“Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui (…) ” é uma heresia

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Dom José Francisco Falcão de Barros é bispo Titular de Augurus e auxiliar do ordinariado militar do Brasil explica aos 15 min e 20s do vídeo abaixo.

 

 

O cântico da Santíssima Trindade nas Missas: “Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo, estamos aqui (…) para louvar e agradecer, bem dizer e Te adorar (…)”, bem como outros no estilo, de acordo com a Teologia Católica, é uma heresia, pois o correto da Trindade é: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Mesmo rezado, deve-se dizer “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Isso foi criado pela mentalidade carismática e hoje em dia uma boa parte, infelizmente, canta e reza errado por culpa deles, que parecem não saber português corretamente, e passa a ter o sentido de três deuses ao invés de um Deus e três Pessoas como é o correto.

A palavra “Nome” indica a substância de Deus. A substância de Deus é uma só. O Filho e o Espírito Santo têm a mesma substância do Pai. São consubstanciais ao Pai. Por isso, também não se repete a palavra “nome” no Glória.

O segredo divino mais importante da fé que Jesus Cristo nos revelou é o Mistério da Santíssima Trindade. Jesus falou de seu Pai, que é Deus; do Espírito Santo, que também é Deus; e afirmou que Ele e o Pai são uma mesma coisa (João 10, 30), porque é o Filho de Deus. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um único Deus – não três deuses –, porque tem a mesma natureza divina, ainda que sendo três Pessoas realmente distintas.

Que Deus é Um em essência e Trino em pessoas é a revelação de sua vida íntima, maior e mais profundo de todos os mistérios; além de ser o mistério fundamental de nossa fé e de nossa vida cristã. Temos de procurar conhecê-lo e vivê-Lo! O Credo ou Símbolo é a explicação do mistério trinitário: o que Deus é e o que fez por suas criaturas ao criá-las, ao redimi-las e ao santificá-las.

A Trindade, mistério de um só Deus e três Pessoas realmente distintas. Nunca poderemos compreender os Mistérios, porque nós somos limitados e eles nos superam; sem dúvida, temos de tentar conhecê-los cada vez melhor, para que nossa fé seja firme e operativa.

O Mistério da Santíssima Trindade consiste em que, em Deus há uma única essência e três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, cada uma das quais é Deus, sem ser três deuses, mas um único e só Deus.

Podemos comparar este Mistério com o sol: o sol está no céu e produz luz e calor; a luz e o calor não são distintos do sol. A Trindade é algo parecido: o Filho e o Espírito Santo são iguais em natureza ao Pai, mas são um só Deus. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Três pessoas distintas e um único Deus.

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Genuflexão e inclinação na missa

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Notas preliminares:

 

1 – O documento da CNBB – n. 43, no número 239, e a IGMR, no número 310c, falam do lugar destinado aos ministros no presbitério, ministros aqui entendidos como todos aqueles que estão envolvidos mais diretamente na celebração, como o padre, o diácono, os acólitos, leitores, salmista e ministros extraordinários da comunhão. O animador do canto e o comentarista, por estarem mais a serviço da assembleia, não devem exercer a sua função do presbitério, mas de lugar apropriado, que revele a natureza de seu ministério.

2 – Acontece, porém, que muitas igrejas, não dispondo de um presbitério mais espaçoso, acabam se conformando também com ritos processionais mais pobres, como na entrada, por exemplo, onde apenas o sacerdote e os acólitos participam. No caso em foco, nada impede que o rito de entrada seja solene, pois no presbitério ficaria apenas o sacerdote com os acólitos, e os demais ministros tomariam lugar nos bancos da frente, para facilitar também o exercício de seu ministério. Assim, leitores e salmistas ficariam próximos ao ambão, e os ministros da comunhão mais próximos do altar. 

