São Tomás de Aquino e os hereges

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por São Tomás de Aquino
Assim se procede: parece que se devem tolerar os hereges

 

  1. Com efeito, o apóstolo diz; “Quem serve o Senhor deve ser bondoso com todos, capaz de corrigir os opositores, tendo esperança de que Deus dê a eles uma oportunidade de se converterem, conhecerem a verdade e escaparem das armadilhas do diabo”. Ora, se os heréticos não forem tolerados, mas condenados à morte, tira-se deles a faculdade de se arrependerem. Logo, isso parece ser contra o preceito do Apóstolo.

 

  1. Além disso, o que é necessário na Igreja deve ser tolerado. Ora, à Igreja são necessárias as heresias, pois diz o Apóstolo: “É preciso haver heresias, para que os de virtude comprovada se manifestem entre vós”. Logo, parece que os hereges devem ser tolerados.

 

  1. Ademais, o Senhor mandou aos seus servos que deixassem crescer o joio até a ceifa, que é o fim do mundo, como no mesmo lugar se diz. Ora, o joio é símbolo dos hereges, conforme a interpretação dos Santos. Logo, os heréticos devem ser tolerados.

 

Em sentido contrário, diz o Apóstolo: “Após advertir um herege pela primeira e segunda vez, evita-o sabendo que é um pervertido.

 

RESPONDO: A respeito dos heréticos, há duas coisas a considerar: uma da parte deles e outra da parte da Igreja. Da parte deles, há um pecado pelo qual mereceram não somente serem excluídos da Igreja pela excomunhão, mas também do mundo pela morte. É muito mais grave corromper a fé, que é a vida da alma, do que falsificar o dinheiro que serve à vida temporal. Ora, se os falsificadores de moeda ou outros malfeitores logo são justamente condenados à morte pelos príncipes seculares, com maior razão os heréticos desde que sejam convencidos de heresia, podem não só ser excomungados, mas justamente serem condenados à morte.

 

Do lado da Igreja, ao contrário, ela usa de misericórdia em vista da conversão dos que erram. Por isso, ela não condena imediatamente, mas só “depois da primeira e segunda advertência”, como ensina o Apóstolo. Se, porém, depois disso, o herege permanece ainda pertinaz, a Igreja, não esperando mais que ele se converta, provê a salvação dos outros, separando-o dela por uma sentença de excomunhão; e ulteriormente ela o abandona ao juízo secular para que seja excluído do mundo pela morte. Com efeito, Jerônimo diz isso que se encontra nas Decretais: “As carnes pútridas devem ser cortadas e a ovelha sarnenta deve ser afastada do redil, a fim de que toda a casa, a massa, o corpo e as ovelhas não ardam, corrompam-se, apodreçam e morram.

 

Ário, em Alexandria, foi uma centelha; mas porque não foi logo reprimido, a sua chama devastou todo o orbe”.

 

QUANTO AO 1º, portanto, deve-se dizer que de acordo com a moderação, o herege deve ser corrigido a primeira e a segunda vez. Mas se ele não quiser retrartar-se, será considerado pervertido, como fica claro no lugar citado do Apóstolo.

 

QUANTO AO 2º, deve-se dizer que está fora da intenção dos hereges a utilidade proveniente das heresias a saber, submeter à prova a constância dos fiéis e livrar da preguiça, examinando com mais solicitude as divinas Escrituras, como diz Agostinho. Mas a intenção dos hereges é corromper a fé, o que é extremamente nocivo. Portanto, deve-se atender mais à intenção deles, em si mesma, para serem excluídos, do que aquilo que está fora dela, para serem tolerados.

 

QUANTO AO 3º, deve-se dizer que como se registra nas Decretais “uma coisa é a excomunhão e outra, a erradicação. Alguém é excomungado”, como diz o Apóstolo, “a fim de que sua alma seja salva no dia do Senhor”. – Se, porém, os hereges forem totalmente erradicados pela morte, isso não fere o mandamento do Senhor, que deve ser entendido no caso em que não se pode extirpar o joio, em a extirpação do trigo, como já foi dito ao se tratar dos infiéis em geral.

