A presença de Maria na tradição cristã

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A verdade simbólica que a tradição marial revela sobre Deus, sobre nós e a Igreja excede de longe as informações históricas limitadas que possuímos. A devoção a Maria tornou-se fundamental para a espiritualidade e a arte das Igrejas Católica e Ortodoxa. Ela figura com proeminência na iconografia oriental e nas obras inspiradoras de grandes artistas ocidentais como Fra Angelico, Leonardo da Vinci, Botticelli e Rafael. É reverenciada em pinturas e poesias, hinos e devoções, catedrais e igrejas, ordens religiosas e festas primorosas. Vitrais e estátuas representam sua beleza e o mesmo o fazem catedrais magníficas como as de Chartres, Paris e Reims, que foram construídas em sua homenagem. Ela inspira parte da arquitetura mais grandiosa, parte da poesia mais comovente e parte das pinturas mais belas do mundo. Ela desperta em homens e mulheres as mais nobres emoções de amor e veneração. Sua frequente descrição na arte cristã dá testemunho de um profundo amor pela Mãe de Deus, que transcende sua expressão teológica. Sua litania dirige-se a ela e a celebra sob uma variedade de nomes: Virgem, Mãe, Madona e Rainha do Céu. Não é fácil explicar satisfatoriamente o persistente interesse em Maria depois de dois mil anos. Ela passou para a história e sua memória vai perdurar. Como o culto a Maria cresceu através dos séculos? Ela é presença universal e símbolo versátil, e seu culto acalenta a imaginação religiosa popular dos cristãos, que a invocam constantemente para cumprir os aspectos sempre variáveis do discipulado cristão. A teologia reflete continuamente sobre sua cooperação com o plano divino de salvação na anunciação, seu chamado a uma vida de compromisso que finalmente terminou na oferenda sacrifical de si mesma em união com seu Filho aos pés da cruz (Jo 19,25-28). Há séculos, os mariólogos procuram entender o que significa essa cooperação. À medida que o desafio do discipulado cristão e as exigências da vida radical do Evangelho variavam pelos séculos, Maria tornava-se seu modelo para reencarnar o amor e a justiça de Deus através dos tempos. Ela é mulher de misterioso poder, que continua importante através dos tempos, quando as próprias mulheres têm pouco poder. Fonte: Coyle, K., Maria tão plena de Deus e tão nossa, Paulus,2012.

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