3 – O tema aqui proposto, levando em consideração o que nesta nota se expõe, destina-se principalmente àqueles ministros, de qualquer função, iniciantes no ministério, como também até mesmo aos fiéis em geral, que queiram uma compreensão dos gestos de genuflexão e de inclinação na Liturgia.  Numa tentativa de facilitar a assimilação do tema, a modalidade aqui proposta é de perguntas e respostas, como no sistema antigo do catecismo. Eis, pois, as questões:

– O que é genuflexão?

Genuflexão é o ato físico de dobrar o joelho direito até o chão. Significa adoração. Por isso, é reservada ao Santíssimo Sacramento e à Cruz, esta da Sexta-feira Santa até o início da Vigília Pascal do Sábado Santo.

– Na missa faz-se genuflexão?

A genuflexão na missa, regra geral, é feita somente pelo sacerdote, em três momentos: depois da elevação da hóstia, após a elevação do cálice e antes da Comunhão. Caso, porém, haja no presbitério tabernáculo (sacrário) com o Santíssimo Sacramento, todos os ministros então devem fazer a genuflexão, no início e no final da missa, mas não durante a celebração. O diácono, ou o leitor, quando conduz o Evangeliário, por causa da dignidade desse livro sagrado fica dispensado da genuflexão.

– O que é inclinação? 

Inclinação, em liturgia, é também ato físico relacionado com o nosso corpo. Existem duas espécies de inclinação: inclinação profunda, ou do corpo, e inclinação simples, ou da cabeça. A inclinação é sinal de reverência e de honra que se atribuem às pessoas e seus símbolos. Faz-se inclinação da cabeça, quando se nomeiam juntas as três pessoas da Trindade, como no início e no fim da missa e como acontece também no “Glória ao Pai…”, no fim dos salmos na Liturgia das Horas. Já a inclinação profunda se faz ao altar; às orações “Ò Deus todo-poderoso, purificai-me” e “De coração contrito”, próprias do sacerdote; no Símbolo Niceno-Constantinopolitano às palavras “E se encarnou”; e, no Cânon Romano (Oração Eucarística I) às palavras “Nós vos suplicamos”, da epiclese sobre os comungantes. Na prática, porém, essa orientação da Instrução Geral quase não se verifica.
Por quem e como são feitas na missa as duas espécies de inclinação?
São feitas por todos os ministros (sacerdote, diácono e leigos), no início e no final da missa, mas não durante a celebração, assim como acontece também com a genuflexão, quando há sacrário no presbitério com o Santíssimo Sacramento. A inclinação profunda, ou do corpo, regra geral é feita por todos, e a inclinação simples, isto é, a inclinação da cabeça, é feita somente por aqueles ministros que conduzem algum objeto sagrado, como a cruz, as velas, o turíbulo, a naveta com incenso etc..

Na missa há também momentos de genuflexão e de inclinação para os fiéis?
– Tais gestos os fiéis devem fazer quando chegam à igreja e quando dela saem, nas circunstâncias acima descritas. Além destes, durante a celebração há aqueles momentos referidos no início (no Símbolo e na epiclese do Cânon Romano).  Também na Oração Eucarística, no momento do relato eucarístico ou Consagração, depois de cada elevação (da hóstia e do cálice), quando o sacerdote faz a genuflexão, juntamente com ele os fiéis que não podem ajoelhar-se podem fazer uma inclinação profunda, isto é, do corpo, como propõe a Instrução Geral.

 

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As alfaias litúrgicas

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A Instrução Geral do Missal Romano (ns. 327-351), falando de tudo o que se usa na Liturgia, sempre enfatiza o bom gosto, a nobre simplicidade e sua qualidade, dada a finalidade a que se destina. Tudo, pois, que se usa na celebração deve distinguir-se em qualidade e nobreza do que é usado no cotidiano, visto que, na Liturgia, tudo adquire sentido novo e simbólico. Com relação, por exemplo, à celebração eucarística, honra especial seja dada aos vasos sagrados e, dentre estes, mais ainda ao cálice e à patena, “onde se oferecem, consagram e consomem o vinho e o pão” (IGMR n. 327), devendo por isso ser feitos de metal nobre, como o ouro, por exemplo. Caso, porém, sejam de metal oxidável, recomenda-se que sejam normalmente dourados por dentro.