SUMA TEOLÓGICA II Parte, q. 11

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Notícia aos catogélicos

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Marinalva Santos, cantora protestante piauiense, comprovou a autoria da canção “Noites traiçoeiras” junto à Associação Brasileira de Música e Artes. A composição fora motivada para comemorar o aniversário de uma igreja Assembleia de Deus em Uberlândia.

O marido da compositora, que é pastor, informa que tentará acordo com a pessoa que vendeu a música para Pe. Marcelo Rossi, caso não se verifique, recorrerão à justiça para requisitar os valores correspondentes aos direitos autorais.

Além de Pe. Marcelo Rossi, que é reclamado neste artigo por ter plagiado a música, gravaram outras versões alguns outros artistas da Igreja como Padre Zeca, banda Anjos de Resgate, Jonny,…

Aqui se tem a informação de que em 1999 já era cantada na igreja Cristã Maranata do estado do Espíritos Santo.

Aqui se diz que é composição de Simone Telésforo.

Aqui lemos que é de Carlos Papae, cantor evangélico do grupo Vozes de Sião de Teresópolis-RJ,  gravado pela primeira vez em 1985.

E ainda tem o site Vagalume que informa que a composição é de Pe. Marcelo Rossi. 

Católico, quer ouvir música católica? Ouça canto gregoriano.

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Em meio aos atuais “debates” em torno do homossexualismo, um achado dos escritos do Cardeal Ratzinger

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O problema do homossexualismo e do juízo ético acerca dos atos homossexuais tornou-se cada vez mais objeto de debate público, […]

A teologia da criação, presente no livro do Gênesis, fornece o ponto de vista fundamental para a adequada compreensão dos problemas suscitados pelo homossexualismo. Na sua infinita sabedoria e em seu amor onipotente, Deus chama à existência toda a criação, como reflexo da sua bondade. Cria o homem à sua imagem e semelhança, como varão e mulher. Por isto mesmo, os seres humanos são criaturas de Deus chamadas a refletir, na complementariedade dos sexos, […]

[…] o deterioramento devido ao pecado continua a desenvolver-se na história dos homens de Sodoma (cf. Gn 19, 1-11). Não pode haver dúvidas quanto ao julgamento moral aí expresso contra as relações homossexuais. Em Levítico 18, 22 e 20, 13, quando se indica as condições necessárias para se pertencer ao povo eleito, o Autor exclui do povo de Deus os que têm um comportamento homossexual.

Tendo como tela de fundo esta legislação teocrática, São Paulo desenvolve uma perspectiva escatológica, dentro da qual repropõe a mesma doutrina, elencando também entre aqueles que não entrarão no reino de Deus os que agem como homossexuais (cf. 1 Cor 6, 9). Em outra passagem do seu epistolário, baseando-se nas tradições morais dos seus ancestrais, mas colocando-se no novo contexto do confronto entre o cristianismo e a sociedade pagã do seu tempo, ele apresenta o comportamento homossexual como um exemplo da cegueira em que caiu a humanidade. Tomando o lugar da harmonia original entre Criador e criatura, o grave desvio da idolatria levou a todo tipo de excessos no campo moral. São Paulo aponta o exemplo mais claro desta desarmonia exatamente nas relações homossexuais (cf. Rm 1, 18-32). Enfim, em perfeita continuidade com o ensinamento bíblico, na lista dos que agem contrariamente à sã doutrina, são mencionados explicitamente como pecadores aqueles que praticam atos homossexuais (cf. 1 Tm 1, 10).

A Igreja, obediente ao Senhor que a fundou e a enriqueceu com a dádiva da vida sacramental, celebra no sacramento do matrimônio o desígnio divino da união do homem e da mulher, união de amor e capaz de dar a vida. Somente na relação conjugal o uso da faculdade sexual pode ser moralmente reto. Portanto, uma pessoa que se comporta de modo homossexual, age imoralmente.
Optar por uma atividade sexual com uma pessoa do mesmo sexo equivale a anular o rico simbolismo e o significado, para não falar dos fins, do desígnio do Criador a respeito da realidade sexual. […]

Como acontece com qualquer outra desordem moral, a atividade homossexual impede a autorrealização e a felicidade porque contrária à sabedoria criadora de Deus. […]

