O Amém dentro da Celebração do Santo Sacrifício da Missa

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Participando de tantas celebrações Eucarísticas podemos deixar passar, despercebidamente, o significado e os momentos em que dizemos o Amém que, lamentavelmente, tantas vezes é inaudível, por outras vezes se diz onde não se deve ou até mesmo se deixa de se dizer onde ele existe, sendo, portanto, obrigatória a sua manifestação. Nesse artigo quero recordar para melhor poder se viver o que o direito litúrgico determina a esse respeito, entretanto, antes disso, gostaria de analisar, no campo etimológico o que ele quer dizer: num dos mais utilizados dicionários de nossa lusitana língua, e que é editado em nosso país, encontramos a seguinte definição:

Amém – palavra litúrgica de aclamação, que indica anuência firme, concordância perfeita, com um artigo de fé; assim seja; concordância; aprovação, consentimento, confirmação…

Na Celebração Eucarística o AMÉM ocorre com grande freqüência, mesmo naquelas que são celebradas cotidianamente, sobretudo, ele é dito por parte dos fiéis como resposta ao presbítero ou bispo presidente, ou mesmo por toda a assembléia celebrante:

 

1. No início da Celebração, logo depois que se faz a persignação, quando somente o presidente diz:

“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” – Todos respondem: Amém.

 

2. Como resposta a Oração, dita unicamente pelo presidente e que conclui o Ato Penitencial:

“Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe o nossos pecados e nos conduza a vida eterna” – Todos respondem: Amém.

 

3. Na conclusão da Oração da Coleta (Oração do Dia), que é dita unicamente pelo presidente em suas três possíveis formas para a doxologia final:

“Oremos… Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus Convosco, na Unidade do Espírito Santo ou Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo e se dirigida a Jesus: Ele que Convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. – Todos respondem: Amém.

 

4. Depois da conclusão feita pelo presidente à Oração dos Fiéis:

“Por Cristo, nosso Senhor” – Todos respondem: Amém.

 

5. No momento em que o presidente conclui a Oração sobre as Oferendas:

 “Por Cristo, nosso Senhor” – Todos respondem: Amém.

 

6. No final da Oração Eucarística (cânon), que é dita pelo presidente e ou os presbíteros concelebrantes, mas não pelos fiéis depois da doxologia conclusiva:

“Por Cristo, com Cristo, em Cristo… – Todos respondem: Amém.

 

7. Na conclusão das Orações depois do Pai Nosso (que não tem Amém), ditas pelo presidente somente, e imediatamente antes do Rito da Paz:

“Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo – Todos respondem: Amém.

 

8. Durante a comunhão, em resposta às palavras do ministro ordinário ou extraordinário que distribui a Santíssima Eucaristia:

“Corpo de Cristo ou Corpo e Sangue de Cristo – individualmente, responde-se: Amém.

 

9. No final da Oração Depois da Comunhão, dita unicamente pelo presidente:

“Por Cristo, nosso Senhor – Todos respondem: Amém.

 

10. Como resposta à bênção final dada pelo presidente:

“Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo – Todos respondem: Amém.

 

Na Celebração Eucarística, em alguns casos somente realizadas nos Domingos e Solenidades a palavra AMÉM pode ressoar também em outras ocasiões:

 

11. Quando se recita o Glória, seja em latim ou língua vernácula – Todos respondem: Amém.

 

12. Se está presente um diácono, antes de proclamar o Evangelho ele pede a bênção ao presbítero (Dá-me a tua bênção!);  se for um Bispo que preside e um presbítero proclama, esse pede a bênção ao bispo (Dá-me a tua bênção!) – O diácono ou o presbítero respondem: Amém.

 

13. Se há recitação do Credo, em língua vernácula ou latim, ao seu final – Todos respondem: Amém.

 

14. Se a Bênção final é dada de forma solene, lamentavelmente, algo em desuso em tantos lugares – Todos respondem: Amém, desse modo: depois do convite ao “inclinai-vos para receber a bênção!”, após cada uma das invocações feitas pelo presidente, geralmente três e também após a fórmula de bênção.

Que o nosso Amém, portanto, seja dito com disposição e convicção, no lugar certo e também na hora certa. Amém!

D. Hugo da Silva Cavalcante, OSB

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Como deve ser feita a Aclamação Eucarística: de joelhos ou em pé?

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Toda “ação litúrgica” tem um gesto corporal (corpo), um sentido teológico-litúrgico (mente) e uma espiritualidade (coração). Ou seja, celebramos  a “ação litúrgica” com todo o nosso ser: corpo-mente-coração.

Vamos ver como isto acontece com a “ação litúrgica” chamada “Aclamação Eucarística”.

  1. SENTIDO TEOLÓGICO-LITÚRGICO (mente)

A Aclamação Eucarística é a resposta que damos quando o padre diz ou canta: “Eis o mistério da fé!”

O Missal Romano nos fala que podem ser três tipos de aclamações:

  • “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor, Jesus!”
  • “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálica, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!”
  • “Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição”.

O termo “ACLAMAÇÃO” vem do latim “acclamatio”, que significa, grito de alegria, de entusiasmo, de uma multidão; ovação.

As aclamações eram, originalmente, aclamações da multidão nas reuniões de todo o tipo, sobretudo no culto ao imperador. Mas a Igreja primitiva, a exemplo do culto judaico da sinagoga, surgiram como vozes de adesão a Cristo e confissão pública de seu Nome. Desde então as aclamações têm o caráter de profissões marcantes de fé.

Na Idade Média, estas aclamações passaram a ser proferidas só pelos padres, ministros ou coro. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II (1962-1965) estas aclamações se tornassem parte integrante e indispensável da participação ativa dos fiéis.

A Aclamação Eucarística, feita depois da narração da instituição e da consagração apresenta uma novidade depois do Concílio Vaticano II: é uma aclamação “memorial”, ou seja, faz memória da morte e ressurreição do Senhor. Esta aclamação eucarística não constava no Missal antigo de Pio V, que vigorou na Igreja de 1570 até 1.970, porque neste Missal a Oração Eucarística era feita em voz baixa e não havia a participação da assembléia.

  1. GESTO CORPORAL (corpo)

Se “aclamar” significa “um grito de alegria”, como faço isso? “Em pé”, ou “de joelhos”? Logicamente que é “EM PÉ”. Ninguém grita de alegria “de joelhos”!

O Missal Romano coloca isto de forma bem clara: “a aclamação é cantada por TODOS e EM PÉ” (Instrução Geral do Missal Romano, 62). Duas coisas importantes nos são dadas nesta Instrução do Missal Romano:

– Cantada (rezada) POR TODOS: pois a aclamação pertence à assembléia dos fiéis, não a equipe de canto, nem ao presidente da celebração, ou qualquer pessoa que represente a comunidade;

– EM PÉ, pois é a maneira que devemos realizar uma aclamação.

  1. ESPIRITUALIDADE (coração)

A aclamação eucarística torna-se mais intensa e um sinal mais expressivo do Mistério, quando manifesta o grito de alegria do povo de Deus em face do acontecimento da salvação, o seu aplauso ao Cristo Ressuscitado, o júbilo da visão escatógica (fim dos tempos), numa palavra: a ação de graças.

Enquanto todas as orações eucarísticas são dirigidas ao PAI, a aclamação eucarística, também conhecida como “aclamação da anamnese” é endereçada ao FILHO. Esse uso está plenamente conforme a um uso quase original da oração dos cristãos: o presidente se dirige diretamente ao Pai em nome de toda a assembléia, mas os fiéis se dirigem àquele que nos conduz ao Pai.

O Missal Romano não prevê a possibilidade de substituir as aclamações eucarísticas previstas, por outras aclamações. Elas são um grito de fé da assembléia que aclama seu Senhor presente no meio dela e, em seu mais alto ponto, nas espécies eucarísticas, sem deixar de clamar por sua vinda última e plena em sua glória, no fim dos tempos.

Agora você sabe como fazer o gesto corporal durante a Aclamação Eucarística e, mais importante, você sabe porque é feito este gesto.