Também com relação a outros objetos destinados ao culto ou a qualquer uso na igreja, dispõe a IGMR que seus materiais sejam nobres, de qualidade, duráveis, e se prestem bem para o uso sagrado, condizentes, pois, com o fim a que se destinam. Pode-se pensar aqui nos livros litúrgicos (Lecionário, Evangeliário e Missal), os quais gozam de veneração peculiar, visto que são sinais e símbolos das realidades celestes, por isso devem ser “verdadeiramente dignos, artísticos e belos”. (Com relação às vestes sagradas, veja-se nesse mesmo link texto próprio, com o mesmo título).

IDENTIFICAÇÃO E FUNÇÃO NA LITURGIA

Dá-se abaixo a identificação material e a funcionalidade litúrgica dos vasos e objetos sagrados na Liturgia, o que pode ser útil às Equipes de Liturgia e aos fiéis em geral, destacando-se não tanto a sua funcionalidade material, mas sua ministerialidade na Liturgia, tornando-se, pois, também ricamente simbólicos. Vejamos então:

CÁLICE – Vaso onde se consagra o vinho durante a missa. É o mais importante de todos.

PATENA – Pequeno prato, geralmente de metal, para conter a hóstia durante a celebração da missa.

ÂMBULA, CIBÓRIO OU PÍXIDE – É um recipiente para a conservação e distribuição das hóstias aos fiéis.

NAVETA – Pequeno vaso onde se transporta o incenso nas celebrações litúrgicas.

TURÍBULO – Vaso utilizado nas incensações durante a celebração. Nele se colocam brasas e o incenso.

CASTIÇAL – Utensílio que se usa para suporte de uma vela.

CANDELABRO – Grande castiçal, com várias ramificações, a cada uma das quais corresponde um foco de luz.

CALDEIRINHA E ASPERSÓRIO – A caldeirinha é uma pequena vasilha, onde se coloca água benta para a aspersão. Já o aspersório é um pequeno instrumento com o qual se joga água benta sobre o povo ou sobre objetos. Na Liturgia são inseparáveis.

BACIA E JARRA – Em tamanho pequeno, a jarra para conter a água, para o rito do “Lavabo”, não só na missa, mas também na celebração de sacramentos, como o Batismo, a Crisma, a Unção dos Enfermos etc., em que há imposição do óleo.

OSTENSÓRIO – Objeto que serve para expor a hóstia consagrada, para adoração dos fiéis e para dar a bênção eucarística.

CUSTÓDIA – Parte central do Ostensório, onde se coloca a hóstia consagrada para exposição do Santíssimo. Tem a forma circular e é parte fixa do Ostensório.

LUNETA – Peça do Ostensório, onde se coloca a hóstia consagrada, para a exposição do Santíssimo. É peça móvel e tem a forma de meia-lua.

GALHETAS – São dois recipientes para a colocação da água e do vinho, para a celebração da missa.

TECA – Pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a Eucaristia para os doentes. Usa-se também, em tamanho maior, na celebração eucarística, para conter as partículas.

CORPORAL – Tecido em forma quadrangular sobre o qual se coloca o cálice com o vinho e a patena com o pão.

MANUSTÉRGIO – Toalha com que o sacerdote enxuga as mãos no rito do Lavabo. Em tamanho menor, é usada pelos Ministros da Comunhão Eucarística, para enxugarem os dedos.

PALA – Cartão quadrado, revestido de pano, para cobrir a patena e o cálice.

SANGUINHO – Chamado também purificatório. É um tecido retangular, com o qual o sacerdote, depois da comunhão, seca o cálice e, se for preciso, a boca e os dedos.