Joseph Card. Ratzinger – EXCERTOS DA CARTA AOS BISPOS DA 
IGREJA CATÓLICA SOBRE O ATENDIMENTO PASTORAL DAS PESSOAS HOMOSSEXUAIS – 
Congregação para a Doutrina da Fé, 01/10/1986.
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AS IMAGENS DO SANTANDER CULTURAL

O Santander Cultural em Porto Alegre /RS não aguentou a pressão e cancelou o festival de putaria que os moderninhos da esquerda e apoiadores da imoralidade do gayzismo chamam de exposição. Todos os objetos expostos lá são um show de mal gosto, panos pendurados, desenhos mal feitos e imagens que incentivam a pedofiliazoofilia, e desrespeito a símbolos religiosos. O interessante desses “artistas” é que quando querem falar de religião nunca fazem nada com símbolos muçulmanos, só pegam para Cristo os símbolos cristãos (eu sei a piada foi péssima). Pois bem, mesmo com boa parte da “imprensa” ficando ouriçadinha e subindo nas tamancas o banco fechou o cabaré, que era aberto até para crianças assistirem. A mostra tinha o objetivo de expor trabalhos com temática LGBT, questões de gênero, e diversidade sexual, e  ela expõe o que é a cabeça desse pessoal que apoia a causa. Eles não tem limites com respeito a baixaria em todos os níveis. Não acredita? Acha que estou sendo radical? É papo de religioso? Abaixo vão algumas das “obras” expostas.
Sexo com animal (zoofilia)

 

óstias com palavras: vagina, lingua, cu, etc

 

Jesus apresentado como o deus Xiva do Hinduismo

 

Crianças com nome: criança viada

 

Criança com nome: criança travesti

 

Criança em pose sensual e na testa o símbolo dos gays

 

Maria com um macaco no colo como se fosse Cristo

 

Quadro com cenas de homossexualismo e zoofilia
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Hipnose nas igrejas e o demônio Bira

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Técnicas de indução e de hipnose coletiva em certas igrejas ditas evangélicas

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Antes de mais nada, é preciso esclarecer algumas coisas.

Eu acredito em milagres. Acredito que Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hebreus 13.8), e acredito em Suas promessas para seus seguidores (Marcos 16.16-18). Creio que através de nós, Igreja, Corpo de Cristo, obras extraordinárias podem acontecer (João 14.12). Não apenas creio como sei que, Brasil e mundo afora, muitos milagres ocorrem nas igrejas evangélicas, com pessoas sendo verdadeiramente convertidas de seus maus caminhos, com a cura milagrosa de enfermidades condenadas pela medicina moderna, com o revestimento de verdadeiros cristãos com os dons e os frutos do Espírito Santo.

E por acreditar piamente em tudo isso, é que talvez esse seja um dos artigos mais difíceis de escrever. Meu coração, creiam, está despedaçado. Mas vamos lá.

Apesar de não ser novidade para ninguém, infelizmente muitas igrejas que se dizem evangélicas estão falsificando milagres, curas, conversões, unção. Para isso, estão apelando para técnicas de uma ciência antropocêntrica: a psicologia, mais especificamente a prática da hipnose. Dessa forma, conseguem falsificar a manifestação divina utilizando-se de uma ferramenta meramente humana.

O “insight”que deu origem a esse artigo veio após assistirmos, pela tv, à um dos cultos do 7o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil. Era o culto do (im)Pastor Jeronimo Onofre da Silveira, líder do Templo dos Anjos, que pertence à Igreja do Evangelho Quadrangular em Belo Horizonte (MG). Assistindo a esse culto (ao homem, não a Deus), presenciamos claramente a utilização de técnicas de indução e de hipnose coletiva nos 3 “milagres” ministrados pelo tal (im)pastor.

