Formação sobre o Rito de Aspersão e gestos do Ato no Novus Ordus MIssae

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Começo pela postura a ser assumida. 

No Ato Penitencial a nossa postura pode ser as mãos postas, mas SEMPRE EM PÉ. Principalmente se for a terceira Fórmula, que como vimos é uma forma que mistura o perdão e o Louvor. Mesmo no Rito Tridentino, se permanece ajoelhado durante o ato Penitencial, e se pode colocar de Pé no Kyrie. Isto se dá justamente pelo fato de ser um Louvor a Deus. Pode se questionar, e se não for utilizada a terceira fórmula? Ainda assim permanecemos em Pé, pois é o que nos determina o Missal Romano:

43. Os fiéis permaneçam de pé, do início do canto da entrada, ou enquanto o sacerdote se aproxima do altar, até a oração do dia inclusive (IGMR)

Portanto a posição a ser tomada é sempre esta, de Pé.

Se a fórmula utilizada for a Segunda, nós devemos bater no Peito no momento que dizemos: “Por minha culpa, minha tão grande culpa”. Romano Guardini no livro os Sinais Sagrados, fala que esta batida não pode ser um simples toque (também não muito forte pois chamaria excessiva atenção), mas uma batida que estremeça o meu intimo e me leva a reconhecer que o único culpado dos meus pecados sou eu.

Durante a “absolvição” (de pecados veniais), eu posso fazer uma inclinação de cabeça durante toda a oração. Apesar de não ser prescrito no Missal, é um gesto que pode ser tomado pela força da Tradição.

Por fim falemos da Aspersão (Quarta Fórmula), que pode ser utilizada AOS DOMINGOS no lugar do Ato Penitencial.

O Rito consiste em uma introdução, a benção da água (se já não estiver benta), que são duas fórmulas, uma para o tempo Pascal e outra para os demais tempos, a Aspersão em si, e a conclusão. Pode-se colocar sal na água onde houver o costume, ai se tem uma outra oração sobre o sal.

Depois disto, o SACERDOTE prossegue com a Aspersão começando por si próprio, e aspergindo a Assembleia. Enquanto o Sacerdote asperge, deve se cantar o canto proposto no Missal ou outro apropriado. É somente o Sacerdote que deve aspergir os fiéis. Segundo o Livo “Entrarei no Altar de Deus”, se o Sacerdote por algum motivo não puder descer asperge-se a assembléia como se faz na incensação do centro do presbitério aspergir o povo na seguinte ordem: Centro, Direita, Esquerda.

Por fim retornando a sua Cadeira, o Padre faz uma oração conclusiva.

É interessante notarmos a substituição do Ato Penitencial, que é um dos momentos da Missa em que somos perdoados de nossas faltas veniais. Isto se deve ao fato de á água benta como Sacramental, também perdoa faltas veniais, e neste caso a aspersão substitui o ato, inclusive perdoando nossas faltas leves.

O que se pode fazer como maneira de inculturação:

– Escolher o Rito de Aspersão
– Coloca o Sal na água onde houver costume
– Cantar um canto apropriado que não seja o proposto no Missal, quando houver a aspersão.
– Inclinar levemente a cabeça na oração de “absolvição”

O que não se pode fazer:

– Ajoelhar-se
– Substituir o Ato Penitencial por outro Rito que não seja o de aspersão (Como alguns liturgistas brasileiros propõe, coloca a Recordação da Vida no lugar do Ato)
– Cantar um canto não apropriado no momento de aspersão.
– Aspergir o povo com balde de água, como faz-se em algumas celebrações por ai

 

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