VÉU DE ÂMBULA – Pequeno tecido, branco, que cobre a âmbula, quando esta contém partículas consagradas. É recomendado o seu uso, dado o seu forte simbolismo. O véu vela (esconde) algo precioso, ao mesmo tempo que revela (mostra) possuir e trazer tal tesouro. (O véu da noiva, na liturgia do Matrimônio, tem também esta significação simbólica, embora, na prática, não seja assim percebido, muitas vezes passando como mero adorno de ostentação).

HÓSTIA – Pão não fermentado (ázimo), usado na celebração eucarística. Aqui se entende a hóstia maior. É comum a forma circular.

PARTÍCULA – O mesmo que hóstia, porém em tamanho pequeno e destinada geralmente à comunhão dos fiéis.

RESERVA EUCARÍSTICA – Nome que se dá às partículas consagradas, guardadas no sacrário e destinadas sobretudo aos doentes e à adoração dos fiéis, em visita ao Santíssimo. Devem ser consumidas na missa seguinte.

CÍRIO PASCAL – Vela grande, que é benzida solenemente na Vigília Pascal do Sábado Santo e que permanece nas celebrações até o Domingo de Pentecostes. Acende-se também nas celebrações do Batismo, da Crisma e no rito de Exéquias na igreja.

CRUZ – Não só a cruz processional, isto é, a que guia a procissão de entrada, mas também uma cruz menor, que pode ficar sobre o altar, ou perto dele. Ambas as cruzes devem trazer a imagem do Crucificado (cf. IGMR 117.122.308), mas somente uma fica na celebração. A do altar recomenda-se que permaneça junto a ele também fora das celebrações litúrgicas, e pode, eventualmente, ser trazida na procissão de entrada. Comentando a disciplina da IGMR, quanto à cruz com o Crucificado, José Aldazábal diz: “supõe-se que isso não tem efeitos retroativos e não será necessário retirar dos presbitérios algumas magníficas “cruzes gemadas” que não trazem a imagem do Crucificado”.

VELAS – As velas comuns, porém de bom gosto, que se colocam no altar, geralmente em número de duas, em dois castiçais. Em celebrações mais festivas e dominicais, o número de velas pode chegar a seis, e em celebrações presididas pelo bispo diocesano pode chegar a sete (IGMR n. 117).

INCENSO – É uma resina aromática, extraída de várias plantas, usada sobre brasas, nas celebrações solenes. Sua fumaça, elevando-se, simboliza a oração dos santos a Deus (cf. Sl 141,[140]2; Ap 8,3).

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A importância da música na Igreja

Importância da música na igreja

“Quem  canta reza duas vezes”. Quanta sabedoria nesta famosa frase de Santo Agostinho. A oração é importantíssima na vida cristã. Por meio da oração, o cristão entra em contato com Deus e nutre a sua alma. E cantar é rezar, é celebrar a liturgia numa atitude de adoração, de louvor a Deus de quem tudo depende.

A liturgia privilegia a palavra, atualiza a comunicação entre Deus e o homem. Por isso, a leitura pública e em voz alta das leituras e orações litúrgicas é o modo mais apto para expressar o diálogo entre a Igreja Esposa e Cristo Esposo.

Na Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium do Vaticano II lemos: “na Liturgia Deus fala ao Seu povo, e Cristo continua a anunciar o Evangelho. Por seu lado, o povo responde a Deus com o canto e a oração” (nº 33). Cantar, em vez de só recitar, as leituras e orações litúrgicas reforçam sua capacidade comunicativa e até mesmo, em algumas ocasiões, o canto chega a ser uma oração em si mesma.

Funções do canto litúrgico
São várias as funções do canto e da música litúrgica. Citamos principalmente três:

– É uma expressão poética. Por meio do canto, como dissemos antes, a palavra pode chegar a ter uma força comunicativa muito maior, ganhando expressividade e beleza.

– Cria um clima festivo e comunitário. Sendo o canto uma expressão do interior do homem que toca-lhe no seu mais íntimo e profundo, contribui para liberar sentimentos escondidos e reservados e tira as pessoas do individualismo, para criar um sentido de alegria comum e uma sintonia.

