O que diz o Catecismo sobre o Magistério da Igreja ?

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2033 . – O Magistério dos pastores da Igreja, em matéria moral, exerce-se ordinariamente na catequese e na pregação, com a ajuda das obras dos teólogos e autores espirituais. Assim se transmitiu, de geração em geração, sob a égide e a vigilância dos pastores, o “depósito” da moral cristã, formado por um conjunto característico de regras, mandamentos e virtudes procedentes da fé em Cristo
e vivificado pela caridade. Esta catequese tomou por base, tradicionalmente, ao lado do Credo e do Pai Nosso, o Decálogo, que enuncia os princípios da vida moral válidos para todos os homens.

O Papa é o sucessor de Pedro e a Igreja de Roma é a mesma Igreja que foi fundada sobre a mesma Pedra.

A missão de ensinar da Igreja.

A responsabilidade de ensinar a doutrina e de julgar da sua ortodoxia, pertence à autoridade oficial de ensinar da Igreja.

Esta autoridade está personalizada no Papa, o sucessor de Pedro, como cabeça da Igreja, e nos Bispos em conjunto com o Papa, tal como foi inicialmente confiado a Pedro e ao colégio dos Apóstolos sob a sua chefia.

Estes são oficialmente os Mestres do ensino da Igreja.

Outros têm relações auxiliares com o Magistério :

* Os Teólogos, no estudo e clarificação das doutrinas.

* Os Mestres e Professores – Sacerdotes, Religiosos ou Leigos – que cooperam com o Papa e com os Bispos na difusão dos conhecimentos da verdade religiosa.

* Os Fiéis que, pelo seu sentido de fé e pelo seu testemunho pessoal contribuem para o desenvolvimento da doutrina e para o seu estabelecimento e importância na vida da Igreja e do Mundo.

Para salvaguardar a verdadeira substância da fé em Jesus Cristo, e evitar que cada um se deixe perder, foi estabelecido por Cristo o Magistério da Igreja.

Assim o define o Catecismo da Igreja Católica :

85. – “O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus, escrita ou contido na Tradição, foi confiado ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo (DV 10), isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma.

O Magistério captura o íntimo coração e essência da Igreja, que consiste em proclamar a Boa Nova de Jesus em toda a sua profundidade.

A Igreja usa os ensinamentos de Cristo e as doutrinas ensinadas pelos Apóstolos, para os comunicar aos fiéis com a assistência do Espírito Santo e abrange todos os campos de acção em que deve agir.

86. – “Todavia, este Magistério não está acima da Palavra de Deus, mas sim ao seu serviço, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assistência do Espírito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a expõe fielmente, haurindo deste depósito único da fé tudo quanto propõe à fé como divinamente revelado.”(DV 10) .

O Novo Testamento dá testemunho disto ao formar o colégio apostólico.

A Comunidade dos Apóstolos, enquanto ensina como um corpo unificado sob a direcção de Pedro, atesta a verdade de Cristo e fala com toda a autoridade d’Ele.

Foi aos Apóstolos que a autoridade do ensino do Reino foi confiada em plenitude, e eles foram as mais próximas testemunhas do que Jesus fez e ensinou.

No fim da era apostólica foi criado o episcopado monárquico sob a autoridade dos Apóstolos, como seus sucessores, como os árbitros finais da fé e da doutrina.

Os limites do Magistério da Igreja acentuaram-se positiva e gradualmente nos Concílios de Trento (1545-1563) e Vaticano I (1869-1870), e nas controvérsias com os Galicanos, Episcopalianos e Conciliaristas.

O Magistério da Igreja existe para proteger o ensinamento autêntico de Cristo até ao fim dos tempos.

O Magistério da Igreja proclama os autênticos ensinamentos de Cristo, infalivelmente, irrefutavelmente, e sem erro :

* Quando ensina universalmente e sem contradição.

* Quando a falta de ensinamento destas doutrinas se poderia considerar como uma negligência.

* Quando o ensino diz respeito a qualquer assunto de fé ou moral.

* Quando este ensino é feito com toda a autoridade.

Num Magistério Extraordinário o Romano Pontífice e os Concílios Ecuménicos, cujas decisões são confirmadas pelo Papa, têm poder para proclamar certas matérias de fé e moral necessárias para a salvação, como verdades infalíveis.

Tais ensinamentos devem ser proclamados com toda a autoridade e solenidade tanto pelo Concílio Ecuménico como pelo Romano Pontífice, e devem ser aceites consistente e universalmente por toda a Igreja.

Devem ser ensinamentos que nunca admitiram dúvidas.

A doutrina da Infalibilidade do Magistério não significa que tudo quanto a Igreja ensina seja proclamado infalivelmente, mas que a sua proclamação é a de Jesus Cristo e para aqueles a quem Ele quer ensinar.

Pela sua autoridade de ensinar, o Magistério conduz verdadeiramente a Cristo, à santidade e à salvação, uma vez que a plenitude da santidade e os dons do Espírito Santo se encontram na Igreja Católica em virtude da assistência que o Espírito Santo dá ao Magistério.

Portanto o Magistério da Igreja tem o dever de ensinar.

O Catecismo da Igreja Católica, seguindo a Escritura, o Concílio e o Direito Canónico, diz :

2032. – A Igreja “coluna e fundamento da verdade”(l Tim.3,15), “recebeu dos Apóstolos o solene mandamento de Cristo de anunciar a verdade da salvação”(LG 17). “À Igreja compete anunciar sempre e em toda a parte os princípios morais, mesmo de ordem social, bem como emitir juízo acerca de quaisquer realidades humanas, na medida em que exigem os direitos fundamentais da pessoa humana ou a salvação das almas”.(DC,cân.747/2).

O Magistério da Igreja assenta, portanto, na verdade e autenticidade da Sucessão Apostólica, para o cumprimento do plano da História da Salvação.

Todos os fiéis devem aceitar com humildade, confiança e reverência, todo o ensinamento do Magistério da Igreja, como garantia de veracidade da doutrina e caminho que leva ao Reino de Deus.

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