Como devem ser os cantos na Santa Missa ?

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O Canto de Entrada

O canto de entrada ou abertura tem por objetivo introduzir na assembleia o espírito da celebração.

Deve ser um canto no estilo de marcha. Ao ser escolhido deve levar em conta o tempo litúrgico ou o espírito da celebração (mariano, missionário, vocacional etc.).

É cantado até o momento que o padre beija o altar. No caso das missas que se usa o incenso, ele prossegue até o final do rito.

 

O Ato Penitencial

O canto penitencial na celebração Eucarística tem por objetivo propiciar no fiel o recolhimento. Não é um canto de perdão, nem substitui a confissão. Ele é o próprio rito e faz parte do que se denomina “parte fixa da missa”.

Por isso, sua letra não deve ser alterada.

A Igreja orienta que seja cantado de acordo com a oração “Confesso a Deus” ou leve em conta as três invocações: “Senhor tende de piedade, Cristotende de piedade, Senhor, tem de piedade”… 

 

O Glória

Ao contrário do que se pensa, não é um canto trinitário. É um canto originalmente Doxiológico e Cristológico. Isto é, tem por objetivo louvar a Deus na pessoa de Jesus Cristo sob a ação do Espírito Santo.

Integra as partes fixas da missa. A sua letra só deve ser adaptada e nunca substituída. Não é cantado no Advento nem na Quaresma.

 

NB. Sabemos da dificuldade de se encontrar cantos de glória no Brasil. Nesse sentido, deixo essas sugestões: Glória a Deus nos Altos Céus (Irmã Miria T. Kolling) Glória, Glória Anjos no céu (Irmã Miria T. Kolling), Glória (Eliana Ribeiro)…

 

Aclamação

O Canto de Aclamação nos prepara para a escuta do Santo Evangelho onde o próprio Jesus nos fala aos ouvidos. Por isso, a Aclamação deve ser precedido com o “aleluia” isto é, a aclamação que indica sinal de vitória, Ressurreição.

O Aleluia deve ser cantado no tempo do Advento, Natal, Comum e Pascal. No tempo quaresma visto que estamos celebrando os mistérios que nos encaminha para a paixão do Senhor canta-se “Louvor e gloria a ti, Senhor, Cristo Palavra de Deus! Ou Honra, glória, poder e louvor”.

 

Preparação das ofertas.

O canto de preparação das oferendas necessariamente não precisa falar de pão e vinho. Ele tem por objetivo encaminhar a assembleia a apresentar os seus dons no altar. Deve seguir o ritmo de marcha, pois, se trata de um canto processional. Pode ser substituído pela execução de um Salmo cantado em versão popular.

O canto de preparação das oferendas nas missas solenes deve perdurar até o termino da incensação dos fiéis.

 

O Santo

O Santo está imerso na Oração Eucarística. É um canto ritual e segue as partes fixas da missa. Ele não segue o rito como o canto de entrada e preparação das ofertas. Ele é o próprio rito.

O canto do Santo, assim como o Cordeiro, não deve ser substituído por outras letras. 

Deve levar em conta o texto “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo. O Céu e a terra proclamam a vossa glória, Hosana nas alturas. Bendito Aquele que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas”. Independente da quantidade de vezes que são cantadas.

 

Canto da Paz.

O canto da Paz não existe na liturgia. Usado em algumas regiões do Brasil, o canto da paz motiva a assembleia a saudar o irmão que está ao seu lado. Não deve ser um canto prolongado. Onde se executa este canto faz-se necessário que seja canto de forma moderada abstendo-se apenas a seu refrão.

 

Cordeiro

O Cordeiro é o canto de fração do pão. Deve ser cantado integralmente: “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

NB: Não tenhamos pressa no canto do Cordeiro. Ele deve ser cantado por completo.

 

Comunhão

O canto de Comunhão acompanha o rito. É um canto processional e motiva a assembleia a participar da Mesa Eucarística. Deve ser executado até o momento que o último comungante participa da Ceia Eucarística, mas não terminar o canto de modo repentino.

 

Pós-comunhão

Este canto não existe liturgicamente. Após a comunhão os fiéis são chamados ao silêncio interior. Caso seja executado por implicação pastoral, deve ser um canto de interiorização, não muito longo.

 

Canto Mariano.

O canto Mariano é um canto devocional e tem por finalidade levar a assembleia a louvar a Deus pelos benefícios feitos por meio da Virgem Maria.

 

Canto Final

É o canto de despedida. Evoca a assembleia para a missão. Pode ser substituído pelo hino do padroeiro ou por um canto Mariano nas comunidades onde Nossa Senhora é a patrona.

Ir. Tiago Costa

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