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O que é Escatologia?

29 nov

A Escatologia pode ser definida como um termo moderno que indica a parte da Teologia que considera as fases ‘finais’ ou ‘extremas’ da vida humana ou do mundo: morte, juízo universal, pena ou castigo extraterrenos e fim do mundo. Os filósofos usam, às vezes, esse termo para indicar a consideração dos estágios finais do mundo ou do gênero humano (Abbagnano, 1999). Ela está inserida na Antropologia Teológica que trata do homem a partir da visão de Deus. Diante disso, é óbvio que ocupa uma segunda posição em relação à Teologia, que deve ser primeiramente Teocêntrica e Cristocêntrica.

Todavia, a escatologia se reveste de importância quando pretende responder ao questionamento básico de todos os seres humanos: “o que há depois da morte?”. Porém, toda e qualquer reflexão filosófica é insuficiente para explicar ou mesmo entender tudo o que Deus tem para o homem.

Mas, como está escrito, o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam (I Cor 2, 9).

Qual é, então, o desejo de Deus para o homem?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, em seu número 01: “Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada”. Ou seja, o ser humano tem uma finalidade que supera a sua natureza, assim, todos os homens são chamados por Deus para participar de Sua natureza divina.

Desta forma, a Escatologia estuda a natureza humana e o seu destino divino, dado por Deus gratuitamente. É por isso que somente por meio da Revelação divina é que se pode estudar a escatologia vez que o assunto supera o entendimento e a capacidade humana de compreensão. A esperança humana do novo céu e da nova terra será a realização definitiva do projeto de Deus de reunir, sob um só chefe, Cristo, todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra. Neste universo novo, a Jerusalém celeste, Deus terá uma morada entre os homens (…). Para o homem, esta consumação “será a realização última da unidade do gênero humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrinante era como o sacramento (…). A visão beatífica, na qual Deus se revelará de maneira inesgotável aos eleitos, será fonte inexaurível de felicidade, de paz e de comunhão mútua” (CIC 1043, 1044, 1045).

 
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Publicado por em 29/11/2016 em Uncategorized

 

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