórmula da Bênção Solene, o Diácono diz: “Inclinai-vos para  receber a bênção. “(IGMR 185)

RECOMENDAÇÃO: O sacerdote pode fazer tal menção para que todos se inclinem. (poucos fazem infelizmente). Porém sem mesmo o Diácono ou o Sacerdote orientarem, todos podem por si só se inclinarem durante a benção final.

RECOMENDAÇÃO AOS PADRES:

A limpeza dos vasos sagrados podem ser feitas na credência. O importante é limpa-las sem deixar nenhuma partícula consagrada nos mesmos.

Além disso, observar o momento do silêncio pós-comunhão. Onde após a limpeza dos vasos sagrados se recolhe até cadeira e de modo contrito se faz silêncio junto com os fieis e logo após segue-se a oração pós-comunhão com o “Oremus”. No Brasil é comum fazermos um pequeno canto de adoração neste momento.

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