– O canto tem, além, uma função ministerial e sacramental. A música sacra está em função da liturgia para ajudar a assembleia a expressar e realizar duas atitudes internas para depois, transformá-las em vida.

Características da música sagrada
Usamos aqui o termo música sagrada referindo-nos à música usada no culto. Podemos identificar algumas características conforme estas funções antropológicas e litúrgicas.

O canto deve ser santo. Isso não quer dizer só rejeitar o que há de profano, mas assumir o caráter consagrado. Será santo o canto que se integra com a ação sagrada, usando os textos litúrgicos e expressando melodiosamente o significado destes textos.

Será bom o canto não só se conserva a perfeição técnica da música, mas quando consegue significar a realidade boa e perfeita do culto. Pelo canto conhecemos e experimentamos a bondade mesma de Deus.

O que a Igreja busca com a música não é só o prazer estético, mas a elevação espiritual que ajuda tanto à alma a chegar, através da ordem sensível, à ordem da graça. Por isso a Igreja estima tanto o canto gregoriano e o canto polifônico clássico, que criam um clima propício à oração.

Por todos estes motivos é importante sempre que o canto seja idôneo para a liturgia e, como os objetos litúrgicos, sirva o esplendor do culto com dignidade e beleza.

Uso dos instrumentos
Durante os primeiros séculos da Igreja, diferentemente dos judeus e pagãos, não usou instrumentos musicais no seu culto. O motivo talvez fosse à prudência pelas fortes perseguições ou pela associação ao profano e sensual, dado que os romanos usavam o órgão no teatro e no circo.

Com as invasões bárbaras ao Império Romano o órgão caiu em desuso. Em 757 o imperador bizantino Constantino V doou um órgão ao rei franco Pipino (pai de Carlos Magno), quem não hesitou em coloca-lo em uma Igreja.

Desde então o uso do órgão começou a difundir-se e a Igreja privilegiou seu uso como instrumento mais idôneo para a celebração. Mesmo que se privilegie este instrumento, não se excluem os demais. É preferível, porém, que acompanhem sempre os cantos e não seja só música instrumental. Compete à Conferência Episcopal aprovar os instrumentos aptos para a liturgia.

Conclusão
Santa Cecília é considerada a padroeira da música porque, conforme a ata dos mártires, enquanto caminhava ao seu martírio entoava cantos no seu interior. Que assim também seja a nossa vida, um continuo entoar louvores a Deus no nosso interior adorando-o e rendendo-lhe graças. Concluo com a frase do cardeal brasileiro dom Paulo Evaristo Arns que assim definiu a arte musical: “A música, que eleva a palavra e o sentimento até a sua última expressão humana, interpreta o nosso coração e nos une ao Deus de toda beleza e bondade”.

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Como deve ser o cântico durante a Missa?

 

Uma dúvida muito comum aos ministérios de música e também aos leigos é a forma como se devem executar as músicas durante a celebração da Santa Missa.

A Igreja é um lugar sagrado, a Casa de Deus, e por isso devemos respeitar o ambiente e a celebração seguindo alguns conselhos e regras.

Padre Camilo Júnior, Missionário Redentorista, traz cinco sugestões de como podemos celebrar de forma correta o Mistério do Cristo através dos cânticos. Confira:

1. Nós cantamos a missa, e não cantamos na missa

Os cantos escolhidos devem refletir o Mistério que está sendo celebrado. Não podem ser escolhidos cantos unicamente a partir do gosto do coordenador do ministério de música. É a voz do povo que tem que aparecer no canto e sobressair à música, e não este ou aquele instrumento.

3. O espaço do ministério não pode ser tratado como um palco

É importante estar atento ao local onde ficam os músicos, pois a banda não está fazendo um show. O ministério que está tocando durante a missa está prestando um serviço, ajudando a comunidade a cantar e a vivenciar o Mistério de Cristo.