"Milagre de Miqueias" ou rapport de hipnose "mãos coladas": os "demônios" só prendem as mãos das pessoas sugestionáveis

“Milagre de Miqueias” ou rapport de hipnose “mãos coladas”: os “demônios” só prendem as mãos das pessoas sugestionáveis

O “milagre de Miqueias” baseia-se numa interpretação ao pé da letra e sem pé nem cabeça da primeira parte de Miqueias 5.12: “E exterminarei as feitiçarias da tua mão”. O versículo citado ainda contempla “e não terás adivinhadores”, e lendo-o completo já dá para entender que a palavra “mão” está em sentido figurado, mas para Jeronimo Onofre importa que “deus” lhe revelou certo dia que tal versículo amputado significaria que há demônios que ficam nas mãos das pessoas, provocando uma reação “Rei Midas” ao contrário: tudo o que a pessoa toca dá errado, apodrece, vai para trás. Esse mesmo “deus” lhe revelou também a solução do problema: o tal “milagre de Miqueias 5.12”, que consiste na expulsão do tal demônio das mãos.

Mas o pior ainda está por vir. A forma, segundo “deus” revelou a Jeronimo Onofre, do tal demônio das mãos ser descoberto é com um “truque”: as pessoas precisam entrelaçar os dedos das mãos e aquelas que não conseguirem desentrelaçá-las após um comando de voz é porque estão endemoniadas. Porém, em hipnose essa é uma forma de rapport, ou seja, uma maneira de gerar uma relação de empatia, confiança entre o hipnotizador e o hipnotizado, fazendo com que esse último se abra para os próximos comandos.

Permita-se uma pausa neste texto para assistir com atenção ao vídeo abaixo. É a ministração do “milagre de Miqueias” no 7o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil, com uma exposição do hipnólogo Fabio Puentes fazendo o mesmo, porém sob a denominação de rapport hipnótico:

 

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O “milagre de Manassés” ocorre depois do “milagre de Miqueias”, pois lembre-se, a técnica utilizada em nome do Miqueias é um rapport em hipnose, é o que permite descobrir quem é mais sugestionável, assim levando o (im)pastor ou hipnólogo a abordar as pessoas certas, aquelas que aceitarão as sugestões com maior facilidade, proporcionando assim um grande espetáculo no palco (ou púlpito).

Então, escolhidas as pessoas sugestionáveis, o (im)pastor pode partir para o “milagre de Manassés”, que nada mais é do que uma técnica de esquecimento, bastante comum em hipnose. O tal “deus” revelou ao Jeronimo Onofre que poderia fazer as pessoas se esquecerem do passado de sofrimento, e assim poderem levar suas novas vidas adiante. Veja o vídeo abaixo:

 

O uso da hipnose clínica pode ser benéfico ao ser humano, segundo alguns estudiosos. Muitos médicos e hospitais se utilizam da hipnose, especialmente como alternativa ao uso de anestesias. A Revista Superinteressante publicou em 2009 um artigo muito bom sobre hipnose, no qual relata que o Conselho Federal de Odontologia regulamentou o uso da hipnose, bastando aos dentistas um curso de 180 horas. A revista informa também que até o Hospital das Clínicas oferece a hipnoterapia como alternativa de tratamento para as dores sofridas por pacientes de câncer.

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Outro que apresentou técnicas de hipnose coletiva no 7o. Congresso Fogo de Avivamento para o Brasil foi o (im)pastor americano Benny Hinn. No caso dele, sua especialidade é levantar a mão e fazer o público cair supostamente sob o poder do Espírito Santo. Quem dera fosse!!! Na verdade, tudo não passa de mais uma técnica de indução.

No vídeo a seguir, gravado numa edição anterior do tal congresso (mas em demonstração de poder idêntica à ocorrida neste ano), vemos Benny Hinn (a partir do minuto 3:55) utilizando-se de uma série de técnicas para conseguir, no final, o “espetáculo” da derrubada de parte da multidão.