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Gotas de água no vinho durante a Celebração Eucarística – Qual o sentido deste gesto?

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Antes de falarmos do sentido é bom lembrarmos algumas coisas:

1.A PESSOA HUMANA SE COMUNICA ATRAVÉS DE SINAIS.

Esta é a diferença entre nós e os outros animais. Nossa linguagem incluem os sinais e símbolos.

O Documento de Puebla nos diz: “O homem é um ser sacramental; no nível religioso, exprime suas relações com Deus num conjunto de sinais e símbolos” (Puebla, 920).

2. A LITURGIA SE UTILIZA DE SINAIS SENSÍVEIS.

“A Liturgia é simbolizada através de sinais sensíveis e realiza em modo próprio a cada um a santificação dos homens; nela o corpo místico de Jesus Cristo, cabeça e membros, presta a Deus o culto público integral” (Sacrosanctum Concilium,7).

Como a Igreja orienta este gesto da mistura, no cálice, com água e vinho?

“Em seguida, de pé, no lado do altar (o diácono ou o padre), derrama VINHO E UM POUCO D’ÁGUA no cálice, dizendo em silêncio: ‘Por esta água’, enquanto o ministro lhe apresenta as galhetas” (Instrução Geral do Missal Romano, 142).

Esta é a oração que se reza em silêncio: “Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade” (Missal Romano, p. 403).

É uma pena que esta oração seja feita em silêncio, pois o seu conteúdo já revela todo o significado!

Este rito tem um significado profundo, pois relaciona Cristo e a Igreja. Cristo e a Humanidade. O vinho é Cristo (sangue) e a água a humanidade. Quando a água é diluída no vinho, desaparece totalmente (não é como o óleo, que não se mistura com a água). Assim é nossa vida em Cristo. Ele assume todo nosso ser.

Lembremos daquela passagem de São Paulo: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2, 20).

Os judeus não usavam vinho puro em suas refeições, mas sempre misturado com um pouco de água, desta forma é muito provável que Jesus Cristo, na Última Ceia, tenha utilizado vinho misturado com água, também.

São Cipriano já dizia: “Se houver apenas água, sem vinho, estamos sozinhos, sem Cristo. E se houver só vinho, sem água, estaria Cristo sozinho”.

Podemos perceber neste simples gesto litúrgico a importância que Cristo dá a cada um de nós. Pois a água, que é nossa bebida mais comum, ao ser colocada no vinho, torna-se vinho, desaparece a água. Portanto, uma bebida mais valiosa.

Pois o vinho é considerado uma bebida nobre. Assim como a água se mistura ao vinho e toma gosto de vinho, é assumida pelo vinho, assim pela Eucaristia também nós somos assumidos por Cristo, somos transformados em Cristo. Deixemos que Cristo posas dignificar a nossa vida!

No Prefácio do Natal III isso fica muito claro: “No momento em que vosso Filho assume nossa fraqueza, a natureza humana recebe uma incomparável dignidade: ao tornar-se Ele um de nós, nós nos tornamos eternos” (Missal Romano, p. 412).

Nesta oração da mistura da água com o vinho pedimos a Deus, que através de Cristo, possamos participar da sua vida no Sacrifício Eucarístico. Pois a água e o vinho misturados, nos mostram que a Eucaristia é um sacrifício de Cristo e da Igreja.

A pequena parte de água, representando nossa condição de seres humanos, pequenos e pecadores é misturada na grande parte de vinho, representando a grandeza de Deus. A água se mistura ao vinho adquirindo as suas características, Portanto, toda a humanidade é transformada pelo Sacrifício de Cristo, unindo-se a Ele, através da participação em seu Santo Sacrifício.

Desta forma, a Eucaristia é “o memorial sacrifical de Cristo e do seu corpo, a Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, 1362).