4. Nem todos os momentos da missa precisam de música

Após a comunhão, por exemplo, é importante manter um silêncio oracional. O canto que se usa, chamado de “Canto de Ação de Graças”, não se faz necessário. Toda a celebração da Santa Missa é a grande ação de graças que a comunidade dá ao Pai através de Cristo. Seria muito importante, após a comunhão, reservar um momento de silêncio para a oração pessoal.

 

5. O canto final tem que passar uma mensagem de envio missionário

O canto final tem que ser escolhido para mostrar o envio de uma comunidade à missão. A comunidade que se encontrou com o Cristo no Altar e comungou a vida do Cristo, agora tem que ser continuadora da missão. Por isso, tem que ser um canto de envio missionário.

Fonte: A12.com

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Pedro morou em Roma, foi enterrado em Roma?

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Mons. Vitaliano Mattioli*

 

Resolver essa pergunta é importante porque este “morrer de Pedro em Roma e ser enterrado em Roma”, capital do Império Romano, sempre foi interpretado pela Igreja como uma vontade implícita de Cristo, fundador de Cristo, fundador da Igreja, que o Bispo de Roma deve ser considerado o sucessor de Pedro e o seu Vigário na terra.

Temos testemunhos literários que confirmam tudo isso:

1- A carta do Papa Clemente de Roma aos Coríntios (ano 96). Falando da perseguição de Nero, ano 64, escreve: “Lancemos os olhos sobre os excelentes apóstolos: Pedro foi para a glória que lhe era devida… A esses homens … juntou-se grande multidão de eleitos que, em consequência da inveja, padeceram muitos ultrajes e torturas, deixando entre nós magnífico exemplo” (5,3-7; 6,1).

2- Ireneu (140-203),  Bispo de Lião-França, escreveu uma obra importante “Contra as Heresias”. Nesta nos confirma a chegada de Pedro a Roma: “À maior e mais antiga e conhecida por todos, à Igreja  fundada e constituída em Roma, pelos dois gloriosíssimos apóstolos  Pedro e Paulo” (III, 3, 2); “Os bem-aventurados apóstolos que fundaram e edificaram a Igreja romana transmitiram o governo episcopal a Lino” (III, 3, 3).

3- Tertuliano (160-250), no escrito “Sobre o Batismo”: Não há nenhuma diferença entre aqueles que João batizou no Jordão e aqueles que Pedro batizou no Tibre” (IV, 3).  O Tibre é o rio que atravessa Roma; de tal forma que Tertuliano confirma a presença de Pedro em Roma.

4- Eusébio de Cesaréia  (260-340), na sua “História Eclesiástica”: “O  apostolo Pedro  na Judéia, empreendeu uma longa viagem além-mar… para o Ocidente, veio para Roma” (História , II, 14, 4-5).  “Nero foi também o primeiro de todos os inimigos de Deus, que teve a presunção  de matar os apóstolos. Com efeito conta-se  que sob o seu reinado Paulo foi decapitado em Roma.  E ali igualmente Pedro  foi crucificado. Confirmam tal asserção os nomes de Pedro e  de Paulo, até hoje atribuidos aos cemitérios da cidade” (História, II, 25, 5).

5- Ainda Eusébio  refere o testemunho do Presbítero Gaio (ano 199)  que viveu durante o pontificado do Papa Zefirino (199-217), no seu escrito contra Proclo, chefe da seita dos Montanistas: “Nós aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de São Filipe. Possuímos os troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Vai à via Óstia e lá encontrareis o troféu de Paulo; vai ao Vaticano e lá vereis o troféu de Pedro” (História, II, 25, 6).

6- O mesmo Eusébio nos refere outros testemunhos. No livro II refere o testemunho de Dionísio bispo de Corinto (ano 170): “Tendo vindo ambos a Corinto, os dois apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina evangélica. A seguir, indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por fim, sofreram o martírio na mesma ocasião” (História, II,25,8).