 

No livro Lavagem Cerebral e Hipnose nos Cultos Protestantes, de Jaime Francisco de Moura, vemos muitas informações a respeito do (mau) uso da indução para provocar pseudo milagres divinos. Deixe-me anexar algumas informações retiradas desse livro:

Existem vários métodos para uma pessoa entrar num estado mental alterado (EMA). As consequências dessa prática ao longo do tempo não são positivas. Às vezes a pessoa passa de êxtase para terror sem motivo real. A pessoa pode sentir calor ou frio ou ter convulsões ou sentir correntes de eletricidade passar por seu corpo. Freqüentemente sente depressão quando está num estado mental normal, pois sente a ausência do efeito. A prática dessas coisas pode conduzir a uma paranoia com ansiedade, raiva, confusão ou desorientação. [p. 19]
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Ainda sobre o assunto, o Instituto Brasileiro de Hipnologia alerta: “Há perigos para a hipnose? – Ela pode ser realmente perigosa se aplicada indevidamente, ou seja, nas mãos de pessoa inescrupulosa ou sem cautela. Por isso exige a formação correta do profissional, o preparo e a habilitação, para lidar com psicoterapia e um bom estudo da mente e do comportamento humana. É crescente a quantidade de profissionais da saúde, educação, desportes, RH e criminalística que buscam na hipnologia a ferramenta eficiente para atender os mais diversos tipos de patologias.”
O site Gazeta Digital vai mais longe: […] “Muitos leigos e charlatões sabendo que a hipnose é um estado natural do corpo e que uma pessoa pode entrar em transe apenas com certos estímulos, se aproveitam e levam isso ao palco”, argumenta. “Essa atitude pode colocar em risco a vida das pessoas. Pois após o estado hipnótico, se o hipnotizador não tiver experiência pode deixar sequelas no hipnotizado. Um profissional responsável não faz uma cosia dessas”, critica.

Ou seja, a utilização indiscriminada da hipnose pode ser altamente prejudicial ao ser humano. Um pastor ou líder de qualquer cargo eclesiástico que se utiliza dessa técnica para simular milagres de Deus, além de blasfemar contra o divino e enganar os fiéis, ainda os coloca em grande perigo. No momento do “milagre” tudo fica bem, as curas parecem acontecer, só que as consequências de tal abominação e irresponsabilidade só vão aparecer com o passar do tempo, servindo para afastar ainda mais as pessoas de Cristo.

 

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Mas nos lembremos da forma mais básica de técnica de hipnose, utilizada desde os anos 80 por igrejas neopentecostais (como a Igreja Universal do Reino de Deus) para simular pseudo expulsões de demônios (um espetáculo que atrai público para essas igrejas e, consequentemente, aumenta-lhes sobremaneira a arrecadação através de dízimos e muitas ofertas). Moura explica:

[…] “Os pastores exibem o diabo subjugado como se fosse um animal na jaula. Primeiro: Os pastores entrevistam o demônio para identificar seu “nome”, invariavelmente uma entidade dos cultos afro-brasileiros. […] Segundo: Pergunta como ele se apossou daquela pessoa. Terceiro: Procura descobrir os males e sofrimentos que ele está provocando na vida (familiar, financeira…) da vítima. No quarto derradeiro passo, o ritual perde o caráter de talk show com o demônio. Depois de humilhá-lo, o pastor ou manipulador expulsa-o em nome e para a glória de Cristo. O que acontece na verdade, é que estes manipuladores fazem que as pessoas em transe andem de joelhos ao redor da igreja, ou batem a cabeça nos nossos pés, ou ainda que imitem cachorros, galinhas, porcos e outros animais”.

Quando o suposto demônio reluta em sair, o pastor pede a ajuda da platéia, que bate firme os pés no chão, ergue as mãos em direção ao possesso e brada “sai, sai, queima, queima”.
Qualquer pessoa de bom senso notará que, se a intenção fosse curar a pessoa, não precisaria mantê-la tanto tempo diante da platéia, sendo ridicularizada. Esta cura poderia acontecer entre o pastor e a pessoa, ou seja, entre os dois, mas parece que isto não interessa. É necessário haver um show, um espetáculo para impressionar. Curiosamente, é que muitas igrejas protestantes buscam inspiração nas religiões afro-brasileiras para apimentar seus cultos.” [p. 19-20]

O autor ainda descreve outras táticas utilizadas em certas igrejas:

“1) Sobre a possessão – A maioria dos pastores empregam técnicas e truques para induzir o fiel a entrarem transe nas sessões de exorcismo.

2) Sobre a Trilha sonora – O tecladista executa melodias leves nos momentos de alusão a bênçãos divinas. Mas, quando o pastor menciona as ações do demônio e de espíritos malignos, ouve-se uma sucessão de acordes pesados, que lembram filmes de terror.