Vejam o grande significado deste gesto colocado em nosso Catecismo: “A Eucaristia é também o sacrifício da Igreja. A Igreja, que é o corpo de Cristo, participa da oferta da sua Cabeça. Com Cristo, ela mesma é oferecida inteira. Ela se une à sua intercessão junto ao Pai por todos os homens. Na Eucaristia, o sacrifício de Cristo se torna também o sacrifício dos membros do seu Corpo. A vida dos fiéis, seu louvor, seu sofrimento, sua oração, seu trabalho, são unidos aos de Cristo e à sua oferta total, e adquirem assim um valor novo. O sacrifício de Cristo presente no altar dá a todas as gerações de cristãos a possibilidade de estarem unidos à sua oferta” (Catecismo da Igreja Católica, 1368).

Aqui está o grande significado deste pequeno gesto litúrgico e sua grande importância e que muitas vezes passa despercebido em nossas celebrações.

Agora que você já sabe, acompanhe com muito amor e respeito.

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Existe diferença entre alma e espírito?

diferença entre a alma e espirito a igreja ensina que é uma única realidade

 

Falemos primeiramente sobre o ser humano. Todos nós tem capacidades que adquirimos ao longo de nossa existência. Somos capazes de pensar e de tomar decisões.

Nossa alma é racional, todos nós temos a capacidade de voluntariamente, livremente decidir por algo, optamos por isso ou por aquilo.

Esta capacidade de decidir, de agir e de absorver pelos sentidos de forma mais ampla nos difere de todos os outros animais. Esta capacidade humana é uma diferença hierárquica e natural.

Os animais também possuem alma, porém não possuem capacidade de decisão, capacidade de escolha como o ser humano. A abstração do mundo é muito inferior ao ser humano.

A palavra ALMA no grego é PSYKHÉ (psique) que pode significar SER ou mesmo VIDA, no latim é ANIMA, dai vem o sentido de animação, algo que está vivo ou em movimento.

O corpo, com suas funções biológicas é animado pela alma. A planta também possui funções biológicas, descritos pela botânica. Também possui alma, mas não possui razão de existência, não decide por si, suas funções são programadas.

Os animais como cachorro, gatos, cavalos e etc, possuem alma, mas alma de animal. Possuem também um certo governo por seus corpos, mas de modo inferior ao seres humanos.

O corpo tanto do homem quanto a do animal é constituído é feito de MATÉRIA, portanto algo físico, palpável e dimensional, tem forma.

O corpo portanto está sujeito as intempéries do tempo e do movimento. O ser humano é completo com o corpo e sua alma racional.

Muito bem, para alguns alma e espirito parecem ser coisas distintas, no entanto para a Igreja, que nos ensina, alma e espirito são uma só coisa.

Enquanto o corpo é formado por matéria, a alma humana é espiritual. Esta é a maior distinção entre nós e o restante dos animais. Ter uma alma espiritual, significa que ela não irá deixar de existir após nossa morte física.

Mas é preciso deixar algo claro nesta catequese. O corpo e nossa alma espiritual, não são duas realidades. O corpo, alma e espírito é uma única natureza humana. Esta natureza é rompida pela morte.

Vejamos o que ensina a Igreja no Catecismo no parágrafo §365: A unidade da alma e do corpo é tão profunda que se deve considerar a alma como a “forma” do corpo; ou seja, é graças à alma espiritual que o corpo constituído de matéria é um corpo humano e vivo; o espírito e a matéria no homem não são duas naturezas unidas, mas a união deles forma uma única natureza.

Portanto quando ouvirmos alguém dizer alma, dentro da nossa Fé Católica, esta pessoa está se referindo ao espírito, já que a Igreja nos ensina, sem errar, que alma e espirito diz respeito a mesma coisa.

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O QUE SIGNIFICA A PALAVRA KYRIE ELEISON CANTADA NA MISSA

kyrie eleison cantado no ato penitencial na santa missa

 

Kyrie Eleison é uma das músicas mais cantadas nas celebrações Eucarísticas. Seu significado é bastante evidente, já que é cantado em um momento oportuno na Santa Missa.

As palavras que usamos na nossa Liturgia sempre possuem suas raízes no grego, hebraico e também no latim. Gosto sempre de falar sobre este assunto, pois sempre estamos repetindo estas palavras e não sabemos seu significado.