7- Orígenes, (185-253),  na obra Comentários ao Gênesis, terceiro livro  (conservado na História  de Eusébio, III,1, 2):  “Pedro, finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo, conforme ele mesmo desejara sofrer”.

Além desses testemunhos, foram encontrados e decifrados grafites anônimos dos séculos II e III escritos sobre o túmulo de São Pedro localizado durante as escavações arqueológicas realizada debaixo da Basílica do Vaticano nas décadas de 50 e 60 (do séc. XX) que confirmam a sepultura do Apóstolo Pedro em Roma: “Pedro está aqui.” (=Petros Eni) , “Pedro, pede a Cristo Jesus pelas almas dos santos cristãos sepultados junto do teu corpo”, “Salve, Apóstolo!”,  “Cristo e Pedro” , “Viva em Cristo e em Pedro”,  “Vitória a Cristo, a Maria e a Pedro”. Em 1953 foi achado um antigo túmulo hebraico com a inscrição “Simão filho de Jonas”.

Provas arqueológicas

Em 1939, o Papa Pio XII iniciou uma série de escavações debaixo da basílica de São Pedro. Nessas buscas descobriu-se, entre outros restos, o que se julga ser o túmulo de São Pedro.  A descoberta foi anunciada pelo Papa Pio XII no Ano Santo,  Radiomensagem de natal, 23 de dezembro de 1950:

“As escavações debaixo da  Confissão mesma, pelo menos enquanto se relacionam com a tumba do Apóstolo … e seu exame científico, foram, durante este Ano jubilar, concluídas muito bem. Este resultado foi de suma riqueza e importância. Mas a questão essencial é esta: A tumba de São Pedro foi realmente achada? A tal pergunta a conclusão final dos trabalhos e dos estudos responde com um claríssimo Sim. A tumba do Príncipe dos Apóstolos foi encontrada. Uma segunda questão, subordinada à primeira, diz respeito às relíquias do Santo. Estas já foram descobertas? Na beira do túmulo foram encontrados restos de ossos humanos, que no entanto não é possível provar com certeza que pertencem aos restos mortais do Apóstolo. Isto deixa, portanto, intacta a realidade histórica da tumba. A cúpula gigantesca foi erguida justamente sobre o sepulcro do primeiro Bispo de Roma, do primeiro Papa; sepulcro originalmente muito humilde, mas sobre o qual a veneração dos séculos posteriores com maravilhosa sucessão de obras ergueu o maior templo do Cristandade”.

Paulo VI continuou as escavações. A resposta positiva a apresentou na Audiência Geral da Quarta-feira, 26 de junho de 1968: “Uma segunda questão, subordinada à primeira, diz respeito às relíquias do Santo. Elas foram encontradas? A resposta então dada pelo venerável Pontífice foi duvidosa. Novas investigações pacientíssimas e precisas foram feitas mais tarde com resultados que Nós, confortados pelo juízo de prudentes e valiosas pessoas competentes, acreditamos que seja positivo: também as relíquias de São Pedro foram identificadas… Temos razão para acreditar que foram encontrados os poucos, mas sacrosantos restos mortais do Príncipe dos Apóstolos, de Simão, filho de Jonas, do Pescador chamado Pedro por Cristo, daquele que foi eleito pelo Senhor como fundamento da sua Igreja, e ao qual o Senhor confiou  as chaves supremas do seu reino, com a missão de apascentar e de reunir o seu rebanho, a humanidade redimida, até a sua última vinda gloriosa”.

Os estudos continuaram. O mesmo Paulo VI, na Audiência Geral da quarta-feira, 28 de junho de 1978, voltou ao assunto: “Sim, a prova histórica, não somente da tumba, mas também dos seus veneradíssimos restos mortais, foi encontrada. Pedro está aqui, onde a análise documentária, arqueológica, cheia de indícios e lógica finalmente nos indica… Nós temos assim o consolo de ter um contato direto com a fonte da tradição apostólica romana mais segura, aquela que nos garante a presença física do Chefe do Colégio dos primeiros discípulos de Jesus Cristo em Roma”.

* Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma em 1938, realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e na Escola Clássica Apollinaire de Roma e Redator da revista “Palestra del Clero”. Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.

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A música na Missa

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1- Ritos iniciais

Canto de Entrada: é o “cartão de visita”. Deve ser feito um grande esforço para que ele tenha algo a ver com o tema daquela Missa. Se isso não for conseguido, deve ser um canto alegre, de louvor, que anime o povo a ir atrás de Jesus.

Santíssima Trindade: prepara o coração para o início da Missa e invoca a Trindade Santa, Um Único Deus em Três Pessoas distintas.

Ato Penitencial: deve ser um canto de arrependimento pelos pecados e pedido de piedade, de acordo com o texto do Missal Romano. O grande perigo desse canto reside em só cantarmos e não nos penitenciarmos. É necessário pedir que todo o orgulho caia por terra naquele momento e que o canto saia do mais profundo do nosso ser, purificando-nos totalmente.

Hino de Louvor (Glória): depois de sermos perdoados, devemos explodir de alegria no canto do glória. Não podemos cantá-lo no Advento e na Quaresma porque são tempos de penitência, mas no restante dos domingos do ano devemos cantar. Para estar de acordo com a liturgia esse canto precisa ser um louvor à Trindade Santa, de acordo com o texto do Missal Romano.

2- Rito da Palavra

Salmo Responsorial: não é qualquer Salmo. A oração não deve ser mudada porque ela é uma resposta à primeira leitura. Se não der para cantar o Salmo é melhor lê-lo, de acordo com o Lecionário.

Aclamação ao Evangelho: este não pode deixar de ser cantado. Devemos anunciar a Boa Nova que será proclamada e festejara. É como se Jesus entrasse em nosso coração como entrou em Jerusalém triunfante! Por isso motivemos o povo! É hora de cantar Aleluia!

3- Rito Eucarístico

Canto das Oferendas: é um momento de entrega. Devemos entregar nossos corações, vozes e instrumentos a Deus. Se possível, um canto interligado com o tema do dia.

Santo: o mais importante da Missa. É o maior louvor! Para se ter uma idéia, Hosana significa mil vezes aleluia! É o momento em que os anjos descem do céu para participar da Ceia do Senhor e preparar a Mesa Santa! Deve ser de acordo com o texto do Missal Romano.

Pós-Consagração: é um momento de sublime adoração. Não é um canto obrigatório, portanto o Padre deve ser comunicado antes do inicio da Missa e autorizar ou não a resposta ao “Eis o Mistério da Fé”.

Se possível é muito bom cantar as respostas da Oração Eucarística, principalmente em festas mais solenes.

4- Rito da Comunhão

Pai Nosso: há uma enorme diferença quando cantado por toda a comunidade. Quando assim o fazemos, nos tornamos mais unidos, nos sentimos mais filhos. Não é obrigatório o canto e deve ser informado ao Padre se for cantado.

Abraço da Paz: é o momento de distribuirmos a paz, somente ao que está ao nosso lado. Não é obrigatório.

Cordeiro: deve conter os dizeres do Cordeiro de Deus do Missal Romano. Não é obrigatório o canto e deve ser informado ao Padre se for cantado.

Canto de Comunhão: é chegado o momento de receber Jesus. A música deve continuar até o último fiel receber Jesus Eucarístico. Depois deve haver silêncio.

Pós-Comunhão: deve ser um canto suave e de reflexão, que pode ser de acordo com o Evangelho do dia. Não é obrigatório o canto e deve ser informado ao Padre se for cantado.

5- Ritos Finais

Canto Final: é para o povo sair da Igreja com a liturgia na cabeça e no coração. Não precisa ser cantado por todos os fiéis mas deve receber o mesmo tratamento do Ministério de Música.

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