3) Sobre a Iluminação – Em muitos cultos realizados à noite, quase todos os pastores, que vi pregar, apagam as luzes principais da igreja. Envoltos na penumbra, os fiéis ficam mais sugestionáveis. Os pastores também pedem às pessoas que fechem os olhos 
4) Sobre o Roteiro – Para evocar os demônios, os pastores fazem orações repetitivas. A mente humana tende a aceitar como verdadeiras as frases proferidas sucessivamente, em tom de autoridade e num ambiente emocional.
5) Sobre a Coreografia – Os obreiros apertam e balançam a cabeça ou o corpo do fiel em movimentos circulares. A tontura e a falta de apoio no chão são fatores que induzem o transe
6) Sobre a Figuração – O burburinho das pessoas orando e gritando rebaixa os níveis de consciência de fiéis suscetíveis. Quem está no meio de uma multidão é influenciado pelas emoções dos indivíduos ao redor
7) Sobre a Sonoplastia – Em algumas igrejas, junto coma música, são reproduzidas gravações de gritos e sons de assombração. Esses ruídos estimulam o inconsciente das pessoas em transe a considerar real aquela manifestação,objetos mágicos que embalam as sessões de descarrego.” [p. 21-22]
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Se formos ver biblicamente como ocorriam os milagres, era muito diferente do que vemos em certas igrejas. As curas e expulsões de demônios não aconteciam para levar entretenimento ou espetáculo à plateia, mas para levar as pessoas a reconhecerem o Filho de Deus e terem um pouco de alívio em suas tão sofridas vidas. Os milagres aconteciam de forma natural, pura, simples. Jesus e seus discípulos diziam “sai” e os demônios saíam, não sendo necessário entrevistá-los ou mesmo brincar de tira-e-põe para demonstrar poder sobre as trevas. Jesus e seus discípulos diziam “seja curado” e a doença deixava os corpos. Diziam “levanta-te e anda” e os mortos ressuscitavam.

Atualmente, em certas igrejas, o que se vê é justamente o contrário. Enquanto Jesus pedia para que não falassem aos demais sobre suas curas, os (im)pastores transformam os testemunhos em estratégia de marketing religioso. Afinal, a minha igreja cura/liberta/prospera mais do que as outras, então você tem que vir dar seu dízimo aqui porque é aqui que deus está.

 

 

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“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” – Eclesiastes 1:2

É a vaidade quem domina os corações dos (im)pastores que simulam milagres a rodo para demonstrar um poder divino que não possuem, e uma intimidade com Deus que está longe de ser verdade. Quem realmente serve a Deus O teme e jamais falsificaria um ato Seu. Esses (im)pastores não temem a Deus (pois não O vêem e não O conhecem), temendo apenas aos outros homens, e por isso precisam se afirmar através de seus ministérios, construindo catedrais maiores que as dos concorrentes e sendo mais milagreiros que os demais.

Nossa oração é para que Deus (o Verdadeiro, o Santo Santo Santo, o Justo, o Bom, o Misericordioso) possa, através de Seu Santo Espírito, levar esses e outros (im)pastores ao arrependimento, e seus seguidores possam abrir os olhos espirituais e abandonar o falso e manipulado evangelho que vivem.

Que esse Maravilhoso Deus possa apresentar Seu Verdadeiro Evangelho às pessoas, e todos possamos nos arrepender enquanto é tempo.

Que possamos ir a uma Igreja para buscar a Deus, não para buscar o espetáculo dos milagres falsificados. O Verdadeiro Deus nos disse que não precisamos nos ansiar com nada, pois se Ele veste os lírios dos campos e alimenta as aves nos céus, muito mais fará por nós, Seus filhos. Que possamos acreditar na Sua Palavra, não nos truques mágicos de homens que pensam ser alguma coisa, mas são apenas pó.

Que, apesar de tantos enganos em Seu Nome, ainda haja aqui na terra corações de servos humildes, que não buscam holofotes para si, pois destes é que vêm os verdadeiros milagres – Deus não divide Sua glória com ninguém.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. ” – Mateus 24:24-25

“Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” – 2 Timóteo 3.13-17

Fonte: https://estrangeira.wordpress.com/

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Onde encontrar Jesus Cristo hoje?

