Por que o verdadeiro sentido da Páscoa se perdeu ?

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A Páscoa é uma festa religiosa do calendário judaico celebrada anualmente para comemorar a libertação dos israelitas da escravidão egípcia. Durante a solenidade, um cordeiro de um ano, macho e sem defeito, era sacrificado e comida às pressas com ervas amargas e pães asmos (sem fermento). Esse animal representava tanto o primeiro cordeiro sacrificado, à saída do Egito, quanto o Senhor Jesus Cristo, que viria oferecer-se como sacrifício pelos pecados de todo o povo: judeus e gentios.

Infelizmente, por razões comerciais, o sentido verdadeiro da Páscoa se perdeu. Pouca gente hoje em dia conhece a origem desse evento e o porquê de sua celebração. O símbolo da Páscoa, o cordeiro, foi substituído pelo coelho e pelos ovos de chocolate. Neste período do ano, as famílias cristãs, ao invés de pararem para refletir sobre o sacrifício de Jesus Cristo por seus pecados e buscarem o arrependimento e a contrição, correm aos supermercados para comprar os ovos de chocolate, enchendo os bolsos dos fabricantes e dos seus revendedores. Muitos se preocupam com o “famoso almoço de Páscoa” e se esquecem do real sentido desta data; bebem, comem e dormem…Famílias ditas católicas se reúnem, e nem sequer realizam uma prece ou oração ao Cristo. Por que? Não há mais um alicerce doutrinário no catequismo. Isto estamos falando de famílias que se consideram católicas. Se esquecem que o verdadeiro católico deve dedicar integralmente o dia da Santa Páscoa à “Missa da Ressurreição” e às “orações”.

Jesus Cristo celebrou a última Páscoa com seus discípulos antes de ir ao Calvário. Na ocasião, os elementos que estavam presentes eram o pão e o suco de uva (vinho). Deus, por meio do sacrifício de Seu Filho, instituía um novo pacto, selado não mais pelo sangue de um animal, mas pelo sangue do Seu Filho Unigênito – perfeito e sem mácula. O pão simbolizava o corpo do Senhor Jesus Cristo, que seria traspassado na cruz, e o vinho, o Seu precioso sangue, derramado no Calvário para a remissão dos pecados. Jesus ordenou que seus discípulos celebrassem a Ceia do Senhor até o dia da sua volta: “Porque todas as vezes que comerdes e o pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha!”

No lugar de celebrar a morte de Cristo como propiciação (oferta aceitável) pelos seus pecados, a maioria, no período da Páscoa, corre atrás de diversão e entretenimento. Mesmo quando o povo se dirige, por exemplo, para ver algum espetáculo da encenação da morte, crucificação e ressurreição de Jesus Cristo, como acontece todos os anos em várias partes do Brasil, a motivação por detrás disso é o desejo de ver de perto algum ator famoso no papel do Filho de Deus, para depois do evento, ir dançar e encher a cara de cerveja e de cachaça até ao romper do outro dia.

Durante a celebração da Páscoa judaica, as famílias se reuniam com os vizinhos para comemorar o dia da expiação ou da libertação. Em contrição e alegria espiritual, eles recordavam o modo como Deus libertara o seu povo das mãos de faraó. O cordeiro lembrava o sangue do animal colocado nos umbrais e nas vergas das portas que livrara da morte os primogênitos (o anjo da morte passava por cima da casa onde o sangue estava posto). As ervas amargas lembravam todo o sofrimento por que tinham passado durante quatrocentos anos de escravidão. E os pães asmos (sem fermento) lembravam que deveriam viver em santidade. Mas é assim que os gentios celebravam a Páscoa hoje? Para responder a essa pergunta, basta dar uma olhada nos dados estatísticos relacionados com o feriado da Páscoa.

Não há dúvida de que, neste período do ano, cresce o número de gravidez precoce, de aborto por gravidez indesejada, de acidentes no trânsito, de assassinatos por motivos fúteis, de endividamento, de brigas entre familiares por causa da embriaguez e de tantos outros distúrbios sociais.

O consumismo, associado com a sede por diversão, tem desvirtuado o sentido da Páscoa judaica e, por conseguinte da Ceia do Senhor. Porém, nunca é tarde demais para resgatar o sentido da verdadeira Páscoa (passar por cima) e lembrar que o sangue do Cordeiro de DEUS é o único meio de libertar o pecador.

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