Existem vários cantos Litúrgicos em que dizemos as palavras Kyrie Eleison, e sua expressão está intimamente ligada ao momento de pedido de perdão (Ato Penitencial) na Santa Missa.

Veja abaixo uma das músicas mais cantadas em nossas Liturgias:

SENHOR QUE VIESTE SALVAR
OS CORAÇÕES ARREPENDIDOS.

KYRIE ELEISON, ELEISON, ELEISON!
KYRIE ELEISON, ELEISON, ELEISON!

O CRISTO QUE VIESTE CHAMAR
OS PECADORES HUMILHADOS.

CHRISTE ELEISON, ELEISON, ELEISON!
CHRISTE ELEISON, ELEISON, ELEISON!

SENHOR QUE INTERCEDEIS POR NÓS
JUNTOS A DEUS PAI QUE NOS PERDOA.

KYRIE ELEISON, ELEISON, ELEISON!
KYRIE ELEISON, ELEISON, ELEISON!

A esta altura você já deve ter percebido o que significa as palavras KYRIE e ELEISON, agora está fácil de compreender. A palavra Kyrie (κύριος) que é GREGA vem de Kyrios que significa SENHOR.

Já a palavra ELEISON (ελεησον), também do GREGO, quer dizer “TENHA PIEDADE” ou mesmo “TENDE PIEDADE”.

Portanto KYRIE ELEISON quer dizer “SENHOR TENHA PIEDADE” e logicamente é por isso que ela é cantada no momento do ATO PENITENCIAL.

Cada canto litúrgico possui sua mensagem e e seu momento adequado na celebração da Santa Missa. É por esta e  outras razões que os cantos não deve-se basear apenas no gosto do grupo de canto.

As músicas devem expressar cada momento da celebração. Um outro ponto que gosto de considerar é que muitas vezes as pessoas estão preocupadas em novos cantos.

Aprender novos cantos é bom, mas na maioria das vezes pode ser traumático para a comunidade. Sem uma catequese para com a comunidade, no sentido de introduzir aos poucos novos cantos, pode dar um resultado desastroso.

E as vezes a comunidade nem mesmo quer novos cantos, já estão acostumados, gostam de cantar o que todos já cantam, então uma serenidade neste sentido é de extrema importância, pois respeita o MOMENTO CERTO DO CANTO e também a própria COMUNIDADE.

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O salmo responsorial pode ser substituído por canto de meditação?

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salmo responsorial (salmo cantado ou recitado na missa) não pode ser substituído por canto de meditação ou por qualquer outro canto.

 

Instrução Geral do Missal Romano – IGMR (3ª edição típica) disciplina: “[…] nem é permitido trocar as leituras e o salmo responsorial, constituídos da Palavra de Deus, por outros textos não bíblicos” (n. 57).

No mesmo sentido, vai a Introdução ao Lecionário da Missa (Ordo Lectionum Missae – OLM), ou Elenco das Leituras da Missa, que estabelece: “Não é permitido que na celebração da missa as leituras bíblicas, juntamente com  os cânticos tirados da Sagrada Escritura, sejam suprimidas, nem abreviadas nem, coisa ainda mais grave, substituídas por outras leituras não bíblicas (n. 12).

Lucien Deiss, sacerdote da Congregação do Espírito Santo (CSSp), deixou-nos uma preciosidade: “A Palavra de Deus Celebrada“, ou, em original, “Célébration de la Parole”. Este livro foi traduzido para o português pelas Monjas Beneditinas da Abadia de Santa Maria em São Paulo, SP. E, na parte que aqui toca mais de perto, o padre Lucien Deiss afirma:

“Da mesma forma que não podemos substituir o Evangelho por uma palavra simplesmente humana, por mais bela que seja, da mesma forma que não podemos substituir o pão eucarístico pelo pão comum, não saberíamos substituir o Salmo responsorial por um canto comum. Em cada salmo é a própria face de Cristo que se revela à comunidade. Face do homem das dores nas lamentações, face do Ressuscitado nos salmos do Reino, face do Mestre da sabedoria nos salmos sapienciais, face de quem implora nos salmos de súplica, face de louvor de bênção nos salmos hínicos. Como ousar substituir esta face adorável, cujos traços foram desenhados pelo Espírito Santo, por uma outra face cujos traços, fruto da imaginação humana, são propostos por um cântico?” (pág. 74).