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Dom Murilo Krieger
Arcebispo de São Salvador (BA) e Primaz do Brasil

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, exclamou João Batista, ao ver Jesus que vinha ao seu encontro (Jo 1,29). E completou: “Dou testemunho: ele é o Filho de Deus” (v. 34). Para os discípulos de João Batista, esse anúncio foi tão importante que o deixaram, para seguir Jesus. Um outro João, o evangelista, ao final de sua vida sintetizou o que tinha sido para ele a convivência de três anos com Jesus de Nazaré: “O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que a nossas mãos apalparam… isso vos anunciamos” (1Jo 1,1 e 3). João evangelista deixava claro, assim, que seu anúncio partia de uma experiência pessoal, que o havia transformado radicalmente. Anunciava, também, que todos podem fazer idêntica experiência – isto é, podem ouvir, ver e tocar o Filho de Deus, porque ele veio até nós, assumiu nossa carne e se manifesta a quem o procura.

Se é próprio de Deus manifestar-se, para nos revelar sua intimidade, e se, em vista disso, nos enviou seu Filho, onde encontrar Jesus Cristo hoje? De que modo e em que situações ele se revela a nós? Em que situações ele se faz presente? É importante ter respostas claras a essas perguntas, já que o encontro com Cristo é o ponto de partida para uma autêntica conversão.

Destacarei sete lugares de encontro com Jesus de Nazaré – isto é, onde podemos encontrá-Lo em nossos dias. Podemos encontrá-Lo:

1º – Em sua Palavra. Os Evangelhos apresentam, numa linguagem clara, compreensível a todos, o que Jesus falou e o modo como viveu entre nós. Se prestarmos atenção às suas palavras, será inevitável: nossos corações se transformarão e produziremos frutos de santidade.

2º – Nos pastores que dirigem a Igreja. Cristo, pastor dos pastores, assiste os pastores que dirigem e governam o povo de Deus, como ele mesmo disse aos apóstolos: “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10,16).

3º – Nos sacramentos. Os sacramentos são ações de Cristo, que os administra por meio de seus ministros. Os sacramentos são santos por si mesmos e, “quando tocam nos corpos, infundem, por virtude de Cristo, a graça nas almas” (Paulo VI). Cristo está sempre presente por sua força nos sacramentos, de tal forma que “quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza” (Santo Agostinho).

4º – Na Eucaristia. O sacramento da Eucaristia contém o próprio Cristo e é, como afirmava Santo Tomás de Aquino, “como que a perfeição da vida espiritual e o fim de todos os sacramentos”. A presença de Cristo nesse sacramento é de uma intensidade sem par; é uma presença especial, uma presença “real”, “não a título exclusivo, como se as outras presenças não fossem “reais”, mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem” (Paulo VI).

5º – Quando a Igreja reza. Cristo está presente em sua Igreja quando ela reza, sendo ele quem “roga por nós, roga em nós e por nós é rogado; roga por nós como nosso Sacerdote; roga em nós como nossa Cabeça; é rogado por nós como nosso Deus” (Santo Agostinho). O próprio Jesus prometeu: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Mt 18,20).

6º – No pobre. Quando fazemos o bem a um irmão necessitado, nós o fazemos ao próprio Cristo: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). Mais: é Cristo que faz essas obras por meio de nós, socorrendo assim as pessoas necessitadas.

7º – Em nossos corações. Cristo habita pela fé em nossos corações (cf. Ef 3,17) e neles derrama o amor de Deus pela ação do Espírito Santo que nos dá (cf. Rm 5,5).

Penso ter ficado implícito que o cristianismo não é apenas um conjunto de normas éticas e nem se resume a uma proposta de paz e de solidariedade; ele é, acima de tudo, o encontro com uma pessoa – a pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus Salvador. É ele é que dá novas perspectivas à nossa vida. Cabe-nos, pois, estar atentos a seus passos em nossos caminhos. Acolhendo-o, teremos a possibilidade de conhecê-lo sempre melhor e de apresentá-lo a outros.

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