11 SOLUÇÕES PARA OS ABUSOS LITÚRGICOS

 

1. Uma primeira solução, embora pareça muito evidente é a mais importante: Estudar! Estudar o Catecismo da Igreja Católica, o Código de Direito Canônico, o Cerimonial dos Bispos, a Instrução Geral do Missal Romano, a Instrução Redemptionis Sacramentum… Estudar bons manuais de Liturgia, assistir cerimônias realizadas pelo Santo Padre, ler a vida dos Santos, consultar autores bons, como Cardeal Ratzinger. Isso tanto no seminário como, principalmente, depois dele.

2. Desde o seminário, cultivar o espírito de oração: Missa diária, terço todos os dias, e rezar o breviário. Ser fiel à sua vida de oração.

3. Outro modo importantíssimo é fazer o “vermelho”, sim cumprir as rubricas da sagrada Liturgia, observa as prescrições dos livros litúrgicos. Não inventar, mas executar, pois, como diz o Papa Bento XVI, a Liturgia não se constitui de simpáticas novidades, mas de repetições solenes.

4. Não ser “Maria vai com as outras”. Não ter medo de ser piedoso, de demonstrar devoção, de rezar. Procurar fazer as coisas do modo correto.

5.  Os fiéis não podem se conformar com uma “liturgia” deformada, devem (com a devida reverência) denunciar os abusos à legítimas autoridades. Devem cobrar dos seus sacerdotes cerimônias solenes, procurando dar mais assistência à sua preparação. Se for o caso, no lugar de um presente, dêem ao seu pároco livros bons, batina, casula bonita, alva digna; juntem-se nos seus grupos e procurem embelezar a casa de Deus dando de presente (ou pelo menos cobrando do padre) objetos bonitos, de bom gosto (crucifixo, castiçais, imagens, etc.). Assim o padre perceberá o gosto dos fiéis e procurará agir assim também.

6.  Os padres devem procurar corrigir sua deficiência em matéria de Liturgia. Completar sua formação doutrinal e litúrgica. Não ter medo de sofrer discriminação, não ceder à pressão do clero, ter a ousadia de ser correto. Investir em livros bons, em paramentos dignos, em celebrações solenes, em formações para os seus fiéis. Não ter medo de se identificar como padre por meio do hábito eclesiástico. Tomar consciência de que é padre 24 horas por dia, todos os dias de sua vida.

7.  O que fará muita diferença será organizar um bom coral, não só que cante bem, mas que seja capaz de executar hinos mais novos (litúrgicos), hinos mais tradicionais e peças gregorianas. Abolir os instrumentos que não são permitidos. Adotar o órgão, valorizar o latim, organizar (onde existir) os ministérios leigos de tal modo que façam somente o que lhes compete. Selecionar com muito cuidado as músicas que se cantam nas igrejas.

8.  Dá uma atenção especial para as procissões e festa do Padroeiro, procurando preparar tudo de modo sóbrio, mas ao mesmo tempo solene. Pregar sobre a modéstia, as obras de misericórdia, os novíssimos, s vida dos Santos, a vida cristã, etc.

9.  Organizar o grupo dos coroinhas, dando preferência a meninos, colocando as meninas em outros grupos mais apropriados. Quando é o próprio padre que se encarrega dos coroinhas (e o padre é bom sacerdote), normalmente temos muitos coroinhas, são bons meninos, solenizam a Liturgia, e muitos se tornam sacerdotes também.

10. Acompanhar os grupos de fiéis, especialmente de adolescentes e os jovens. Dando orientação correta e católica.

11. Outra coisa que poucos fazem, mas daria grande diferença, seria explicar para o povo tanto em geral como em seus grupos o significado das cerimônias da Liturgia.

Como podem ver, não temos uma solução técnica pronta para dar, é necessário que seja dada a devida atenção de acordo com o lugar, para saber qual o melhor remédio para os abusos. Não pensemos que seja necessário fazer grandes coisas. Por exemplo, conheço um rapaz que, quando coroinha em sua paróquia, se dedicava a toda semana, várias vezes, limpar o sacrário, que já era muito velho e sujo. E ele o flanelava tanto que o deixava brilhando de tal modo que quando alguém entrava na igreja logo tinha a atenção voltada para o sacrário que brilhava… Um padre, já com seus noventa anos, entrava todos os dias arrastando uma cadeira, se dirigia ao altar e celebrava todos os dias, com devoção, simplicidade, amor. Com coisas pequenas como essas, podemos dar à Liturgia seu devido valor e lugar.

Rezemos pelos nossos padres, para que sejam de fato um outro Cristo, ministro sagrado e dedicado ao culto de Deus e salvação das almas.

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