Os Sacramentos na Bíblia e no Concílio de Trento

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1. O BATISMO É VERDADEIRO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR JESUS CRISTO

 

 

O Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), afirma:

· “Se alguém disser que os Sacramentos da Nova Lei não foram instituídos por Jesus Cristo, a saber: Batismo, Confirmação… e que algum destes não é verdadeira e propriamente Sacramento, seja excomungado.”

 

Sagradas Escrituras:

· Cristo explica a Nicodemos a essência e necessidade do Batismo, em Jo 3,5: “Aquele que não nascer pela água e pelo Espírito não entrará no Reino de Deus”.

· Antes de subir aos céus, ordenou a Seus Apóstolos que batizassem a todas as pessoas, cf. Mt 28,19: “Me foi dado todo poder no céu e na terra; ide então e ensinai todas as pessoas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

 

Escreve São Boaventura:

· “O Batismo foi instituído, quanto a sua matéria, quando Cristo se fez batizar, e quanto à sua forma quando o Senhor ressuscitou e nos deu essa forma (cf. Mt. 28,19); quanto a seu efeito: quando Jesus padeceu, pela paixão, o Batismo recebe toda sua virtude, e a seu fim, quando predisse sua necessidade e suas vantagens: ‘Respondeu Jesus: -Em verdade, em verdade vos digo, aquele que não nascer da água e do Espírito não entrará no Reino de Deus’ (cf. Jo 3,5).”

 

O Batismo pela água pode ser substituído, em caso legítimo, pelo Batismo de Sangue.

 

 

2. A CONFIRMAÇÃO É VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRAMENTO

 

 

O Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), diz:

· “Se alguém disser que a Confirmação dos batizados é cerimônia ociosa, e não um verdadeiro e próprio Sacramento…, seja excomungado.” (Dz. 871).

Diz São Tomás de Aquino:

· “Este Sacramento concede aos batizados a fortaleza do Espírito Santo para que se consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com valentia sua fé em Jesus Cristo.”

 

Sagradas Escrituras:

· Jesus promete enviar o Espírito e se cumpre no dia de Pentecostes: “Ficaram todos cheios do Espírito Santo” (At 2,4).

· “Pedro e João são enviados à Samaria, para que recebam ao Espírito Santo, pois ainda não havia vindo sobre nenhum deles” (At 8,14).

· “E impondo-lhes Paulo suas mãos, desceu sobre eles o Espírito Santo” (At 19,6).

 

Os Apóstolos eram conscientes que efetuavam um rito sacramental, consistente na imposição das mãos e a oração que tinha como efeito a comunicação do Espírito Santo.

 

 

3. A IGREJA RECEBEU DE CRISTO O PODER DE PERDOAR OS PECADOS COMETIDOS APÓS O BATISMO

 

 

Define o Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1565):

· “…foi comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Batismo.” (Com. 3; Dz. 894.).

 

Sagradas Escrituras:

· Mt 16,19: “Eu te darei as chaves do reino de os céus.” – O possuidor das chaves do Reino dos céus tem a plena potestade para admitir ou excluir qualquer pessoa deste Reino.

· Jo 20,21: “… a quem perdoares os pecados, lhes serão perdoados, a quem não perdoares, lhes serão retidos…”.

Assim como Jesus tinha perdoado os pecados durante sua vida terrena (cf. Mt 9,2; Mc 2,5; Lc 5,20), assim também agora participa a seus Apóstolos esse poder de perdoar. As palavras de Jesus Cristo se referem ao perdão real dos pecados pelo Sacramento da Penitência (Dz. 913).

 

O poder de perdoar não foi concedido aos Apóstolos como carisma pessoal, mas sim à Igreja como instituição permanente para passá-lo aos sucessores dos Apóstolos.

 

 

4. A CONFISSÃO SACRAMENTAL DOS PECADOS ESTÁ PRESCRITA POR DIREITO DIVINO E É NECESSÁRIA PARA A SALVAÇÃO

 

 

Diz o Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555):

· “Se alguém disser que a Confissão Sacramental não foi instituída ou não é necessária para a salvação, por direito divino, ou disser que o modo de confessar secretamente apenas com o sacerdote, como a Igreja Católica sempre observou desde o princípio e segue observando, é alheio à instituição e mandato de Cristo e é uma intervenção humana, seja excomungado.” (Dz. 916).

Os reformadores, negaram que a Confissão particular dos pecados fosse de instituição Divina e necessária para a salvação.

 

Sagradas Escrituras:
· Não se expressa diretamente a instituição Divina da Confissão particular mas se deduz: o poder para reter ou perdoar não se pode exercer devidamente se aquele que possui tal poder não conhece a culpa da disposição do penitente. Para ele é necessário que o penitente se acuse.

 

O Papa Leão Magno, contra os abusos da confissão pública declarou: “basta indicar a culpa da consciência apenas aos sacerdotes mediante confissão secreta.” (Dz. 145).

 

 

5. A EUCARISTIA É VERDADEIRO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO

 

 

O Concílio de Trento (1545-1563), sob Paulo III (1534-1549), expressa:
· “Se alguém disser que os Sacramentos da nova Lei não foram instituídos todos por Jesus Cristo, e que são sete: Batismo, Eucaristia… e que algum destes não é verdadeiro e propriamente Sacramento, seja excomungado.”

 

Sagradas Escrituras:

· O feito de que Cristo instituiu a Eucaristia se vê em suas palavras: “Fazei isto em memória de Mim…” (Lc 22,19). Nelas se cumprem todas as notas essenciais da definição do Sacramento:

· A matéria: o pão e vinho.

· A forma: as palavras da consagração.

· A graça interna: indicada e produzida pelo signo é a união com Cristo e a vida eterna:

1. “Quem come Minha Carne e bebe Meu Sangue permanece em Mim e Eu nele” (Jo 6,56).

2. “Aquele que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna.” (Jo 6,54).

 

 

6. CRISTO ESTÁ PRESENTE NO SACRAMENTO DO ALTAR PELA TRANSUBSTANCIAÇÃO DE TODA A SUBSTÂNCIA DO PÃO EM SEU CORPO E TODA SUBSTÂNCIA DO VINHO EM SEU SANGUE

 

 

O Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555), declara:

· “Se alguém disser que no sacrossanto Sacramento da Eucaristia permanece as substâncias do pão e do vinho, juntamente com o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, e negar aquela maravilhosa e singular conversão de toda a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue, permanecendo apenas as espécies de pão e vinho, conversão essa que a Igreja muito corretamente chama ‘Transubstanciação’, seja excomungado.” (Dz. 884-877).

“Transubstanciação” é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem mudar: continuamos vendo o pão e o vinho, mas substancialmente já não o são, porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, Alma e Divindade de Cristo.

 

Sagradas Escrituras:

· Mc 14,22: “Tomai, este é Meu Corpo…”.

· Lc 22,19: “Tomou o pão, e dando graças o deu a seus discípulos dizendo: Este é Meu Corpo…”.

 

 

7. A UNÇÃO DOS ENFERMOS É VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO

 

 

O Concílio de Trento (1545-1563), sob Júlio III (1550-1555), declara:

· “Se alguém disser que a Extrema Unção não é verdadeira e propriamente um Sacramento instituído por Cristo, nosso Senhor, e promulgado pelo bem-aventurado São Tiago Apóstolo, mas apenas um rito aceito pelos Padres ou uma invenção humana, seja excomungado.” (Dz. 926).

Pio X condenou a sentença modernista que pretende que o Apóstolo São Tiago tenha, em sua carta, apenas recomendado uma prática piedosa (Dz. 2048).

 

Sagradas Escrituras:

· Mc 6,13: “Expulsavam muitos demônios e ungiam com azeite a muitos enfermos e os curavam”.

· Tg 5,14: “Existe algum enfermo entre nós? Façamos a unção do mesmo em nome do Senhor…”

Esta última passagem expressa as notas essenciais do Sacramento:

1. Sinal exterior da graça: óleo.

2. Matéria e forma: oração dos presbíteros.

3. Efeito interior da graça expresso no perdão dos pecados.

4. A instituição por Cristo: “no nome do Senhor”, “por encargo e autoridade do Senhor.” cf. Tg 5,10.

 

 

8. A ORDEM É VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO

 

 

O Concílio de Trento 1545-1563, sob Pio IV (1559-1565), afirma:

· “Se alguém disser que no Novo Testamento não existe um sacerdócio visível e externo, ou que não se dá poder algum de consagrar e oferecer o verdadeiro Corpo e Sangue do Senhor e de perdoar os pecados, mas sim, apenas o dever e mero ministério de pregar o Evangelho…seja excomungado.” (Dz. 961).

Como se vê, existe na Igreja um sacerdócio visível e externo: “Se alguém disser que na Igreja católica não existe uma hierarquia instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros e Ministros, seja excomungado.” (Dz. 966). E é uma hierarquia instituída por ordenação divina.

 

Sagradas Escrituras:

· At 6,6: “Os quais (7 varões) foram apresentados aos Apóstolos, os quais, orando, lhes impuseram as mãos” – Instituição dos diáconos.

· At 14,22: “Os constituíram presbíteros pela imposição das mãos”.

 

 

8. O MATRIMÔNIO É VERDADEIRO E PRÓPRIO SACRAMENTO INSTITUÍDO POR CRISTO

 

 

O Concílio de Trento (1545-1563), sob Pio IV (1559-1565), declara:

· “Se alguém disser que o matrimônio não é verdadeiro e propriamente um dos sete Sacramentos da Lei do Evangelho, e instituído por Cristo Senhor, mas sim inventado pelos homens da Igreja, e que não confere a graça, seja excomungado” (Dz. 971).

 

Sagradas Escrituras:

· Mt 19,6: “Assim, pois, já não são dois, mas apenas uma só carne”.

· Gn 2,23: “Pelo qual, abandonará o homem a seu pai e a sua mãe, e se juntará a sua mulher, e serão dois em uma só carne”.

· Mc 10,9: “O que Deus uniu o homem não o separe”.

· Ef 5,32: “Este Sacramento é grande mas em Cristo e na Igreja”.

 

O Matrimônio, como instituição natural, é de origem divina. Deus criou os seres humanos varão e fêmea (cf. Gn. 1,27) e depositou na mesma natureza humana o instinto de procriação. Deus abençoou o primeiro casal e lhes ordenou que se multiplicassem: “crescei e multiplicai, e povoai a terra” (Gn 1,28).

 

Cristo restaurou o matrimônio instituído e bendito por Deus, fazendo que recobrasse seu primitivo ideal da unidade e indissolubilidade e elevando-o a dignidade de Sacramento.

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