Linhas antes, Padre Lucien já dissera: “Quanto ao Salmo responsorial, ele quer ser uma resposta à primeira leitura” (pág. 19).

O salmo responsorial é parte integrante da liturgia da palavra – afirma a IGMR, n. 61.

Para a celebração da Eucaristia (Missa), segundo o mesmo Padre Lucien: “O Salmo foi escolhido em função das leituras. […]. Não é portanto o Saltério da Bíblia que consideramos aqui, mas o do Lecionário” (pág.70).

Voltando à pergunta que dá título a este post, valho-me mais uma vez da lucidez litúrgica de Lucien Deiss, que a coloca e responde nestes termos:

“Em si, o convite à meditação da Palavra de Deus é sempre oportuno. O salmista cantava:

Como eu amo a tua lei!
Durante todo o dia eu a medito (Sl 118 (119), 97).

Mas não está aí o problema. A verdadeira questão é a seguinte: convém considerar o Salmo responsorial como um canto de meditação, e portanto favorecer, por meio da música, um clima de recolhimento e meditação?

Sem a mínima hesitação, respondemos: não. Ou, ao menos, não necessariamente.” (pág. 64).

E Deiss conclui: “A meditação não está, portanto, excluída, mas não se pode reduzir o Salmo responsorial a um canto de meditação” (pág. 66).

O silêncio de que fala a IGMR (n. 56) é uma pausa de recolhimento que integra a liturgia da palavra. Os breves momentos de silêncio, como diz a IGMR, não se prestam, pois, como motivo para a introdução de canto de meditação em substituição ao salmo responsorial.

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No que consiste a celebração do Éfeta ?

efeta rito na catequese de adultos

 

A palavra Éfeta quer dizer Abra-te. A Igreja é muito rica em seus símbolos e ritos, muitos dos quais encontramos na Sagrada Escritura e também na Sagrada Tradição.

A Liturgia está repleta de instrumentos que foram retirados dos Evangelhos desde a Igreja Primitiva. Nada está por acaso e tudo está ligado como que um elo que se forma em torno dos mistérios de Cristo.

Um exemplo destas riquezas litúrgicas é a instituição da Eucaristia por Nosso Senhor, assim como sua atitude de lavar os pés de seus Apóstolos.

O éfeta também é uma celebração que tem sua raiz nos fatos Evangélicos. Esta celebração se faz para com aqueles que estão se preparando para receber os sacramentos, principalmente a do Batismo.

Geralmente no Batismo infantil, esta celebração é opcional. Porém na preparação dos adultos é uma etapa catequética, que ao meu ver enriquece a espiritualidade dos catecúmenos adultos.

Uma crítica, apenas que faço, é que, em alguns materiais catequéticos, esta celebração acompanha alguns gestos, como por exemplo a imposição de mãos.

Estes materiais, que não o RICA (RITUAL DE INICIAÇÃO CRISTÃ DE ADULTOS), sugerem que os catequistas imponham as mãos sobre os catecúmenos.

No entanto a prática de imposição de mão é pertinente a um MINISTRO ORDENADO, e não para com um leigo. O ministro ordenado, no caso, refiro-me ao Padre ou um Diácono.

Esta celebração consiste em aproximar ainda mais os catecúmenos em sua missão evangelizadora. O presidente da celebração, irá tocar nos lábios do catecúmenos e dizer as palavras:

Éfeta, isto é, abra-te, a fim de proclamar o que ouviste para louvor e glória de Deus.

O próprio RICA dá a instrução sobre este rito na página 152, dizendo: Este rito, por seu próprio simbolismo, sugere a necessidade da graça para se ouvir e proclamar a Palavra de Deus a fim de se alcançar a Salvação.

