16 Questões sobre o Dia de Finados

Resultado de imagem para dia de finados na biblia
“Enxugará as lágrimas de seus olhos e a morte já não existirá. Não haverá mais luto, nem pranto, nem dor, porque tudo isso já passou.” (Ap 21,4).

 

A Igreja celebra anualmente todos os falecidos. Ao mesmo tempo em que recorda deles com saudades, pede que estejam na paz eterna.  O gesto mais comum no dia de finados é a vista ao cemitério, a participação na Eucaristia e as devoções próprias, tais como: acender velas, oferecer flores e enfeitar os túmulos dos falecidos. Em todos estes gestos transparece a consciência que temos de nossa finitude e da necessidade absoluta de apego ao Divino para a manutenção da esperança em glorificação da existência.

1. Qual o significado do dia de finados?

Celebrado no dia 2 de novembro, finados é o dia em que as pessoas cultuam os mortos. Para tanto, visitam os cemitérios, rezam por seus entes queridos que morreram e lembram deles com saudades. O termino “finados” deriva de “finar”, que significa “falecer”, “morrer”, “terminar”.

2. Quem instituiu a celebração de finados?

Foi a Igreja Católica, no século décimo, com o objetivo de intensificar as orações pelos falecidos e de professar a fé no Deus da Vida, que em Jesus venceu a morte. (Cf. Rm 6,8-11) e, com a sua segunda e gloriosa vinda, a destruirá para sempre (Cf. 1 Cor 15,26).

3. O que significa o termo “cemitério”?

“Cemitério” vem da língua grega, e significa “dormitório”, ou ainda, “lugar onde estão os que dormem”. Para os cristãos, o cemitério é o espaço em que “dormem” em Cristo os que morreram, mas que um dia, que somente Deus sabe quando será (Mt 24,36); ressuscitarão para a eternidade (1Cor 15,52b).

4. Qual o sentido das visitas aos cemitérios?

A visita que no dia de finados fazemos aos cemitérios revela a admiração pelos antepassados e o cultivo dos laços que nos uniram em vida. Independentemente da religião de cada um, o cemitério sempre foi considerado um lugar rico de sentimentos humanos e cristãos. Nesse local lembramos o passado, vivemos o presente e imaginamos o futuro. Os cemitérios enfeitados com flores e os túmulos cuidados revelam, mais que a morte, a beleza e a esperança da vida.

5. Nós morremos uma ou mais vezes?

Todos morrem apenas uma vez! (Hb 9,27). Vivemos uma única vida, e uma única vez a perdemos para este mundo (mas não para a eternidade). O mesmo deu-se com Jesus (Rm 6,10).

6. O que os cristãos entendem por “morte”?

A morte, para os cristãos, é o fim da vida vivida neste mudo. Ela separa a alma do corpo: o corpo volta ao pó e mistura-se com a terra, enquanto que  a alma vai para Deus. Quando chegar o tempo determinado por Deus (1Tes 4,16; Jo 6,39-40; 44.54; 11,24-27), alma e corpo voltarão a se juntar par ao julgamento final (Mt 25,31-46).

7. O que é o purgatório?

O purgatório é o momento de expiação dos erros passados e de contemplação da face gloriosa de Deus. A oração pelos mortos alicerça-se na noção tradicional de purgatório, momento de expiação dos erros passados e de contemplação da face gloriosa de Deus. A ideia de um fogo devorador que aflige atemporalmente os homens e mulheres que falecem afastados de Deus recebe hoje um tratamento mais aceitável. O purgatório seria a própria percepção de não realização da missão confiada por Deus a cada um de nós.

8. O que é a ressurreição?

O próprio Jesus viveu apenas uma única vida humana, iniciada no momento de sua concepção no seio virginal de Maria e consumada na cruz, quando exausto e sem forças, Jesus entrega sua vida nas mãos do Pai (Jo 19,30). Deus não permitiu ao Cristo permanecer preso nas cadeias da morte, mas o fez receber vida nova, ressuscitando-o e reafirmando assim o valor da vida justa sobre os poderes nefastos de uma sociedade marcada pela cultura de morte. Ele ressuscitou. O corpo físico de Jesus foi transformado em um corpo glorioso, que não ocupa mais espaço, não envelhece mais com o tempo e não morre mais. Este Cristo vivo e ressuscitado está na Eucaristia, está nos sacrários de nossas igrejas e está também na comunidade cristã, já que Ele disse: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei presente” (Mt 18,20) ou então: “Eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). Nada pode nos separar do amor de Cristo.

9. Nós também ressuscitaremos como Jesus ressuscitou?

Nós cremos na ressurreição como um momento de mudança de nossa realidade finita para uma realidade infinita ao lado de Deus. Na Ressurreição nossa vida é transformada. Assim como acontece com a semente que, ao ser lançada na terra, morre e desta morte nascce a nova vida, cremos que também nós vamos ressuscitar e assumir uma nova vida. Nós cremos que a nossa vida terrestre é uma preparação para a verdadeira e definitiva vida. Temos uma única oportunidade de viver no mundo e nos preparar para a eternidade.

10. É falta de fé sentir tristeza quando morre alguém que amamos?

Ao recordar a vida de um ente querido, nós próprios deparamo-nos com a realidade da morte em nossa vida e pesamos nossos comportamentos pessoais e sociais. A presença da limitação e fraqueza da vida permite-nos ser mais humildes na consideração da validade de nossa vida. Não há como ficar insensível diante da finitude humana. Portanto, não  é falta de fé, pois todos nós sentimos pela perda, quando alguém que tanto amamos chega a falecer.