É necessário envolver o grupo de catequese, e fazê-los compreender que cada um se torna um discípulo de Cristo. Nesta dimensão de discípulos do Senhor, todos tem o dever e a obrigação de anunciar a boa nova.

Se você catequista, ou mesmo em sua paróquia não tem o hábito de inseri o Rito do Éfeta em sua catequese, acredite, só se tem a ganhar com a graça deste sinal.

Caso você não tenha o RICA, se desejar você pode baixar o Rito do Éfeta e utilizar na celebração, dentro ou fora missa. Sempre que possível peça auxílio para um Padre ou Diácono na celebração do Rito.

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Magnificat anima mea Dominum
Doutrina Católica, Visão de Conjunto e Implicações na Sociedade – Prof. Emerson Takase
Nós Somos a Igreja Católica

 

 

Santa Missa – Passo a Passo

 

Cantar a Liturgia – Padre Anderson Marçal

 

Símbolos na Santa Missa – Prof. Carlos Tadelle
Erros Litúrgicos do Pe. Marcelo Rossi – Dom Armando Bucciol
Padre Demétrio: Os abusos litúrgicos e a riqueza da Santa Missa
Abusos na liturgia da Igreja – Padre Alex
A Missa – O certo e o errado – Padre Raphael
Mariologia – Apresentação
Mariologia – Introdução
Historia da Mariologia
Maria no Antigo Testamento
Maria em Gálatas 4,4 5
Maria em Mateus
Maria em Marcos
Maria nas Sagradas Escrituras do Antigo ao Novo Testamento – Pe. Guido
As Bem-aventuranças e Nossa Senhora – Prof. Lucas Parra
Nossa Senhora Corredentora – Prof. André Melo
O Ministério de Pedro e a Igreja Primitiva
O Pentateuco | Estudo Bíblico com Pe. Guido
Os 7 Livros Sapienciais do Antigo Testamento | Estudo Bíblico Católico com Pe. Guido
Os Livros Proféticos do Antigo Testamento | Estudo Bíblico Católico com Pe. Guido
Os Evangelhos na História da Igreja
Evangelho de Mateus | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto
Evangelho de Marcos | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto
Evangelho de Lucas | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto

 

 

Evangelho de João | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto

 

Atos dos Apóstolos | Estudo Bíblico Católico com Pe. Guido
Cartas de São Pedro | Estudos Bíblicos com Pe. Guido
Cartas de São Paulo | Estudos Bíblicos com Pe. Guido 1/3
Cartas de São Paulo | Estudos Bíblicos com Pe. Guido 2/3
Cartas de São Paulo | Estudos Bíblicos com Pe. Guido 3/3
Cartas de São Paulo | Introdução | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Cartas de São Paulo | Corpus Paulinum | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Cartas de São Paulo | 1 Tessalonicenses | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Cartas de São Paulo | 1 Coríntios | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Cartas de São Paulo | 1 Coríntios | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto

 

Cartas de São Paulo | Gálatas | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Cartas de São Paulo | Cartas Pastorais 1 | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Cartas de São Paulo | Cartas Pastorais 2 | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Apocalipse: o Livro Profético do Novo Testamento | Estudo Bíblico Católico com Pe. Guido
Apocalipse | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto

 

 

 

Sagrada Tradição da Igreja – Professor Felipe Aquino
Sagrado Magistério da Igreja – Professor Felipe Aquino
Breve comentário sobre a História da Igreja | Prof. Felipe Aquino
O Santo Terço Explicado – Professor Carlos Ramalhete

 

Doutrina Social da Igreja (introdução) – Padre Douglas Pinheiro Lima

 

Formação sobre canto e música litúrgica

 

Curso de Canto Gregoriano – Parte 1

 

Curso de Canto Gregoriano – Parte 2

 

Curso de Canto Gregoriano – Parte 3

 

Curso de Canto Gregoriano – Parte 4
Curso de Canto Gregoriano – Parte 5
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 1
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 2
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 3
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 4
Introdução ao estudo dos Dogmas da Igreja Católica – Márcio Carvalho
Grandes Heresias da História da Igreja – Pe. Guido
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