11. E os corpos que foram cremados ou que não foram sepultados porque desapareceram, também ressuscitarão?

Sem. Todas as pessoas ressuscitarão quando chegar o final dos tempos, e cada uma colherá o que semeou enquanto viveu no mundo (Jo 5,28-29). Quanto aos corpos, todos ressuscitarão gloriosos (1Cor 15,38-44); ou seja, não serão iguais ao que temos neste mundo, mas serão transformados em corpos imortais (!Cor 15,52a-53)

12. Existe vida após a morte?

Sim. A primeira e a maior prova é o próprio Jesus: Ele morreu (Lc 23,46) e ressuscitou (Lc 24,149; 1Cor 15,3-11). A morte é a passagem para uma nova vida (2Cor 5,6-8); quem nasce, nasce para a eternidade (1Cor 15,44b-48).

13. Quando rezamos o Creio, dizemos que Jesus desceu à mansão dos mortos. O que significa?

O amor d’Aquele que, sendo Deus, se fez homem para poder morrer, este amor tem a força para abrir a porta da morte. Jesus desceu à Mansão dos Mortos para resgatar os que estavam perdidos. Jesus cumpre o caminho da encarnação. Com a sua morte Ele leva Adão pela mão, leva todos os homens em expectativa para a luz. Sim, a alma é imortal, porque o homem de forma singular está na memória e no amor de Deus, mesmo depois de sua queda. Mas a sua força não basta para elevar-se até Deus. Nada pode contentar o homem eternamente, se não o estar com Deus.

14. É correto rezar por todas as pessoas que morreram?

A oração pelos mortos é necessária e esta fundamentada na Sagrada Escritura. Sabemos que a morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida. É certo rezar pelos mortos sim. O livro dos Macabeus ordena a oração pelos mortos, dizendo: “É um santo e salutar pensamento este de orar pelos mortos” (2Mc  12,42-45).

15. O que diz a esse respeito a reencarnação?

A doutrina da reencarnação, elaborada centenas de anos antes de Jesus e adotada mais tarde pelos espíritas, diz que as pessoas morrem e “renascem” diversas vezes, até alcançar a perfeição. Se fosse assim, a vinda de Cristo teria sido em vão, já que cada um faz sua própria salvação. Mas não: nós morrermos uma única vez (Hb 9,27) e estamos todos salvos em Cristo (Rm 5,20-21). Só não se salvará quem desprezar o Salvador, rejeitando a Salvação (mc 3,28-29). Portanto, a reencarnação não encontra sustentação na Bíblia e nem na Tradição da Igreja, motivo pelo qual é falsa!

16. Qual o sentido de acender velas e colocar flores nos túmulos?

Acendemos velas para lembrar que essa luz segue iluminando-nos, em nossos corações. Veneramos seus exemplos e imitamos sua fé (Hb 13,7). Enfeitamos as sepulturas com flores, símbolo da ressurreição. Nossos mortos são plantados como sementes, regadas com nossas lágrimas, e florescem ressuscitados no jardim do Senhor.

Publicado em Uncategorized

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Magnificat anima mea Dominum
Inquisição on Line
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 1
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 2
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 3
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 4
Catecismo de Adultos – Aula 01 – A Revelação Divina – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 02 – O Modernismo, o problema atual na Igreja – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 03 – Deus Uno e Trino – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 04 – A Criação em geral e os anjos – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 05 – Os anjos e o homem – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 06 – A Teoria da Evolução contra a Ciência e a Filosofia – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 07 – Cristo Nosso Senhor e Maria Santíssima – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 08 – Aula 08 – O modo de vida de Jesus Cristo – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 09 – As perfeições de Cristo e a Paixão – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 10 – A Cruz, os infernos e a Ressurreição de Cristo – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 11 – A Ascensão, os juízos particular e final, e o Espírito Santo – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 12 – Como saber qual a verdadeira Igreja de Cristo? – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 13 – A Igreja Católica e a Salvação – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 14 – A Infalibilidade da Igreja e a união da Igreja e do Estado – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 15 – Da comunhão dos santos à vida eterna – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 16 – Os princípios da oração – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 17 – Como rezar bem? – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 18 – Os tipos de oração – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 19 – O Pai Nosso – Padre Daniel Pinheiro

 

Catecismo de Adultos – Aula 20 – A Ave Maria e o Santo Terço – Padre Daniel Pinheiro

 

Catecismo de Adultos – Aula 21 – A Meditação Católica – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 22 – Introdução à moral católica: uma moral das virtudes – Padre Daniel Pinheiro
Lutero e o Protestantismo: A História da Reforma – Profa. Dra. Laura Palma
Lutero e o Protestantismo: Vida de Lutero – Prof. André Melo
Lutero e o Protestantismo: Sola Scriptura – Profa. Dra. Ivone Fedeli
Lutero e o Protestantismo: Sola Fide – Prof. Marcelo Andrade
Lutero e o Protestantismo: Sola Gratia – Pe. Edivaldo Oliveira
Mídia Católica
Atualizações
Translator
Italy
Calendário
outubro 2017
D S T Q Q S S
« set   nov »
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
Visitantes
  • 4.031.199 acessos desde 01/05/2011
religião e espiritualidade
religião e espiritualidade
Categorias
Links
%d blogueiros gostam disto: